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Confira as notícias:

PiniWeb - 20 de Setembro de 2017

 
Divulgados os três vencedores de premiação para estudos sobre o mercado imobiliário/a>

Prêmio Lares/Abecip/Secovi-SP contemplou estudos sobre o MCMV, lucro de habitações populares e abandono de empreendimentos industriais e logísticos

Foram revelados na última quinta-feira (14) os vencedores do Prêmio Lares/Abecip/Secovi-SP, que visa promover a produção de pesquisas sobre o setor imobiliário por acadêmicos brasileiros e latino-americanos. O anúncio aconteceu durante a 17ª Conferência International da Latin American Real Estate Society (Lares), realizada no Milenium Centro de Convenções, em São Paulo.

Os ganhadores foram: Ícaro Freitas de Assis e Marquicilandro Teixeira do Santos Filho, com o estudo Análise do Impacto Financeiro da Distribuição das Áreas de uma Unidade Habitacional do Programa Minha Casa Minha Vida no Custo Total; Caio Lopes Brasil e Marcelo Augusto Farias de Castro, com a pesquisa O Impacto da Inflação e da Valorização Imobiliária no Lucro Líquido dos Projetos de Habitação Popular pra Análise de Cenários; e Giuliano Cadaval Tognetti, Gabriel A. Costa Lima e Ariovaldo Denis Granja, com o trabalho A Opção de Abandono na Avaliação de Empreendimentos de Base Imobiliária do Setor Industrial e Logístico.

A premiação contou com uma comissão julgadora composta pelo presidente Caio Calfat, vice-presidente de Assuntos Turísticos e Imobiliários do Secovi-SP, e dois representantes de cada entidade promotora do prêmio: Claudio Tavares de Alencar e Rotman (Lares), José Aguiar e Felipe Pontual (Abecip), Alessandro Vedrossi e Eduardo Della Manna (Secovi-SP).

No dia 14 de novembro os três vencedores realizarão uma apresentação durante um evento que acontecerá no Secovi-SP.

PiniWeb - 20 de Setembro de 2017

 
Brasileiros são finalistas em prêmio da Bentley Systems para projetos de infraestrutura em BIM

Iniciativas da categoria Redes de Água e Esgoto são da Região dos Lagos, no Rio de Janeiro, e de Olinda, em Pernambuco,

Dois projetos brasileiros estão entre os finalistas do Prêmio Be Inspired 2017, promovido pela Bentley Systems para reconhecer projetos de infraestrutura que ao utilizar a tecnologia Building Information Modeling (BIM) aperfeiçoaram a entrega e o desempenho de ativos. A cerimônia de premiação acontecerá durante a conferência Year in Infrastructure 2017 em Cingapura, entre 10 e 12 de outubro.

As duas propostas brasileiras concorrem na categoria Redes de Água e Esgoto. São elas: o Plano Diretor para Sistema de Tratamento de Esgoto com Cenário para 2041 na Região dos Lagos (RJ), da AEGEA; e Serviços em Saneamento - Otimização do Sistema de Distribuição de Água e Redução de Perdas em Olinha (PE), da Enorsul.

As outras categorias são: Pontes, Edificações e Campi, Construção, Engenharia Ambiental, Processo de Fabricação, Engenharia Offshore e Mineração, Operações Municipais e Governo, Plantas Industriais e de Processo, Entrega de Projetos, Ferrovias e Trânsito, Modelagem da Realidade, Estradas, Desempenho de Ativos Rodoviários e Ferroviários, Desempenho de Ativos Industriais e de Serviços Públicos, Serviços Públicos de Transmissão e Distribuição, Estações de Tratamento de Água.

Os finalistas ganharão uma viagem a Cingapura para apresentar os projetos para o júri e todos os participantes da conferência. O evento, aliás, será realizado no Sands Expo and Convention Centre no Marina Bay Sands, edifício cujo design estrutural da Arup foi o vencedor do Prêmio Be Inspired de 2010 pela Inovação em Engenharia Estrutural.

A Conferência Year in Infrastructure é um evento de referência mundial para o setor da operação de infraestruturas, projetos e construção. No evento há diversos workshops e apresentações, além de figurante importantes para o setor.

PiniWeb - 20 de Setembro de 2017

 
Transporte

Governo Federal autoriza início obras da ponte sobre o Rio Araguaia Estrutura que liga o Tocantins ao Pará terá investimento de R$ 132 milhões

O ministro dos Transportes, Portos e Aviação, Maurício Quintella, autorizou na última quinta-feira (14) o início da construção da ponte sobre o Rio Araguaia que interligará os estados de Tocantins e o Pará pela BR-153. O evento de assinatura da ordem de serviço, em Xambioá, contou também com a presença do presidente da República, Michel Temer.

A ponte evitará o uso da balsa, otimizando o tráfego de veículos no local. Ao todo, são 1,7 quilômetros de extensão e um investimento de R$ 132 milhões do Orçamento da União, desconsiderando os valores de supervisão da obra, desapropriação e licenciamento ambiental.

“A obra será priorizada. Já temos a verba para este ano que nos dá a segurança de podermos iniciar esta obra fundamental e emblemática para a região", disse o ministro. “Essa obra vai garantir o escoamento da produção e o abastecimento das cidades de toda a região, além de gerar emprego e renda para as comunidades locais”, completou.

A construção, que teve o edital de licitação lançado em novembro de 2016, irá melhorar a logística da BR-153, via principal para o transporte da produção de grãos realizada nos estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, conhecida como MATOPIBA. De acordo com o ministério, a região produziu 9,4% da safra de grãos de 2014/2015, contemplando aproximadamente 320 mil estabelecimentos agrícolas em 337 municípios.

A expectativa é que a construção da ponte beneficie 1,5 milhão de pessoas.

PiniWeb - 13 de Setembro de 2017

 
Alta do Sinapi desacelera em agosto, mostra IBGE

Após maior crescimento do ano em julho, custo nacional da construção por metro quadrado no Brasil ficou em R$ 1.055,18

Em agosto, o Índice Nacional da Construção Civil (Sinapi) desacelerou ao apresentar alta de 0,23% contra 0,58% do mês anterior. Nos últimos 12 meses, a variação do indicador do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) é de 4,24%. Em agosto de 2016, o crescimento foi de 0,24%.

O custo nacional da construção por metro quadrado atingiu no último mês R$ 1.055,18, sendo R$ 537,12 relativos aos materiais e R$ 518,06 à mão de obra.

A parcela dos materiais caiu 0,40% na comparação com o resultado de julho (0,28%), registrando em agosto -0,12%. A variação negativa repete a atividade acompanhada em agosto de 2016, onde a parcela atingiu -0,03%. Já a fatia da mão de obra obteve alta de 0,60%, reduzindo 0,30% em relação ao mês anterior. Nos últimos 12 meses, o acumulado foi de 1,77% e 6,98% para materiais e para mão de obra, respectivamente.

Na análise por região, a região Nordeste foi a que obteve a maior variação (0,56%), seguida pelo Centro-Oeste (0,41%), Sul (0,10%) e Sudeste (0,05%). Em agosto, a única região com variação negativa foi o Norte (-0,03%). Os custos regionais por metro quadrado encerram o mês em R$ 1.103,71 (Sudeste), R$ 1.098,62 (Sul), R$ 1.058,04 (Centro-Oeste), R$ 1.052,73 (Norte) e R$ 978,98 (Nordeste).

Entre os estados, 19 apresentaram variação positiva, sendo a maior registrada no Ceará (2,77%), devido a alta na mão de obra (2,12%) e pela parcela de materiais (3,30%), ambas ocasionadas pelo reajuste salarial em acordo coletivo.

PiniWeb - 13 de Setembro de 2017

 
Ministério dos Transportes realiza chamamento para novas concessões aeroportuárias

Serão leiloados 14 aeroportos em todas as regiões do País

O chamamento tem como objetivo convocar empresas interessadas nas concessões dos aeroportos de Congonhas (SP), Recife (PE), Maceió (AL), Aracaju (SE), João Pessoa (PB), Campina Grande (PB), Juazeiro do Norte (CE), Vitória (ES), Macaé (RJ) e dos terminais mato-grossenses de Várzea Grande, Rondonópolis, Sinop, Alta Floresta e Barra do Garças.

As empresas terão um prazo de 30 dias para manifestar interesse. Logo após, para dar início ao processo de concessão, as empresas deverão realizar durante a primeira etapa os estudos de viabilidade técnica, econômica e ambiental (EVTEA).

Para esta etapa, é estimado um prazo de 120 dias, desde a data da publicação do termo de autorização para elaboração e apresentação dos projetos, levantamentos, investigações e estudos técnicos que incluem demanda, engenharia, ambiental e avaliação, com exceção do aeroporto de Congonhas que possui prazo de 90 dias.

De acordo com o Ministério dos Transportes, a previsão da publicação do edital do PPI para os 14 aeroportos é para o 2º trimestre, enquanto para os leilões no 3º trimestre, ambos em 2018.

Ao todo, foram 16.813 unidades residenciais lançadas entre abril, maio e junho. Apesar da alta em relação ao primeiro trimestre deste ano, a houve queda de 10,0% sobre o segundo trimestre de 2016. Representando 57,7% dos lançamentos registraram alta Cuiabá, RM de Goiânia, Belo Horizonte e N. L., São Paulo, Curitiba, RM de Curitiba, Joinville, Porto Alegre e RM de Maceió. Apresentaram queda Distrito Federal, RM de Belo Horizonte, Uberlândia, Rio de Janeiro, RM de São Paulo, RM de Fortaleza, RM de Recife, RM de João Pessoa e Manaus.

Confira as etapas das concessões divulgadas pelo Ministério dos Transportes:

Etapa 1 - Estudos de viabilidade técnica, econômica e ambiental

 Chamamento público pela SAC das empresas interessadas em realizar estudos de viabilidade (EVTEAs) para as concessões (Procedimento de Manifestação de Interesse - PMI)

 Execução e entrega dos EVTEAs

 Análise e seleção dos estudos pela SAC e encaminhamento para ANAC e TCE

Etapa 2 - TCU Estágio I

 Análise dos EVTEAs por parte do Tribunal

 Acórdão - aprovação dos estudos

Etapa 3 - Audiência Pública

 Elaboração do Edital e da minuta do Contrato

 Abertura de audiência pública para debate sobre o Edital e Contrato elaborado pela ANAC

 Recebimento de contribuições

Etapa 4 - Publicação do Edital

 Ajustes do Edital e do Contrato com base nas contribuições realizadas em audiência pública e parecer jurídico da ANA

 Publicação do Aviso e divulgação do Edital

Etapa 5 - Realização do Leilão

 Prazo para solicitação de esclarecimentos ao Edital

 Divulgação de ata com os esclarecimentos por parte da ANAC

 Julgamento de impugnações ao Edital

 Recebimento dos envelopes

 Análise das garantias de propostas

 Leilão

PiniWeb - 13 de Setembro de 2017

 
ABNT cria norma técnica de elaboração de orçamento para obras de infraestrutura

Projeto da NBR 16633 aborda terminologia, procedimentos gerais, elaboração de projetos e gestão e execução dos serviços

A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) colocou em Consulta Nacional até o dia 16 de outubro o projeto das quatro partes da NBR 16633 - Elaboração de Orçamento e Formação de Preço para Obras de Infraestrutura. O objetivo da Comissão de Estudo Especial de Elaboração de Orçamentos e Formação de Preços de Empreendimentos de Infraestrutura (ABNT/CEE-162) foi facilitar o cálculo de custos no setor de arquitetura e engenharia consultiva.

Os textos contam com referências, cálculos de orçamentos e formação de preços de serviços. "A norma define critérios e procedimentos para que as empresas de arquitetura e engenharia consultiva possam formar preços adequados para a remuneração dos serviços, tendo como premissa básica viabilizar a execução de trabalhos segundo a boa prática do setor, com a manutenção das condições técnicas e de atualização tecnológica, estruturais e financeiras das empresas, assim como das perspectivas de evolução e progresso", comentou o presidente do Sindicato Nacional das Empresas de Arquitetura e Engenharia Consultiva (Sinaenco/SP), Carlos Roberto Soares Mingione.

As quatro partes da NBR 16633 são: Terminologia; Procedimentos Gerais; Elaboração de Projetos e Gestão de Obras; e Execução de Obras de Infraestrutura.

Após o término da consulta pública, a ABNT irá analisar todas as sugestões recebidas para melhorias no texto, se necessário. "Esperamos, também, que com a aprovação da norma sejam minimizadas as frequentes divergências de interpretações e de critérios adotados na composição de preços elaboradas por contratantes e licitantes ou contratados", finaliza Mingione.

PiniWeb - 06 de Setembro de 2017

 
Mercado imobiliário nacional apresenta melhora no segundo trimestre, segundo a CBIC

Pesquisa realizada em 20 capitais e regiões metropolitanas do Brasil mostra um crescimento de 17,4% nas vendas de imóveis no período

A pesquisa Indicadores Nacionais do Mercado Imobiliário, apresentada na última quinta-feira (31) pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), mostra um crescimento de 59,8% no estoque e de 17,4% nas vendas de imóveis no segundo trimestre deste ano na comparação com o período anterior. O levantamento é realizado em 20 capitais e regiões metropolitanas (RM) do País.

Ao todo, foram 16.813 unidades residenciais lançadas entre abril, maio e junho. Apesar da alta em relação ao primeiro trimestre deste ano, a houve queda de 10,0% sobre o segundo trimestre de 2016. Representando 57,7% dos lançamentos registraram alta Cuiabá, RM de Goiânia, Belo Horizonte e N. L., São Paulo, Curitiba, RM de Curitiba, Joinville, Porto Alegre e RM de Maceió. Apresentaram queda Distrito Federal, RM de Belo Horizonte, Uberlândia, Rio de Janeiro, RM de São Paulo, RM de Fortaleza, RM de Recife, RM de João Pessoa e Manaus.

As comercializações totalizaram 22.685 unidades no segundo trimestre, um crescimento de 5,8% em relação ao mesmo período do ano precedente. Tiveram crescimento Distrito Federal, RM de Goiânia, São Paulo, RM de Recife, RM de Maceió, São Luís e RM de João Pessoa. Já as quedas ficaram em Belo Horizonte e N. L., Rio de Janeiro, RM de São Paulo, Curitiba, RM de Curitiba, Joinville, Porto Alegre, RM de Fortaleza, RM de Natal e Manaus.

A oferta disponível, por sua vez, é de 133.544 unidades residenciais, uma redução de 2,1% e 7,6% na comparação com o trimestre anterior e o mesmo período do ano anterior, respectivamente. O aumento da oferta final foi acompanhado na RM de Curitiba, Porto Alegre, RM de Maceió e Manaus. Registraram diminuição Distrito Federal, RM de Goiânia, Belo Horizonte e N.L., Rio de Janeiro, São Paulo, RM de São Paulo, Curitiba, Joinville, RM de Fortaleza, RM de Natal, RM de Recife, São Luís e RM de João Pessoa.

Entre as tipologias, as unidades com dois dormitórios predominaram as vendas e os lançamentos no segundo trimestre, com 65,0% e 73,0%, respectivamente. Logo após ficaram as unidades com três dormitórios com 22,2% das vendas e 18,7% dos lançamentos.

Na análise por preço do metro quadrado, a média nacional foi de R$ 5.924, sendo que registraram valor superior o Distrito Federal (R$ 8.570), RM de São Paulo (R$ 8.442), Belo Horizonte e N.L. (R$ 7.841), Curitiba (R$ 7.011) e RM de Fortaleza (R$ 6.212).

As 20 capitais e regiões metropolitanas pesquisadas foram: Cuiabá; Distrito Federal; RM de Goiânia - Goiânia e Aparecida de Goiânia; Belo Horizonte e Nova Lima; RM de BH -Betim, Contagem e Santa Luzia; Uberlândia; Rio de Janeiro; São Paulo; RM de São Paulo; Curitiba; RM de Curitiba; Joinville; Porto Alegre; RM de Fortaleza; RM de Natal; RM de Recife; RM de Maceió; São Luís; RM de João Pessoa e Manaus.

PiniWeb - 06 de Setembro de 2017

 
Governo de São Paulo deve lançar novo pacote de licitações para obras rodoviárias

Medida anunciada pelo secretário dos Transportes prevê a reativação de estradas vicinais e conservação das vias

O secretário de Logística e Transportes do Estado de São Paulo, Laurence Casagrande, anunciou durante uma palestra realizada no Sindicato da Indústria da Construção Pesada de São Paulo (Sinicesp) o lançamento de um segundo pacote de licitações para obras de reativação de estradas vicinais e para conservação, com data prevista para o início de 2018.

Com a expectativa de gerar arrecadação de capital para investimentos em obras necessárias em meio à crise, o Governo pretende solucionar os problemas dos modais atuais, com a expansão do sistema de concessões, redução das tarifas dos pedágios e atualização jurídica, tributária e institucional. "O Governo do Estado tem como compromisso investir na infraestrutura, fator essencial para o desenvolvimento", disse o secretário.

Laurence Casagrande comentou também a falta de uma ligação ferroviária para o porto de Santos, uma conexão intermodal para a hidrovia Tietê/Paraná, bem como o déficit de R$ 620 milhões que seriam liberados pelo governo federal para investimento nas obras do Rodoanel.

"Temos 21.385 quilômetros de estradas pavimentadas, 5.335 dos quais em pista dupla e 6.605 quilômetros concessionados", frisou, ressaltando a diferença na comparação com as rodovias federais no Estado que somam 1.056 km. Vale destacar também que no País, há 1,7 km de vias expressas por mil km² de território, enquanto em São Paulo o número salta para 23 km por mil km², ficando à frente da Califórnia (16,3 km), União Europeia (17,1 km) e até mesmo da França (20,9 km)

PiniWeb - 06 de Setembro de 2017

 
Schmidt Hammer Lassen Architects projeta torre de uso misto em Detroit

Monroe Blocks será o primeiro projeto do escritório nos Estados Unidos

OO escritório Schmidt Hammer Lassen Architects irá desenvolver no coração de Detroit, nos Estados Unidos, um edifício de uso misto com mais de 480 unidades residenciais, espaços comerciais e áreas públicas. O projeto foi encomendado pela Bedrock Management Service LLC e desenvolvido em parceria com o Neumann Smith, a empresa de engenharia Buro Happold e os arquitetos paisagistas SLA.

O Schmidt Hammer Lassen desenvolveu um projeto que interagisse harmoniosamente com a primeira torre de escritórios de arranha-céus de Detroit.

Com praças públicas e espaços verdes, a nova torre terá pé direito alto e pisos largos, proporcionando maior incidência de luz natural em todo o edifício. Uma das grandes preocupações do projeto foi proporcionar espaços públicos com segurança integral na área de 4.400 metros quadrados.

A área comercial de 15.000 metros quadrados será capaz de acolher lojas de escritórios, residenciais, varejistas, mercearias e mercados de alimentos, entretenimento, instalações esportivas e de lazer e espaço expositivo.

Estamos honrados que nosso primeiro projeto dos EUA esteja acontecendo nesta grande cidade. Desde as nossas primeiras visitas, experimentamos o otimismo, energia e empreendedorismo único, espírito que define Detroit. Este projeto faz parte desse movimento. O desafio foi criar uma nova maneira de definir os distritos empresariais centrais como uma área diversificada e multifuncional em benefício da comunidade em geral ", disse o sócio sênior de Schmidt Hammer Lassen, Kristian Ahlmark.

O início das obras do Monroe Blocks está previsto para o primeiro semestre de 2018, com entrega para 2022.

PiniWeb - 30 de Agosto de 2017

 
Terminal Químico de Aratu, no Maranhão, tem concessão prorrogada até 2026

Investimento até o término do contrato será de R$ 169 milhões

O ministro dos Transportes, Portos e Aviação, Maurício Quintella, assinou na última quarta-feira (23) o contrato para prorrogação da concessão do Terminal Químico de Aratu (Tequimar), do Porto de Itaqui, no Maranhão, que garante até 2026 o investimento de R$ 169 milhões no local.

Os recursos serão utilizados nas obras de expansão da capacidade de armazenamento para 48 mil m², que irá permitir o armazenamento de 48 milhões de toneladas. Será realizado também a implantação de novas linhas de dutos, novo sistema de combate a incêndios e um desvio ferroviário.

"A expansão da capacidade do terminal de graneis líquidos significa mais impulso para o desenvolvimento econômico da região, incluindo a geração de 400 empregos diretos e 1.200 indiretos", comentou o ministro Quintella.

Composto por um parque de tanques interligados aos berços de graneis líquidos do Porto de Itaqui, por meio de um sistema de dutovias, o Tequimar é considerado o segundo maior de movimentação de graneis líquidos no País.

Terminal é o segundo de sete projetos aprovados para a segunda rodada do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) que tem a prorrogação do contrato antecipada.

PiniWeb - 30 de Agosto de 2017

 
Codhab-DF ganha prêmio por adoção de concursos públicos para a seleção de projetos de arquitetura

CAU defende que modelo de licitação torna processo mais transparente

A Companhia de Desenvolvimento Habitacional do Distrito Federal (Codhab-DF) recebeu na última quinta-feira (24) o Selo de Mérito da Associação Brasileira de Cohabs e Agentes Públicos de Habitação (ABC) pela adoção de concurso público para seleção de projetos de arquitetura e urbanismo desde 2016.

Ao todo, nove competições já foram concluídas no período: Centro de Ensino Infantil (CEI); Centro de Ensino Fundamental (CEF); Unidade Básica de Saúde (UBS); unidades habitacionais coletivas na Quadra 700 em Sol Nascente; unidades habitacionais coletivas em Samambaia; edifícios de uso misto, com unidades habitacionais e comércio, na região administrativa de Santa Maria; edifícios de uso misto na Quadra 105 no Sol Nascente; unidades habitacionais coletivas em Sobradinho; e projetos de arquitetura para habitação de interesse social para replicação no Distrito Federal.

Além desses, ainda estão abertas as inscrições para o Concurso Público Nacional de Projetos de Urbanismo e Arquitetura no Setor Habitacional Pôr do Sol, em Ceilândia, que vai selecionar o desenho urbano para uma área desocupada que terá até 1.518 unidades habitacionais. O prêmio é de R$ 60 mil ao vencedor, além de contrato de R$ 4,38 milhões. Clique aqui e saiba mais.

"Foi uma vitória conseguirmos implementar os concursos públicos para projeto e, cada vez mais, temos certeza que fizemos a escolha certa e que assim podemos atender às demandas da população", disse o arquiteto e presidente do Codhab-DF, Gilson Paranhos.

As competições de projeto vêm ganhando maior visibilidade pelo setor público no País e é defendida pelo Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil (CAU/BR) e demais entidades da área por acreditarem que a seleção traz mais eficiência e transparência. "A modalidade é a única que permite a contratação de projetos por critério de qualidade, democratiza o acesso ao trabalho e possibilita ao contratante analisar a proposta antes de contratá-la", comenta o presidente do CAU, Haroldo Pinheiro. "Em 45 dias após a publicação do edital, o contratante já tem o estudo preliminar com as definições gerais do projeto", complementa.

PiniWeb - 30 de Agosto de 2017

 
Raio-X FipeZap: descontos nos imóveis ficaram menores no 2º trimestre de 2017

64% dos compradores em potencial classificaram os preços entre "altos" ou "muito altos"

O Raio-X FipeZap, que acompanha trimestralmente a demanda de imóveis do mercado, registrou no 2º trimestre de 2017 queda de 1,7% no desconto médio entre as transações de imóveis, passando de 73,7% (março) para 72,0% (junho). Nos últimos 12 meses o desconto médio reduziu para 8% frente aos 9,5% dos 12 meses precedentes.

Entre o perfil dos compradores, os homens representam 56% do total, enquanto a faixa etária de 71% dos pesquisados é inferior a 50 anos. Já a renda domiciliar de 70% corresponde a até R$ 10.000 mensais.

A intensão de compra entre os próximos três meses caiu para 40%, resultado que dá continuidade ao recuo registrado desde em 2016. Entre a preferência de imóveis novos ou usados, 54% mostraram indiferença, seguido por 33% que preferem usados e 13% que preferem os imóveis novos. No entanto, 60% das transações de imóveis realizadas no período foram de imóveis usados.

Em relação ao objetivo de compra, 60% dos compradores pretende utilizar o imóvel para moradia, seguido por 21% que têm intenção de investir por meio de aluguel.

O indicador dos valores dos imóveis, registrou que 64% dos compradores em potencial classificaram os preços entre "altos" ou "muito altos", se mantendo estável. Houve queda no índice de imóveis já adquiridos, que passou de 47% para 46%.

A expectativa de evolução nos preços dos imóveis mostrou que 29% esperam queda nos preços nos próximos 12 meses. Na mesma comparação, 14% estima que os preços irão subir, fazendo com que a variação média para o mesmo período registre queda de 4,4%.

A pesquisa foi realizada entre 6 a 25 de julho, com base nas respostas de 6.61 participantes.

PiniWeb - 23 de Agosto de 2017

 
Terminais de ônibus integrados ao Metrô de São Paulo serão concedidos à iniciativa privada

Expectativa do governo estadual é que medida gere receita anual de R$ 27,9 milhões, além de redução de gastos de R$ 24 milhões

O Governo de São Paulo decidiu conceder à iniciativa privada 15 terminais de ônibus com integração às linhas 1-Azul e 3-Vermelha da Companhia do Metropolitano de São Paulo (Metrô-SP), que somam cerca de 115 mil m² e tem fluxo diário de 900 mil passageiros entre 259 linhas. O edital de licitação, publicado nesta sexta-feira (18), prevê um contrato com prazo de 40 anos.

A expectativa é que as concessões gerem uma receita anual de R$ 27,9 milhões ao Metrô-SP, além da redução de custeio de mais de R$ 24 milhões relacionados a serviços administração, de manutenção, operação e vigilância e aumento de receitas não tarifárias que representam 10% dos lucros atuais.

Os terminais incluídos no edital são Parada Inglesa, Santana, Armênia e Ana Rosa, da Linha 1-Azul; e Artur Alvim, Patriarca norte, Vila Matilde norte, Penha norte, Carrão norte, Carrão sul, Tatuapé norte, Tatuapé sul, Brás, Barra Funda sul e Barra Funda turístico, da linha 3-Vermelha. Destes terminais, sete possuem espaços internos comerciais capazes de gerar R$ 3,7 milhões por ano: Santana, Ana Rosa, Patriarca norte, Vila Matilde norte, Carrão norte, Tatuapé norte e Tatuapé sul.

Há a possibilidade também de uso misto das estações que contam com apartamentos residenciais locáveis nos andares superiores, salas comerciais nos médios, lojas e espaços de convivência e alimentação nos inferiores. Com 85 mil m² de área mínima de construção, o investimento nestes terminais será de, pelo menos, R$ 270 milhões.

"As estações são importantíssimas, com grande circulação de usuários. Com isso, é possível ampliar e melhorar a qualidade dos serviços, trazer novas oportunidades de receita para o Metrô, gerar emprego e aproveitar essas boas áreas", destacou Alckmin.

O edital da concorrência está disponível no site do Metrô-SP ou para retirada no Protocolo da GCP, na Rua Boa Vista, 175, 2º Andar até 19 de setembro, das 9h00 às 11h30 e das 13h30 às 16h30, mediante apresentação de mídia lacrada. A sessão pública de recebimento de documentos e propostas será no dia 20 de setembro, às 9h00, no mesmo endereço.

PiniWeb - 23 de Agosto de 2017

 
ABEG lança prêmio para projetos de fundação e contenção

Premiação será bianual e foi criada em homenagem ao engenheiro Sigmundo Golombek

A Associação Brasileira das Empresas de Projeto e Consultoria em Engenharia Geotécnica (ABEG) está com inscrições abertas para a primeira edição do Prêmio ABEG Sigmundo Golombek, que pretende reconhecer projetos de fundações e contenções concluídos entre 2015 e 2017. A iniciativa, que homenageia o engenheiro falecido na última sexta-feira (11), será realizada a cada dois anos.

Golombek foi o fundador da primeira empresa especializada em projetos e consultoria em engenharia geotécnica do Brasil. "O Prêmio é a forma encontrada pela Associação de homenagear este grande nome da nossa comunidade técnica", afirma Ilan D. Gotlieb, presidente da ABEG.

Poderão participar projetos de fundações e contenções de empresas associadas ou que tenham pelo menos um associado autônomo da ABEG, executados em solo brasileiro. Entre os critérios de julgamento, estão inovação, desafios contidos nos parâmetros da concepção do projeto, na superação das dificuldades de sua execução, nos materiais e métodos utilizados ou no controle de sua construção.

As inscrições vão até o dia 30 de setembro. Os interessados deverão fazer o download da ficha de inscrição clicando aqui e enviá-la para o e-mail premioabeg@gmail.com com o assunto Prêmio ABEG Sigmundo Golombek. O ideal é que sejam anexados detalhes do projeto em PDF, como sondagens, ensaios geotécnicos, mapa de cargas estruturais, análise do projeto e memorial descritivo. O resultado será divulgado no dia 2 de dezembro.

PiniWeb - 23 de Agosto de 2017

 
Aeroporto de Maringá terá investimento de cerca de R$ 120 milhões em obras de infraestrutura

Pista de pouso será ampliada e uma nova pista de taxiamento construída, entre outras intervenções

Foi assinado nesta sexta-feira (18) pelo ministro dos Transportes, Portos e Aviação Civil, Maurício Quintella, e pelo prefeito de Maringá, Ulisses Maia, o termo de compromisso avaliado em R$ 119,350 milhões para obras de adequação de infraestrutura no Aeroporto Regional Sílvio Name Júnior, em Maringá, no Paraná.

Do valor total, R$ 112,08 milhões serão financiados pelo Ministério dos Transportes, enquanto o município investirá R$ 7,27 milhões. Serão realizadas obras como a construção de uma nova pista de taxiamento paralela, ampliação do pátio de aeronaves e da Seção Contraincêndio (SCI), instalação de equipamentos de navegação aérea e expansão da pista de pouso em 280 m, que possui atualmente dimensões de 2.100 por 45 m.

A proposta do termo é aumentar a capacidade operacional, elevando o porte de passageiros por aeronaves, uma vez que o aeroporto suporta atualmente aviões com capacidade para de 98 a 180 passageiros. Com o aumento da pista, aeroporto poderá receber aeronaves com capacidade para aproximadamente 200 passageiros.

O terminal é o responsável por atender toda a região Centro-Norte e Noroeste do Paraná, movimentando cerca de 300 mil passageiros e 460 toneladas só neste ano de 2017. Em 2016 foram cerca de 697 mil passageiros e 1.133 toneladas. Com as obras concluídas, o aeroporto será capaz de receber capaz de receber cargas internacionais na cidade, considerada a terceira maior cidade do Paraná, com 403 mil habitantes.

A previsão para conclusão do projetos e início do processo de licitação das obras é ainda para dezembro deste ano. Para a liberação dos recursos, será necessário o cumprimento das etapas previstas no plano de trabalho. As obras terão prazo de 18 meses para serem concluídas.

PiniWeb - 16 de Agosto de 2017

 
Decreto que regulamenta novo Código de Obras de São Paulo é alterado

Mudanças foram feitas na relação de documentos para emissão do Certificação de Conclusão e também no cálculo da área não computável

A Prefeitura de São Paulo realizou, por meio do Decreto 57.815 publicado no dia 28 de julho, alterações no novo Código de Obras e Edificações (COE) da cidade (Lei 16.642/2017). Os ajustes foram feitos na relação de documentos para emissão do Certificação de Conclusão e também no cálculo da área não computável.

O Decreto 57.776, de 7 de julho, que regulamentou o novo COE, passa a ter no artigo 38 os documentos necessários para emissão do Certificado de Conclusão como declaração do profissional responsável pela obra, comprovando a sua conclusão e execução conforme as normas técnicas aplicáveis e as diretrizes da legislação municipal, principalmente do COE; e documentos e licenças eventualmente ressalvadas no Alvará de Execução.

Haverá também a requisição para a emissão do Certificado de Conclusão, quando for o caso, de cadastro de elevador e demais equipamentos mecânicos de transporte permanente, de tanque de armazenagem, bomba, filtro de combustível e equipamentos afins e de equipamento de sistema especial de segurança da edificação nos respectivos sistemas da Prefeitura.

Em relação ao cálculo das áreas não computáveis no prédio residencial, as áreas cobertas de uso comum, passam a ser destinadas a lazer quando observado o limite de 3m por habitação, nos termos da alínea “b”, indiferente do pavimento localizado. Alteração foi realizada no inciso VII no artigo 108 do COE.

O Anexo I recebeu alterações na tabela de número mínimo de instalações sanitárias, onde a proporção do item 4 passou de 1:50 para 1:20 para escritório e agência do comércio, indústria e de negócio, serviços públicos, administrativos e os consultórios e clínicas.

Ainda relacionado ao Anexo I, o Decreto incluiu na tabela de dimensionamento mínimo requerido, a nota “As habitações deverão conter, no mínimo, espaços destinados a estar, repouso, instalação sanitária e cozinha”, visando a melhoria do conforto ambiental, térmico, acústico e da proteção contra a umidade. Por fim, o Anexo III, recebeu alteração na tabela de multas, onde o valor da multa para a falta de documento no local da obra ou serviço passou de R$ 130 para R$ 1.300.

PiniWeb - 16 de Agosto de 2017

 
Ministério das Cidades vai investir R$ 750 milhões em obras na cidade de São Paulo

Acordo realizado com a prefeitura paulista beneficia setores da habitação e intervenções em áreas de riscos

A Prefeitura de São Paulo e o Ministério das Cidades anunciaram na última quinta-feira (10) um investimento de R$ 750 milhões nas áreas de habitação e intervenções em áreas de riscos, incluindo obras de drenagem. "Esse pacote é muito importante para a cidade e o Estado de São Paulo e, em especial, para a população que vive na periferia, que é a mais necessitada e mais fragilizada", destacou o prefeito de São Paulo, João Doria.

Ao todo, serão sete pontos abordados inicialmente pelo pacote de ações, entre eles: Programa de Aceleração de Crescimento (PAC) Encostas; Projeto Piloto de Locação Social; novas moradias do Minha Casa Minha Vida (MCMV); contratação de mil unidades habitacionais vinculadas ao PAC; início das obras de drenagem e saneamento; Programa Casa da Família; e atendimento às famílias beneficiárias do MCMV.

Confira a seguir mais detalhes sobre os projetos, conforme informações da Prefeitura de São Paulo:

PAC Encostas Será autorizado o início da execução de Contrato de Repasse vinculado ao PAC Encostas por meio do qual serão liberados R$ 74 milhões de recursos federais para execução de obra de correção de riscos em 15 áreas da capital paulista. Os recursos serão investidos em obras de contenção de encostas em áreas vulneráveis a deslizamentos e controle de enchente e inundações e incluem, ainda, a elaboração de projetos para quatro destas áreas.

Projeto Piloto de Locação Social Será autorizada seleção especial para aporte de recursos da ordem de R$ 50 milhões oriundos do Fundo Nacional de Habitação de Interesse Social (FNHIS) para a implementação de Projeto Piloto de Locação Social, cuja finalidade é o atendimento à população em situação de rua, inserida na Política Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social.

Os recursos serão investidos na execução de obras de reforma, requalificação e construção de oito edifícios destinados à locação social, em iniciativa inovadora, que busca integrar mecanismos de acesso à moradia digna com o esforço da promoção da autonomia social do indivíduo ou família em situação de rua.

Novas moradias do MCMV para demanda aberta A Prefeitura de São Paulo também assinou com o Ministério das Cidades a autorização para contratar 1.951 novas moradias em seis empreendimentos nas regiões Norte e Leste da capital, que implicam no investimento de recursos federais da ordem de R$ 187 milhões. As unidades serão contratadas pelo Fundo de Arrendamento Residencial (FAR) do MCMV e os terrenos foram doados pelo município. Há ainda aporte do Governo de São Paulo, por meio da Agência Casa Paulista.

Na zona Leste serão construídas 1.651 unidades habitacionais, 300 delas no Residencial Cícero Canuto, no Aricanduva, 468 no Residencial Araçarana, no Itaim Paulista, 194 no Academia A, no Itaim Paulista, 89 unidades no Residencial Campo das Pitangueiras, na Ponte Rasa, e mais 600 no Residencial São Carlos A e B, no Lajeado. Outras 300 unidades estão previstas no Residencial Augusto Amaral, na Brasilândia, Zona Norte.

Unidades residenciais vinculadas ao PAC Outras mil unidades habitacionais também terão autorização de contratação por meio do MCMV, no Empreendimento Ponte Baixa/Guido Caloi, destinado ao atendimento de famílias cujas moradias foram removidas no âmbito de obras contratados com o PAC para execução de obras de drenagem e redução de risco no Córrego Ponte Baixa, na região do M’Boi Mirim. Os investimentos de recursos federais são de cerca de R$ 96 milhões.

Obras de drenagem e saneamento Serão iniciadas as obras de drenagem e de saneamento integrado nos córregos Tremembé e Ipiranga com recursos de R$ 268,8 milhões. Os serviços totalizam R$ 350,1 milhões e são necessárias para resolver problemas recorrentes de enchentes na Zona Sul e Norte de São Paulo.

As obras no córrego Tremembé contemplam a execução de canalização em cerca de 3 km e execução de seis reservatórios de amortecimento de cheias com capacidade total de armazenamento de 131.000 m³. Já os serviços no córrego Ipiranga contemplam a execução de canalização em cerca de 3 km, implantação de dois reservatórios de amortecimento de cheias, com capacidade total de armazenamento de 330.000 m³, e sistemas de galerias pluviais da Lagoa Aliperti até a Avenida Bosque da Saúde. Estima-se que 55 mil famílias sejam beneficiadas com as duas melhorias.

As obras de drenagem firmadas com a Prefeitura de São Paulo são voltadas ao Programa de Redução de Alagamentos (PRA 1).

Casa da Família O Casa da Família foi concebido para viabilizar o acesso à casa própria para famílias de baixa renda. Pelo programa, será viabilizada a construção de moradias por meio de ações conjuntas entre a Prefeitura de São Paulo – Secretaria Municipal de Habitação e o Governo Federal, via Caixa Econômica Federal (CEF). Nessa parceria, o município assegura complemento do subsídio necessário à produção das moradias do FAR do MCMV, destinado às famílias com renda de até 1.800 reais, e do Fundo de Desenvolvimento Social (FDS), destinado às entidades de moradia habilitadas pelo Ministério das Cidades. Este aporte pode se dar por meio da doação de terreno ou por meio de aporte financeiro.

Atendimento às famílias As unidades habitacionais construídas ou requalificadas com base nesta parceria serão destinadas às famílias que preencherem os critérios nacionais para enquadramento nas legislações do MCMV, FAR e Entidades, além dos critérios definidos pela Secretaria Municipal de Habitação com base nas regras do Ministério das Cidades (Portaria N° 595/2013), priorizando famílias com alto grau de vulnerabilidade, localizadas em áreas de alto risco geológico ou frente de obras públicas.

PiniWeb - 16 de Agosto de 2017

 
Prefeitura de Fortaleza tem 82 vagas de estágio em engenharia civil e arquitetura

Para participar de seleção, interessados deverão estar matriculados a partir do 4º semestre dos cursos

A Prefeitura de Fortaleza, por meio do Programa Jovens Talentos, irá selecionar 38 estagiários na área de arquitetura e urbanismo e 44 de engenharia civil para trabalhar em 37 órgãos públicos. A iniciativa tem parceria com 23 universidades que atuam na capital cearense.

Poderão participar alunos matriculados a partir do 4º semestre no curso referente a vaga de escolha. Além da bolsa-auxílio de R$ 500,00, o estagiário poderá participar, ao longo dos 12 meses de contrato, de atividades esportivas, culturais e de qualificação destinadas a beneficiados pelas políticas públicas da juventude da Prefeitura. A carga de trabalho é de quatro horas diárias.

"O Projeto Jovens Talentos é uma grande oportunidade para os universitários. Esse ano, nós temos a inovação de ter um acompanhamento durante o processo de estágio, por meio da Coordenadoria, e uma oportunidade de cursos e formações por meio da Rede Cuca, durante o período de estágio", comentou o secretário da Juventude de Fortaleza, Júlio Brizzi.

As inscrições poderão ser realizadas até o dia 23 de agosto pelo site da Prefeitura de Fortaleza. Após a inscrição, o participante deverá realizar o pagamento da taxa de R$ 30.

PiniWeb - 09 de Agosto de 2017

 
Governo da Bahia busca empresas interessadas na construção da ponte Salvador-Itaparica

Estrutura, prevista para ter 12 km de extensão, será a segunda maior da América Latina

A Secretaria de Planejamento (Seplan) do Governo da Bahia publicou na última terça-feira (1º) o edital de chamamento público para as empresas interessadas em avaliar os estudos de estruturação do projeto de construção e de exploração da concessão do Sistema Viário Oeste/Ponte Salvador-Ilha de Itaparica (SVO) e apresentar manifestação prévia de interesse na licitação. O edital é direcionado a empresas dos setores de infraestrutura, mercado financeiro e de capitais, nacionais ou estrangeiras.

A estrutura, com 12 km de extensão, ligará o Porto de Salvador e a região de Gameleira, na Ilha de Itaparica, e será a segunda maior da América Latina. Ao todo, serão 12 metros de largura, seis faixas de tráfego e duas pistas de acostamentos. Os estudos de engenharia foram contratados em 2014 e a obra é estimada em R$ 7 bilhões.

Os participantes devem realizar estudos de viabilidade técnica, econômica e ambiental, complementares ao projeto de construção e operação do sistema, visando rever e validar sua estruturação. As propostas das empresas deverão ser enviadas até 15 de setembro para a Seplan, por meio do e-mail gasec.seplan@seplan.ba.gov.br ou entregue impressas no endereço Av. Luiz Viana Filho, nº 250, 2ª Avenida, CAB, CEP 41.745-003, em Salvador.

PiniWeb - 09 de Agosto de 2017

 
SindusCon-SP: CUB paulista registra leve alta em julho com 0,03%

Custo médio do metro quadrado fica em R$ 1.317,48. Em 12 meses, crescimento chega a 1,96%

Na última quinta-feira (4), o Sindicato da Indústria da Construção Civil de São Paulo (SindusCon-SP) divulgou que o Custo Unitário Básico (CUB) da construção civil no Estado encerrou o mês de julho com um pequeno crescimento de 0,03%. Nos últimos 12 meses, a alta chega a 1,96%.

O CUB representativo da construção paulista (R8-N) ficou em R$ 1.317,48 por metro quadrado, sendo que o custo médio da mão de obra representa 61,77% do total, de materiais 35,01% e das despesas administrativas 3,22%.

"Os custos da construção se mantiveram praticamente estáveis em julho, sofrendo algum ajuste apenas por conta de alteração nos salários dos engenheiros", disse o vice-presidente de Economia do SindusCon-SP, Eduardo Zaidan, que acredita em um leve reajuste na mão de obra também será feito em agosto, devido a convenção coletiva de trabalho assinada recentemente pelos sindicatos do interior do Estado.

Dos 27 itens que compõem o CUB paulista, 24 registraram alta em julho. As maiores variações foram do fio cobre antichama isol 750 V 2,5 mm² (0,78%), registro de pressão cromado Ø=1,27cm (0,62%) e chapa compensado plastificado 18mm (037%). Entre os materiais mais importantes do índice, registraram queda o concreto FCK=25 MPa (-0,39%) e o cimento CPE-32, saco de 50 kg (-0,89%). O aço CA-50 Ø 10 mm se manteve estável (0,00%).

Com desoneração

Em julho, as obras incluídas na desoneração da folha de pagamento obtiveram elevação de 0,04% no CUB em relação ao mês anterior, com R$ 1.220,04 por metro quadrado, no total. Em 12 meses, alta foi de 1,85%.

PiniWeb - 09 de Agosto de 2017

 
Codhab-DF lança concurso para projeto de arquitetura e urbanismo no Setor Habitacional Pôr do Sol, em Ceilândia

Objetivo é propor desenho urbano para uma área desocupada que terá até 1.518 unidades habitacionais. Prêmio é de R$ 60 mil ao vencedor, além de contrato de R$ 4,38 milhões

A Companhia de Desenvolvimento Habitacional do Distrito Federal (Codhab-DF) está com inscrições abertas até o dia 29 de setembro para o Concurso Público Nacional de Projetos de Urbanismo e Arquitetura no Setor Habitacional Pôr do Sol, em Ceilândia, no Distrito Federal. As propostas deverão contemplar aspectos como planejamento urbano, mobilidade, infraestrutura, paisagismo e arquitetura das unidades habitacionais e equipamentos públicos comunitários.

"Deverá ser proposto um desenho urbano para uma área desocupada na qual serão instalados até 4.963 habitantes e 1.518 unidades habitacionais, com o intuito de qualificar o espaço urbano, criar melhores e mais favoráveis condições de vida aos futuros moradores e conceder-lhes o direito à cidade", diz o edital da competição.

Os projetos deverão desenvolver o sistema viário e cicloviário, estacionamentos, calçadas, acessibilidade e locação de mobiliário urbano, movimentação de terra, pavimentação asfáltica e drenagem pluvial, sinalização viária vertical e horizontal e arquitetura das unidades habitacionais e dos Equipamentos Públicos Comunitários (EPCs), além dos Projetos Complementares de Arquitetura das unidades habitacionais e dos EPCs para parte do Setor Habitacional Pôr do Sol.

O júri, que será composto pelos arquitetos e urbanistas Felipe Lopez Annunziato, Yara Regina Oliveira, Frederico Barboza, Ana de Paula Fonseca, Guilherme Pires de Miranda Araújo, Edinardo Lucas e Claudio Crispim, considerará critérios como conceito e inovação; qualidade urbanística, paisagística e arquitetônica; aspectos plásticos, éticos e estéticos do projeto; integração e contextualização urbana; mobilidade, acessibilidade e inclusão social; clareza do projeto; adequação às normas; funcionalidade e atendimento aos programas de necessidades; sustentabilidade; exequibilidade, economia e viabilidade técnico-construtiva.

O primeiro colocado receberá um prêmio de R$ 60 mil, além de ser contratado por R$ 4,38 milhões para a execução dos projetos executivos e complementares. Os premiados em segundo e terceiro lugares ganharão um prêmio de R$ 30 mil e R$ 15 mil, respectivamente. O resultado da premiação deve ser divulgado em 20 de outubro.

PiniWeb - 03 de Agosto de 2017

 
Ranking mostra cidades mais bem avaliadas na gestão do lixo

Confira o vídeo no link abaixo

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PiniWeb - 02 de Agosto de 2017

 
Confiança de empresários da construção em Minas Gerais chega ao pior nível de 2017

Ainda assim, índice é maior do que o apresentado no mesmo mês do ano passado

Calculado pelo Sindicato da Indústria da Construção no Estado de Minas Gerais (Sinduscon-MG), o Índice de Confiança do Empresário da Indústria da Construção de Minas Gerais (Iceicon-MG) registrou queda de 4,8 pontos em julho, passando para 41,5 pontos e chegando ao menor resultado de 2017. Ainda assim, na comparação com o mesmo mês do ano anterior houve um crescimento de 2,2 pontos.

Vale lembrar que a pesquisa tem uma escala de zero a 100 pontos, onde resultados superiores a 50 pontos apresentam otimismo enquanto os inferiores a isso representam pessimismo.

O índice de condições atuais passou de 40,1 pontos em junho para 38,5 pontos em julho. O número é 10 pontos maior do que julho de 2016 e acumula crescimento de 3,3 pontos nos sete primeiros meses do ano.

"O decréscimo no Iceicon de Minas foi motivado, especialmente, pelo recuo no indicador de expectativas dos empresários, que apresentou decréscimo de 6,7 pontos em julho, com 43,1 pontos, contra junho com 49,8 pontos", analisa Daniel Furletti, economista e coordenador Sinduscon-MG.

PiniWeb - 02 de Agosto de 2017

 
RIBA está com inscrições abertas para a 2ª edição do seu Prêmio Internacional

Premiação visa reconhecer edifícios com excelência em design, ambição arquitetônica e com impacto social de todo o mundo

Está com inscrições abertas até o dia 17 de outubro a segunda edição do Prêmio Internacional do Royal Institute of British Architects (RIBA), que tem o objetivo de reconhecer edifícios com excelência em design, ambição arquitetônica e com impacto social significativo. A premiação conta com o apoio da União Internacional de Arquitetos (UIA).

Aberto a todos os profissionais de arquitetura e urbanismo do mundo, serão aceitos projetos de construções independente do tamanho, tipo ou orçamento. O júri será composto pela arquiteta Elizabeth Diller, parceira do escritório americano Diller Scofidio + Renfro; Joshua Bolchover, co-fundador da Rural Urban Framework; e o coreógrafo Wayne McGregor será responsável por selecionar 30 projetos de todo o mundo para avaliação de algum membro do Grupo de Prêmios e um arquiteto da região do edifício.

Na primeira edição do Prêmio, o grande vencedor foi o projeto da Universidad de Ingeniería y Tecnología (UTEC), em Lima, no Peru. Desenvolvido pelo Grafton Architects em parceria com o escritório local Shell Arquitectos, o projeto se destacou pela estrutura distinta de campus vertical, encorajando os alunos e demais frequentadores há uma interação máxima com edifício.

Entre os finalistas, estavam o Centro de Artes Contemporâneas Arquipélago, de Menos é Mais e João Mendes Ribeiro Arquitecto; o Centro Heydar Aliyev, de Zaha Hadid Architects e DiA Holding; o Museu Jumex, de David Chipperfield Architects e Taller Abierto de Arquitectura y Urbanismo (TAAU); o Stormen Concert Hall, de DRDH Architects; e, por fim, o The Ring of Remembrance, de Agence d'architecture Philippe Prost (AAPP).

PiniWeb - 02 de Agosto de 2017

 
Concessionária decide devolver o Aeroporto de Viracopos, em Campinas, à Anac

Grupo é formado pelas empresas Egis Airport Operation, UTC Participações e Triunfo Participações, que pediu recuperação extrajudicial recentemente

A concessionária Aeroportos Brasil Viracopos S.A. (ABV), atual responsável pela administração do Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas, no interior de São Paulo, comunicou na última sexta-feira (28) que devolverá o terminal à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). A decisão foi tomada após assembleia com acionistas, que autorizaram o início do processo de Relicitação do Objeto do Contrato de Concessão, como previsto na Lei nº 13.448/17.

Segundo o grupo, o processo "busca garantir a adequada continuidade da prestação dos serviços aos usuários". "Somado ao impacto da crise econômica, existe o impasse em relação as tarifas cobradas para movimentação de carga, que representam quase 60% do faturamento de Viracopos", informa a nota divulgada pelo grupo.

É citado no texto também a redução da tarifa para transporte de carga, em regime aduaneiro, de R$ 0,50 para R$ 0,08 por quilo de mercadoria, com reconhecimento posterior e parcial da recomposição financeira, que interferiu diretamente no reequilíbrio econômico-financeiro do contrato que não foi possível efetivar.

Conforme informações da concessionária, até o momento foram investidos cerca de R$ 3 bilhões no novo terminal com capacidade para 25 milhões de passageiros por ano, além das 28 pontes de embarque, sete novas posições remotas de estacionamento de aeronaves, um edifício-garagem, três pátios de aeronaves, pistas de taxiamento e uma nova via de acesso ao aeroporto.

A divisão do capital do aeroporto atualmente está em 51% para o consórcio ABV e 49% para a Infraero. Dentro da concessionária, 45% são da UTC Participações, 45% da Triunfo Participações e 10% para a Egis Airport Operation. Na última semana (http://construcaomercado.pini.com.br/negocios-incorporacao-construcao/negocios/controladora-do-aeroporto-de-viracopos-triunfo-participacoes-pede-recuperacao-extrajudicial-382437-1.aspx), a Triunfo Participações e Investimentos homologou o pedido de processo de recuperação extrajudicial devido à execução de dívidas por parte dos credores; garantias das controladas de concessão rodoviária Concer e Concebra; bloqueios judiciais de ativos operacionais e financeiros essenciais para a manutenção; restrições de liquidez; queda de desempenho operacional e necessidades de aportes não previstos na Concer, Concebra e Vessel-Log.

Após o processo que tem em média duração de 24 meses, o aeroporto voltará a ser operado pela Anac.

Terracom - 25 de Julho de 2017

 
Campanha do Agasalho da Terracom termina no dia 8 de agosto

A Campanha do Agasalho da Terracom termina no dia 8 de agosto. Todo o material arrecadado é resultado de uma ação metropolitana, que envolve os fundos sociais de solidariedade das cidades da região. Posteriormente, as roupas, agasalhos e cobertores serão destinados a entidades que auxiliam a população necessitada. As caixas de doações já foram distribuídas nas filiais da Terracom, como em Praia Grande, onde ficou lotada de roupas logo na primeira semana de campanha. Na matriz, a caixa foi transferida do restaurante para o boulevard, que estava em reforma.

Podem ser doados agasalhos, roupas e cobertores, desde que estejam limpos, em condições de uso. Conforme os representantes dos fundos sociais de solidariedade das cidades da Baixada Santista, a necessidade é muito grande em toda a região. Contamos com a colaboração de todos!



Terracom - 25 de Julho de 2017

 
Primeira etapa do Terracom Duathlon é realizada com sucesso

A cidade de Santos recebeu na manhã do último dia 7 de maio, a primeira etapa do Terracom Duathlon, competição inédita disputada nas modalidades corrida (5km), ciclismo (20km) e corrida (2,5Km), que contou com a participação de atletas amadores de faixas etárias variadas, de 12 a 65 anos. O evento é mais uma iniciativa da empresa que visa incentivar a prática esportiva.

"A Terracom entende que o esporte é um agente social transformador que deve ser incentivado pelas empresas, além disso motiva a introdução de hábitos saudáveis na rotina diária das pessoas, trazendo benefícios físicos e mentais. Qualquer iniciativa que melhore a qualidade de vida do ser humano deve ser disseminada na sociedade", destaca Miriã Dias, Diretora Administrativa da Terracom.

Na disputa entre os homens, o vencedor foi o atleta de Vila Velha (ES), Rodrigo Teixeira da Silva, da categoria 40 a 44 anos, que completou o percurso em 58m 43s, seguido dos santistas Yan Hollerbach Cardoso Ferreira com 01h35s e de Wagner Camargo de Oliveira, ambos da categoria 35 a 39 anos. "Uma prova excelente, organização maravilhosa e percurso muito bom para correr. Estou muito feliz porque vim de longe e não é fácil chegar aqui. Fui muito bem recebido e agora espero voltar para cumprir todas as etapas”, disse o vencedor.

No feminino, a primeira a cruzar o pórtico final foi a santista Sônia Maria Menezes Franco dos Santos, da categoria 55 a 59 anos, que terminou o trajeto com o tempo de 1h15min51s. “Eu gosto muito de duathlon. Acho uma prova bem bacana para fazer nessa época do ano por causa do clima", informou Sônia, de 57 anos. “Fica a dica que não existe idade para iniciar no esporte. É só querer. A idade a gente passa por cima,” concluiu.

Para o diretor geral da prova, Núbio de Almeida, a parceria com a iniciativa privada foi fundamental para a realização da prova. “A Terracom é uma grande parceira e está mostrando para a comunidade que o esporte é uma das poucas ferramentas eficazes para lutarmos contra as drogas. E como este evento atrai muitos jovens, vai ao encontro da visão da empresa que é o investimento social através do esporte”, explicou Almeida. A competição terá ainda mais duas etapas em 20 de agosto e 12 de novembro.



Terracom - 25 de Julho de 2017

 
Terracom marca presença nos 10 Km da Tribuna

Mais uma vez a equipe da Terracom marcou presença nos 10 Km da Tribuna FM – Unilus com atletas de alto desempenho. Nesta 32ª edição, a empresa contará com sete integrantes no Pelotão de Elite B. Outros 25 colaboradores foram inscritos pela empresa, após sorteio, no 3º Pelotão e na categoria Caminhantes.

A corrida dos 10 Km Tribuna FM é o maior evento esportivo da Baixada Santista, e uma das provas mais tradicionais do país. Em todas as sua edições, bate recordes no número de participantes e na velocidade com que as inscrições se esgotam.

São mais de 20.000 atletas profissionais e amadores, de várias regiões do Brasil e do mundo, correndo ou caminhando pelas ruas da Cidade de Santos em uma grande festa. Milhares de pessoas foram às ruas torcer, além de curtir atrações musicais e outras atividades que fazem parte deste grande evento esportivo e de confraternização.



Terracom - 25 de Julho de 2017

 
Terracom realiza curso de formação de brigadistas

Os brigadistas compõem a primeira barreira de contenção de uma emergência em uma empresa, por isso o treinamento para a capacitação dos colaboradores nesta função é fundamental para a segurança das pessoas e preservação do patrimônio. No dia 25 de março, a Terracom promoveu na sua matriz, o curso anual de formação de brigadistas para 36 colaboradores que já estão aptos para exercer a função.

Foram oito horas de treinamento teórico e prático, conforme prevê a Instrução Técnica (IT-17) do Corpo de Bombeiros e a Norma Regulamentadora (NR-23) do Ministério do Trabalho e Emprego. “Nenhum sistema de prevenção de incêndio será eficaz se não houver colaboradores treinados e capacitados para operá-lo”, destaca o engenheiro de Segurança do Trabalho, Luiz Xavier, responsável pela organização e coordenação do curso.

A aula prática contou com a utilização de extintores, maneabilidade com mangueiras, combate a princípios de incêndios, abandono de área, controle de pânico e vistoria técnica nos equipamentos. “Com capacitação para situações imprevistas e de emergência, controle emocional e conhecimento de técnicas de primeiros socorros, os brigadistas podem ser decisivos em situações críticas, evitando que vidas sejam perdidas”, enfatiza Luiz.

Para o colega Celso Luiz Curvello, assistente de pessoal, foi uma oportunidade de agregar conhecimento não só para aplicar no ambiente de trabalho, mas também no dia-a-dia, em qualquer circunstância. “Situações de emergência podem acontecer em qualquer lugar, desde um incêndio até um acidente doméstico. Se estivermos capacitados para ajudar antes da chegada do socorro profissional, pode fazer toda a diferença”.

Mas quem pensa que ser brigadista é prerrogativa de homens está enganado. A brigada de incêndio da Terracom também conta com mulheres. “É verdade que temos menos força que os homens, por isso o curso nos ensinou técnicas para compensar isso e realizar os procedimentos com a mesma eficiência, principalmente no tocante à prevenção, tudo de forma bem didática. Muitas vezes, algumas situações de risco podem passar despercebidas por falta de conhecimento”, relata Mariellen Magda dos Santos Silva, assistente administrativa.

O curso contou com a participação de 23 colaboradores da matriz, 11 da Terrestre Ambiental e dois da Autoclave. Formada a Brigada de Incêndio, anualmente dever acontecer um novo curso de formação ou reciclagem. Vale lembrar que os brigadistas têm como principal função iniciar o combate à emergência somente até a chegada do Corpo de Bombeiros.



Terracom - 25 de Julho de 2017

 
Terracom participa de debate sobre a destinação de resíduos na Baixada Santista

A Terracom participou do evento 'A Região em Pauta', que acontece todo mês, promovido pelo Grupo A Tribuna. O objetivo é debater temas importantes sobre o futuro da Região Metropolitana da Baixada Santista. No dia 29 de maio, a abordagem foi sobre destinação de resíduos. A empresa também é uma das patrocinadoras desta iniciativa e foi representada pelo Diretor Operacional Antonio de Mello Neto.

O primeiro painel do fórum ‘O que fazer com o lixo na Baixada Santista’, também teve a participação do Secretário de Meio Ambiente de Santos, Marcos Libório, e do diretor executivo da Agência Metropolitana da Baixada Santista (Agem), Hélio Hamilton Vieira Júnior. Na ocasião, o diretor da Terracom traçou um panorama sobre a destinação de resíduos na Baixada Santista, perspectivas futuras e esclareceu dúvidas do público presente.



Terracom - 25 de Julho de 2017

 
Terracom homenageia 24 colaboradores no Dia do Gari

No dia 16 de maio, foi comemorado o Dia Nacional do Gari. Na Terracom foram homenageados 24 colaboradores, entre coletores, varredoras e funcionários que começaram nestas funções e hoje ocupam cargos mais elevados dentro da empresa. O evento aconteceu no CCPT – Centro de Capacitação Profissional Terracom e reuniu cerca de 50 pessoas das filiais de Santos, São Vicente, Cubatão, Guarujá, Praia Grande, Bertioga e Mongaguá. As homenagens aos colaboradores de Campos do Jordão foram encaminhadas à filial daquela cidade.

Foram homenageados os garis e margaridas que se destacaram com base nos critérios de produtividade, relacionamento interpessoal e tempo de empresa. “É muito gratificante poder homenagear profissionais tão importantes para o meio ambiente, que trabalham incansavelmente para realizar este serviço essencial à população”, ressaltou Marcelo Pousada, Coordenador de Meio Ambiente.

A atividade dos coletores e varredoras também foi valorizada pela Diretora Administrativa Miriã Dias, que efetuou a premiação. “O trabalho que vocês realizam, dia e noite, faça sol ou chuva, é fundamental para a qualidade de vida das nossas famílias e de todos os setores da sociedade. Tenham orgulho dessa profissão”. Além dos troféus referentes ao Dia do Gari, os homenageados receberam certificados de Destaque Profissional e um presente como prêmio pela atuação positiva na empresa.

“As varredoras chegam a caminhar vários quilômetros diariamente, percurso que pode se duplicar em dias de ventania. Os coletores também correm, literalmente, longos trajetos diariamente. Saiba que a Terracom valoriza muito cada gota de suor de vocês para prestar este serviço tão essencial a todos nós”, ressaltou Antonio de Mello Neto, Diretor Operacional da empresa.

Homenagens
Com 23 anos de Terracom trabalhando na varrição, Maria Eunice Santana, da filial Cubatão, foi uma das margaridas homenageadas com o Certificado Destaque Profissional, que segundo ela, ficará fixado na parede da sala de sua casa. “É para ter orgulho mesmo. Sempre que eu for sair de casa para trabalhar, vou olhar para ele. A gente fica feliz de ter o trabalho reconhecido pela empresa”. O mesmo sentimento foi compartilhado pelo coletor Edivaldo Menezes dos Santos, da filial de Praia Grande. “Fiquei emocionado. É bom saber que o nosso trabalho é importante para tantas pessoas”.

Com o objetivo de valorizar os funcionários que começaram a trabalhar na empresa como coletores ou varredoras e hoje ocupam cargos mais elevados, a Terracom também homenageou algumas destas pessoas. “A Terracom oferece muitas oportunidades de crescimento profissional e homenagens como esta, nos motivam cada vez mais”, relatou Sandra Cristina, que começou como varredora e hoje é técnica de segurança na filial de Santos.

Quem também aproveitou as oportunidades na empresa foi Gilson Soares da Silva, que começou como gari, passou para fiscal de turma e hoje é encarregado de operações na filial de Guarujá.“Tenho orgulho de trabalhar nesta empresa e de ter sido gari um dia. É uma profissão que valorizo muito, pois conheço o esforço dessa turma”.

Homenageados por filial:

Filial São Vicente
Mara Rubia Ferreira de Oliveira - varredora
Robson Batalha de Santana – coletor

Filial Guarujá
Eliane Silva - varredora
Clebson da Silva Lima – coletor

Filial Bertioga
Edivanilto dos Santos - coletor
Edson Francisco da Silva – coletor

Filial Cubatão
Maria Eunice Santana – varredora
José Batista dos Santos – coletor

Filial Santos
Edenir Amaro de Souza - varredora
Ernesto Adão Soares – coletor

Filial Mongaguá
Jerri Adriano Rodrigues - coletor
Zenilton Oliveira de Brito – coletor

Filial Praia Grande
Edivaldo Menezes dos Santos - coletor
Fernando Barbosa dos Santos - coletor

Campos do Jordão
Jorge Camilo Muniz - coletor
José Prudente – coletor

Homenageados que começaram na coleta ou varrição:
Gilson Soares da Silva – Encarregado de Operações na filial Guarujá
Sandra Cristina dos Santos – Técnica de Segurança na filial Santos.
Edglema Campos Ribeiro - Fiscal de turma na filial Santos.
Jurandir Chavier Filho – Encarregado de Operações na filial São Vicente



Terracom - 25 de Julho de 2017

 
Terracom comemora Dia Mundial da Segurança e Saúde no Trabalho com excelentes resultados

A Terracom coloca a vida e a saúde dos colaboradores sempre em primeiro lugar, por isso se empenha diariamente na prevenção de acidentes de trabalho, com diversas ações que já têm demonstrado resultados expressivos. No dia 28 de abril, Dia Mundial da Segurança e Saúde no Trabalho, a empresa teve vários motivos para comemorar.

Desde 2013 até agora, houve uma diminuição de 55% no número de acidentes de trabalho na limpeza urbana. Já nas obras, essa redução alcançou 78%. Tudo isso graças a um canal de diálogo permanente para trocas de informações com a equipe de colaboradores e supervisão, ocasiões em que são realizados DDS (Diálogo Diário de Segurança), visitas rotineiras em todas as frentes de serviço atualmente em execução.

“Estes diálogos diários com temas sobre segurança do trabalho, meio ambiente, saúde ocupacional e responsabilidade social, visam a conscientização dos colaboradores para práticas seguras nos ambientes de trabalho”, explica o engenheiro de Segurança do Trabalho, Luiz Xavier, que recentemente também coordenou o curso anual para a formação de brigadistas da Terracom, que também atuam na prevenção de acidentes.

Nos municípios de Santos e Guarujá, que correspondem ao maior efetivo da Terracom, o número de acidentes na limpeza urbana caiu 61% e 54% respectivamente. Em Cubatão, onde a redução alcançou 44%, a empresa ficou quase 300 dias sem acidentes em 2016. Já na Autoclave, houve uma diminuição de 86% desde 2013.

Luiz Xavier também destacou a atuação do Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho (SESMT) e da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes de Trabalho (CIPA), além da Semana Interna de Prevenção de Acidentes de Trabalho (SIPAT), realizada anualmente pela Terracom. “A empresa tem uma política de inserção do ser humano no centro do processo produtivo, com valorização da mão de obra, condições favoráveis de trabalho e elevado senso de responsabilidade social”, concluiu.



PiniWeb - 19 de Julho de 2017

 
Está em vigor novo regimento do SiAC, do PBQP-H

Sistema de Avaliação da Conformidade de Empresas de Serviços e Obras da Construção mudou para atender à Norma de Desempenho

Está em vigor desde o dia 8 de julho o novo regimento do Sistema de Avaliação da Conformidade de Empresas de Serviços e Obras da Construção (SiAC) do Programa Brasileiro de Qualidade e Produtividade do Habitat (PBQP-H). O texto foi atualizado principalmente para atender a NBR 15.575:2013 - Edificações Habitacionais - Desempenho, da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).

"O principal objetivo da última alteração dos documentos normativos do SiAC é induzir as empresas do setor da construção a incluírem, nos seus sistemas de gestão da qualidade, procedimentos que atendam a Norma de Desempenho tanto no processo do projeto quanto nos de execução e entrega da obra, já que o ponto chave para o atendimento à norma está nos projetos", explicou em entrevista ao CBIC Mais Marcos Galindo, presidente da Comissão Nacional do SiAC do PBQP-H e membro da Comissão de Materiais, Tecnologia, Qualidade e Produtividade da Comat/CBIC.

Apesar da importância do projeto, Galindo destaca que o processo de execução da obra, em relação ao planejamento, compra de materiais, recebimento e inspeção dos materiais, construção e entrega, projeto e suas especificações, também deve atender aos requisitos da Norma de Desempenho. Outra alteração é que as obras executadas para terceiros, que recebem os projetos prontos, não possuem a obrigatoriedade de seguir os requisitos exigidos, diferentemente das empresas que elaboram o projeto e realizam a construção.

A revisão do SiAC também acabou com a previsão de nível de adesão ao PBQP-H para as empresas constituídas apenas para um empreendimento específico, que de posse de uma carta de adesão poderiam contratar obra com a Caixa Econômica ou Banco do Brasil. "A consequência disso para as empresas que tinham o hábito de fazer uma SPE (Sociedade de Propósito Específico) para realização de empreendimento é que deverão adaptar sua estratégia, criando as condições para que as novas empresas implantem rapidamente sistemas de gestão de qualidade e se certifiquem no nível 'B' ou 'A', para cumprirem o requisito de contratação".

Por fim, o sistema foi alinhado com a NBR 17021-1:2016 - Avaliação da Conformidade - Requisitos para Organismos que Fornecem Auditoria e Certificação de Sistemas de Gestão), que disponibiliza referências para a auditoria e certificação de todos os tipos de sistemas de gestão.

Vale lembrar que as construtoras que se certificarem no SiAC do PBQP-H optam pela Certificação no "Nível B" ou "Nível A". O Inmetro é responsável pela acreditação de Organismos de Avaliação da Conformidade (OACs). A mudança foi realizada após a Portaria nº 13, de 6 de janeiro de 2017, publicada pelo Ministério das Cidades no Diário Oficial da União (DOU).

PiniWeb - 19 de Julho de 2017

 
Pedra fundamental do Memorial às Vítimas do Holocausto é lançada no Rio de Janeiro

Projeto é do arquiteto André Orioli, vencedor de um concurso promovido pelo IAB em 1988

O prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, lançou na última sexta-feira (14) a pedra fundamental do Memorial às Vítimas do Holocausto, que será construído no Parque Yitzhak Rabin, em Botafogo. O projeto foi desenvolvido pelo arquiteto André Orioli, vencedor de um concurso promovido pelo Instituto dos Arquitetos do Brasil (IAB), em 1988.

Financiado por recursos privados, o monumento será construído no alto do Mirante do Pasmado e terá 22 metros de altura. Seu interior contará com anfiteatro, galeria para exposição e sala de mídia digital, além de área para solenidades, sala de mídias interativas, auditório com capacidade para 130 pessoas, sala de reuniões, administração e a galeria circular com espaço da Memória.

“A maior homenagem que podemos prestar aos seis milhões de mortos vítimas do nazismo é bradar ao mundo: Holocausto, nunca mais!”, disse Crivella, sobre o monumento que terá escrito em sua base um dos Dez Mandamentos, “Não Matarás”.

O idealizador da construção do monumento foi deputado Gerson Bergher, falecido no ano passado. Sua mulher, a atual secretária municipal de Assistência Social e Direitos Humanos, Teresa Bergher, comentou que pretende trazer, para o local escolhido pelo marido para abrigar o memorial, um dos vagões dos trens que levavam prisioneiros aos campos de concentração.

Com a construção do memorial, o Rio passa a ser mais uma das grandes metrópoles que contam com homenagens às vítimas do holocausto como Londres, Paris, Berlin, Nova York e Washington.

PiniWeb - 19 de Julho de 2017

 
Software sobre comportamento estrutural da PUC-Rio ganha versão para profissionais

Ferramenta foi criada para auxiliar projetistas com a análise múltipla e modelagem de estruturas

Após 25 anos de criação, o Ftool (Two-dimensional Frame Analysis Tool), desenvolvido na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) para auxiliar acadêmicos de Engenharia Civil sobre comportamento estrutural de pórticos planos, recebe a atualização para 4.0 com uma nova versão profissional, voltada para projetistas de estrutura.

Com valor anual de R$ 60,00, a opção profissional apresenta melhoras com a atualização como análise de múltiplos casos de carregamento e uma seção transversal prismática genérica para barras, que também possui a opção de desenho caso as seções disponíveis não atendam a necessidade do usuário.

"Esta será a primeira de uma série de versões avançadas do Ftool, resultado das demandas de inúmeros usuários do Brasil e do exterior", destaca o prof. Luiz Fernando Martha, idealizador da ferramenta no Departamento de Engenharia Civil do Centro Técnico Científico da PUC-Rio (CTC/PUC-Rio) e coordenador de projetos no Instituto Tecgraf/PUC-Rio.

O programa ainda segue com a versão básica para fins acadêmicos, disponível gratuitamente, porém as novas atualizações ficam restritas à licença comercial.

O Ftool teve sua primeira versão criada pelo Instituto Tecgraf em 1992, que continuou em constantemente atualização devido a demanda pelo programa em diversas universidades, registrando cerca de 500 mil downloads nacionais e internacionais, como em Portugal, Estados Unidos e Itália.

PiniWeb - 12 de Julho de 2017

 
Obras da primeira etapa do Eixo Norte do Projeto São Francisco serão aceleradas

Vistoria do ministro Helder Barbalho no trecho entre Penaforte e Jati verificou a retomada das atividades após assinatura da ordem de serviço

O ministro da Integração Nacional, Helder Barbalho, inspecionou na última sexta-feira (7) as obras da primeira etapa (1N) do Eixo Norte do Projeto de Integração do Rio São Francisco, no trecho entre o município de Penaforte e o reservatório de Jati, no Ceará. A ordem de serviço desse trecho foi assinada pelo Governo Federal no dia 20 de junho.

"Continuaremos a todo vapor avançando e cobrando da empresa que cumpra com os prazos, que agilize diversas frentes de serviço, que permitam a aceleração deste cronograma", comentou o ministro após a vistoria, além de relembrar que o prazo para finalização da obra é de janeiro de 2018.

As operações da primeira etapa foram iniciadas na última semana, após a efetivação de alguns profissionais. Espera-se que até agosto sejam contratados 500 trabalhadores para as obras no trecho.

"[A obra] representa a transformação da vida das pessoas. Representa o sonho sonhado por milhares de cearenses. Com a expectativa da entrega dessa obra, vão viver um novo tempo, com água de qualidade para o consumo humano e para a produção", comentou o ministro.

As obras do 1N do Eixo Norte do Projeto de Integração do Rio São Francisco terão investimento de R$ 132 milhões nos 140 km que passarão pelos municípios de Cabrobó, Salgueiro, Terra Nova e Verdejante, todos em Pernambuco, até a cidade cearense de Penaforte. Os serviços são executados pelo consórcio Emsa-Siton, que possui um contrato avaliado em R$ 516,8 milhões com o Governo Federal - anteriormente essa obra era de responsabilidade da Mendes Júnior.

Ao total serão atendidos 7,1 milhões de habitantes em 223 municípios do Ceará, Paraíba, Pernambuco e Rio Grande do Norte, sendo 4,5 milhões na região Metropolitana de Fortaleza.

PiniWeb - 12 de Julho de 2017

 
Quatro projetos brasileiros são finalistas do prêmio anual do World Architecture Festival

Há dois trabalhos do Studio Guilherme Torres, um do Bernardes Arquitetura e um do JBMC selecionados na premiação

Quatro projetos brasileiros são finalistas da premiação anual do World Architecture Festival (WAF Awards), que tem mais de 30 categorias. A edição deste ano contou com mais de 924 inscritos de 68 países, um aumento de 18% em relação ao ano anterior. Os vencedores serão divulgados durante o evento, que acontecerá entre os dias 15 e 17 de novembro em Berlim, na Alemanha.

Foram selecionados os projetos do Studio Guilherme Torres e do Retrofit da Melhoramentos, ambos desenvolvidos pelo Studio Guilherme Torres, da Estação Típica de Salvador, do JBMC, e da Casa Triângulo, do Bernardes Arquitetura. Eles concorrem nas categorias: Escritório (projeto concluído), Uso Comercial Misto (projeto futuro), Transporte (projeto concluído) e Vila (projeto concluído), respectivamente.

A premiação também selecionou grandes nomes da arquitetura como Zaha Hadid Architects, Amanda Levete, BIG, Schmidt Hammer Lassen Architects, 3XN Architects, CF Møller Architects, Grimshaw, Aedas, Studio Gang, Populous, Heatherwick Studio e Rafael Viñoly.

Além do vencedor de cada categoria, os finalistas concorrerão aos prêmios de Edifício do Ano, Projeto Futuro do Ano e Projeto de Paisagismo do Ano. O júri será composto por Miquel Adria, Simon Allford, David Basulto, Chris Bosse, Mary Bowman, Mark Dytham, Curtis Fentress, Richard Francis-Jones, Nabil Gholam, Robert Konieczny, William Menking, Sadie Morgan, Nathalie de Vries e Joyce Owens.

"Os finalistas deste ano possuem uma gama geográfica extremamente diversificada. O uso da água tem sido impressionante e há evidências de interesse real nas modificações climáticas usando novas técnicas. A arquitetura colorida faz uma exibição forte e muitos dos projetos menores que selecionamos marcarão acima de seu peso", afirmou Paul Finch, diretor do programa do WAF.

PiniWeb - 12 de Julho de 2017

 
Sinapi apresenta variação de 0,38% em junho, segundo o IBGE

Resultado foi um pouco maior do que o apresentado no mês anterior. Em 12 meses, alta é de 3,86%

O Índice Nacional da Construção Civil (Sinapi), divulgado na última sexta-feira (7) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), registrou em junho variação de 0,38%, 0,08 pontos percentuais (p.p.) a mais do que no mês anterior. Nos últimos 12 meses, a variação foi de 3,86%, resultado 0,39 p.p. a menos do que o período precedente (4,52%). Em junho de 2016, o índice ficou em 1,02%.

O custo nacional da construção por metro quadrado passou de R$ 1.042,69 em maio para R$ 1.046,68 no mês anterior. Deste valor, R$ 536,28 são relativos aos materiais e R$ 510,40 à mão de obra. A parcela correspondente aos materiais se manteve estável em junho, com variação de 0,01%, e a de mão de obra registrou crescimento de 0,78%. Em maio, essas taxas foram de 0,34% e 0,26%, respectivamente.

O primeiro semestre do ano, encerra-se com 0,96% e 2,89% em relação aos materiais e a mão de obra, resultado abaixo do registrado aos seis primeiros meses de 2016, que apresentaram 4,23% e 7,10%, respectivamente. Na comparação com os últimos 12 meses, a taxa foi de 1,47% para os materiais e de 6,50% para a mão de obra.

Na análise por região, o Centro-Oeste obteve a maior variação mensal do Sinapi: 0,82%. O resultado foi influenciado pela alta na parcela dos materiais nos estados que compõem a região, além da variação na mão de obra no Distrito Federal devido ao dissídio coletivo. As demais regiões registraram: 0,70% (Sul), 45% (Sudeste), 0,36% (Norte) e 0,01% (Nordeste).

Os valores regionais por metro quadrado ficaram em: R$ 1.093,07 (Sudeste); R$ 1.083,13 (Sul); R$ 1.054,96 (Norte); R$ 1.051,36 (Centro-Oeste) e R$ 972,30 (Nordeste).

Entre os estados, a maior variação em junho foi no Acre, com 2,82%, resultante dos aumentos da parcela da mão de obra (5,29%) e dos materiais (0,79%), além dos reajustes salariais por acordo coletivo, quanto dos materiais. Logo após veio Santa Catarina, Rondônia e Distrito Federal, com 2,70%, 2,19% e 2,13%, respectivamente.

PiniWeb - 05 de Julho de 2017

 
Vendas de imóveis em Belo Horizonte e Nova Lima sobem 38,42% em abril

Segundo realizada do Sinduscon-MG, este foi o segundo melhor resultado do ano, atrás apenas de janeiro

Em abril, as cidades de Belo Horizonte e Nova Lima, em Minas Gerais, registraram a segunda maior alta nas vendas de imóveis no ano, com 245 unidades comercializadas. O resultado representa um aumento de 38,42% em relação ao mês anterior e só fica atrás de janeiro deste ano, que obteve 308 unidades vendidas. A pesquisa é do Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado de Minas Gerais (Sinduscon-MG).

Os dados mostram, porém, que os lançamentos continuam com resultados baixos, encerrando o mês de abril com 65 unidades residenciais colocadas no mercado, contra 16 em março. Pelo sétimo mês consecutivo as vendas superaram os lançamentos, sendo 1.426 unidades vendidas no período de outubro de 2016 abril de 2017, ante 399 unidades lançadas.

A oferta final (estoque) registrou em abril o menor patamar da série (3.934 unidades), sofrendo redução de 4,2% no mês. Na comparação com abril de 2016, quando a oferta final foi de 5.146 unidades, houve uma queda de 23,55%. O estoque encerrou o mês de abril representando apenas 17,71% da oferta lançada, o menor resultado desde janeiro de 2016.

Os preços dos imóveis continuaram estáveis. Entre abril e março, aconteceu uma pequena queda de 0,18%. Já no primeiro quadrimestre do ano foi possível analisar um crescimento de 2,24%, enquanto o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA/IBGE) apresentou alta de 1,10%. "O momento continua excelente para comprar imóvel, pois, com a queda acentuada do estoque, a tendência pode ser de continuidade de aumento real dos preços", comentou o vice-presidente da Área Imobiliária do SindusCon-MG, José Francisco Couto de Araújo Cançado.

Para ele, no momento, o empresário da construção civil deve voltar a pensar em investimento, enquanto para o consumidor final a hora é de comprar um imóvel para aproveitar o estoque que ainda existe, já que" a nova mercadoria chegará com preço superior". "Entramos numa zona em que o estoque restante de imóveis é insuficiente para atender o mercado e, de agora em diante, teremos aumentos de preços maiores", disse.

PiniWeb - 05 de Julho de 2017

 
Stefano Boeri projeta empreendimento verde de 100 hectares na China

Local terá capacidade para absorver cerca de 10 mil toneladas de dióxido de carbono e 57 toneladas de poluentes anualmente

Foi iniciada a construção da chamada "cidade floresta" com capacidade para 30 mil pessoas na região montanhosa de Guangxi, em Liuzhou, na China. O projeto, do arquiteto italiano Stefano Boeri, especializado nesse tipo de projeto, tem estimativa de absorver 10 mil toneladas de dióxido de carbono, 57 toneladas de poluentes e produzir 900 toneladas de oxigênio anualmente.

O empreendimento de mais de 100 hectares contará com hotéis, escritórios, casas, um hospital e duas escolas totalmente cobertos por plantas e árvores. Haverá também uma linha ferroviária com carros elétricos que o ligará a Liuzhou.

Boeri se baseou nos seus projetos anteriores para implantação de fachadas cobertas por vegetação, porém a Liuzhou Forest City será o primeiro a contar com plantas e árvores em todos os edifícios, de diferentes tamanhos e funções, auxiliando na redução da temperatura média do ar, na criação de barreiras de ruído e na melhora da biodiversidade das espécies vivas, como criação de habitat para aves, insetos e pequenos animais da região.

Entre as principais características da proposta estão as funções autossuficientes de energia de um estabelecimento urbano como energia geotérmica para ar-condicionado interior e painéis solares sobre os telhados para coleta de energia renovável.

A Liuzhou Forest City levará apenas três anos para ser desenvolvido, com entrega prevista para 2020.

PiniWeb - 05 de Julho de 2017

 
Mopa Arquitetura ganha Desafio Casa AQUA

Projeto vencedor se destacou por conter caráter compacto e flexível, além de focar na redução de uso das tecnologias

No último dia 21 de junho, foi realizada a cerimônia de divulgação dos vencedores do Desafio Casa AQUA, promovido pela Inovatech Engenharia em conjunto com a Cipasa Urbanismo e apoio do Clube Alpha Decor de Alphaville. Os vencedores foram Breno Viana de Mendonça, Jonatas Pacheco Sant´Anna, Bruno Camargo de Moraes e Luana Carvalho Filho, que compõem a equipe do escritório Mopa Arquitetura, de São Paulo, pelo projeto compacto e flexível que visou a redução de uso de tecnologias com o objetivo de melhorar a qualidade de vida de seus usuários.

"O projeto prevê área de ventilação na cobertura, evitando maior incidência solar, apresenta boa flexibilidade dos ambientes, oferece boa ventilação natural, muro de contenção com pneus, horta orgânica, shaft bem organizado, respeita a topografia com um corte mínimo no terreno, venezianas nas fachadas, beiral bem dimensionado, possibilidade de expansão e planta bem resolvida", diz a justificativa do júri.

A solução de destaque do projeto foi o esqueleto da edificação que foi projetado em aço 100% reciclável e que pode ser reaproveitado sem perda da qualidade em caso de demolição da casa, além de possuir uma tecnologia limpa que diminui resíduos e consequentemente os impactos ambientais gerados ao longo da construção. Outro destaque está no deck e na veneziana de madeira plástica, ambos produzidos a partir de resíduos plásticos, fibras provenientes do lixo e de resíduos industriais, que reduzem a emissão de gás carbônico na atmosfera, colaboram na preservação do eco sistema e diminuem a produção de lixo.

O júri desta edição do Desafio Casa AQUA foi composto por Gilles Alvarenga (Diretor de Operações Internacionais da ZED Factory), Rodrigo Mindlin Loeb (titular do escritório Mindlin Loeb Arquitetura), Joana Baracui (Editora da Revista Arquitetura e Construção) e Miriam Addor (Presidente da Associação Brasileira dos Escritórios de Arquitetura - AsBEA).

Ficaram entre os dez projetos finalistas as equipes: Anna Carolina Botelho Maldonado e Suzana Macedo Araújo, de São Paulo; Dayana Fernandes Rodrigues, Hanna Greisas e Anibal Alves dos Santos Ghiro, de Mogi das Cruzes (SP); Nathália Sander, Carolinne Mariah Peyerl, Isabela Santos de Souza, Juliane Santos de Cerqueiras, de Chapecó (SC); Paulo Gustavo Capel Borges e Danielle Skubs, de Jundiaí (SP); Raquel Volpi Gruson de Ávila, de Indaiatuba (SP); Roberto Rocha, de Barueri (SP); Graciela Piñero, Natalie Fogagnoli, Caroline Manuchakian de Barueri (SP); Mariana Simão Sampaio, Liv Brunetti Laur e Mariana Alves da S. do Nascimento; Priscila Pereira do Nascimento, Giovanna Careta Melli, Ítalo Lopes Dias Dourado e Priscila Verne Chiarantano, de Carapicuíba (SP); e Weberson Wagner de Carvalho e Evandro Luis Borges de Souza, de Guararema (SP).

Receberam menções honrosas o projeto da Teto Arquitetura formada por Roberta Firjam, Priscila Mauro, Eduardo Pinheiro e Mariana Santos, em Arquitetura Bioclimática, do Rio de Janeiro; a equipe da OM Arquitetos, composta por Isaac Amir, Marina M. de Souza Castanheira, Carlos Mello e Kaique Xavier, em Sistema Construtivo, de Ribeirão Preto (SP); e o projeto da Jessica Ribeiro Arquitetura e Urbanismo, em Gestão de Água, de Campinas (SP).

Todos os participantes da segunda fase do projeto foram contemplados com um troféu e terão seus projetos divulgados e como inspiração para os futuros moradores da segunda fase do Residencial Itayhê, um loteamento que será lançado pela Cipasa Urbanismo na Grande São Paulo.

PiniWeb - 28 de Junho de 2017

 
Acordo do BNDES prevê que outros bancos também emitam garantias de projetos de infraestrutura

Poderão participar as instituições bancárias que apresentarem oferta de fianças equivalentes a, no mínimo, 40% do total do financiamento solicitado

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciou nesta terça-feira (27) acordo com os principais bancos públicos e privados do País para o compartilhamento de garantias nos financiamentos de projetos de infraestrutura. O principal objetivo é a redução de custos nos processos.

O acordo foi a alternativa encontrada pelo BNDES para o fim do empréstimos-pontes que o banco deixou de conceder desde 2016. A medida estabelece que os bancos que apresentarem oferta de fianças equivalentes a, no mínimo, 40% do total do financiamento solicitado terão direito de compartilhar garantias com o BNDES.

As diretrizes serão estabelecidas somente a empréstimos sindicalizados, considerando que a instituição financeira que apresentar participação de, pelo menos, 40% do total do projeto, também terá acesso as garantias.

Essas regras serão aplicadas, especialmente, a fase "pre-completion", etapa anterior à conclusão das obras do projeto, sendo considerada a de maior risco. Atualmente, as empresas devem apresentar as fianças bancárias de acordo com desembolsos pendentes, o que gera, de acordo com o BNDES, assimetria de informações, condições e prazos do mesmo projeto. As fianças cobrem apenas os dois primeiros anos de um projeto e o ideal seria a cobertura entre quatro e cinco anos, quando os projetos já possuem viabilidade operacional.

"O compartilhamento de garantias proporcionará a melhor alocação de riscos dos projetos de infraestrutura, aumentando a previsibilidade para os fiadores, potencialmente reduzindo custos", comentou o diretor das áreas de Crédito, Financeira e Internacional do BNDES, Claudio Coutinho.

Este novo modelo será aplicado nos financiamentos e consórcios que já venceram os leilões de concessão dos aeroportos de Fortaleza, Salvador, Porto Alegre e Florianópolis e também os das rodovias paulistas, todos neste ano de 2017.

"O fundamental é que o conjunto de fiadores de um projeto seja conhecido na largada e todos os envolvidos estejam alinhados e comprometidos com a mesma visão de longo prazo. Para isso, será fundamental que os bancos que fornecem as fianças estejam familiarizados com os riscos de projetos de infraestrutura", ressalta a superintendente da Área de Saneamento e Transporte do BNDES, Luciene Machado.

A expectativa do banco é de que o modelo atraia novos player, como também grandes instituições financeiras estrangeiras, considerando que o BNDES é o maior financiador atual de projetos de infraestrutura no País, com cerca de R$ 988 bilhões desembolsados em valores constantes dentro dos últimos dez anos.

PiniWeb - 28 de Junho de 2017

 
Confiança da construção segue oscilando e volta a crescer em junho, aponta FGV

Tanto o índice relativo a situação atual, quanto às expectativas dos empresários melhoraram em relação a maio

O Índice de Confiança da Construção (ICST) do Instituto Brasileiro de Economia (IBRE) da Fundação Getúlio Vargas (FGV) registrou no mês de junho uma pequena alta de 0,2 ponto, totalizando 74,2 pontos, o mesmo resultado de setembro de 2016. A pesquisa, que considera os dados ajustados sazonalmente, foi divulgada nesta terça-feira (27).

"A pequena alta do ICST em junho sugere que o efeito percebido do aumento da incerteza após 17 de maio sobre os negócios não foi expressivo. A desagregação setorial do resultado revela dinâmicas distintas entre os principais segmentos do setor. No de Edificações - menos dependente de iniciativas diretas do governo - as expectativas voltaram a subir em junho após queda expressiva no mês anterior. Já no segmento de Obras de Infraestrutura, houve piora adicional neste último mês", comentou Ana Maria Castelo, coordenadora de Projetos da Construção da FGV/IBRE.

O Índice de Expectativa (IE-CST), responsável por analisar o otimismo referente aos próximos seis meses, obteve em junho variação de 0,4 ponto, após a queda de 3,8 pontos em maio. Dessa forma, o indicador encerrou o sexto mês do ano 86,0 pontos.

A mesma melhora aconteceu no Índice de Situação Atual (ISA-CST), que mede a situação dos negócios correntes: houve uma alta de 1,2 ponto, chegando aos 65,8 pontos. Em maio, essa taxa havia caído 2,2 pontos.

Já o Nível de Utilização da Capacidade (NUCI) apresentou queda de 0,6 ponto percentual, passando de 62,1% em maio para 61,5% neste mês. O resultado é 21,4 pontos percentuais inferior a setembro de 2013 (82,9%), quando foi registrado o maior nível histórico da pesquisa.

O ICST coletou dados de 702 empresas entre os dias 1º e 23 deste mês.

PiniWeb - 28 de Junho de 2017

 
Desempenho estrutural das fundações diretas está relacionado à qualidade da impermeabilização

Serviço bem realizado também evita patologias futuras em alvenarias e estruturas. Veja dicas de sistemas

Embora protegidos da chuva, os elementos de fundação estão sujeitos à umidade e podem ser o ponto de partida para infiltrações diversas em uma estrutura. Afinal, é a fundação que fica em contato direto com o solo, que tem umidade. Caso a impermeabilização desses elementos não seja feita adequadamente, a água irá infiltrar e, por capilaridade, atingirá pilares, alvenaria, revestimentos e outros sistemas da edificação.

É por isso que, de acordo com a NBR 9574 - Execução de impermeabilização - Procedimento e com a NBR 9575 - Impermeabilização - Seleção e projeto, é recomendável dividir o processo de impermeabilização em três fases: estudo preliminar, projeto básico e projeto executivo. Nessa linha segue a recomendação da engenheira Maria Amélia da Silveira, da MAS Engenharia, para quem 'o ideal é que haja um estudo preliminar definindo as áreas a serem impermeabilizadas e as alternativas de sistemas impermeabilizantes, tão logo o projeto básico de arquitetura fique pronto'. Os sistemas a serem efetivamente adotados são definidos 'numa segunda etapa, já no projeto básico de impermeabilização', afirma Maria Amélia.

PiniWeb - 20 de Junho de 2017

 
Vendas de materiais de construção acumulam queda de 7% até maio, mostra Abramat

Ainda assim, comercializações cresceram 8,8% no quinto mês do ano em relação a abril

A Associação Brasileira das Indústrias de Materiais de Construção (Abramat) informou na última semana que as vendas de materiais de construção apresentaram queda de 6,6% em maio na comparação ao mesmo período do ano passado. Nos últimos 12 meses, a retração é de 8,9% e no acumulado de 2017, de -7%. O resultado foi influenciado, segundo a pesquisa, pelo alto índice de desemprego, a dificuldade de acesso ao crédito e a crise política vigente no País.

Apesar do resultado ruim na base de comparação anual, o quinto mês de 2017 registrou crescimento de 8,8% nas comercializações do setor em relação a abril. A Abramat disse que o crescimento aconteceu devido ao número maior de dias úteis no período.

"Embora o varejo de materiais apresente um crescimento nesses primeiros meses do ano, os segmentos do imobiliário e da infraestrutura continuam com queda expressiva nas vendas por conta da instabilidade política e de fatores como desemprego e política de juros pouco atrativa. Nossa expectativa mais otimista é de um início de recuperação nesses segmentos (imobiliário e infraestrutura) a partir do segundo semestre", comentou o presidente da Abramat, Walter Cover.

Por segmentação, o faturamento referente às vendas dos materiais de base e acabamento encerrou o mês de maio com variação de -6% e de -7,5%, respectivamente, comparado a maio de 2016. O acumulado em 12 meses ficou em -7,1% para base e -6,9% para acabamento.

O emprego na indústria de materiais de construção, por fim, apresentou em maio queda de 5,4% se comparado ao mesmo mês do ano anterior e recuo de 7,9% no acumulo dos últimos 12 meses.

"Enxergamos um cenário pouco mais animador, na qual as projeções apontam para uma estabilidade ainda este ano. Claro, dependendo de fatores como emprego e estabilidade política, por exemplo", acredita Cover.

PiniWeb - 20 de Junho de 2017

 
Dersa conclui detonação do maior túnel do trecho Norte do Rodoanel, em São Paulo

Obra com 44 km de extensão ligará os trechos Oeste e Leste da via e deverá ser entregue em março de 2018

Na última semana, a Desenvolvimento Rodoviários S/A (Dersa) cumpriu uma nova etapa na construção do trecho Norte do Rodoanel Mario Covas, na Zona Norte de São Paulo: a detonação de rochas entre o trecho que liga o lado leste ao oeste do túnel de escavação 301. Na ocasião, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, realizava uma visita técnica ao canteiro de obras de lotes 2 e 3.

"Estamos dando mais um passo para a conclusão do Rodoanel. Falta a última etapa para fechar os 180 km do rodoanel metropolitano. Envolve três municípios: São Paulo, Guarulhos e Arujá. Estamos com 5,2 mil pessoas trabalhando em todos os seis lotes. Nós pretendemos entregar todo o eixo principal até março de 2018, além da ligação com a Rodovia Fernão Dias. Com o projeto, nós ligaremos o maior porto brasileiro ao maior aeroporto, sem passar por dentro de São Paulo", disse Alckmin.

De acordo com a Dersa, a etapa de detonação e construção do túnel 301, localizado no Parque Estadual da Serra da Cantareira, foi um dos grandes desafios de toda a obra, já que é o mais extenso do trecho Norte do Rodoanel, com 1,7 km.

Considerada a maior obra viária do país, o Rodoanel Norte possui 44 km de extensão e é responsável por interligar os trechos Oeste e Leste. Com início na Avenida Raimundo Pereira Magalhães (SP-332) e término na rodovia presidente Dutra (BR-116), o trecho dará acesso à rodovia Fernão Dias (BR-381) e ao Aeroporto Internacional de Guarulhos, com 3,6 km de ligação exclusiva. A expectativa do governo estadual é que o Rodoanel Norte diminua em 23% o volume diário médio (VDM) de caminhões na Marginal Tietê, aproximadamente 18,3 mil caminhões.

Serão realizadas também obras de terraplanagem em 8,2 km do futuro Trecho Norte do Anel Ferroviário Metropolitano, que será um ramal ferroviário com 52 km de extensão que ligará as estações de Manoel Feio, em Itaquaquecetuba, e Perus, em São Paulo, além de criar um desvio aos trens de cargas que hoje utilizam os mesmos trilhos dos trens da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM).

A execução do Rodoanel Norte, financiada pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e pela União, tem investimento previsto de R$ 8,1 bilhões, sendo R$ 4,3 bilhões para as obras e R$ 3,8 bilhões para compensações ambientais, desapropriações, interferências, projetos, supervisão, gerenciamento, comunicação e obras complementares.

PiniWeb - 20 de Junho de 2017

 
Comercialização de imóveis novos em São Paulo tem alta de 2,5% em abril, diz Secovi-SP

Lançamentos imobiliários também subiram 38% em relação ao mesmo mês de 2016

Pesquisa do Mercado Imobiliário realizada pelo Departamento de Economia e Estatística do Sindicato da Habitação do Estado de São Paulo (Secovi-SP) registrou que a cidade de São Paulo vendeu 1.212 unidades residenciais novas em abril, uma queda de 1,7% em relação a março (1.233 unidade vendidas) e crescimento de 2,5% se comparado às 1.182 unidades comercializadas no mesmo mês de 2016. Em 12 meses, o acumulado foi de 3.865 unidades vendidas, número 4,3% menor se comparado ao mesmo período de 2016 (4.038 unidades).

Em abril, foram lançadas 959 unidades residenciais, um volume inferior de 38,3% em relação ao mês de março (1.555 unidades) e 38% superior a abril de 2016 (695 unidades) de acordo com a Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio (Embraesp). O primeiro quadrimestre de 2017 apresentou alta de 6,0% em relação aos lançamentos residenciais (2.745 unidades) se comparado ao mesmo período de 2016 (2.589 unidades).

Entre as tipologias, os imóveis com dois dormitórios continuam a apresentar a maior participação entre os lançamentos, com 45% do total. Os imóveis com três dormitórios representaram cerca de 38,5% dos lançamentos entre janeiro e abril, enquanto o acumulado no mesmo período de 2016 da tipologia foi inferior a 10%. Já os imóveis com um dormitório apresentaram queda de 22% no ano passado para 7% neste ano.

Os empresários do setor seguem otimistas devido as quedas consecutivas nos juros. "Adicionalmente, a redução na taxa Selic impacta e reduz os juros do crédito imobiliário, o que facilita a compra de imóveis, uma vez que as prestações ficarão mais baixas, bem como serão menores as exigências de comprovação de renda pelos bancos", comentou Flávio Prando, vice-presidente de Intermediação Imobiliária e Marketing do Secovi-SP, que complementou. "Outra boa notícia, que poderá tornar todo esse movimento consistente, é a continuidade do crescimento do saldo da poupança que, no mês de maio, pela primeira vez, teve volume de entrada maior que o de saída".

O Valor Global de Vendas (VGV) em abril foi de R$ 709,3 milhões, atingindo queda de 4% do volume de março (R$ 738,5 milhões) e crescimento de 26% se comparado ao mesmo período de 2016 (R$ 563,1 milhões), de acordo com os valores registrados pelo Índice Nacional de Custo da Construção (INCC-DI) de abril deste ano. Já o índice correspondente as Vendas sobre Oferta (VSO) registrou em abril 5,1%, mantendo estabilidade a março e alta de 13,3% em relação a abril do ano anterior (4,5%).

A oferta de imóveis na capital paulista encerrou o mês de abril com 22.528 unidades disponíveis, considerando imóveis na planta, em construção e prontos (estoque) no período de 36 meses. Esse número é 2,7% menor em relação a março e 9,7% menor se comparado a abril de 2016 (24.961 unidades).

Neste mês, os imóveis com dois dormitórios foram os que apresentaram a maior comercialização entre lançamentos (447 unidades) e vendas (536 unidades) em São Paulo. A tipologia com três dormitórios apresentou desempenho de 5,9%, totalizando a venda de 329 unidades divididas pela a oferta total de 5.588 unidades. Os imóveis com quatro dormitórios foram o que apresentaram o menor volume de oferta final, com 1.360 unidades disponíveis.

Na comparação por área útil, os imóveis com menos de 45m² foram os que apresentaram maior número de vendas e lançamentos, com 493 unidade e 542 unidades, respectivamente. Imóveis com área útil entre 86m² e 130m² foram o que apresentaram o maior VSO (7,9%), com venda de 221 unidades em relação à oferta de 2.797 unidades. Nas vendas, a oferta maior foi para os imóveis entre 45 m² e 65 m² com 8.261 unidades disponíveis e participação de 36,7% do total.

Os imóveis com valor de até R$ 240.000 lideraram os lançamentos (480 unidades) e as vendas (437 unidades), além de apresentar o maior VSO (17,2%). Entre os imóveis os que exibiram maior quantidade de oferta (9.995 unidades) foram os na faixa de preço entre R$ 240.001 e R$ 500.000, com 44,4% do total.

Entre as zonas da cidade, o Centro foi o que apresentou o maior VSP (9,1%) e também maior quantidade de lançamento e vendas, com 646 unidades e 406 unidades, respectivamente. A oferta maior foi na zona Sul de São Paulo com 6.310 unidades disponíveis para venda, representando 28% do total.

PiniWeb - 13 de Junho de 2017

 
Governo de São Paulo investirá R$ 782 milhões na construção de duas barragens na região de Campinas

Barragem de Pedreira e a Duas Pontas serão construídas na baia de Piracicaba, Capivari e Jundiaí

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, assinou na última quarta-feira (7) contrato que autoriza a construção das barragens de Pedreira e Duas Pontes, ambas na bacia de Piracicaba, Capivari e Jundiaí (PCJ), na região de Campinas. Foi anunciada também a execução do piscinão RB-05 na bacia do rio Baquirivu-Guaçu, em Guarulhos.

Os recursos para as três obras veem do contrato assinado pelo Departamento de Águas e Energia Elétrica (DAEE) e a Corporação Andina de Fomento (CAF), que disponibilizará cerca de R$ 782 milhões para os reservatórios e R$ 157,7 milhões para o piscinão.

Visando uma reserva hídrica na bacia do PCJ, as barragens que serão construídas permitirão a melhora da operação do Sistema Cantareira, principalmente em época de estiagem.

A barragem de Pedreira dará vazão a aproximadamente 8,5 mil l/s, terá área de 4,3 km² e capacidade para 31,9 milhões m² de água, enquanto a barragem de Duas Pontes dará vazão a 8,7 mil l/s, terá 8,8 km² de área e capacidade para 53,4 milhões m². "Nós teremos uma capacidade quase dobrada para o abastecimento de Campinas. E com a obra concluída, vai trazer também mais segurança hídrica para toda a Região Metropolitana de Campinas", afirma Alckmin.

Já o piscinão RB-05 ocupará uma área total de 275 mil m² próxima ao Aeroporto Internacional de Guarulhos, terá capacidade para 600 mil m² de água das chuvas e diminuirá o risco de alagamento na região.

A licitação das obras das barragens está prevista para essa semana, enquanto o piscinão RB-05 será licitado somente em 2018.

PiniWeb - 13 de Junho de 2017

 
Novo Código de Obras e Edificações do Distrito Federal é enviado para a Câmara Legislativa

Texto determina altura mínima de garagens e padroniza os elementos mínimos para as unidades residenciais

O Governo do Distrito Federal protocolou nesta semana na Câmara Legislativa o projeto de revisão do Código de Obras e Edificações, que está em vigor desde 1998. A necessidade de reformulação surgiu em 2015 após diversos debates na Comissão Permanente de Monitoramento do Código de Edificações do DF, que é composto por órgãos do governo e representantes da sociedade civil.

De acordo com o secretário de Gestão do Território e Habitação, Thiago de Andrade, em 2015 a cada 100 projetos, cerca de 40 eram aprovados, 10 recebiam a licença para obras e apenas quatro a carta habite-se. "O rito será único e linear, com maior responsabilidade para o autor. Isso facilita a rapidez do processo e a fiscalização", diz.

O novo Código de Obras e Edificações se baseia em cinco princípios: desburocratização; responsabilidade técnica dos autores dos projetos sobre questões de edificações; o Estado analisa somente os parâmetros urbanísticos de acessibilidade universal; o código é um instrumento da política urbana; e remissão e recepção das normas técnicas brasileiras.

O documento também determina altura mínima de 2,25 metros de garagens e iluminação e ventilação adequada as mesmas; padroniza elementos utilizados na emissão do licenciamento de obras de engenharia e arquitetura; a obrigatoriedade de as unidades residenciais possuírem, no mínimo, dormitório, sala de estar, banheiro, cozinha e área de serviço; início das obras somente após licença de execução; mantém a acessibilidade de calçadas e armazenamento adequado as sobras de construções.

"É um texto de simples compreensão, que facilitará a aprovação e o licenciamento de projetos, além de ser um instrumento de política urbana que privilegia o espaço público e responsabiliza os autores do projeto e da obra", comenta Andrade.

PiniWeb - 13 de Junho de 2017

 
Terreno chega a corresponder cerca de 35% do custo direto da obra em Curitiba

Diretor da Terrasse Engenharia e Construções aponta fatores importantes na hora da escolha das regiões que receberão novos empreendimentos

O terreno compreende de 20% a 35% do custo direto de uma obra atualmente em Curitiba, no Paraná. Dessa forma, o diretor da Terrasse Engenharia e Construções, Jefferson Gomes da Cunha, defende que a escolha do local se torne mais criteriosa, considerando uma possível valorização da região com o passar do tempo.

Segundo ele, os principais pontos que agregam valor ao empreendimento, além do projeto arquitetônico e qualidade do acabamento, são: a relação da região com a fluidez viária, o silêncio, a insolação e ventilação, a segurança, arborização e a infraestrutura de comércio e demais serviços fundamentais para a conservação. "Têm bastante peso nessa avaliação a infraestrutura e a qualidade de vida que a região pode proporcionar ao morador. Nossa preferência é por ruas tranquilas, com baixo fluxo de veículos", diz Cunha.

Para a formação da carteira de terrenos da empresa são realizadas análises técnicas como a característica do solo, tipo de fundação, necessidade de contenção e impacto da edificação ao seu entorno. "Às vezes, o terreno tem um ótimo potencial de implantação quanto às características, mas o seu custo de implantação é muito alto o que pode encarecer demais o preço do imóvel para a venda em relação ao poder de compra do público-alvo", afirma.

Cunha apresenta os principais pontos a serem avaliados pelo comprador em relação a localização dos empreendimentos imobiliários, sendo um dos principais a fluidez viária, que permitirá ao comprador um acesso mais rápido e fácil aos seus destinos como casa, trabalho, escola dos filhos e a proximidade ao transporte público.

Outro fator relevante é a insolação do local. "Nós evitamos construir unidades com face sul, com menor incidência solar, ainda que isto não seja possível em todos os empreendimentos, para que todas as unidades tenham boa insolação, seja durante todo o dia, pela manhã ou à tarde. Entre altura e insolação, a preferência é pela face do sol", comenta o diretor.

Deve ser observada a ventilação também. "Tentamos posicionar os prédios em relação aos vizinhos de forma a tirar o melhor aproveitamento dos espaços vazios, o que impacta, por exemplo, no tamanho e no posicionamento das janelas e na escolha das esquadrias. Para verificar a ventilação e a insolação do apartamento, o ideal é o comprador visitar o imóvel em diferentes horários do dia", destaca.

Entre as áreas que apresentam menor disponibilidade de terrenos para novas obras em Curitiba, estão o Batel/Água Verde/ Seminário/Vila Izabel; Juvevê/Cabral/Ahú/Alto da XV e do Bigorrilho/Mussunguê (Ecoville). De acordo com o levantamento realizado pela Associação dos Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário do Paraná (Ademi/PR), a região do Batel possui atualmente o maior valor médio do metro quadrado privativo para apartamentos de um, dois, três e quatro dormitórios com preço entre R$ 10.794,00 e R$ 13.729,00.

PiniWeb - 07 de Junho de 2017

 
Ministério das Cidades contrata 25 mil novas unidades na faixa 1 do Minha Casa Minha Vida

Investimento é de R$ 2,1 bilhões em 77 municípios brasileiros. Mudanças nas regras do FAR também são anunciadas

O Ministério das Cidades anunciou nesta sexta-feira (2) a contratação de 25.664 novas unidades habitacionais na faixa 1 do programa Minha Casa Minha Vida (MCMV), na modalidade Fundo de Arrendamento Residencial (FAR). As habitações compõem 122 propostas em 77 municípios brasileiros e o investimento é de R$ 2,1 bilhões.

Por região, a distribuição foi: Alagoas (740 unidades); Roraima (100 unidades), Amapá (500 unidades), Rondônia (300 unidades), Tocantins (550 unidades), Pará (1789 unidades), Sergipe (831 unidades), Ceará (1825 unidades), Manharão (500 unidades), Paraíba (556 unidades), Pernambuco (2697 unidades), Bahia (3271 unidades), Minas Gerais (4297 unidades), Rio de Janeiro (1212 unidades), São Paulo (3191 unidades), Paraná (1352 unidades), Santa Catarina (789 unidades) e Rio Grande do Sul (1164 unidades).

O ministro das Cidades, Bruno Araújo, também divulgou as novas regras do programa, que agora privilegia municípios com elevado déficit habitacional, critérios de urbanização, infraestrutura prévia e proximidade de serviços públicos e centros urbanos. A relação entre o porte do empreendimento e o número de habitantes, bem como a doação ou cessão de terreno pela prefeitura ajudam o enquadramento da proposta.

Os novos critérios eliminatórios na seleção de propostas excluem cidades que tenham empreendimentos paralisados e unidades concluídas e legalizadas há mais de 60 dias, com ociosidade superior a 5% do total contratado. "Redesenhamos o programa para atender várias reclamações dos beneficiários já atendidos. Distância das cidades, unidades vazias, obras paralisadas, entre outros tantos gargalos que já conhecemos foram trabalhados para garantir melhor qualidade de vida para quem ganha a casa própria", esclareceu o ministro.

De acordo com Araújo, a meta do Governo Federal para 2017 é contratar 170 mil unidades na Faixa 1, sendo 100 mil somente do FAR; 40 mil novas unidades para a faixa 1,5 (renda familiar de R$ 2.350 para R$ 2,6 mil); e 400 mil unidades para as faixas 2 e 3 (renda de R$ 3,6 mil para R$ 9 mil). Atualmente, 450 mil obras residenciais estão em construção.

PiniWeb - 07 de Junho de 2017

 
Primeiro edifício próprio da Google fora dos Estados Unidos terá assinatura do BIG e Thomas Heatherwick

Kings Cross Campus, em Londres, terá um jardim no terraço e espaços de trabalho claros e arejados

O projeto para o primeiro edifício da Google fora dos Estados Unidos foi encaminhado na última quinta-feira (1º) pelo escritório Bjarke Ingels Group (BIG) e por Thomas Heatherwick para aprovação do Conselho de Camden, em Londres, na Inglaterra. Chamado de King’s Cross Campus, o prédio terá 11 andares e cerca de 93 mil metros quadrados.

A arquitetura propõe a criação de ambientes de trabalho em cascata. "Ao abrir o piso térreo e ativar a paisagem do telhado, os espaços de trabalho claros e arejados são intercalados entre os jardins que conversam com o terraço", diz Bjarke Ingels. A construção vai utilizar matérias-primas provenientes do programa de materiais saudáveis da Google.

Britânico, o arquiteto Thomas Heatherwick destacou a localização do edifício, King's Cross, que abriga estações ferroviárias, estradas e canais. "Influenciado por esses arredores, tratamos este novo edifício para o Google como uma infraestrutura também, feita a partir de uma família de elementos intercambiáveis que garantem que a construção e seu espaço de trabalho se manterão flexíveis nos próximos anos", explica.

O King’s Cross Campus será combinado com o edifício atual na 6 Pancras Square e um terceiro prédio adicional, podendo hospedar sete mil funcionários da Google. Se aprovada, a construção está prevista para começar em 2018.

PiniWeb - 07 de Junho de 2017

 
Em meio à estagnação do mercado, construtoras incorporam aos projetos objetos de desejo para atrair novos consumidores

Não faltam conceitos, formatos e ideias fora da caixa para exemplificar a tentativa de oferecer algo inovador. Construtoras de duas regiões do país mostram como equilibrar essa equação e apontam possíveis tendências para o futuro

A aquisição de um imóvel costuma ter uma relação direta com o ciclo de vida do consumidor. Fabio Villas-Bôas, conselheiro do Sinduscon-SP e coordenador do Comitê de Meio Ambiente (Comasp) na mesma instituição, afirma que os principais motivos que levam alguém a buscar uma unidade residencial, seja a primeira, seja uma troca, geralmente estão relacionados a variáveis como casamento, aumento da família, carreira em ascensão, fim de uma união, saída dos filhos de casa, mais carros na garagem.

Atualmente, a tecnologia tem contribuído para ajudar o comprador na busca de um apartamento dos sonhos, deixando-o mais independente do corretor imobiliário para obter as referências necessárias sobre o imóvel. Com dois cliques é possível encontrar lançamentos nos bairros desejados, obter informações sobre financiamento, fazer visitas virtuais e simular alterações em plantas. Além das possibilidades de conseguir todos os dados da unidade sem sair de casa, o cliente em potencial também pode observar com mais atenção detalhes dos estilos arquitetônicos.

No fim da década de 90 e início dos anos 2000, o estilo 'neoclássico bege' se disseminou por grande parte das construções brasileiras e passou a ser praticamente um padrão do mercado dali por diante. Na década seguinte, as varandas gourmets despontaram como uma unanimidade, especialmente nas edificações de alto padrão. Curiosamente, essa extensão da sala não é um modismo, mas sim uma solução de projeto. 'Há regras que consideram a varanda como área não computável, para efeito de aplicação da legislação envolvendo o potencial construtivo', explica o conselheiro do Sinduscon-SP. Para Villas-Bôas, a solução aplicada em alguns modelos de projeto acabou agradando incorporadoras e consumidores. 'Nosso negócio tem a característica de ''efeito manada''. Quando uma fórmula tem sucesso, todos a copiam.'

PiniWeb - 31 de Maio de 2017

 
Novo sistema do CAU/BR facilita a contratação de arquitetos pela internet

"Ache um Arquiteto" tem como objetivo ampliar o contato entre cliente e o profissional habilitado

O Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil (CAU/BR) acaba de lançar sistema "Ache um Arquiteto", que visa facilitar a busca por serviço de um arquiteto devidamente qualificado pela internet, aumentando também a demanda de clientes para os profissionais. O serviço não possui custo para ambas as partes.

A criação deste sistema foi feita após a pesquisa realizada pelo Datafolha-CAU/BR, em 2015, que revelou que 73% das contratações de arquitetos e urbanistas é feita de acordo com recomendações de conhecidos como amigos e parentes, limitando para apenas 8% deste total para procura de profissionais pela internet.

"No futuro, a migração automática dos RRT (Registro de Responsabilidade Técnica) para esse depositário possibilitará a automatização e obtenção gratuita do RDA (Registro de Direitos Autorais) e da CAT-A (Certidão de Acervo Técnico com Atestado) ", comenta Haroldo Pinheiro, presidente do CAU/BR. "Com o Ache um Arquiteto será mais fácil mostrar para os possíveis clientes que existem profissionais qualificados em todas as regiões do Brasil, aptos a realizar obras de construção e reforma com economia, qualidade e segurança", completa.

Para o profissional que se interessar participar do sistema, basta acessar o Sistema de Informação e Comunicação do CAU (SICCAU) e atualizar os dados de acordo com o que pretende apresentar ao público. Para auxiliar os profissionais neste processo, o CAU/BR disponibilizou um tutorial.

PiniWeb - 31 de Maio de 2017

 
Seconci-SP lança Selo de Responsabilidade Social para empresas

Objetivo é incentivar boas práticas na gestão da saúde dos trabalhadores

O Serviço Social da Construção Civil do Estado de São Paulo (Seconci-SP) criou o "Selo de Responsabilidade Social", que tem como objetivo incentivar boas práticas de empresas na gestão da saúde dos trabalhadores.

A certificação, que poderá ser usada em anúncios e peças publicitárias no geral, será destinada a construtoras, incorporadoras e empresas do setor que tenham preocupação com a saúde de seus funcionários e que procurem atendê-los em unidades próprias da instituição.

"Atualmente, a sociedade está atenta e cobra que os empregadores realizem ações de responsabilidade social voltadas para os funcionários. Por isso, acreditamos que o selo agregará valor às marcas e as diferenciará em um mercado cada vez mais competitivo, além de estimular as boas práticas em outras corporações", afirma Sergio Porto, presidente do Seconci-SP.

PiniWeb - 31 de Maio de 2017

 
INCC-M volta a subir em maio, diz FGV

Variação de 0,13% foi influenciada principalmente pelos custos com mão de obra

O Índice Nacional de Custo da Construção - M (INCC-M), divulgado na última sexta-feira (26) pelo Instituto Brasileiro de Economia (IBRE) da Fundação Getúlio Vargas (FGV), acelerou em maio, passando de uma queda de 0,08% em abril para uma variação de 0,13% neste mês. No ano, o indicador acumula alta de 1,24% e, em 12 meses, de 5,29%.

O crescimento foi influenciado pelo índice referente à Mão de Obra, já que houve reajustes salariais em Salvador e em Brasília. A variação foi de 0,27 em maio, contra 0,00% no mês anterior.

Já o indicador sobre Materiais, Equipamentos e Serviços recuou 0,04%. No mês anterior, a taxa havia sido de -0,18%. O grupo Materiais e Equipamentos passou de -0,21% em abril para -0,04% neste mês. Dos seus quatro subgrupos componentes, apenas um apresentou acréscimo em suas taxas de variação: materiais para estrutura, cuja taxa passou de -0,67% para -0,10%. A parcela relativa a Serviços, por sua vez, caiu 0,05%, desacelerando em relação ao período anterior (-0,07%). Neste grupo, o destaque ficou para carreto para retirada de entulho, cuja taxa passou de 0,66% para 1,84%.

Quatro capitais apresentaram aceleração em suas taxas de variação: Salvador (de 0,22% para 1,05%), Brasília (de -0,15% para 0,38%), Rio de Janeiro (de -0,04% para 0,09%) e São Paulo (de -0,16% para 0,04%). Em contrapartida, desaceleraram Belo Horizonte (de -0,12% para -0,18%), Recife (de 0,03% para -0,02%) e Porto Alegre (de 0,00% para -0,10%).

PiniWeb - 24 de Maio de 2017

 
Coordenadora-geral do PBQP-H explica novas regras de qualidade para imóveis do Minha Casa Minha Vida

Especialista do programa ligado ao Ministério das Cidades revela que o próximo grande desafio é mobilizar os projetistas da cadeia construtiva

Em novembro de 2016, o Ministério das Cidades apresentou novas regras de qualidade para os imóveis a ser construídos pelo programa Minha Casa Minha Vida, do governo federal.

As mudanças nos critérios afetam especialmente as construtoras de menor porte. De um lado, essas empresas terão mais segurança jurídica, porém, em contrapartida, devem garantir um padrão mínimo de qualidade aos empreendimentos. De acordo com informações da Agência Brasil, os pequenos empresários correspondem a quase 30% dos construtores do programa.

Entre as novidades, ficam estabelecidos critérios, diretrizes e condições gerais de execução dos empreendimentos. A portaria traz exigências referentes à infraestrutura básica, que permita ligações domiciliares de abastecimento de água e energia elétrica. Também entram na lista de novidades vias de acesso com solução de pavimentação definitiva, iluminação pública, saída de esgotamento sanitário e de drenagem de águas pluviais. As novas regras de qualidade incluem ainda questões sobre as condições de sustentabilidade das construções e uso de novas tecnologias construtivas.

PiniWeb - 24 de Maio de 2017

 
Afeal e CTE desenvolvem Sistema de Qualificação de Consultorias em Esquadrias

Empresas poderão receber selo de qualidade nos níveis bronze, prata e ouro

A Associação Nacional de Fabricantes de Esquadrias de Alumínios (Afeal) e o Centro de Tecnologia de Edificações (CTE) acabam de lançar o Sistema de Qualificação de Consultores em Esquadrias (SQCE), que define os requisitos para a obtenção do selo Empresa Qualificada de Consultoria em Esquadrias (EQCE). O objetivo é melhorar a integração em projetos de fachadas entre fabricantes, consultores, arquitetos e engenheiros, construtoras e incorporadoras.

Podem participar empresas especialistas na realização de consultoria e gerenciamento em qualidade, tecnologia, gestão, sustentabilidade e inovação para o setor da construção. Os interessados devem solicitar uma avaliação presencial, na qual será solicitado a apresentação de documentos comprobatórios de experiência e complexidade de projetos, de Anotação de Responsabilidade Técnica (ART), de Registro de Responsabilidade Técnica (RRT), de documentos empresariais, de licenças de operação e de licença de softwares.

Também serão avaliadas as competências dos profissionais responsáveis pela a execução das atividades técnicas; os aspectos de normalização, legalização e gestão empresarial; e os aspectos pertinentes a valores, comportamento e estratégia.

PiniWeb - 24 de Maio de 2017

 
Arquiteto Paulo Mendes recebe medalha de Mérito Cultural do Governo de Portugal

Premiação foi concedida devido ao projeto do Museu dos Coches, em Belém

Paulo Mendes Rocha recebeu na última quinta-feira (18) em cerimônia no Palácio Nacional da Ajuda, em Lisboa, Portugal, a medalha de Mérito Cultural pelo projeto de reabertura do Museu Nacional dos Coches. O arquiteto brasileiro foi convidado em 2008 pelo Governo de Portugal a projetar as novas instalações do complexo cultural localizado próximo ao rio Tejo, em Belém.

O museu, o mais visitado do país, tinha um edifício projetado pelo arquiteto italiano Giacomo Azzolini e recebeu em março de 2015 uma nova estrutura com 15,1 mil m² nos terrenos das antigas Oficinas Gerais do Exército. O prédio possui quatro pisos, duas salas de exposição permanente, uma sala de exposições temporárias, auditório, serviço educativo, laboratório, oficinas, zonas técnicas e administrativas.

A arquitetura da ampliação do Museu Nacional dos Coches, assinada em parceria com os ateliês MMBB Arquitetos (Brasil) e Bak Gordon Arquitetos, tinha como objetivo tornar o local um museu, um espaço público e uma via de passagem. O térreo é aberto para o uso público, como uma grande praça com acesso em toda sua periferia.

O ministro da Cultura de Portugal, Luís Filipe Castro Mendes em conjunto com o primeiro-ministro António Costa, foram os responsáveis por homenagear o arquiteto durante a reabertura do Museu dos Coches. "Paulo Mendes da Rocha assumiu nas últimas décadas uma posição de destaque na arquitetura brasileira contemporânea, tendo sido galardoado no ano 2006 com o Prémio Pritzker, o mais importante da arquitetura mundial", diz o comunicado do governo português.

Paulo Mendes Rocha também já recebeu o Prêmio Mies van der Rohe para a América Latina, em 2000, e a Medalha de Ouro do Royal Institute of British Arts (RIBA) neste ano de 2017. Entre suas principais obras estão o Clube Atlético de São Paulo (1957); a capela de São Pedro (1987), o estádio de futebol Serra Dourada (1973); o Museu Brasileiro da Escultura (MuBE) (1988); a Praça do Patriarca (1992-2002), a galeria da Pinacoteca do Estado (1993); o Centro Cultural da FIESP (1997); a Matriz da Nossa Senhora da Conceição (2006) o Cais das Artes (2008) e o Museu da Língua Portuguesa (2016/2017).

PiniWeb - 17 de Maio de 2017

 
SindusCon-SP apresenta cartilhas sobre PPPs na construção civil

Publicações abordam oportunidades, obrigações e outras informações sobre parcerias nas áreas de habitação e infraestrutura

O Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-SP) divulgou durante o seminário de Parcerias Público-Privadas (PPPs) na Construção Civil, realizado na última terça-feira (9), as cartilhas informativas sobre Concessões e PPPs (volume 1), PPPs em habitação (volume 2), PPPs em infraestrutura: estudo de casos (Volume 3) e PMI Procedimento de Manifestação de Interesse e MIP Manifestação de Interesse Privado (Volume 4).

As publicações abordam de forma explicativa todos os detalhes que envolvem as PPPs e concessões como oportunidades, ofertas e demandas, diferenças entre PPPs patrocinadas e PPPs administrativas, obrigações das concessionárias, investimentos previstos e informações sobre MIP e PMI.

Foi destacado no seminário também a importância da participação de médias empresas e a redução do valor de investimento para aumentar o interesse de participação da iniciativa privada. Para o Secretário Estadual da Habitação, Rodrigo Garcia a PPP da Habitação, pode ser uma alternativa para o déficit habitacional existente no País. "A PPP da Habitação procura ter uma visão mais ampla do que apenas atender a população carente com moradia, como, no caso da Capital, com a revitalização da região central", disse.

O evento contou com a participação do vice-presidente de Habitação do SindusCon-SP, Ronaldo Cury; da secretária Nacional de Habitação do Ministério das Cidades, Maria Henriqueta Arantes; do vice-presidente de Infraestrutura, PPPs e Concessões, Maristela Honda; do secretário municipal de Serviços e Obras de São Paulo, Marcos Penido; do presidente da Companhia Paulista de Parcerias, Mário Engles; do assessor da Secretaria Municipal de Habitação de São Paulo, Reinaldo Iapequino; do superintendente de Grandes Empresas da Caixa, Alexandre Cordeiro; do coordenador da Filial da Gerência Executiva Negocial de Governo de São Paulo da Caixa, Alexandre Pestana e do diretor de Gestão de Projetos de Investimentos da Investe São Paulo, Ermínio Lucci; As cartilhas estão disponíveis somente para os associados do SindusCon-SP.

PiniWeb - 17 de Maio de 2017

 
Piso intertravado

Pavimento permeável surgiu no Brasil há uma década, mas ainda é mal explorado. Para isso, é preciso que arquitetos e paisagistas elaborem projetos de estrutura do piso com especificações detalhadas e, sobretudo, que as empresas fabricantes aprimorem as técnicas de instalação

Cada ponto de alagamento na cidade de São Paulo significa uma perda de cerca de 1 milhão de reais para o PIB brasileiro. No total, são desperdiçados mais de 700 milhões de reais por ano no país com essa questão. Colaborar na prevenção de enchentes é um dos benefícios do piso intertravado permeável, uma evolução do pavimento intertravado comum, já consolidado no mercado. Também chamado de piso drenante, ele surgiu no país há uma década e seu uso vem crescendo até mesmo por causa da exigência da taxa de área permeável de solo - o percentual mínimo da área do lote onde é proibida a impermeabilização por pavimentação ou edificação (em São Paulo ela é de 15% do total do terreno).

'Nossas obras começaram a demandar o pavimento permeável nos últimos anos e hoje ele representa quase 30% da nossa produção de piso intertravado', diz o engenheiro Marcos Barral, da Oterprem. 'Agora estamos implantando seminários de capacitação para as prefeituras e entidades diversas, para explicar o que é pavimento permeável', pontua o arquiteto Carlos Alberto Tauil, consultor da BlocoBrasil (Associação Brasileira da Indústria de Blocos de Concreto). Além deles, convidamos representantes da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas), da ABCP (Associação Brasileira de Cimento Portland) e de quatro empresas para debater sobre o cenário atual desse mercado. A seguir, os principais trechos da conversa.

PiniWeb - 17 de Maio de 2017

 
Aplicativo para estimar captação de água de chuva de chuva é criado pela Poli-USP

Sistema tem como objetivo medir a capacidade necessária para os reservatórios de acordo com dados do INPE

Pesquisadores da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP) desenvolveram um modelo matemático e um software que ajudarão no dimensionamento de sistemas de captação e aproveitamento de água de chuva. A ferramenta é chamada Captação de Água de Chuva (CAPCHU).

O sistema é capaz de coletar dados pluviométricos do Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), e, com base nestes dados, determinar qual a demanda e volume do reservatório.

"Ao entrar no sistema, o usuário primeiro escolhe o período de chuva e estação meteorológica para obter as informações pluviométricas necessárias, referentes à região na qual pretende construir o reservatório. Depois, define itens como o tamanho da área de cobertura (disponível para captar água), o fator de captação, a variação da demanda de água diária e do volume do reservatório de armazenagem para o projeto", comenta o diretor técnico do Centro Internacional de Referência em Reuso de Água, José Carlos Mierzwa.

Outro ponto positivo é que o software proporciona uma otimização maior do tempo, já que os resultados são apresentados em gráficos anuais, mensais e diários, sendo necessário o uso manual apenas para utilização de dados pluviométricos além do CPTEC.

"Como é possível trabalhar com vários cenários - por exemplo, pode-se fazer uma estimativa de maior ou menor demanda -, o profissional que está projetando o reservatório poderá escolher a melhor opção para sua obra, tanto em termos de aproveitamento máximo da água da chuva quanto em relação ao melhor retorno de investimento", destaca Mierzwa.

PiniWeb - 10 de Maio de 2017

 
Ministério das Cidades oficializa remanejamento de R$ 2,54 bilhões à linha Pró-Cotista

Linha de financiamentos de imóveis da Caixa Econômica Federal tem os juros mais baixos do mercado

Cumprindo com o que a Caixa Econômica Federal havia dito na última semana, o Ministério das Cidades publicou no Diário Oficial da União desta terça-feira (9) o remanejamento de R$ 2,54 bilhões para o Programa Especial de Crédito Habitacional ao Cotista (Pró-Cotista). A linha de financiamento agora totaliza R$ 7,54 bilhões de recursos em 2017.

De acordo com o Governo Federal, "o remanejamento preserva os recursos dos programas Carta de Crédito Individual, Carta de Crédito Associativo e Apoio à Produção de Habitações, vinculados à área orçamentária de Habitação Popular, cujos financiamentos integram o Programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV)".

Para ter acesso aos empréstimos da Pró-Cotista, os interessados devem ter, no mínimo, três anos de trabalho e conta vinculada ao Fundo de Garantia ao Tempo de Serviço (FGTS) e não ser proprietários de imóveis no município ou região metropolitana onde moram ou trabalham, ou possuir financiamento no Sistema Financeiro de Habitação (SFH) em qualquer parte do País. Os imóveis novos têm prioridade na utilização dos recursos, sendo que 60% dos recursos são para este fim.

São três faixas de imóveis contempladas: até R$ 225 mil, até R$ 500 mil e superiores a R$ 500 mil. A taxa de juros efetiva é de 8,85% ao ano, mas é oferecida uma de 7,85% ao ano a clientes que tenham débito em conta ou conta salário.

PiniWeb - 10 de Maio de 2017

 
Peter Zumthor apresenta projeto de expansão da Fundação Beyeler, na Suíça

Três novos prédios têm como principal objetivo criar espaços para educação, entretenimento, recreação, encontros e interação

O arquiteto suíço Peter Zumthor será responsável pelo projeto de expansão da Fundação Beyeler, em Riehen, na Suíça. A arquitetura dos espaços existentes é assinada por Renzo Piano e a ideia principal da proposta da ampliação é criar três prédios no terreno anteriormente privado do Parque Iselin-Weber: a Casa da Arte, o Edifício de Serviço e o Pavilhão.

Dessa forma, além do museu ter áreas de exposição maiores, também serão desenvolvidos espaços para educação, entretenimento, recreação, encontros e interação, o que hoje não existe no prédio da Fundação Beyeler.

Com funções técnicas e administrativas para o funcionamento do museu, a menor construção da extensão, o Edifício de Serviço, permite uma ligação subterrânea para a Casa da Arte. Essa expõe uma arquitetura monolítica e escultural, com um bloco maciço feito de concreto perfurado entre as árvores do terreno, se destacando entre as árvores e o ambiente natural ao seu em torno. Seu interior conta com 1.500 metros quadrados de espaço amplo para exposição distribuídos em seus três andares. Há um núcleo central com elevador, salas auxiliares e três asas entrelaçadas que se destacam.

O Pavilhão, por fim, terá função para exibições de filmes, concertos, palestras e será também um lugar alternativo para leitura, descanso e conversas. Sua fachada conta com a vista completa do parque graças ao vidro, além de um telhado de madeira leve que cresce na parte de trás da parede do jardim do Parque Berower, que abriga do sol e da chuva.

"Peter Zumthor traz grande experiência para a construção de edifícios culturais e tem a sensibilidade necessária para construir um museu de excelente qualidade neste lugar muito especial no coração de Riehen. A interação entre seres humanos, natureza, arte e arquitetura, que sempre caracterizou a Fundação Beyeler, será tão bem-sucedida como há vinte anos por Renzo Piano", afirma Sam Keller, Diretor da Fundação Beyeler.

PiniWeb - 10 de Maio de 2017

 
Com alto índice de produtividade, fôrmas perdidas têm sido cada vez mais utilizadas pelas construtoras

Produto é industrializado e dispensa a desforma após a concretagem, o que reduz consideravelmente o cronograma da obra

O sistema de fôrmas perdidas é composto basicamente de três itens: painéis galvanizados de espessura 0,5 mm, grampos de travamento e espaçador plástico, que, ao serem montados, são travados na armadura. É concebido com estrutura (nervuras) e perfurações que aumentam a rigidez e a resistência mecânica, aliviando a pressão no lançamento do concreto, reduzindo a necessidade de escoramento. Ao contrário do método convencional, não há desforma, uma vez que o sistema fica incorporado à estrutura.

Segundo explica Gennaro Troia Jr., presidente da Formalite, fabricante de fôrmas perdidas, o diferencial do sistema é o ganho de rapidez na execução. 'A produtividade do sistema gira em torno de 3 a 6 HH/m2', explica.

O técnico em edificações Marcelo Porto, da Fortes Engenharia, com sede no Espírito Santo, também vê no ganho com a produtividade a principal vantagem do sistema de fôrmas perdidas. 'Você levaria cerca de quatro dias convencionais. Com a forma perdida fazemos o mesmo trabalho em um dia ou um dia e meio, com uma equipe reduzida', explica.

PiniWeb - 03 de Maio de 2017

 
Programa facilitará emissão de alvarás de construção em Goiânia

Prefeitura pretende diminuir para até 24 horas o prazo de liberação de licenças para edificações com processo on-line

O prefeito de Goiânia, Iris Rezende, lançou na última quinta-feira (27) o programa Alvará Fácil, que tem como intuito modernizar e agilizar o sistema atual de emissão de licenças para edificações na capital. A proposta é que os alvarás sejam liberados em 24 horas - hoje esse prazo chega a seis meses.

Conforme o secretário municipal de Planejamento Urbano e Habitação, Agenor Mariano, o programa surgiu com a necessidade de diminuir a burocracia e aumentar o acesso da população a esses serviços pela Prefeitura de Goiânia. Com o Alvará Fácil, o processo passa a ser online, eliminando a necessidade de o interessado comparecer pessoalmente em algum dos postos para o atendimento.

A primeira fase do programa, que foi criado a partir da alteração do Código de Obras e Edificações do Município de Goiânia (LCnº177/2008), está restrita, porém, a alvarás de licença para habitações unifamiliar, geminada e seriada até quatro unidades. Para emiti-las, os arquitetos e engenheiros deverão se cadastrar no Paço Municipal. A partir de 2 de agosto, a aprovação de projetos será efetuada somente mediante a utilização do certificado digital padrão ICP-Brasil.

"As tecnologias estão aí para serem usadas. Nós, como representantes do povo, que anseia por essas facilidades, não podemos nos furtar a promover essas mudanças tão necessárias e úteis para a população", destacou o prefeito.

PiniWeb - 03 de Maio de 2017

 
CNI diz que atividade da construção cresceu novamente em março

Empresários também se mostraram otimistas quanto ao desempenho do setor para os próximos meses

A Sondagem da Indústria da Construção divulgada nesta sexta-feira (28) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostra que a atividade no setor sofreu uma queda menos expressiva em março, fechando o mês com 44,5 pontos, 2,3 a mais que em fevereiro. O número continua abaixo de 50 pontos, indicando queda, porém já é o terceiro crescimento consecutivo, que reafirma a ideia de reaquecimento econômico no setor.

O setor operou com 56% da sua capacidade total em março, três pontos percentuais acima do observado no mês de fevereiro. Em relação ao período de 12 meses, o número está um ponto percentual ao apresentado em março de 2016 e oito pontos percentuais inferiores se comparado à média histórica do mesmo mês. O índice de nível de atividade efetivo apontou crescimento de 0,3 ponto, diante dos 29,1 pontos apurados em fevereiro, mas que continuam a informar baixa atividade.

O índice responsável por analisar a expectativa dos empresários do setor obteve alta de 1,3 ponto, encerrando o mês com 50,4 pontos, o que indica otimismo para o setor nos próximos meses, já que passou a marca dos 50 pontos. O índice de expectativa para novos empreendimentos e serviços apresentou alta de 1,8 ponto quase atingido também os 50 pontos, com 49,3 pontos em abril.

Outros índices que chegaram perto dos 50 pontos foram os índices de expectativas para compras de insumos e matérias e para número de empregados, registrando 48,7 pontos e 47,5 pontos, respectivamente.

Já a situação financeira continua sendo insatisfatória para os empresários do setor, onde foi registrado 31,3 pontos, 2,5 pontos a mais que no primeiro trimestre de 2016. Esse mesmo índice de satisfação com margem de lucro operacional subiu 1,8 ponto no primeiro trimestre deste ano, fechando-o com 35,1 pontos. O acesso ao crédito continua apresentando dificuldade desde o primeiro trimestre de 2016. Com consecutiva oscilação, o número registrado no primeiro trimestre deste ano foi de 27,4 pontos. Em contrapartida, a intenção de investimento teve alta de 2,3 pontos, totalizando 28,9 pontos.

A demanda interna continua sendo insuficiente pelo quinto trimestre, sendo considerada o maior problema dentro do setor da construção, indicada por 44,2% dos empresários, seguido pela taxa de juros com 35%. Praticamente empatados na terceira colocação, ficou a inadimplência dos clientes, levantada por 30,7% dos empresários, carga tributária elevada com 30,6% e a falta de capital de giro com 30,4% dos entrevistados.

PiniWeb - 03 de Maio de 2017

 
Especialistas apontam razões para o crescimento dos selos verdes na construção

Taxa de vacância menor e valor de revenda maior ajudam a entender o interesse pelo tema. Veja também o que dá e o que não dá para certificar

Entre 2015 e 2016, a procura pela certificação ambiental de construções continuou crescendo no Brasil, apesar do momento de crise no setor. Agora, a expectativa é de expansão a partir de 2017. No país, os principais selos que atestam o grau de comprometimento dos empreendimentos com o meio ambiente e a responsabilidade social são o Leed (Leadership in Energy and Environmental Design), a partir da certificação francesa Démarche HQE (Haute Qualité Environnementale), obtido por meio da GBC Brasil (Green Building Council), com base nos Estados Unidos; e o Aqua-HQE, desenvolvido e aplicado no Brasil exclusivamente pela Fundação Vanzolini.

Essas certificações não são obrigatórias pela legislação brasileira, mas a busca por elas é fomentada tanto por uma necessidade de colaborar com o meio ambiente quanto de reduzir custos operacionais e melhorar a imagem das empresas no mercado. Os selos atestam que um empreendimento adota medidas sustentáveis e ecologicamente corretas na obra e no cotidiano do edifício. E pode virar commodity na hora da venda e da revenda do imóvel.

Em 2016, um estudo feito com base nos dados do Geoimóvel, dos mercados corporativos do Rio de Janeiro e São Paulo, comparou o comportamento dos ativos classificados como A e A+, que possuem equivalência com os empreendimentos com certificação Leed. A pesquisa apontou que a taxa de vacância de edifícios certificados no Rio de Janeiro foi 7% menor do que naqueles sem certificação. Em São Paulo, esse índice sobe para 9,5%. A pesquisa também mostrou que os empreendimentos certificados agregam valor ao investimentos para locação. No Rio de Janeiro, os valores são em média R$ 28,9/m²/mês mais altos do que os não certificados. Para São Paulo, os certificados aumentam, em média, R$ 10,4/m²/mês o valor do preço pedido de locação. Os números se referem ao segundo trimestre de 2016.

PiniWeb - 26 de Abril de 2017

 
BNDES aprova financiamento para construção de complexo eólico de R$ 1,2 bilhão no Rio Grande do Sul

Banco, em parceria com o BRDE, será responsável por empréstimo de R$ 679 milhões. Ao todo, serão 12 parques com capacidade de 207 MW

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) assinou na última segunda-feira (24) o contrato de concessão de financiamento de R$ 679 milhões à empresa Atlantic Energias Renováveis S/A para a implantação do Complexo Eólico Santa Vitória do Palmar, no Rio Grande do Sul. Os 12 parques terão capacidade de gerar 207 megawatts (MW), suficiente para entender cerca de 1,2 milhões de habitantes ou 400 mil residências.

O empreendimento está orçado em R$ 1,2 bilhão e receberá financiamento do BNDES de forma mista, sendo R$ 449 milhões pelo BNDES FINEM e R$ 230 milhões pelo Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE).

As obras do Complexo Eólico já foram iniciadas em agosto de 2015, com cinco parques já concluídos e uma produção de 111 MW em operação comercial. Estes parques possuem 32 aerogeradores e até a conclusão das obras, estão previstos 69 aerogeradores da empresa Acciona, da Espanha, com altura de 120 metros e capacidade para gerar 3 MW cada um.

Foram realizados dois leilões para a contratação da energia do Complexo Eólico Santa Vitória do Palmar, sendo o 18º Leilão de Energia Proveniente de Novos Empreendimentos de Geração, realizado em 13 de dezembro de 2013 e o 19º Leilão de Energia Proveniente de Novos Empreendimentos de Geração, realizado em 06 de junho de 2014.

O consórcio responsável pela operação dos projetos é o Atlantic Energias Renováveis, administrado pelo grupo britânico Actis, que atua no desenvolvimento, implantação e operação de projetos de geração de energia elétrica proveniente de fontes renováveis em todo o Brasil.

PiniWeb - 26 de Abril de 2017

 
Vendas de imóveis usados em São Paulo voltam a crescer em fevereiro, aponta Creci-SP

Comercializações aumentaram na Capital, Interior e nas cidades de Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Guarulhos e Osasco

O Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Estado de São Paulo (Creci-SP) informou nesta semana que as vendas de unidades residenciais usadas no estado paulista aumentaram em 13,17% e as locações em 16,01% em fevereiro na comparação ao mês anterior. A pesquisa considerou dados de 1.101 imobiliárias entre 37 municípios de São Paulo.

No primeiro bimestre de 2017, o saldo de comercializações de imóveis deste tipo teve um aumento de 1,98%, resultado influenciado principalmente pela queda de 11,19% em janeiro em relação a dezembro de 2016. A locação de imóveis atingiu alta de 38,46% depois de alta de 22,45% em janeiro sobre dezembro do ano interior.

Houve crescimento nas vendas em três das quatro regiões do estado pesquisadas pelo Creci-SP em fevereiro: Capital (61,9%), Interior (9,44%) e as cidades de Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Guarulhos e Osasco (6,93%). O Litoral foi a única que caiu: 1,78%.

Os imóveis mais vendidos pelas imobiliárias pesquisadas foram os de até R$ 300 mil, representando 51,97% dos contratos. Casas e apartamentos com valor de até R$ 4.000,00 o metro quadrado, somam 55,33% das vendas.

Já o comparativo de locação registrou preferência dividida entre casas (50,04%) e apartamentos (49,96%) no mês de fevereiro. O fiador pessoa física continua sendo dominante cerca de 56,82% do total dos novos contratos, seguido por depósito referente a três meses do valor do aluguel (15,82%), seguro fiança (13,3%), caução de imóveis (9,15%), cessão fiduciária (3,36%) e locação sem garantia (1,52%).

A procura foi maior por imóveis com aluguel mensal de até R$ 1.000,00, representando 54,19% do total, e 72,83% dos novos inquilinos estão situados em bairros das áreas centrais. A oferta de descontos médios no valor original do aluguel foi de 12,37% pelos proprietários dos imóveis de bairros centrais e de 11,56% nos de áreas nobres e bairros periféricos.

A inadimplência em fevereiro chegou a registrar 6,23% sobre o total de contratos em imobiliárias, além de devoluções por motivos financeiros (44,21%) e por outros motivos (55,79%), representando 80,94% das locações.

"O desemprego continua sendo um problema gravíssimo, com mais de 13 milhões sem trabalho, mas a permanência e melhora desses indicadores, se confirmadas, afetará positivamente as expectativas e os cenários futuros, gerando a confiança que hoje falta para a retomada dos investimentos", afirmou presidente do Creci-SP, José Augusto Viana Neto, além de destacar a valorização dos aluguéis novos e dos preços de imóveis usados que alcançou 4,47% em fevereiro.

A pesquisa foi realizada nas imobiliárias dos municípios de Americana, Araçatuba, Araraquara, Bauru, Campinas, Diadema, Guarulhos, Franca, Itu, Jundiaí, Marília, Osasco, Piracicaba, Presidente Prudente, Ribeirão Preto, Rio Claro, Santo André, Santos, São Bernardo do Campo, São Caetano do Sul, São Carlos, São José do Rio Preto, São José dos Campos, São Paulo, Sorocaba, Taubaté, Caraguatatuba, Ilha bela, São Sebastião, Bertioga, São Vicente, Peruíbe, Praia Grande, Ubatuba, Guarujá, Mongaguá e Itanhaém.

PiniWeb - 26 de Abril de 2017

 
Fachadas unitizadas completam 15 anos no Brasil e se consolidam como solução otimizada de fechamento

Tecnologia de fixação, vidros e dispositivos de sombreamento inéditos dão fôlego ao sistema para equacionar beleza e conforto térmico em edifícios

Já faz 15 anos que o edifício-sede do BankBoston foi inaugurado em São Paulo, trazendo para o país a tecnologia norte-americana das fachadas unitizadas. De lá para cá, o sistema que utiliza painéis modulares estruturados com perfis de alumínio e fechados com vidro tem se tornado tendência em obras de edifícios comerciais e corporativos. As vantagens são diversas, desde a alta eficiência e desempenho, até velocidade na aplicação.

No sistema unitizado, a confecção de cada um dos quadros que vai compor a fachada é realizada em módulos maiores, com medidas exatas para serem fixados de uma laje a outra. Além disso, esses módulos são montados em indústrias e já chegam prontos para a instalação na obra, o que favorece a agilidade da montagem. 'Você ganha em velocidade porque pode produzir todos esses painéis antes numa fábrica, que é uma condição melhor do que um canteiro de obras. Isso confere também uma melhoria de qualidade', explica Crescêncio Petrucci Jr., consultor de fachadas e esquadrias.

Em termos de prazo, é possível começar a instalação da fachada unitizada de um prédio quando a obra está na quinta laje, por exemplo. Isso porque os módulos são encaixados um no outro, pois têm uma coluna desmembrada no sistema macho-fêmea, e o prédio é preenchido de baixo para cima. 'Aumenta a velocidade, aumenta a precisão de trabalho e, por isso mesmo, ocasiona menos custos', afirma Igor Alvim, diretortécnico da QMD Consultoria e Projetos em Esquadrias.

PiniWeb - 19 de Abril de 2017

 
Sabesp publica novo Manual do Empreendedor

Publicação orienta sobre a interligação de um empreendimento imobiliário aos sistemas públicos de água e esgoto

A Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) disponibilizou em fevereiro a nova versão do Manual do Empreendedor para download gratuito. Seu objetivo principal é orientar empreendedores, projetistas e construtores sobre a interligação de um empreendimento imobiliário aos sistemas públicos de água e esgoto.

Há destaque para o novo item anexo 2 - Orientador do Sistema de Empreendimentos Imobiliários (SEI), onde são abordados processos online. Agora, empreendedores e projetistas podem entregar de forma digital seus projetos, memorial descritivo e outros documentos para Estudos e Diretrizes na Sabesp. No total, são seis pastas virtuais segmentadas com passo a passo no Manual para cadastro e acesso.

Segundo o Sindicato da Habitação do Estado de São Paulo (Secovi-SP), outra alteração importante realizada foi no item 15, referente a validade de processo onde passa a ter validade de dois anos para ligação de água e/ou esgoto e também para projetos de obras complementares e/ou internas ao empreendimento.

A publicação ainda detalha produtos e serviços oferecidos pela concessionária, formas de relacionamento e condições para cada item, como medidas, materiais necessários, entre outros.

PiniWeb - 19 de Abril de 2017

 
CAU/BR divulga carta para prefeitos em prol do planejamento urbano

Endereçado aos gestores que estão em seu quarto mês de mandato, documento promove "pacto pelo direito à cidade"

O Conselho de Arquitetos e Urbanistas do Brasil (CAU/BR) publicou na última semana uma carta endereçada aos atuais prefeitos das cidades brasileiras que estão entrando em seu quarto mês de mandato.

O documento promove a ideia de um pacto pelo direito à cidade no desenvolvimento urbano e territorial sustentável nas dimensões social, econômica e ambiental, como proposto na Nova Agenda Urbana definida na conferência HABITAT III das Nações Unidas realizada em 2016 em Quito, no Equador.

É destacado também um problema entre todas as cidades, que seriam as vítimas do desmantelamento do planejamento urbano que o Brasil passou nas últimas décadas em suas esferas administrativas.

Leia a carta na íntegra:

"Senhoras e Senhores Gestores das cidades brasileiras:

O Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil - CAU/BR, autarquia federal que reúne os 145 mil arquitetos e urbanista na ativa no país, assumiu um compromisso perante as Nações Unidas para contribuir com a implementação no Brasil das diretrizes da Nova Agenda Urbana definida na conferência HABITAT III realizada em Quito, no Equador, em 2016. O objetivo é promover um desenvolvimento urbano e territorial sustentável nas dimensões social, econômica e ambiental. Ou, como diz o documento, um lugar onde 'ninguém seja deixado para trás'.

Por meio desta Carta, o CAU propõe aos novos gestores municipais uma aliança por uma agenda urbana transformadora do destino das cidades e dos cidadãos brasileiros. Trazemos a proposta de um Pacto pelo Direito à Cidade.

Conforme dados da Confederação Nacional dos Municípios, 4.911 dos 5.568 municípios brasileiros (88,2%) possuem até 50 mil habitantes, com um orçamento anual médio de R$ 36 milhões. Apenas 17 municípios (0,3%) têm acima de um milhão de moradores e, na média, um orçamento anual de R$ 9,4 bilhões. Tal realidade diversa das cidades brasileiras, em termos de escala territorial e vida econômica, exige que as políticas públicas urbanas no país separem as questões específicas das metrópoles, das cidades médias e das cidades pequenas.

Um ponto, contudo, elas têm em comum: são vítimas do desmantelamento do planejamento urbano ocorrido no Brasil nas últimas décadas nas três esferas administrativas. Em oposição a esse cenário, o Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil defende um pacto pela qualidade e usufruto digno e democrático da cidade, baseado em instrumentos políticos de gestão pública transparentes e inclusivos.

O Pacto pelo Direito à Cidade é baseado em três grandes premissas expressas inicialmente na "Carta Aberta aos Candidatos a Prefeitos e Vereadores - Qual a cidade que precisamos? Um pacto pela qualidade das cidades", divulgada em agosto de 2016: a governança, o planejamento urbano e o monitoramento cidadão.

O Brasil conta hoje com uma legislação urbanística avançada, mas pouco conhecida e institucionalizada. Os gestores das cidades metropolitanas, médias ou pequenas devem assumir o compromisso político de implantar os instrumentos de planejamento que garantam a sustentabilidade de suas comunidades previstos no Estatuto da Cidade e no Estatuto da Metrópole.

A participação direta do cidadão na concepção do planejamento, nas consequentes discussões nas Câmaras Municipais e no acompanhamento de sua implementação materializa o princípio constitucional da função social da cidade.

Sob a ótica do momento, os participantes do IV Seminário de Política Urbana e Ambiental - "A Gestão Urbana Inserida no Compromisso com a Nova Agenda Urbana", realizado pelo CAU/BR em Brasília nos dias 4 e 5 de abril de 2017, concluíram serem os seguintes os desafios mais importantes no processo de gestão urbana do país: * A sensibilização do Congresso Nacional em relação à Medida Provisória da Regularização Fundiária Urbana (759/2016) e à revisão da Lei de Licitações (Projeto de Lei 6.814/2017) que podem comprometer o planejamento, a gestão e a qualidade dos espaços e equipamentos públicos dos municípios brasileiros; * Um efetivo empenho do Governo Federal e das Prefeituras na aplicação da Lei de Assistência Técnica Pública e Gratuita para o projeto e a construção de habitações de interesse social (11.888/2008);

* Avançar na implementação da Governança Interfederativa das Metrópoles, previsto no Estatuto da Metrópole, com compartilhamento de responsabilidades e ações entre Municípios e Estado em termos de organização, planejamento e execução de funções públicas de interesse comum. A Governança Interfederativa, se construída como um modelo de gestão baseado não em um poder centralizado vertical, mas em acordos, concessões e decisões multilaterais, não tira, ao contrário, amplia o poder político-administrativo dos prefeitos. A Governança Interfederativa permitirá que os gestores urbanos conquistem para seus munícipes a cidadania metropolitana - o Direito à Metrópole - e inúmeros ganhos. O Plano de Desenvolvimento Urbano Integrado (PDUI) facilitará ações como integração do transporte público intermunicipal, racionalização de serviços de saneamento básico, proteção ambiental e programas habitacionais articulados com mobilidade, infraestrutura e locais de trabalho;

* Fomentar na administração municipal inovações a partir da cultura do compartilhamento e da solidariedade. Além da troca de informações sobre boas práticas, é preciso pensar em soluções para superar a fragilidade fiscal das pequenas cidades, como consórcios de gestão para custear a elaboração de planos e projetos que viabilizem o acesso a recursos orçamentários, financiamentos e inclusive programas subsidiados por organismos internacionais;

* Integrar, com metas claras, a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável nos planos dos governos locais e metropolitanos;

* Valorizar o aspecto educacional das ações de sustentabilidade, à medida em que forem implementadas, contribuindo para formar melhores cidadãos para atuarem nas cidades; * Utilizar o ordenamento jurídico ambiental como instrumento de gestão urbana para assegurar a proteção das encostas íngremes, fundos de vale e mananciais, de maneira a evitar deslizamentos, desmoronamentos, assoreamentos, enchentes, desabastecimentos e uma diversidade de problemas relativos à saúde pública;

* Evitar a reprodução na cidade do modelo patrimonialista que permeia a sociedade brasileira. É preciso, por exemplo, abandonar o modelo de implantação de habitação para população de baixa renda em áreas periféricas, enquanto há vazios nas áreas centrais com infraestrutura subutilizada. Da mesma forma, os recursos destinados à mobilidade urbana devem privilegiar investimentos em transporte público ao invés da expansão de vias expressas para carros.

* Estimular o uso de dados para construção das ferramentas de planejamento e gestão;

* Criação de redes de cidades integradas a um conjunto de outras redes e instâncias da sociedade que contribuam com a informação e a divulgação de boas práticas de gestão e planejamento objetivando a inclusão social, o crescimento econômico sustentado e a proteção do meio ambiente.

A cidade é para as pessoas! Em favor delas, nesse momento cabe a vocês, Prefeitas e Prefeitos, o protagonismo da abordagem e implementação do Pacto pelo Direito à Cidade.

Os arquitetos e urbanistas do Brasil estão prontos para cumprir sua parte, levando Arquitetura e Urbanismo para Todos, missão estratégica do CAU."

PiniWeb - 19 de Abril de 2017

 
Vendas de materiais de construção tem recuperação em março, aponta Abramat

Comercialização da indústria aumentou 12,2% em relação ao mês anterior

A Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (Abramat) indicou em março uma alta de 12,2% nas vendas de materiais de construção em relação ao mês anterior. Apesar da recuperação, o resultado ainda representa queda se comparado a março de 2016 (recuo de 6,5%) e nos 12 meses anteriores (-9,1%).

Houve aumento no faturamento deflacionado das vendas de materiais em março, sendo 12,8% para base e 12% para acabamento, se comparado a fevereiro. Em relação ao mesmo mês de 2016, houve queda de 4,3% nos materiais de base e 8,8% de acabamento.

O emprego na indústria, por sua vez, ficou estável, com variação de 0,1% em março na comparação mensal. Em relação ao mesmo mês do ano passado a queda é de 5,9% e aos 12 meses anteriores de 8,5%.

"Importante ressaltar que o mercado continua retraído para a indústria de materiais, embora o ritmo de queda tenha sido menor que nos meses anteriores. O comércio melhorou em março, mas boa parte da explicação está no maior número de dias úteis nesse mês. Fatores como juros alto, dificuldade de crédito, desemprego em alta e incertezas políticas continuam afetando negativamente o setor", destacou Walter Cover, presidente da Abramat.

As expectativas da associação para o mês de abril continuam para queda nas vendas de materiais de construção a devido a quantidade de feriados, que diminui os dias úteis e também pela possibilidade de greve geral. "Aguardamos novas medidas e rapidez na implementação de medidas já anunciadas para a construção, para podermos pensar numa reversão dos números negativos nesses primeiros meses do ano", finaliza Cover.

PiniWeb - 12 de Abril de 2017

 
Programa de estágio do IPT, em São Paulo, abre inscrições

Há oportunidades para estudantes de engenharia civil, tecnólogo de construção civil e de edificações

O Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), está com processo seletivo aberto para 91 vagas de estágio remunerado destinadas a estudantes de diversos cursos de nível técnico e superior.

Os locais de trabalho são na sede do IPT, no campus da Cidade Universitária da Universidade de São Paulo (USP), na capital paulista, e nas suas filiais de São José dos Campos e Franca.

O valor da bolsa será calculado de acordo com o nível, o ano que o estudante está cursando e a carga horária, considerando os valores de R$ 6,00 por hora (1º e 2º ano) e R$ 7,00 (3º ano) para nível médio e R$ 7,00 (2º ano), R$ 9,00 (3ºano), R$ 11,00 (4º ano) e R$ 13,00 (5º ano) para o nível universitário.

As inscrições vão até dia 23 de abril e deverão ser realizadas pelo site do IPT, clicando aqui. Veja as vagas disponíveis para os estudantes da área da construção são:
363 - Para alunos do 3º e 4º ano de Engenharia Civil, com inglês e pacote office básico. Deverá apoiar a supervisão de ensaios e visitas técnicas a fábricas e obras.
364 - Para alunos do 2º e 3º ano do Tecnólogo em Construção Civil, com inglês e pacote office básico deverá apoiar a supervisão de ensaios e visitas técnicas a fábricas e obras.
365 - Para alunos do 3º e 4º ano do Técnico em Edificações, com inglês básico e pacote office intermediário, cargo será para técnico especialista.
366 - Para alunos do 2º, 3º e 4º ano do Técnico em Edificações, com pacote office intermediário, cargo de estágio nível técnico.
370 - Para alunos do 3º e 4º ano de Engenharia Civil, com inglês, pacote office e CAD intermediário, cargo na área de segurança contra incêndio.
388 - Para alunos do 3º ano de Engenharia Civil, com inglês e pacote office intermediário.
391 - Para alunos do 3º, 4º e 5º ano Engenharia Civil, com inglês e pacote office intermediário, cargo no Laboratório de resíduos e áreas contaminadas.
408 - Para alunos do 3º e 4º ano de Engenharia Civil, com inglês e análise numérica avançado, cargo de análise computacional de escoamentos complexos.
424 - Para alunos do 4º ano de Engenharia Civil, com inglês, pacote office e internet básico, cargo no laboratório de mecânica dos solos.
425 - Para alunos do 2º e 3º ano de Engenharia Civil, com inglês, word e excel intermediário, cargo de estágio em engenharia civil.
427 - Para alunos do 2º e 3º ano Engenharia Civil, Tecnologia em Construção Civil, inglês, internet, word e excel intermediário.

PiniWeb - 12 de Abril de 2017

 
Daniel Furletti vai coordenar a comissão que revisará norma sobre metodologia de cálculo do CUB

Última alteração na NBR 12721 aconteceu há mais de dez anos

Em reunião realizada na última quarta-feira (5) em São Paulo, Daniel Furletti foi eleito como coordenador da Comissão de Estudo CE-002.139.13 da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), que revisará a NBR 12721:2006, sobre a metodologia do cálculo do Custo Unitário Básico por metro quadrado (CUB/m²). O encontro contou com a participação de 16 representantes de Sindicatos da Indústria da Construção Civil (Sinduscons) de todo País.

Furletti é coordenador sindical do Sinduscon-MG e do Banco de Dados da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (BD/CBIC). Além dele, Ieda Vasconcelos, economista do BD/CBIC e assessora Econômica do Sinduscon-MG, foi escolhida como secretária executiva da comissão.

O objetivo é estabelecer, por consenso, regras, diretrizes ou características para normalização no campo das disposições para a avaliação de custos unitários das construções compreendendo os edifícios com unidades autônomas dispostas em pavimentos, conjuntos de residências unifamiliares isoladas ou geminadas, conjunto de galpões de uso industrial ou comercial no que se refere à terminologia e procedimento.

"A revisão é importante em função da necessidade de adaptação das atuais técnicas construtivas e da incorporação das exigências contidas na Norma de Desempenho (ABNT NBR 15575/2013) nos materiais de construção. A última alteração da norma ocorreu há 10 anos (2006)", disse o coordenador da comissão de estudos.

PiniWeb - 12 de Abril de 2017

 
Após oito meses, obras do BRT Transbrasil são retomadas no Rio de Janeiro

Consórcio responsável pela construção vai finalizar trecho de 11,5 km de extensão após reajuste no contrato de R$ 115 milhões

A Prefeitura do Rio de Janeiro retomou nesta segunda-feira (10) as obras do Bus Rapid Transit (BRT) Transbrasil, que ligará Deodoro a Passarela II da Avenida Brasil, no Caju. A construção ficou oito meses paralisada. Para isso, foi feito um reajuste no contrato com o consórcio Transbrasil, constituído pelas empresas Odebrecht, OAS e Queiroz Galvão, no valor de R$ 115 milhões.

De acordo com o Consórcio Transbrasil, o custo de manutenção do canteiro parado foi de R$ 6 milhões por mês, o que onerou os cofres públicos em quase R$ 48 milhões no período sem obras.

O trecho renegociado com as empreiteiras tem 23 km de extensão, faltando 11,5 km para ficarem prontos. A previsão é que o traçado esteja concluído até junho de 2018. O sistema como um todo, porém, tem mais 9 km, chegando ao centro da cidade e totalizando 28 estações, cinco terminais de integração e 16 passarelas. A Prefeitura do Rio de Janeiro terá que fazer uma nova licitação para finalizar o sistema.

Serão construídos os terminais Deodoro, Trevo das Margaridas, Fundão, Trevo das Missões e Candelária. No trecho de maior movimentação, entre Margaridas e Candelária, o corredor exclusivo ocupará duas faixas das avenidas. A estimativa é de que o quarto BRT da cidade atenda 820 mil pessoas por dia.

O investimento total na obra estava inicialmente avaliado em R$ 1.416.999.380 sendo R$ 1 bilhão originado do Governo Federal e o restante da Prefeitura do Rio de Janeiro. O valor pago até o momento representa 55% do valor do contratado, cerca de R$ 780.456.600, e o saldo existente constitui 45% do total, sendo R$ 636.542.780.

PiniWeb - 05 de Abril de 2017

 
Ministério das Cidades destina R$ 362,3 milhões para obras de saneamento no Paraná

Investimentos fazem parte do Programa Saneamento para Todos e serão utilizados pela Sanepar em cerca de 20 municípios

O ministro das Cidades, Bruno Araújo, e o governador do Paraná, Beto Richa, divulgaram na última quarta-feira (29) que a Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) receberá até R$ 362,3 milhões para obras. O investimento faz parte do Programa Saneamento para Todos e virá de recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e do Governo Federal.

Os contratos, assinados em parceria com os presidentes da Caixa Econômica Federal, Gilberto Occhi, e da Sanepar, Mounir Chaowiche, envolvem serviços de ampliação e melhoria no sistema de abastecimento de água e esgotamento sanitário de 22 municípios paranaenses.

O ministro Bruno Araújo afirmou que o índice de saneamento do Paraná, de 71%, é exemplo de planejamento por parte do Governo do Estado de todos os recursos recebidos. “O Paraná demonstra que os recursos do FGTS são acessíveis quando há empresas sólidas com projetos que alcançam a população”, declarou. “A Sanepar é uma empresa saudável, com metas objetivas e alto grau de atendimento à população, tanto no abastecimento de água como na coleta e tratamento de esgoto”, acrescentou.

Do valor total dos recursos, R$ 100 milhões serão destinados a obras de 15 quilômetros de rede de esgoto em Curitiba e uma estação elevatória do Rio Bonito no Tatuquara, além de melhorias em estações de tratamentos de esgoto na CIC e no Santa Quitéria.

“É um grande presente para os 324 anos de Curitiba. Com isso a cidade avança e se torna mais forte que as dificuldades”, disse o prefeito de Curitiba, Rafael Greca.

PiniWeb - 05 de Abril de 2017

 
Universidade Federal de Campina Grande tem duas oportunidades para professores efetivos na área de engenharia civil

Com carga horária de 40 horas semanais, remuneração poderá chegar até R$ 9.570,41

A Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), na Paraíba, divulgou o edital para a seleção de dois professores efetivos na área de engenharia civil. A remuneração total pode chegar a R$ 9.570,41, com carga horária semanal de 40 horas e dedicação exclusiva.

Para a vaga na área de conhecimento de engenharia de estruturas as exigências são: graduação em engenharia civil com mestrado e doutorado em engenharia civil, na área de concentração estruturas. Já para o cargo voltado a área de geotecnia os critérios são: graduação em engenharia civil com mestrado em engenharia civil, na área de concentração em geotecnia e doutorado em engenharia civil ou áreas afins.

As inscrições possuem uma taxa de R$ 75 e vão até 19 de maio na Unidade Acadêmica de Engenharia Civil (Bloco CM), localizada no Centro de Tecnologia e Recursos Naturais (CTRN). O endereço é Avenida Aprígio Veloso, 882, Bairro Universitário, Campus Campina Grande. A seleção é composta por prova escrita, prova didática e comprovação de títulos.

PiniWeb - 05 de Abril de 2017

 
Federação Nacional dos Arquitetos e Urbanistas se posiciona contra a terceirização

Para a entidade, projeto de lei que aguarda sanção presidencial representa retrocesso às leis trabalhistas do País

A Federação Nacional dos Arquitetos e Urbanistas (FNA) se posicionou contra ao Projeto de Lei (PL) 4.302, que libera a terceirização para todas as atividades das empresas, e não só as atividades secundárias. O texto foi aprovado na última semana pela Câmara dos Deputados, com 231 votos a favor, 188 contras e oito abstenções, e agora aguarda sanção presidencial.

De acordo com a FNA, o PL é “um crime contra o Brasil e principalmente contra os direitos dos trabalhadores”. “Os grandes escritórios e empresas ganham, agora, o aval definitivo para terceirização da atividade fim. Ou seja, carta branca para explorar seus iguais sem a sombra das leis trabalhistas”, diz o texto.

O Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil (CAU-BR) disse que seu posicionamento será discutido em reunião do Colegiado das Entidades Nacionais dos Arquitetos e Urbanistas do CAU-BR (CEAU), já que há divergência de opiniões.

Confira a nota na íntegra da FNA:

“A aprovação do Projeto de Lei da Terceirização (PL 4.302/1998), votado em uma semana tumultuada e com escândalos capazes de criar a cortina de fumaça necessária para tanto, representa um retrocesso ao Brasil, um país que esteve à beira de se tornar uma das maiores economias do mundo, mas, infelizmente, ruma para o passado. A proposta do presidente Michel Temer aprovada na Câmara dos Deputados exatamente nos moldes almejados pelo Executivo é o símbolo de um governo subserviente a parte do setor empresarial e contra os trabalhadores brasileiros.

A movimentação, já aventada e divulgada por esta federação quando do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff, foi menosprezada. Boa parte da classe média brasileira não acreditou, ou não quis ver, o que vinha pela frente antes de sair a bater panelas.

A aprovação da Lei da Terceirização é o fim dos direitos trabalhistas no Brasil. Confirma que o capital venceu e que milhares de trabalhadores assalariados, entre eles os arquitetos e urbanistas, ficarão mais marginalizados do que nunca. Os grandes escritórios e empresas ganham, agora, o aval definitivo para terceirização da atividade fim. Ou seja, carta branca para explorar seus iguais sem a sombra das leis trabalhistas.

Infelizmente, é difícil ser otimista em um momento como esse, em que também assistimos a tentativa de enfraquecimento do movimento sindical no país. Em um cenário onde se negligenciam os direitos adquiridos pelos trabalhadores após anos de lutas e morte. Seremos uma multidão de brasileiros transformados em PJs, sem direito a férias, décimo terceiro, aposentadoria nem licença maternidade. Seremos escravos do capital: trabalharemos mais, ganharemos menos.

Uma grande piada de mau gosto que atinge em cheio o que chamamos de cidadania. O Brasil acordou nesta quinta-feira (23/3) entorpecido com a audácia do Congresso, com a afronta da Presidência. Passará muitos anos amargando a ressaca. Mas estará nas ruas na próxima sexta-feira (31/3) para lutar.”

PiniWeb - 29 de Março de 2017

 
Comercialização de imóveis usados começa 2017 em queda, aponta Creci-SP

Mesmo com descontos de até 53% sobre as unidades em janeiro, resultado não foi positivo

O Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Estado de São Paulo (Creci-SP) informou nesta semana que a comercialização de imóveis usados no estado de São Paulo teve uma queda de 11,19% em relação ao mês anterior, o mesmo resultado registrado em janeiro de 2016. A pesquisa consultou 1.050 imobiliárias de 37 cidades paulistas.

Por região, duas das quatro áreas pesquisadas recuaram: a Capital (-43,02%) e o Interior (-16,22%). Houve crescimento no Litoral (+10,64%) e nas cidades de Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Guarulhos e Osasco (+14,11%).

A variação negativa no estado aconteceu mesmo com o aumento nos descontos sobre os preços originais das unidades, sendo que em janeiro a dedução foi de 9,4% nas áreas centrais dos municípios (18,84% a mais que os 7,91% praticados em dezembro), 9,72% nas áreas periféricas (resultado 42,11% maior do que os 9,84% anteriores) e 10,03% nas áreas nobres (alta de 52,66% em relação aos 6,57% do mês passado).

"Foi um mês de oportunidades para quem teve condições de comprar casa ou apartamento, já que pôde pagar menos pelo imóvel desejado, enquanto que para os donos de imóveis que ajustaram o preço à realidade de mercado, representou um respiro de liquidez em meio à crise econômica que entrou no terceiro ano seguido", analisa José Augusto Viana Neto, presidente do Creci-SP.

Do total comercializado no primeiro mês do ano, 54,33% foram apartamentos e 45,67% casas. Sobre as faixas de preço, 59,67% dos imóveis vendidos estavam avaliados em até R$ 300 mil, predominando unidades com valores finais de até R$ 4 mil o metro quadrado.

Entre as formas de pagamento, 58,67% foi por meio de financiamento bancário, seguindo-se de 33,67% com vendas à vista, 6,67% financiadas diretamente pelos proprietários e 1% utilizaram consórcios imobiliários. As cidades do A, B, C, D, Guarulhos e Osasco foram as que mais venderam imóveis financiados, atingindo o percentual de 77,05%.

Outro ponto destacado pela pesquisa foi o aumento de 22,45% em locações de casas e apartamentos comparado a dezembro, sendo o quinto ano que o mês de janeiro registra resultados positivos. Dos aluguéis, 57,15% foram novos contratos.

Houve também descontos nas locações com média chegando a 11,41% em áreas nobres e 15,24% em bairros centrais, sendo a periferia a única que atingiu valores inferiores a dezembro (11,59%), registrando 10,88%.

A pesquisa revelou que 55,93% dos aluguéis procurados são de até mil reais na região paulista.

"A perda de poder aquisitivo com o achatamento salarial e o desemprego forçaram muitas famílias a se mudar para imóveis mais baratos e até mesmo trocar de cidade, e janeiro calha de ser o mês em que as pessoas, no geral, têm mais tempo livre para fazer essas mudanças", afirma Viana Neto.

Os imóveis preferidos pelos inquilinos estão localizados nas áreas centrais (75,1%), seguido por bairros periféricos (16,76%) e por último as áreas nobres (8,04%). Casas foram o tipo de imóveis mais procurado, atingindo 52,9%. Apartamentos ficaram com 47,1% de unidades alugadas.

Nos contratos, a preferência de 58,23% dos locadores foi com garantia de um fiador pessoa física. Logo após vem o depósito de três meses do valor do aluguel (17,49%), seguro de fiança (11,75%), caução (8,9%), cessão fiduciária (3,13%) e locação sem garantia (0,52%).

O Índice Crecisp é responsável por analisar o mercado imobiliário mensal de alugueis novos e vendas de imóveis usados entre as cidades de Americana, Araçatuba, Araraquara, Bauru, Campinas, Diadema, Guarulhos, Franca, Itu, Jundiaí, Marília, Osasco, Piracicaba, Presidente Prudente, Ribeirão Preto, Rio Claro, Santo André, Santos, São Bernardo do Campo, São Caetano do Sul, São Carlos, São José do Rio Preto, São José dos Campos, São Paulo, Sorocaba, Taubaté, Caraguatatuba, Ilhabela, São Sebastião, Bertioga, São Vicente, Peruíbe, Praia Grande, Ubatuba, Guarujá, Mongaguá e Itanhaém.

PiniWeb - 29 de Março de 2017

 
Via Costeira, em Natal, terá parque urbano de 30 mil m²

Área abrigará quadras, pistas de skate e patins, academia pública para a terceira idade, pista de corrida e área para piquenique

O Governo do Rio Grande do Norte recebeu autorização do Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente (Idema) para a construção de um parque urbano na Avenida Senador Dinarte Mariz, conhecida como Via Costeira, em Natal. A avenida litorânea possui mais de dez km de extensão, ligando a zona sul e leste da capital.

O parque, que possui cerca de 30 mil m², antes pertencia à Companhia de Processamento de Dados do Rio Grande do Norte (Datanorte), que cedeu o terreno após determinação do governador Robinson Faria. Por muitos anos a área abrigou o Camping Club Vale das Cascatas.

O novo empreendimento urbano será desenvolvido pelos arquitetos da Secretaria Estadual de Turismo e Secretaria de Infraestrutura, que já criaram uma base para a proposta em 2014. “O projeto principal foi desenvolvido pela arquiteta e ex-aluna da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Érica Mendes, durante o seu trabalho de conclusão de curso em 2014. A nossa equipe, cuja a autora do projeto também faz parte, está trabalhando na elaboração dos projetos complementares de acessibilidade, elétrico, estrutural e de drenagem. Após essa conclusão, será aberto o processo de licitação”, conta o Diretor-Geral do Idema, Rondinelle Oliveira.

Conforme o projeto, o parque será mais uma opção de lazer para a população e turista, contando com quatro quadras de areia, três delas com área menor, destinadas a esportes com rede como voleibol, futevôlei e a de área maior para esportes como futebol e handebol. O complexo terá pistas de skate e patins, academia pública para a terceira idade, pista de corrida, estacionamento e espaços para equipamentos esportivos e área para piquenique.

“Seguindo as diretrizes do projeto, preservaremos as áreas arborizadas que inclusive são utilizadas para confraternizações, programação de família e até para a prática de esportes”, destaca Rondinelle.

PiniWeb - 29 de Março de 2017

 
Três projetos são selecionados como finalistas do concurso para parques em Águas Claras, no Distrito Federal

Propostas de João Gabriel de Moura Rosa Cordeiro, Roberto Zocchio Torresan e Lucia Toffolo de Macedo Porto agora deverão ser detalhadas. Três menções honrosas também foram escolhidas pela Terracap e o IAB/DF

A Agência de Desenvolvimento do Distrito Federal (Terracap) e o Departamento do Distrito Federal - Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB/DF) divulgaram nesta segunda-feira (27) os três finalistas do Concurso Nacional de Projetos de Arquitetura e Paisagismo para os Parques Central e Sul em Águas Claras, em Brasília. No total 55 projetos participaram da competição.

Com duas etapas, o certame visa à criação dos parques, cujas propostas deverão ser de teor arquitetônico, urbanísticos, ambientais e paisagísticos, propiciando interação social, atividades e eventos culturais esportivos. O espeço também deverá contemplar uma infraestrutura adequada para a realização de comércio de pequeno porte.

João Gabriel de Moura Rosa Cordeiro, de Curitiba, é um dos projetos finalistas. A proposta, segundo o júri, procurou equilibrar aspectos paisagísticos, arquitetônicos e de mobiliário urbano e a área mínima impermeável. Como recomendação está: melhorar área de arborização, localização da pista de skate e solução melhor para o "Parque das Águas".

O segundo finalista foi Roberto Zocchio Torresan, de São Paulo. Seu projeto integra os espaços com "bastante arborização e possui sistema de drenagem nos jardins de chuva que potencializa a recarga do lençol freático", de acordo com os avaliadores. Ele deverá rever a dupla transposição transversal sobre o túnel do metrô, a implantação da pista de skate e a do teatro, que deverá priorizar a conexão da área com o Parque Ecológico.

A última finalista foi Lucia Toffolo de Macedo Porto, de São Paulo, que destacou a integração dos setores do parque com seu entorno, além de grande área arborizada. A recomendação foi para rever as passarelas suspensas priorizando soluções a nível, rever o espaço sobre o túnel do metrô e revisar a pista de patinação, quadra de futebol Society, parque infantil e horta comunitária.

Receberam menção honrosa: Eduardo Henrique Faria Barra, do Rio de Janeiro, que ressaltou todo o entorno da área do parque; André Luiz Prado de Oliveira, de Belo Horizonte, que valorizou linhas que integram e estruturam equipamentos; e Vitor Jun Takahashi, de Santo André, em São Paulo, que considerou os aspectos hídricos do local e procurou inserir o parque em um contexto urbano.

O resultado final do concurso será divulgado no dia 24 de abril. A contratação do projeto vencedor está prevista para o dia 30 de maio. Os prêmios estão avaliados em R$ 50 mil, R$ 30 mil e R$ 20 mil para o primeiro, segundo e terceiro colocados, respectivamente, além da contratação para a elaboração dos demais projetos complementares, que tem valor estimado em R$ 1,8 milhão.

PiniWeb - 22 de Março de 2017

 
Museu do Amanhã é eleito o edifício verde mais inovador no Prêmio MIPIM

Projetado pelo arquiteto Santiago Calatrava, o museu se destacou pela captação de energia solar e por utilizar água da Baía de Guanabara para o sistema de ar condicionado

Na última quinta-feira (16), o Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro, venceu a edição de 2017 do Prêmio Internacional MIPIM (Mercado Internacional dos Profissionais Imobiliários, na tradução em português), na categoria Edifício Verde Mais Inovador. A cerimônia aconteceu em Cannes, na França.

Projetado pelo arquiteto Santiago Calatrava, o museu se destacou, segundo a premiação, por revitalizar a região portuária do Rio de Janeiro, além de utilizar tecnologia de captação de energia solar e da água da Baía de Guanabara para o sistema de ar condicionado. Com esse projeto está prevista uma economia capaz de abastecer cerca de 1,2 mil residências, poupando por ano 9,6 milhões de litros de água e 2.400 megawatts/hora (MWh) de energia elétrica.

Na mesma categoria, concorriam projetos como o edifício residencial 119 Ebury Street, em Londres, na Inglaterra, assinado pelo escritório David Morley Architects; a sede da Siemens Headquarters, em Munique, na Alemanha, de autoria de Henning Larsen Architects; e a fábrica Värtan Bioenergy CHP-plant, desenvolvido pelas empresas U.D. Urban Design AB e Gottlieb Paludan Architects em Estocolmo, na Suécia.

Inaugurado em dezembro de 2015, o projeto conta com uma cobertura branca de 48 peças de aço, que se assemelham a asas e se movimento ao longo do dia, conforme a posição do sol. O telhado possui 338,34 metros de comprimento, 20,85 metros de altura e 3.810 toneladas. Foram instalados 5.492 painéis de células fotovoltaicas, divididos em 24 módulos e capazes de produzir 247,9 MW por ano.

Na construção há escritórios, salas de exposições, restaurante, lojas e espaço para pesquisas e atividades educacionais. As exposições de caráter científico mostram possibilidades para o futuro visando a sustentabilidade proporcionando experiências diversificadas em ambientes audiovisuais e interativos, além de uma vista panorâmica no piso superior.

“Estamos muito felizes por mais este reconhecimento que recebemos. A premiação coroa um esforço constante do Museu do Amanhã em aliar inovação e sustentabilidade. Além de incentivar a discussão sobre assuntos como utilização da energia solar e a recuperação da Baía de Guanabara no nosso dia a dia, a intenção desde o início era incorporar esses temas ao próprio edifício. E o resultado anunciado hoje mostra que estamos no caminho certo“, celebra Ricardo Piquet, diretor-presidente do Museu do Amanhã.

Em 2016, o Museu ganhou o selo LEED (Leadership in Energy and Environmental Design ou Liderança em Energia e Projeto Ambiental, em português) que comprova a sustentabilidade do projeto e também prêmio internacional Leading Culture Destinations, na categoria de melhor museu do ano na América Latina.

PiniWeb - 22 de Março de 2017

 
ConstruSer acontece neste sábado em dez cidades de São Paulo

10ª edição do evento do SindusCon-SP vai abordar a valorização do trabalhador e da cidadania

O Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-SP), por meio do Serviço Social de Construção Civil do Estado de São Paulo (Seconci-SP), promove no próximo sábado, dia 25 de março, o 10º Encontro Estadual da Construção Civil em Família (ConstruSer) nas cidades de Osasco, Bauru, Campinas, Cubatão, Presidente Prudente, Ribeirão Preto, Santo André, São José do Rio Preto, São José dos Campos e Votorantim.

Com o tema "Construir um novo começo", o encontro vai abordar o aperfeiçoamento profissional e a autovalorização das características pessoais e profissionais do trabalhador, visando métodos de utilização de materiais descartados como forma de renda complementar. Também haverá debates sobre saúde, educação, arte, inclusão de pessoas com deficiência, sustentabilidade, esporte, segurança no trabalho, entre outros.

O ConstruSer, realizado entre as 8h30 e 17h00, ainda oferecerá testes de glicemia, pressão arterial e acuidade visual, além de café da manhã, almoço e sorteios. A expectativa é de que o evento receba 20.900 trabalhadores e ex-funcionários da construção.

"O ConstruSer une atividades de lazer com informações fundamentais para a promoção da saúde, segurança e qualidade de vida dos trabalhadores e suas famílias", destaca o vice-presidente do Seconci-SP e do SindusCon-SP, Haruo Ishikawa.

O maior evento anual de responsabilidade social da construção paulista acontece em parceria com a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), o Serviço Social da Indústria do Estado de São Paulo (Sesi-SP) e o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial do Estado de São Paulo (Senai-SP).

Para participar, é preciso se inscrever por meio do atendimento ao associado em São Paulo, pelo telefone (11) 3334-5600 ou e-mail: respsocial@sindusconsp.com.br. Também é possível obter mais informações em cada uma das Regionais do SindusCon-SP.

PiniWeb - 22 de Março de 2017

 
Emprego na construção começa o ano em alta no Sul, Sudeste e Centro-Oeste, mas cai para o Norte e Nordeste

Considerando todo o País, a queda foi de 0,05%, a 28ª redução no setor desde outubro de 2014, mostra SindusCon-SP

O setor da construção no Brasil apresentou em janeiro uma redução de 0,05% no número de empregados em relação ao mês anterior, o equivale ao fechamento de 1.282 vagas. A queda acontece pela 28ª vez consecutiva desde outubro de 2014, segundo pesquisa divulgada pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-SP) em parceria com a Fundação Getúlio Vargas (FGV), com base nos dados do Ministério do Trabalho e do Emprego (MTE).

Ao todo 2,49 milhões de trabalhadores estavam empregados no setor brasileiro no primeiro mês do ano, número 14,18% menor se comparado ao mesmo período de 2016. Os segmentos Imobiliário e Preparação de terreno foram os que apresentaram as maiores reduções nos postos de trabalho nos últimos 12 meses: -17,25% e -13,77%, respectivamente. Já em relação a dezembro houve mais demissão nas áreas de Preparação de Terreno (-1,16%), Imobiliário (-0,27%) e Obras de Acabamento (-0,27%).

Por região, houve queda no emprego na construção no Norte e Nordeste em janeiro, com redução de 1,54% e 0,86% sobre dezembro. Ainda assim, as outras três regiões do País surpreenderam ao contratar mais do que demitir: a alta foi de 1,09% para o Sul (4.353 novos postos), 0,07% para o Centro Oeste (144 admissões) e 0,05% para o Sudeste (675 contratados).

O presidente do SindusCon-SP, José Romeu Ferraz Neto afirmou que mesmo com arrefecimento no ritmo da diminuição dos postos de trabalho, ainda é esperada retração de 7,5% no setor durante o ano de 2017 no Brasil. "O que a desaceleração aponta é que podemos estar nos aproximando do final do ciclo recessivo, mas ainda é cedo para dizer quando isso acontecerá", disse Ferraz Neto.

Estado de São Paulo

Pela primeira vez desde 2016, o emprego na construção civil do Estado de São Paulo apresentou alta: foram 1.836 contratações (crescimento de 0,26%). Os segmentos que puxaram o resultado foi o de Obras de Instalação (variação de 1,67%) e Infraestrutura (0,49%). Por outro lado, Obras de acabamento caiu 0,42%.

O estoque de trabalhadores foi de 692,8 mil em dezembro para 694,6 mil em janeiro.

PiniWeb - 15 de Março de 2017

 
Governo Federal pretende retomar obras da ponte do Rio Jari, entre o Pará ao Amapá

Paralisada desde 2009, construção tem apenas 12 pilares executados e custo estimado em R$ 40,3 milhões

Reunião realizada na última quarta-feira (8) nos Ministérios da Integração Nacional e das Cidades junto às bancadas federais do Pará e Amapá, confirmou a retomada das obras da ponte sobre o Rio Jari, que liga os municípios de Laranjal do Jari (AP) e Monte Dourado (PA). A obra, paralisada desde 2009, está orçada em R$ 40,3 milhões.

Durante o encontro o ministro da Integração Nacional, Helder Barbalho, destacou a importância da obra para Região Norte por unir duas regiões com grande potencial de crescimento, além de ampliar as possibilidades de integração de importantes rodovias de escoamento do setor produtivo na região. “A ponte será terminada com a participação de todos: Caixa Econômica Federal, prefeituras, o Governo do Amapá, bancada federal, DNIT e os ministérios da Integração e das Cidades", explicou Waldez Góes da Silva, governador do Amapá.

A construção tem 12 pilares já fincados no Rio Jari, dos quais nove, segundo o Governo do Amapá, estão em razoável estado de conservação e três precisam de reparos após incidentes com barcos.

Um laudo de engenharia e de avaliação técnica das estruturas existentes será encaminhado no dia 22 de março ao Ministério das Cidades para que seja verificada necessidade de reparos ou aditivos no valor do contrato. O documento, assinado pelo Governo do Amapá, também vai apontar um cronograma de trabalho e ações necessárias para viabilizar a continuidade das obras.

PiniWeb - 15 de Março de 2017

 
Melhoram expectativas de empresários da construção de Minas Gerais para os próximos meses

Apesar de condições atuais ainda ruins, pesquisa do Sinduscon-MG mostra otimismo em relação a economia do País

O Índice de Confiança do Empresário da Indústria da Construção de Minas Gerais (Iceicon-MG) fechou em 47,2 pontos no mês de fevereiro, o melhor patamar já atingido desde 2014. No mesmo período de 2016, a pontuação era de 30,4. Os dados são do Sindicato da Indústria da Construção Civil de Minas Gerais (Sinduscon-MG).

O resultado, no entanto, ainda indica pessimismo, já que o indicador varia de 0 a 100 pontos, sendo valores abaixo da linha dos 50 pontos sinalizadores de falta de confiança. O resultado foi influenciado principalmente por conta das condições atuais de negócios os empresários 38,4 pontos.

Ainda assim, todos os dados do Iceicon-MG avançaram positivamente em fevereiro na comparação com 2016. O índice de condições atuais de negócios passou de 22,4 pontos no segundo mês do ano passado para 38,4 pontos e o da expectativa para os próximos seis meses foi de 34,5 pontos para 51,5 pontos.

"Aos poucos observamos uma recuperação do indicador de confiança, o que pode ser consequência dos sinais positivos que começam a aparecer na economia, como a redução da taxa de juros e o controle da inflação", afirma o economista e coordenador sindical do Sinduscon-MG, Daniel Furletti.

Nesse quesito, tanto as expectativas dos empresários em relação à economia do Brasil quanto à economia do estado ficaram abaixo da linha divisória dos 50 pontos, com 49,7 e 42,7 pontos, respectivamente, mas melhoraram significativamente em relação a 2016. O aumento para o indicador da economia brasileira foi de 23,3 pontos e para o estado de 16,1 pontos.

PiniWeb - 15 de Março de 2017

 
Em meio à crise econômica, três obras na Avenida Paulista, em São Paulo, estão movimentando R$ 300 milhões

Saiba quais são e que lições podem dar para a continuidade dos trabalhos mesmo diante da recessão econômica

São obras que não dependem do humor do mercado, estão no pipeline dos 'donos' há muito tempo, nem dependem de complexas operações de investimento, mas guardam lições em comum. Em vez de adiá-las, seus incorporadores buscaram maneiras de reduzir custos de obras e operacionais dos edifícios. Apostando na eficiência energética ou explorando tecnologias de retrofit, hoje acessíveis a qualquer empreendimento, deixarão a marca de três grandes escritórios de arquitetura. Apesar das limitações, eles não pouparam criatividade na combinação de sistemas construtivos e na assertividade do principal requisito - o orçamento curto. O papel dos fornecedores também foi fundamental. As negociações mostram que em tempos de crise as soluções podem estar bem ali onde sempre estiveram.

Com quase 70 metros de altura, o edifício do Sesc Paulista recebeu investimento de R$ 100 milhões. O edifício remodelado terá todas as esquadrias substituídas por uma grande lâmina de vidro

Sesc Paulista

O Sesc (Serviço Social do Comércio) funciona desde 1946 e sempre esteve ligado à divulgação cultural e ao incentivo aos esportes. No estado de São Paulo, tem uma rede de 40 unidades, cada uma com identidade arquitetônica própria. Mesmo com a grave crise econômica brasileira, o Sesc tem quatro unidades sendo aprontadas para entrega entre 2017 e 2018 no estado, como 24 de Maio, Birigui e Guarulhos. Os planos de expansão incluem novas unidades em São Paulo: Limeira e Marília, e nos bairros paulistanos de Pirituba e São Miguel, fora as reformas de instalações em Bertioga, Registro, Presidente Prudente, Ribeirão Preto, Taubaté e Santos.

O edifício no número 119 da Paulista era usado pela administração central do complexo Sesc. Em 2010 foi fechado e está sendo totalmente reformado para se tornar uma das unidades abertas ao público. Sua área construída é de 12.150 metros quadrados na esquina da Rua Leoncio de Carvalho, logo no primeiro quarteirão da avenida. À sua frente está o Hospital Santa Catarina e outro dos novos projetos da Paulista - a Japan House.

PiniWeb - 08 de Março de 2017

 
Preço dos móveis residenciais tem alta de apenas 0,84% nos últimos 12 meses, aponta Índice FipeZap

Se considerada a inflação esperada para o período, queda real do valor das unidades chega a 4,58%

Divulgado nesta sexta-feira (3) pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) e pelo ZAP Imóveis, o Índice FipeZap mostra que o preço da venda de imóveis residenciais em fevereiro subiu 0,13% em relação ao mês anterior e 0,84% na comparação com o mesmo período de 2016. O valor médio do metro quadrado foi de R$ 7.701,00 nas 20 cidades pesquisadas pelo indicador.

Apesar disso, as variações observadas são inferiores à inflação esperada pra o período: segundo estimativas do Boletim Focus do Banco Central, a taxa deve ficar em 0,44% no mês de fevereiro de 2017 e em 3,85% nos últimos 12 meses. Assim, há uma queda real no preço dos imóveis de 4,58% em relação ao mesmo mês do ano anterior.

Nove das 20 cidades pesquisadas apresentaram queda nominal no preço do metro quadrado em fevereiro: São Caetano do Sul (-0,03%), Contagem (-0,05%), Rio de Janeiro (-0,05%), Distrito Federal (-0,06%), Santos (-0,17%), Vitória (-0,27%), Recife (-0,32%), Niteroi (-0,87%) e Fortaleza (-0,88%). Belo Horizonte, por outro lado, foi a única cidade que teve uma variação acima da inflação esperada para o período: 1,66%.

Entre todas as cidades analisadas, o Rio de Janeiro se mantém com o metro quadrado mais caro do Brasil (R$ 10.257) seguido por São Paulo (R$ 8.641) e Distrito Federal (R$ 8.427). As cidades que apresentaram o menor valor foram: Contagem (R$ 3.546), Goiânia (R$ 4.111) e Vila Velha (R$ 4.601).

Em São Paulo, os bairros com maior valor anunciado por metro quadrado foram Vila Nova Conceição (R$ 16.383), Jardim Europa (R$ 14.960), Jardim Paulistano (R$ 13.858), Itaim (R$ 13.298) e Vila Olímpia (R$ 12.515). Os mais baratos, por sua vez, foram Cidade Tiradentes (R$ 2.996), Artur Alvim (R$ 3.884), Cidade A. E. Carvalho (R$ 3.986), Grajaú (R$ 4.000) e São Miguel Paulista (R$ 4.229).

Já na cidade do Rio de Janeiro, os bairros mais caros foram Leblon (R$ 21.541), Ipanema (R$ 20.175), Lagoa (R$ 17.903), Gávea (R$ 17.240) e Jardim Botânico (R$ 16.402). Enquanto isso, os mais baratos foram Cavalcanti (R$ 2.269), Coelho Neto (R$ 2.484), Senador Camará (R$ 2.556), Pavuna (R$ 2.605) e Cosmos (R$ 2.914).

A cidade de Belo Horizonte teve seus imóveis com maior valor de metro quadrado anunciado nos bairros de Savassi (R$ 11.560), Santo Agostinho (R$ 10.952), Funcionários (R$ 10.479), Lourdes (R$ 9.598) e Belvedere (R$ 8.972). Os com menor valor foram observados em Serra Verde (R$ 2.752), Solar do Barreiro (R$ 2.896), Vitoria (R$ 2.946), Califórnia (R$ 2.966) e Vale do Jatoba (R$ 2.981).

PiniWeb - 08 de Março de 2017

 
CUB do estado de São Paulo sobe 0,03% em fevereiro, mostra SindusCon-SP

No período de 12 meses a alta é de 5,17%. Custo por metro quadrado ficou em R$ 1.296,39

O Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-SP) informou nesta sexta-feira (3) que o Custo Unitário Básico (CUB) do Estado de São Paulo teve uma alta de 0,03% em fevereiro na comparação com janeiro. Em 12 meses, o crescimento chega a 5,17%. Dessa forma, o valor do CUB representativo da construção paulista (R8-N) ficou em R$ 1.296,39 por metro quadrado.

Os custos médios com a mão de obra representam 61,23% do indicador no último mês, enquanto os materiais equivalem a 35,61% e as despesas administrativas a 3,16%.

Dentro de materiais, 12 itens registraram alta maior que o IGP-M (0,08%). As maiores elevações foram em tinta látex branca PVA e bloco de concreto 19x19x39 cm, ambos com 0,97%. Entre os materiais de maior relevância para o cálculo do CUB, registraram aumento o aço CA-50 Ø 10 mm (0,28%) e o concreto FCK=25 MPa (0,04%). Já o cimento CPE-32, saco de 50 kg teve baixa de 0,89%, em fevereiro.

"A variação acumulada do custo da construção paulista no primeiro bimestre, inferior a 0,1%, reflete a estabilização derivada da baixa atividade da cadeia produtiva do setor", comenta o vice-presidente de Economia do SindusCon-SP, Eduardo Zaidan.

Com desoneração

As obras incluídas na desoneração da folha de pagamento, por sua vez, obtiveram uma alta de 0,04% no CUB no segundo mês do ano em comparação a janeiro, somando R$ 1.201,77 por metro quadrado. Em 12 meses, o crescimento é de 4,90%. Do valor do indicador em fevereiro, 58,17% se refere a mão de obra, 38,42% aos materiais e 3,41% às despesas administrativas.

PiniWeb - 08 de Março de 2017

 
BIG e Thomas Heatherwick finalizam projeto do novo campus do Google na Califórnia

Espaço criado para se tornar tão inovador quanto a própria empresa foi submetido para aprovação da câmara municipal de Mountain View

Foram divulgadas na semana passada as imagens atualizadas do projeto do novo campus do Google em Mountain View, na Califórnia, nos Estados Unidos. O terreno com mais de 18,6 hectares na Charleston East abrigará um novo modelo de escritório projetado pelo escritório Bjarke Ingels Group (BIG) e por Thomas Heatherwick. A expectativa é criar um espaço para se trabalhar tão inovador quanto a própria empresa.

As imagens mostram um edifício de construção alternada e espaço aberto que terá dois andares. Sob a estrutura maciça do telhado, uma tenda expansiva com energia fotovoltaica regula o clima, qualidade do ar e som.

O empreendimento prevê uma vasta vegetação e paisagismo internamente e externamente. O nível solo será um complexo de circuitos verdes, onde os trajetos curtos entre os pavilhões proporcionarão um ambiente mais íntimo e harmonioso. O espaço também ficará aberto ao público e locais para varejo, possibilitando atividades diurnas e noturnas para funcionários e público local.

Todo o projeto possui uma grande preocupação com os impactos ao meio ambiente. Um estudo com biólogos da cidade fez com que adotassem medidas especiais para as corujas-buraqueiras, que são as aves mais comum da Califórnia, porém, com a perda de habitat a espécie está em declínio. "Esta é uma oportunidade para não só criar uma nova casa para a empresa mais inovadora do mundo, mas também para criar uma parte vibrante da cidade, ao mesmo tempo em que se protege e melhora o habitat natural local", disse Heatherwick.

"Nós escolhemos Mountain View para a nossa sede há 15 anos porque nós amamos a beleza da baía, a proximidade com grandes universidades, o ambiente familiar e a oportunidade de trabalhar em uma cidade no coração do Vale do Silício. Hoje, queremos criar espaços de escritórios que não apenas proporcionem uma grande casa para o Google, mas que também funcionem para a cidade que nos deu tanto", disse David Radcliffe, vice-presidente de Real Estate, pelo blog oficial do Google.

Essa é a terceira atualização de design do projeto, sendo que a primeira versão foi divulgada em 2015 e a segunda em 2016. A proposta está, atualmente, em aprovação na Câmara Municipal de Mountain View.

PiniWeb - 02 de Março de 2017

 
Iniciadas obras de ampliação do Canal de Nova Avanhandava, na Hidrovia Tietê-Paraná

Serviço vai retirar mais de 700 mil metros cúbicos de rochas, acrescentando 2,4 metros de profundidade em um trecho de cerca de 10 km

O Governo Federal e o Governo de São Paulo iniciaram na última quinta-feira (23) a ampliação e assoreamento do Canal de Nova Avanhandava, localizada no município de Buritama, interior do estado paulista. Executada pelo consórcio Queiroz Galvão/Cetenco, a obra possui investimento de mais de R$ 203 milhões e conclusão prevista para o segundo semestre de 2019.

O serviço vai retirar mais de 700 mil metros cúbicos de rochas, acrescentando 2,4 metros de profundidade em um trecho de cerca de 10 km que vai da Hidrovia Tietê-Paraná até a jusante da Usina de Três Irmãos, no município paulista de Pereira Barreto. Assim a capacidade de transporte que hoje está em 8,7 milhões de toneladas passará para aproximadamente de 10 milhões de toneladas de insumos.

As obras vão beneficiar a população dos estados de São Paulo, Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul que utilizam as hidrovias como meio de transporte e também fornecerá mais de 1,400 postos de trabalhos. "O derrocamento proporcionará a ampliação do período de navegação pela hidrovia, permitindo que, durante todo o ano, mesmo em períodos de baixa incidência de chuvas, as embarcações transportem as cargas ao longo deste trecho", disse Maurício Quintella, ministro dos Transportes, Portos e Aviação Civil.

Do valor investido, R$ 181,5 milhões deriva do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), do Governo Federal e R$ 21,5 milhões do governo estadual. O trecho da Hidrovia Tietê-Paraná no Estado de São Paulo é dirigido pelo Departamento Hidroviário do Estado de São Paulo (DH), vinculado à Secretaria de Logística e Transporte.

PiniWeb - 02 de Março de 2017

 
Financiamentos imobiliários começam o ano em queda, aponta Abecip

Mesmo assim, expectativa da entidade para o crédito imobiliário se mantém positiva para os próximos meses

No primeiro mês de 2017, o volume de financiamentos imobiliários concedido com recursos do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) apresentou um recuo de 5,8% em relação a janeiro do ano passado e de 42,3% em comparação ao mês anterior. Ao todo, foram 13,2 mil imóveis financiados e R$ 3,11 bilhões movimentados. Os dados são da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip).

Entre fevereiro de 2016 e janeiro de 2017 os financiamentos imobiliários somaram R$ 46,4 bilhões, resultado 33,4% menor ao período anterior. Já em relação ao número de unidades foram financiados 199,4 mil imóveis, com retração de 36% em relação ao período anterior.

Com o resultado deste mês, a Abecip mantém a estimativa que o crédito imobiliário mostrará estabilidade e poderá ter uma pequena alta em 2017, fortalecida pela acentuação da queda do juro básico.

Mesmo quando positivo, os valores apresentados no mês de janeiro de cada ano não costumam ser um indicativo do comportamento do crédito imobiliário, já que neste mês há sempre um recuo devido a gastos extras do começo do ano (IPTU, IPVA, etc.). Ainda assim, as cadernetas de poupança do SBPE apresentaram crescimento de 1,5% comparado a janeiro do ano passado, atingindo o valor de R$ 510,6 bilhões.

PiniWeb - 02 de Março de 2017

 
Governo Federal afirma ter aplicado 43,3% dos recursos previstos para o PAC até 2018

Maior parte dos recursos vieram do programa de Financiamento ao Setor Público Habitacional de Imóveis Novos e do Minha Casa Minha Vida

O quarto balanço do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) divulgado na última sexta-feira (24) mostra que 43,3% dos recursos previstos entre os anos de 2015 e 2018 já foram investidos. Os dados do Ministério do Planejamento consideram o que foi aplicado até dezembro de 2016, em um total de R$ 449,8 bilhões.

A maior parte dos recursos, R$ 165 bilhões, vieram do programa de Financiamento ao Setor Público Habitacional de Imóveis Novos e do Minha Casa Minha Vida. O executado pelas empresas estatais representa R$ 107,2 bilhões, do setor privado R$ 83 bilhões, do Orçamento Fiscal e da Seguridade Social R$ 89,3 bilhões e de contrapartidas de estados e municípios R$ 5,2 bilhões.

Em relação às áreas que fazem parte do PAC, no eixo de infraestrutura logística, as obras de duplicação e adequação de rodovias abrangeram 3.293 km, enquanto a pavimentação e construção de novas vias somaram 5.157 km. As ferrovias contam agora com 3.457 km de novas estruturas. Quanto às hidrovias, o destaque de 2016 foi a assinatura do contrato para a realização do derrocamento do Pedral do Lourenço, cujos estudos já foram iniciados.

Por fim as principais obras nos aeroportos foram a conclusão da infraestrutura do novo terminal de Vitória da Conquista (BA); do sistema de transporte de bagagens do Aeroporto Internacional Tom Jobim (RJ); a ampliação e a reforma do Aeroporto de São Luís (MA); a modernização e reforma do Terminal de Passageiros do Aeroporto Santos Dumont (RJ); as pistas do Aeroporto de Rio Branco (AC); e a reforma de pátios e pistas do Aeroporto de Confins (MG).

Na área de transmissão de energia elétrica, o PAC em 2016 atingiu a marca de 42 empreendimentos concluídos que juntos acrescentam 4.851 km de rede ao Sistema Interligado Nacional. Já no eixo petróleo e gás, entre janeiro e novembro de 2016, a média diária de produção foi de 3,14 milhões de barris de óleo equivalente por dia.

No eixo social e urbano, por sua vez, houve investimentos em programas sociais como o Luz para Todos. De janeiro de 2015 a dezembro de 2016, foram realizadas 131.317 ligações, o que representa 64% da meta de levar energia elétrica para 206.246 residências no período entre 2015 e 2018.

Em habitação até 31 de dezembro de 2016, foram contratadas mais de 4,5 milhões de moradias por meio do programa Minha Casa Minha Vida, em 96% dos municípios brasileiros, e entregues mais de 3,2 milhões de unidades habitacionais, beneficiando cerca de 11 milhões de pessoas.

PiniWeb - 22 de Fevereiro de 2017

 
BNDES vai destinar R$ 2,56 bilhões para primeiro sistema de transmissão da Usina de Belo Monte

Com dois mil km de extensão, linha sairá do Pará em direção a região Sudeste do País

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) vai financiar o primeiro dos dois sistemas de transmissão da energia elétrica da Usina Hidrelétrica (UHE) de Belo Monte, no Pará. Serão R$ 2,56 bilhões investidos a longo prazo, além do empréstimo-ponte já oferecido pelo banco de R$ 718 milhões.

A linha terá dois mil km de extensão em direção a região Sudeste, passando por 65 municípios em quatro estados, além de subestações de conversão de energia em Pará e em Minas Gerais. Ela deverá transportar até 4 mil MW em corrente contínua de 800 kV, o que a caracteriza como ultra-tensão. A tecnologia, inédita no Brasil, possibilita menores índices de perdas de transmissão em grandes distâncias.

Quem receberá o financiamento é a sociedade Belo Monte Transmissora de Energia SPE S/A (BMTE), controlada pelo grupo chinês State Grid (51%) e pelo Grupo Eletrobrás, através das subsidiárias Furnas Centrais Elétricas e Eletronorte.

Dos R$ 5,6 bilhões orçados para o projeto, aproximadamente 46% serão repassados pelo BNDES, sendo R$ 1,68 bilhão em operação direta e R$ 875 milhões por meio da Caixa Econômica Federal. Mais R$ 520 milhões poderão ser previstos pela emissão no mercado de debêntures de infraestrutura.

A previsão é de que as obras, já iniciadas, sejam concluídas em fevereiro de 2018.

PiniWeb - 22 de Fevereiro de 2017

 
Governo quer prorrogar e relicitar contratos pertencentes ao Programa de Parcerias de Investimentos

Ação vale para acordos dos setores rodoviário, ferroviário e aeroportuário

Será discutida amanhã em audiência pública (21) uma medida provisória que aborda a prorrogação ou relicitação de determinados contratos dos setores rodoviário, ferroviário e aeroportuário pertencentes ao Programa de Parcerias de Investimentos (PPI). A MP 752/2016 é coordenada por Moreira Franco.

A prorrogação prevista chegaria às concessões em andamento, enquanto a relicitação seria aplicada em casos de problemas na execução dos contratos em parceria. O governo afirma que a intenção com a medida é de viabilizar novos investimentos no setor de transportes.

O texto ainda determina que a prorrogação dos contratos dependeria de estudo técnico, avaliação prévia da administração pública, consulta popular, análise do Tribunal de Contas da União (TCU) e cumprimento das metas vigentes.

Serão realizadas quatro audiências públicas sobre a MP nas próximas semanas. A primeira, marcada para amanhã, tem como objetivo debater o texto de maneira mais geral.

As outras três têm enfoque nos modais de transporte. No dia 8 de março será discutido o transporte aeroviário; no dia 9, o rodoviário; e no dia 15, o ferroviário.

A comissão mista da MP é presidida pelo senador Ataídes de Oliveira (PSDB-TO), e tem como vice-presidente o deputado federal Domingos Sávio (PSDB-MG). O relator é o deputado Sérgio Souza (PMDB-PR) e o relator-revisor é o senador Wilder Morais (PP-GO).

PiniWeb - 22 de Fevereiro de 2017

 
Zaha Hadid projeta edifício na China com o átrio mais alto do mundo

Torcido, espaço percorre toda a extensão da construção e garante conforto térmico e iluminação ao ambiente

Chegou ao vigésimo andar a construção do Leeza Soho, edifício de uso misto localizado em Pequim, na China, que tem o mais alto átrio do mundo. No total, o projeto de Zaha Hadid terá 46 pavimentos, com 207 metros, com funções residencial, comercial e de transporte. O edifício está conectado a Rodovia Financeira e a rede de ônibus e trem da cidade.

A torre consiste em um único volume, mas é dividida em duas metades, uma de cada lado do túnel. O átrio central tem 190 metros de altura e já é o mais alto do mundo. Ele estende-se por toda a altura do prédio, sendo o responsável por conectar as duas metades.

Além disso, ele vai exercendo um movimento de torção ao longo de seu comprimento, o que permite a entrada de luz natural e vistas privilegiadas da cidade. Os ângulos da parede de vidro também garantem melhor ventilação, criando um sistema eficiente de controle do ambiente em cada andar.

O átrio será um novo espaço público para a cidade, integrado a uma praça pública que circundará o edifício e chamará os visitantes para o interior. A torre produz sombra ao átrio, deixando um ambiente confortável às extremas condições climáticas da região.

A construção ainda conta com um eficiente sistema de gerenciamento de energia 3D BIM, com certificação LEED Ouro. Dentre outras medidas sustentáveis, o edifício disponibilizará aos usuários 2,6 mil espaços para bicicletas, com armários e chuveiros. Espaços para carregar automóveis elétricos/híbridos também estarão disponíveis.

São 30,6 mil m² de área construída, que devem ficar prontos até o final de 2018.

PiniWeb - 15 de Fevereiro de 2017

 
Vitória Stone Fair é cancelada devido à crise da segurança pública no Espírito Santo

Feira focada em rochas ornamentais é referência no Brasil e na América Latina

A crise da segurança pública no estado do Espírito Santo motivou o cancelamento da Vitória Stone Fair, feira focada em rochas ornamentais que estava programada para acontecer a partir desta terça-feira (14) na capital capixaba. Em 2015 o evento referência no Brasil e na América Latina contou com a participação de 24,7 mil visitantes e 420 expositores.

Segundo os organizadores, a decisão foi tomada devido a pedidos dos próprios expositores e visitantes e "tem por objetivo preservar a segurança e integridade dos nossos clientes, expositores e visitantes, bem como de todos os prestadores de serviços comprometidos com o evento".

A feira reúne alguns dos maiores produtores de pedras ornamentais e materiais exóticos do setor, além de contar com atividades focadas em compradores e arquitetos, apresentando seu potencial e aplicabilidade. Ela é referência brasileira no setor de rochas ornamentais, sendo realizada no Espírito Santo, maior estado produtor e exportador desse produto no país.

Leia na íntegra o comunicado de cancelamento do evento:

"COMUNICADO
CANCELAMENTO DO EVENTO

Tendo em vista a grave crise da segurança pública do Estado do Espírito Santo, especialmente na cidade de Vitória e região metropolitana, em razão dos últimos acontecimentos envolvendo a Polícia Militar do Espírito Santo, conforme amplamente divulgado pelos meios de comunicação nacionais e internacionais, e inclusive, levando o Governo Federal a instituir o uso de Forças Armadas no Estado, conforme DSN 14.440 de 6 de fevereiro de 2017, a Milanez & Milaneze S/A, com a ciência das entidades do setor de rochas ornamentais SINDIROCHAS, CETEMAG e CENTROROCHAS, comunica o cancelamento da 43ª Feira Internacional do Mármore e Granito - VITORIA STONE FAIR | MARMOMAC LATIN AMERICA, que seria realizada de 14 a 17 de fevereiro de 2017, no Centro de Eventos de Carapina, Espírito Santo.

Esta decisão foi tomada considerando as múltiplas solicitações enviadas pelos expositores e visitantes da VITÓRIA STONE FAIR aos organizadores do evento e tem por objetivo preservar a segurança e integridade dos nossos clientes, expositores e visitantes, bem como de todos os prestadores de serviços comprometidos com o evento.

Cientes da importância deste evento internacional para o setor de rochas ornamentais, reiteramos nosso posicionamento de prezar pela segurança dos envolvidos e esperamos contar com a compreensão de todos.

Vitória, 10 de fevereiro de 2017"

PiniWeb - 15 de Fevereiro de 2017

 
Com sistema de energia solar, projeto de hospital em Caraguatatuba, no litoral de São Paulo, ganha selo AQUA-HQE

Construção conta com estudo prévio de implementação, garantindo melhor acessibilidade e climatização otimizada

Com conclusão de obra prevista para o segundo semestre de 2018, o edifício do Hospital Regional Litoral Norte, em Caraguatatuba, no litoral Norte de São Paulo, tem o perfil sustentável. O projeto faz parte de uma iniciativa do Governo São Paulo de implantar centros de saúde com baixo impacto ambiental, como o Hospital Regional de Registro e o Instituto de Infectologia Emílio Ribas, que estão em construção e em reforma, respectivamente.

Na obra em Caraguatatuba, são previstas no projeto medidas como o aquecimento de água por energia solar, a utilização de água de reuso nas bacias e jardins, teto verde e bicicletário. Serão utilizados produtos para reduzir o consumo de energia e água, como piso de borracha ou marmoleum (fibra natural), pisos drenantes nas áreas externas, iluminação com lâmpadas LED e brises para redução da incidência solar nas faces Leste e Oeste.

O projeto também conta com um estudo prévio de implementação do hospital na malha urbana e do edifício no terreno, o que traz melhor acessibilidade e uma climatização otimizada ao espaço. Já a obra fará o reaproveitamento de entulhos e a melhoria dos processos produtivos de construção.

O empreendimento, orçado em cerca de R$ 250 milhões, conquistou, nas fases pré-projeto e projeto, a certificação AQUA-HQE (Alta Qualidade Ambiental) − de origem francesa e concedida no Brasil pela Fundação Vanzolini.

O Governo de São Paulo também já obteve 19 certificações para escolas e três para empreendimentos da polícia militar ambiental.

PiniWeb - 15 de Fevereiro de 2017

 
Reunião com Ministério do Trabalho discute soluções para geração de empregos na construção

Empregadores do setor e trabalhadores também abordaram temas como cotas de PDC e Aprendiz. Próximo encontro será em abril

Empregadores e representantes dos trabalhadores da indústria da construção reuniram-se na última quinta-feira (9) com o objetivo de discutir soluções para a geração de empregos no setor. Na reunião organizada pelo Ministério do Trabalho, também foram debatidas propostas para a retomada de investimentos em obras de infraestrutura e de construção em geral.

O próximo encontro do setor está marcado para abril, quando será apresentado o modo de funcionamento do fórum. Ele contribuirá para as ações do Conselho Nacional do Trabalho, que deve ser instalado pelo Governo Federal nos próximos dois meses.

Os assuntos prioritários do setor foram eleitos a retomada de investimentos e de obras, a geração de empregos, combate à informalidade e critérios de fiscalização, além do cumprimento das Cotas de PCD (Pessoas com Deficiência) e Aprendiz.

Na ocasião, o vice-presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado do Paraná (Sinduscon-PR), Euclesio Manoel Finatti, defendeu também a discussão sobre a Reforma Trabalhista. "A construção civil é força motriz para alavancar a economia do país e se continuarmos nessa linha de convergências, podemos até, quem sabe, avançar em sugestões para a Reforma Trabalhista", declarou.

Pela bancada patronal (de empregadores), estiveram presentes representantes da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), do Sinduscon-Caixas, Sinduscon-CE, Sinduscon-DF, Sinduscon-GO, Sinduscon-Norte/PR, Sinduscon-PE, Sinduscon-PR, Sinduscon-Rio e Sinduscon-SP e da Apemec.

Já pela bancada laboral (dos trabalhadores), marcaram presença representantes da Confederação Nacional dos Trabalhadores da Indústria da Construção e do Mobiliário (Contricom); Força Sindical; Federação dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção e do Mobiliário do Estado de Santa Catarina (Feicom-SC); Nova Central Sindical de Trabalhadores (NCST); Confederação Nacional dos Sindicatos de Trabalhadores nas Indústrias da Construção e da Madeira filiados à CUT (Conticom-CUT), e Central Sindical Brasileira (CSB).

O evento ainda contou com a presença do secretário de Relações do Trabalho, Carlos Cavalcante de Lacerda, e do secretário-adjunto de Relações do Trabalho, Luís Carlos Barbosa, além do coordenador geral de Relações do Trabalho, Antônio Artequelino.

PiniWeb - 08 de Fevereiro de 2017

 
Meta do Governo Federal é contratar 610 mil novas unidades no Minha Casa Minha Vida em 2017

Para estimular o setor, programa tem mudanças no valor da renda das famílias e no preço-teto dos imóveis

O Governo Federal anunciou na última segunda-feira (6) que vai aumentar as faixas do programa habitacional Minha Casa Minha Vida (MCMV), de acordo com o Imposto Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), de 7,69%. Isso garante os seguintes valores às faixas: de R$ 2.350 para R$ 2.600 na Faixa 1,5; de R$ 3.600 para R$ 4.000 e de R$ 6.500 para até R$ 9.000 nas Faixas 2 e 3, respectivamente.

Também será alterado o valor do teto dos imóveis pertencentes ao programa, de acordo com o recorte territorial e a localidade enquadrada no programa, nas operações do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). Para lugares como o Distrito Federal, São Paulo e Rio de Janeiro, por exemplo, o aumento é de R$ 225 para R$ 240 mil. Já nas capitais localizadas no Nordeste e no Norte, o acréscimo é de R$ 170 mil a R$ 180 mil.

Além disso, o governo prometeu a contratação de 610 mil unidades em 2017, sendo 170 mil pertencentes à Faixa 1 (35 mil na modalidade Entidade Rural, 35 mil em Entidades Urbanas e 100 mil no Fundo de Arrendamento Residencial - FAR), 40 mil na Faixa 1,5 e 400 mil nas Faixas 2 e 3.

As mudanças foram anunciadas em cerimônia com o ministro das Cidades, Bruno Araújo, o presidente da República Michel Temer e representantes das principais entidades do setor, como o presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), José Carlos Martins, e da Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc), Rubens Menin. A previsão é de que as medidas sejam postas em prática imediatamente.

"São medidas muito importantes. Nos últimos tempos, o setor perdeu muito emprego. Agora começamos a estimular esse retorno. Hoje estamos aqui, de alguma forma, viabilizando o sonho de muitas famílias para chegarem a ter sua casa própria", disse Martins.

Para o Sindicato da Indústria da Construção de São Paulo (SindusCon-SP), as medidas anunciadas são positivas, já que geram emprego e colaboram para combater o déficit habitacional. "O governo acerta ao ampliar o número de pessoas que podem ter acesso ao programa, pois irá atender duas necessidades das famílias: emprego e moradia", defende o vice-presidente de Habitação do sindicato, Ronaldo Cury.

"Mais pessoas poderão comprar o imóvel. A criação dessa nova faixa, por exemplo, vai trazer para dentro do programa aquelas famílias que foram prejudicadas com a brutal queda de arrecadação da caderneta de poupança nos dois últimos anos, e que ficaram desassistidas", afirma Rodrigo Luna, vice-presidente de Habitação Econômica do Sindicato da Habitação do Estado de São Paulo (Secovi-SP). "Com esse incentivo, a recuperação do mercado imobiliário nacional pode iniciar no segundo semestre deste ano", completa.

PiniWeb - 08 de Fevereiro de 2017

 
CUB tem aumento de 0,05% em janeiro no estado de São Paulo, segundo SindusCon-SP

Valor chegou a R$ 1.295,95 por metro quadrado, sendo 61,25% correspondente a mão de obra, 35,59% a materiais e 3,16% a despesas administrativas

O Custo Unitário Básico (CUB) da construção civil em São Paulo aumentou 0,05% no mês de janeiro em comparação a dezembro, de acordo com pesquisa divulgada nesta sexta-feira (3) pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-SP). Ele chegou ao valor de R$ 1.295,95 por metro quadrado no mês, indicando alta de 5,55% em 12 meses.

Desse valor apresentado em janeiro, 61,25% corresponde a mão de obra, 35,59% a materiais e 3,16% a despesas administrativas.

"Os custos da construção mostraram-se estáveis, com exceção do vergalhão de aço, único insumo da cesta de materiais pesquisada mensalmente pelo SindusCon-SP que apresentou variação acima do IGP-M, apesar da baixa demanda", explica o vice-presidente de Economia do SindusCon-SP, Eduardo Zaidan.

O único produto a registrar uma alta maior ao IGP-M (0,64%) em janeiro foi o aço CA-50 Ø 10 mm (1,44%). Dos materiais com maior relevância ao cálculo do CUB, o cimento CPE-32, saco de 50 kg registrou baixa de 0,39%, e o concreto FCK=25 MPa caiu 0,49%.

Com desoneração

As obras incluídas na desoneração da folha de pagamentos tiveram alta do CUB de 0,06% em comparação a dezembro, e de 4,91% em 12 meses. O valor registrado no fim do mês é de R$ 1.201,33 por metro quadrado. Na mesma base de comparação, os custos com mão de obra tiveram 58,20% de participação sobre os custos totais; os materiais, de 38,40%; e as despesas administrativas, de 3,41%.

PiniWeb - 08 de Fevereiro de 2017

 
Projeto e instalação de esquadrias especiais é o tema do próximo webinar oferecido pelo Instituto PINI

Evento com transmissão pela internet será ministrado pelas projetistas Fabíola Rago e Magda Reis

O Instituto PINI oferece no dia 15 de fevereiro o webinar Projeto e Instalação de Esquadrias Especiais - Desempenho e Interface com Paredes de Vedação e Estrutura. Na ocasião, as consultoras e projetistas Fabíola Rago, do Instituto Beltrame da Qualidade (Ibelq), e Magda Reis, da Associação Brasileira do Alumínio (Abal), falarão sobre os principais assuntos quando o tema é escolha de esquadrias, além das boas práticas que devem ser seguidas para a especificação e instalação do sistema.

De maneira mais específica, Fabíola Rago Beltrame falará sobre Requisitos de Especificação e Projeto para Esquadrias Especiais, enquanto Magda Reis, sobre Vida Útil, Manutenção e Aspectos da Norma ABNT NBR 15575 - Desempenho.

O webinar é voltado especialmente a arquitetos, engenheiros, projetistas e qualquer um que trabalhe no setor da construção civil e que seja responsável pela definição, especificação e contratação das esquadrias de alumínio.

Realizado das 14h30 às 17h00, o evento será transmitido ao vivo pela internet e tem custo de R$ 280 para assinantes das revistas PINI e de R$ 300 para não assinantes, até a próxima segunda-feira. Após essa data, os investimentos são de R$ 350 para ambos os participantes. Os valores incluem o material de apoio para download e um certificado digital de participação.

Para mais informações, ligue para (11) 2173-2474 / 2364 / 2438 ou 0800 596 6400, envie um e-mail a eventos@pini.com.br ou clique aqui.

PiniWeb - 01 de Fevereiro de 2017

 
ABEA pede suspensão imediata de cursos à distância de arquitetura e urbanismo

Para entidade, graduação exige um acompanhamento presencial e próximo de ateliers, laboratórios e canteiros experimentais

A Associação Brasileira de Ensino de Arquitetura e Urbanismo (ABEA) divulgou na última quinta-feira (26) uma carta aberta em que questiona o curso de ensino de arquitetura e urbanismo à distância. A entidade argumenta que a graduação exige um acompanhamento presencial e próximo de ateliers, laboratórios e canteiros experimentais, o que não poderia ser alcançado com a modalidade.

"Em arquitetura e urbanismo, o espaço físico adequado é parte do processo de ensino e favorece o aprendizado. Se dar sentido a espaços (físicos e reais) é o dever de ofício, como fazê-lo na virtualidade? ", diz o documento.

A associação, no entanto, reconhece a importância dos avanços na área de ensino à distância, e propõe-se a discutir amplamente os seus alcances e limitações. Mais que isso, convida as entidades, professores, estudantes e a sociedade civil a debater o assunto, além de "solicitar dos organismos reguladores do ensino a suspensão imediata do funcionamento dos cursos de arquitetura e urbanismo à distância".

Leia aqui a carta aberta, na íntegra:

APRENDER ARQUITETURA E URBANISMO À DISTÂNCIA NÃO FUNCIONA

"Arquitetura é antes de mais nada construção, mas, construção concebida com o propósito primordial de ordenar e organizar o espaço..." - Lúcio Costa A ABEA - Associação Brasileira de Ensino de Arquitetura e Urbanismo, entidade civil de livre associação fundada há mais de 40 anos com enfática atuação e contribuição no aperfeiçoamento constante do ensino de arquitetura e urbanismo, inclusive buscando novos métodos, modelos e ferramentas pedagógicas, vem manifestar publicamente sua enorme preocupação e peremptóriadiscordância com a criação de Cursos de Graduação de Arquitetura e Urbanismo na modalidade EaD.

Arquitetura e Urbanismo é um ofício que, da mesma forma que a Medicina e o Direito entre outras importantes profissões, tem seu exercício regulamentado por relacionar-se com a preservação da vida e bem-estar das pessoas, da segurança e integridade do seu patrimônio, e da preservação do meio ambiente. Por isso mesmo exige, em sua formação, acompanhamento não somente presencial, mas de forma muito próxima em atelieres, laboratórios, canteiros experimentais e outros espaços vivenciais, em uma relação professor-aluno bastante reduzida, o que definitivamente não pode ser alcançado em cursos oferecidos totalmente a distância.

A ABEA reconhece que avanços na área de ensino a distância são importantes e se propõe a participar de um amplo debate público sobre seu alcance e suas limitações nas áreas de conhecimento que exigem formação teórico-prática e que podem ensejar risco à vida, ao patrimônio e ao meio ambiente.

Em Arquitetura e Urbanismo, o espaço físico adequado é parte do processo de ensino e favorece o aprendizado. Se dar sentido a espaços (físicos e reais) é o dever de ofício, como fazê-lo na virtualidade? Como aceitar que a relação professor/aluno presencial não seja importante, que a virtualidade basta? Qual seria, então, o sentido da construção física, real e material dos espaços?

A ABEA sempre discutiu novas ferramentas de linguagem e expressão, entre outros recursos tecnológicos. Defendemos os princípios contidos no documento Perfis & Padrões de Qualidade 2 que além de tratar das questões relacionadas ao Projeto Pedagógico dos Cursos e ao corpo docente, enfatiza a qualificação das condições físicas e espaciais dos ateliês e salas de aulas dos cursos de Arquitetura e Urbanismo. São espaços específicos, mas plurais, que permitem o exercício de diferentes formas de linguagem, expressão, práticas, pesquisa, concepção e desenvolvimento que fomentam o processo criativo. O Ateliê de Arquitetura e Urbanismo é o espaço facilitador da construção coletiva do conhecimento, é o espaço que permite a integração professor/aluno e aluno/aluno.

A ABEA entende que o convívio presencial é fundamental para a vivência e o questionamento do próprio espaço. Assim, a ABEA vem conclamar as entidades, os professores, os estudantes e a sociedade civil a participar desse debate e solicitar dos organismos reguladores do ensino a suspensão imediata do funcionamento dos cursos de Arquitetura e Urbanismo à distância.

ABEA
Associação Brasileira de Ensino de Arquitetura e Urbanismo

PiniWeb - 01 de Fevereiro de 2017

 
Preço de venda de imóveis comerciais tem queda real de 13,36% em 2016, diz Índice FipeZap

Valores das locações também recuaram 8,93%, se considerada a inflação do ano

Os preços de imóveis comerciais apresentaram uma forte queda em 2016, de 3,21% para vendas e 7,92% para locação. Se considerada a inflação de 6,29% no período (segundo o IPCA/IBGE), a queda real apresentada é de 13,36% e 8,93%, respectivamente. No mês de dezembro, entretanto, os resultados foram estáveis, com variações de -0,03% para vendas e -0,02% para aluguéis. Os dados são do Índice FipeZap Comercial, realizado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) e o portal ZAP Imóveis.

Quem investe em imóveis tem tido, até agora, perdas. A diferença é evidente quando comparado o retorno médio dos proprietários de saletas (de 2,0%) ao de um investimento de menor risco, como o CDI (de 14,0%), por exemplo.

As cidades pesquisadas que apresentaram os preços médios mais altos para vendas por metro quadrado foram Rio de Janeiro (R$ 11.666), São Paulo (R$ 10.611), Porto Alegre (R$ 8.066) e Belo Horizonte (R$ 7.437), sendo a média do país de R$ 10.260. Por aluguel, os preços médios mais caros estiveram em São Paulo (R$ 47), Rio de Janeiro (R$ 46), Porto Alegre (R$ 32) e Belo Horizonte (R$ 32). A média foi de R$ 44.

Em São Paulo, os imóveis comerciais mais caros para venda estão localizados na Vila Madalena (R$ 17.248), Jardins (R$ 13.039), Itaim (R$ 13.000), Paraíso (R$ 12.872) e Pinheiros (R$12.773). Já os mais baratos, na Casa Verde (R$ 8.182), Penha (R$ 7.932), Vila Andrade (R$ 7.583), Sé (R$ 4.265) e República/Santa Efigênia (R$ 4.153). Quanto às locações, ficou mais caro alugar no Pacaembu (R$ 76), Itaim (R$ 69), Bela Vista (R$ 63), Alto de Pinheiros (R$ 62) e Jardins (R$ 61), e mais barato na Sé (R$ 24), República/Santa Efigênia (R$ 22), Vila Maria (R$ 22), São Domingos (R$ 22) e Brás-Bresser (R$ 22).

Já no Rio de Janeiro, pagou mais caro quem comprou imóveis comerciais nos bairros do Leblon (R$ 36.807), Ipanema (R$ 26.280), Jardim Botânico (R$ 24.999), Catete (R$ 15.998) e São Conrado (R$ 15.864), e economizou quem optou pelo Méier (R$ 6.343), Taquara (R$ 5.925), Campo Grande (R$ 5.879), Pilares (R$ 5.598) e Madureira (R$ 4.993).

Para alugar na capital fluminense, os bairros mais caros foram Leblon (R$ 124), Ipanema (R$ 85), Botafogo (R$ 85), Jardim Botânico (R$ 73) e São Conrado (R$ 59), enquanto os mais baratos foram Glória (R$ 32), Centro (R$ 30), Pechincha (R$ 28), Méier (R$ 24) e Madureira (R$ 24).

Na cidade de Belo Horizonte, enquanto isso, prevaleceram com os preços mais elevados para venda os imóveis em Prado (R$ 9.988), Belvedere (R$ 9.932), Lourdes (R$ 9.798), Santo Agostinho (R$ 9.696) e Cruzeiro (R$ 9.345). Com os preços mais baixos, destacaram-se os bairros de Luxemburgo (R$ 6.940), Gutierrez (R$ 6.765), Sion (R$ 5.958), Floresta (R$ 4.557) e Centro (R$ 4.083).

Para locação, os mais caros foram União (R$ 46), Belvedere (R$ 42), Santo Agostinho (R$ 42), Cruzeiro (R$ 42) e Boa Vista (R$ 40), e os mais baratos, Prado (R$ 29), Santo Antônio (R$ 28), Sagrada Família (R$ 26), Floresta (R$ 23) e Centro (R$ 20).

PiniWeb - 01 de Fevereiro de 2017

 
Parques Villa-Lobos e Cândido Portinari, em São Paulo, ganham microcentral de abastecimento solar

Objetivo é que os locais se tornem autossuficientes e ainda gerem um excedente energético para abastecer a Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo

A Companhia Energética de São Paulo (Cesp) completou neste mês a instalação de um sistema de abastecimento elétrico por meio de geradores solares nos parques Villa-Lobos e Cândido Portinari, na capital paulista. O objetivo é que os locais se tornem autossustentáveis e que ainda gerem um excedente que será cedido às instalações da Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo.

Para isso, foi necessária a construção de uma microcentral de 9 kWp (quilowatts-pico) e a instalação de 40 postes, que geram luz própria ao Villa-Lobos. Além disso, a iniciativa garante a iluminação da cobertura de 264 vagas para veículos no Parque Cândido Portinari, com cerca de três mil placas de captação de energia solar. O sistema será capaz de produzir, por ano, cerca de 665 MWh, para atender áreas do parque como o estacionamento, a lanchonete e a área de esportes.

Os parques, entretanto, seguem conectados à rede de fornecimento de energia elétrica da AES Eletropaulo, para uso no período da noite e em dias de alta nebulosidade. Participam do projeto a RTB Energias Renováveis e a AES Eletropaulo, com apoio das Secretarias de Energia e Mineração e do Meio Ambiente do Estado de São Paulo. Ele é considerado o maior com objetivo de mini geração solar distribuída em um parque no Brasil.

PiniWeb - 25 de Janeiro de 2017

 
SindusCon-SP critica decreto da Prefeitura de São Paulo que prevê renegociação de todos os contratos em vigência

Objetivo do órgão municipal é reduzir valor do saldo a pagar em até 30%

O prefeito de São Paulo, João Doria, assinou na última quinta-feira (19) o Decreto 57.580, que prevê a revisão e renegociação de todos os contratos do órgão municipal que envolvam recursos financeiros. Segundo o texto, para a sua manutenção, deverão ter o seu saldo reduzido em, no mínimo, 30% no caso de aluguel de imóveis e 15% em outros contratos.

Caso não atinjam os determinados descontos, os órgãos públicos deverão reduzir o objeto de contrato ou compensar com um aumento superior a 15% nos demais contratos, de forma que o valor global de redução atinja a meta.

O decreto ainda define que o índice de reajuste dos contratos deverá ser o centro da meta de inflação, fixado pelo Conselho Monetário Nacional. A economia obtida por essa alteração também deverá ser considerada para a redução mínima de 15%.

Os contratados serão convocados para a substituição do índice, em um prazo de 90 dias. Caso se recusem, uma nova licitação será feita. Caso ela ainda não esteja finalizada até o término do contrato, ele poderá ser prorrogado por seis meses ou até a conclusão da licitação.

O Sindicato da Indústria da Construção do Estado de São Paulo (SindusCon-SP) criticou a implementação do decreto, considerando-o "injustificado". O posicionamento é do vice-presidente de Infraestrutura, PPPs e Concessões da entidade, Luiz Antônio Messias. "A não ser em casos excepcionais - e este não é um deles -, esses contratos precisam ser rigorosamente cumpridos pelas duas partes. A Prefeitura, ao assinar os contratos, já empenhou o valor correspondente, enquanto a construtora já assumiu todos os compromissos necessários para honrá-los. A redução do valor trará prejuízos financeiros irreparáveis e insegurança jurídica para as construtoras, que daqui por diante perceberão como risco a prestação de serviços para a municipalidade", afirma.

PiniWeb - 25 de Janeiro de 2017

 
Mercado imobiliário deve ficar estável em 2017, acredita Abecip

Entidade espera por um aumento do saldo da poupança e mudança no perfil de endividamento do brasileiro

Depois de um ano de aumento do desemprego, diminuição do rendimento real das famílias e menor capacidade de compra de imóveis, a previsão é de que 2017 tenha uma melhora na economia, com maior competitividade às exportações, queda da inflação e da taxa de juros a longo prazo, o que implica melhores condições de financiamento e de acesso ao crédito. É o que divulgou hoje (24) o presidente da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), Gilberto Duarte de Abreu Filho.

Duarte afirma, entretanto, que a melhora do cenário econômico não indica um crescimento acentuado. O Boletim Focus prevê, para o ano, um crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), por exemplo, de 0,5%. "Fomos ao fundo do poço e estamos voltando", explica o presidente. Os dados também indicam um aumento de 3,4% da taxa de câmbio (US$/R$), uma queda de 4,71% do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) e a meta da Taxa Selic de -9,5%.

Dados que corroboram para essa previsão são a volta de crescimento do saldo da poupança do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) em 2016 (1,3%), depois da queda de 3% em 2015. Também se vê uma mudança no perfil de endividamento das famílias brasileiras. Além de terem diminuído suas dívidas desde 2014, elas estão optando por endividamentos mais baratos e de longo prazo. Apesar disso, o setor imobiliário segue com a menor taxa de inadimplência do crédito bancário, com taxa de 2%. Está atrás de setores como cheque especial (15,3%), cartão de crédito (7,8%) e veículos (4,7%).

Quanto à crise vivida em 2016, o presidente explica que já havia indícios de piora do cenário desde 2014, que foi quando a aquisição de imóveis novos e usados começou a diminuir. Enquanto em 2013 foram R$ 49 bilhões em unidades usadas vendidas, em 2016 esse número chegou a R$ 13,7 bilhões. Para os imóveis novos, a diminuição foi menor: as aquisições atingiram o seu pico em 2014, com R$ 35 bilhões, mas alcançaram apenas R$ 22,3 bilhões em 2016, o ano com valores mais baixos nos dois casos.

O financiamento imobiliário do SBPE, no caso de pessoas jurídicas, também começou a apresentar queda a partir de 2014: foram -3% no ano em relação ao anterior, sendo as quedas posteriores bem mais acentuadas, de -34% em 2015 e de -49% em 2016.

Os financiamentos realizados pelo Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), apesar disso, encontram-se em um de seus melhores momentos. São em especial empreendimentos do programa habitacional Minha Casa Minha Vida, direcionados a famílias de baixa renda. Eles seguem em crescimento desde 2014, tendo apresentado um total de R$ 44 bilhões financiados naquele ano, R$ 54 bilhões em 2015 e R$ 64 bilhões em 2016. Quanto àqueles financiados pelo SBPE (em geral, imóveis para a classe média), foi observada uma acentuada queda desde 2014, ano do pico de R$ 113 bilhões. Depois disso, foram registrados R$ 76 bilhões em 2015 e R$ 47 bilhões em 2016.

PiniWeb - 25 de Janeiro de 2017

 
Solução para inserir espaços verdes nos centros urbanos, jardins verticais atuam como isolantes e reduzem o gasto energético das edificações

Bastante delicados, porém, exigem atenção redobrada da implantação à manutenção

Criados para amenizar a falta de áreas verdes nas grandes cidades, os jardins verticais são intervenções paisagísticas montadas em painéis acoplados a paredes internas ou externas de edifícios. Um de seus principais benefícios é a melhora na qualidade do ar: na medida em que as plantas realizam a fotossíntese, o sistema funciona como um purificador atmosférico capaz de reduzir cerca de 30% dos gases poluentes do entorno - no caso das micropartículas em suspensão, essa redução pode chegar a até 60%.

A edificação na qual a parede verde é instalada também leva vantagens, a exemplo de um significativo aumento em seu desempenho termoacústico. Isso acontece principalmente porque, ao contrário das fachadas recobertas por heras e trepadeiras que sobem desde o solo em contato direto com o edifício, o jardim vertical é formado por plantas alocadas em painéis distanciados da construção. Além de evitar problemas relativos a umidade, a estratégia forma um colchão de ar que atua como isolante, impedindo a transferência de calor ou frio, bem como de ruídos, de fora para dentro do prédio. Por meio da evapotranspiração e da fotossíntese, a cobertura vegetal também diminui a amplitude térmica no interior do edifício. Consequentemente, ganha-se conforto e reduz-se o consumo de energia com aquecimento ou refrigeração.

Acredita-se ainda que, por sua capacidade de diminuição da temperatura ambiental, os jardins consigam atenuar os problemas criados pelas chamadas 'ilhas de calor' - áreas de cidades altamente urbanizadas que apresentam temperaturas mais elevadas em comparação com outras mais arborizadas. Além disso, as paredes verdes colaboram com o equilíbrio da umidade relativa do ar e, desde que as espécies escolhidas sejam nativas, formam um novo ecossistema que funciona como ponto de atração de pássaros e borboletas.

PiniWeb - 18 de Janeiro de 2017

 
Governo do Ceará financiará projetos de eficiência energética e de mini-geração de energia

Novo fundo permite abertura de crédito adicional especial de R$ 10 milhões

O governador do Ceará, Camilo Santana, sancionou na semana passada a criação do Fundo de Incentivo à Eficiência Energética e Geração Distribuída (FIEE). A medida tem como objetivo o incentivo ao desenvolvimento de energia alternativa, por meio do financiamento a projetos de eficiência energética e de mini-geração de energia elétrica.

Com a ação, o governador pode abrir crédito adicional especial de R$ 10 milhões para o fundo. Um Conselho Gestor selecionará os projetos contemplados, e será responsável por encaminhar um relatório semestral à Assembleia Legislativa do Estado do Ceará, sobre todos os programas escolhidos. O FIEE será gerido financeiramente pela Secretaria da Infraestrutura do Estado do Ceará (Seinfra).

As receitas do fundo consistem em dotações orçamentárias consignadas no orçamento fiscal do Estado; recursos de encargos específicos cobrados das empresas beneficiárias do Fundo de desenvolvimento Industrial (FDI); recursos obtidos da economia promovida pelas ações técnicas de Eficiência Energética e/ou implantação da Micro e Minigeração Distribuída de energia elétrica, no percentual de 20% do valor economizado da conta de energia elétrica; recursos decorrentes de acordos, ajustes, contratos e convênios celebrados com órgãos e entidades da Administração Pública Federal ou Municipal; convênios, contratos e doações realizadas por entidades públicas ou privadas, pessoas físicas ou jurídicas do país ou do exterior.

O projeto foi planejado em parceria com a Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec). O presidente da entidade, Beto Studart, ainda afirmou que há a previsão da realização de outras ações, ainda maiores.

A medida é uma ampliação do Fundo de Incentivo à Energia Solar do Estado do Ceará (Fies), criado em 2009. Este primeiro visava à abertura de crédito orçamentário para a compra de energia solar, destinada às instalações elétricas do Governo do Ceará.

PiniWeb - 18 de Janeiro de 2017

 
Audiência pública recebe dúvidas e sugestões sobre concessão do VLT da Bahia

Obra prevista para 2015 terá 19 km de extensão entre a região do Comércio até Paripe, em Salvador. O investimento é estimado em R$ 1,5 bilhão

O Governo da Bahia, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Urbano (Sedur), realiza na próxima sexta-feira (20) uma audiência pública para discutir a o processo licitatório de concessão do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) que ligará a região do Comércio até Paripe, em Salvador. A reunião será no Colégio Estadual Almirante Barroso, em Paripe, no Subúrbio Ferroviário da capital, às 17h30.

A reunião terá como objetivo o esclarecimento de dúvidas e a coleta de sugestões para o procedimento, que será na modalidade de concorrência pública. A cessão acontecerá por meio de uma Parceria Público-Privada (PPP), destinada à implantação, operação e manutenção do VLT.

"O objetivo é recolher contribuições e informações, que subsidiarão a elaboração final do edital, da minuta do contrato e demais documentos apresentados", explica a diretora de Programas e Projetos de Mobilidade da Sedur, Ana Cláudia Nascimento.

Inicialmente previsto para 2015, o VLT terá cerca de 19 km de extensão, com 21 paradas e deve beneficiar aproximadamente 100 mil pessoas por dia. O investimento é previsto em cerca de R$ 1,5 bilhão. Após a assinatura do contrato, a previsão é de que as obras sejam iniciadas em 90 dias, e concluídas em 36 meses.

Para participar, você pode acessar os documentos no site da Sedur e enviar sugestões ao e-mail vltsalvador@sedur.ba.gov.br, ou protocolar na sede do órgão, no Centro Administrativo da Bahia (CAB).

PiniWeb - 18 de Janeiro de 2017

 
Novos integrantes do Conselho Municipal de Planejamento Urbano do Rio de Janeiro são empossados

Sob a presidência de Ivan Pinheiro, equipe promete priorizar o eixo das Zonas Norte-Oeste

Tomaram posse na última segunda-feira (16) os novos integrantes do Conselho Municipal de Planejamento Urbano da Cidade do Rio de Janeiro (COPUR-Rio), que ocuparão seus cargos durante o biênio 2017-2018. Os arquitetos deverão propor e discutir alterações urbanísticas, que privilegiem o desenvolvimento socioeconômico da cidade.

Entre os profissionais escolhidos, está Augusto Ivan Freitas Pinheiro, que presidirá o conselho. Ele foi um dos responsáveis pela concepção do corredor cultural de preservação e revitalização do Centro, além de participar das ações de preparo da cidade para o projeto olímpico Rio 2016. É professor de urbanismo na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio).

A equipe também conta com o trabalho de Paulo Casé, José Cândido Niemeyer Soares, Pedro Rolim e Márcio Menezes, sendo os dois últimos funcionários de carreira da prefeitura. Paulo Hamilton Casé é responsável por diversos projetos arquitetônicos do Rio de Janeiro, assim como projetos de urbanização nos bairros de Ipanema, Bangu e na favela da Mangueira. Já José Cândido Niemeyer Soares tem como seu principal projeto a concepção do CIEP, em colaboração com Oscar Niemeyer.

Pedro Rodrigo Barbier Rolim, por sua vez, foi coordenador da Coordenadoria Geral dos Programas de Interesse Social da Secretaria Municipal de Urbanismo, responsável pelo licenciamento de projetos da política habitacional do Município, do Estado e da Federação. Márcio Menezes Lopes é integrante da Secretaria Municipal de Urbanismo, Infraestrutura e Habitação, e também participou do projeto olímpico Rio 2016.

Segundo Freitas, a prioridade será a discussão sobre o eixo das Zonas Norte e Oeste, ao menos nessa fase inicial. Ele defende que a linha férrea seja incluída nos projetos, já que corte os principais bairros dessas duas regiões.

PiniWeb - 11 de Janeiro de 2017

 
Morre aos 74 anos Carlos Bratke, arquiteto de 60 projetos da Avenida Berrini, em São Paulo

Profissional foi ainda presidente do IAB entre 1992 e 1993 e diretor do Museu da Casa Brasileira entre 1992 e 1995

Faleceu na última segunda-feira (9), aos 74 anos, o arquiteto e urbanista Carlos Bratke, responsável por 60 projetos construídos na Avenida Engenheiro Luís Carlos Berrini, em São Paulo, o que corresponde a uma área aproximada de 650 mil m². Entre as premiações já concedidas ao profissional, estão o Prêmio AsBEA - Edifícios Institucionais em 2006, e o Prêmio Conjuntos de Edifícios Corporativos, na XI Bienal Internacional de Arquitetura, realizada em Buenos Aires, em 2007.

Bratke também projetou a Igreja São Pedro e São Paulo; a Casa do Arquiteto, no Morumbi; e o Parque do Povo. O arquiteto conta com obras suas espalhadas pelos estados do Rio de Janeiro, Mato Grosso, Pará, Rio Grande do Sul, Paraná, Minas Gerais, Amazonas, Ceará e Brasília, e por países como Estados Unidos, Uruguai, Israel e México, além do Brasil.

Nascido em 20 de outubro de 1942, formou-se na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Mackenzie, e era pós-graduado em Planejamento e Evolução Urbana pela Universidade de São Paulo (USP). Atuou como vice-presidente do Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB) durante os anos de 1988 e 1989, e como presidente da entidade entre 1992 e 1993. Também foi diretor do Museu da Casa Brasileira (MCB) entre 1992 e 1995 e presidente da Fundação Bienal de São Paulo entre 1999 e 2002.

Em entrevista concedida à revista AU em 2009, o arquiteto criticou a geração anterior à sua, mas demonstrou ver com otimismo o rumo da profissão no Brasil. "Passou uma fase muito ruim, que foi a geração que sucedeu à minha. Os arquitetos tinham muita teoria, criticavam tudo, mas não produziam nada. Hoje esse pessoal está todo encostado no governo. Mas essa geração que está aí agora é de prática profissional mesmo, está entrando na luta pra valer", declarou, na época.

Em nota, o Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil (CAU/BR) lamentou a morte de Bratke. "Muito entristece a impossibilidade abrupta de convívio com colegas como o Carlos Bratke - sempre atentos às questões mais importantes da profissão, sempre disponíveis quando chamados a contribuir para o desenvolvimento da Arquitetura e do Urbanismo com seus conhecimentos técnicos, sua cultura vasta, sua inteligência sem pretensão", declarou Haroldo Pinheiro, presidente do CAU/BR.

Pinheiro lembrou ainda a importância do arquiteto para a criação da entidade e para o fortalecimento da categoria no país. "Em 2003 [Bratke] foi um dos 35 primeiros arquitetos a assinar o manifesto em favor da criação do CAU, ao lado de Oscar Niemeyer, Nestor Goulart, Lelé, Paulo Mendes da Rocha, Severiano Porto, Joaquim Guedes e tantos outros importantes líderes da nossa profissão. Em 2012, participou de uma das primeiras reuniões plenárias do CAU/BR, debatendo conosco sobre o futuro da Arquitetura e deixando gravada sua contribuição para a organização do CAU. Em vida, recebeu prêmios e distinções diversas, merecidamente. Pelo conjunto de sua obra e importante contribuição à profissão, em 1999 recebeu o 'Grande Colar de Ouro' - comenda maior do Instituto de Arquitetos do Brasil".

Gilberto Belleza, presidente do CAU/SP, também demonstrou pesar com a notícia. "Perdi um amigo, a Arquitetura brasileira um de seus grandes nomes e os arquitetos e a profissão um dos seus grandes defensores".

PiniWeb - 11 de Janeiro de 2017

 
Sede da Direcional Engenharia, em Belo Horizonte, recebe Selo Procel de economia de energia

Edificação recebe nota máxima em envoltória, iluminação e condicionamento de ar

Por sua alta eficiência energética, o edifício-sede da Direcional Engenharia, localizado em Belo Horizonte, recebeu o Selo Procel de Economia de Energia para Edificações. A empresa recebeu nota máxima nos três sistemas considerados: envoltória, iluminação e condicionamento de ar.

O selo foi lançado em 2014, e é concedido pelo Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica (Procel), coordenado pelo Ministério de Minas e Energia e gerido pela Eletrobras. O objetivo é identificar construções com as melhores classificações de eficiência energética em determinadas categorias.

Para receber o reconhecimento, o ideal é que a edificação seja eficiente desde a sua etapa de projeto, em que é possível chegar a melhores resultados com menores investimentos. Os selos são concedidos após uma avaliação de um Organismo de Inspeção Acreditado (OIA) pelo Inmetro, e emitidos pela Eletrobras.

A Direcional Energia foi fundada em 1981 e está presente em 26 cidades de 12 estados brasileiros.

PiniWeb - 11 de Janeiro de 2017

 
Especialista do IPT fala sobre os impactos da NBR 15575 nas edificações, com foco na possibilidade de inovação

Para Fulvio Vittorino, para se extrair o máximo de privacidade e temperaturas amenas em ambientes, é só seguir as normas

FULVIO VITTORINO

Engenheiro mecânico pela Universidade de São Paulo (1988), possui ainda graduação em Tecnologia de Processamento de Dados pelo Centro Estadual de Educação Tecnológica Paula Souza (1987) mestrado (1994) e doutorado (2001) em Engenharia Mecânica pela Universidade de São Paulo. Diretor do Centro Tecnológico do Ambiente Construído do Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo S/A - IPT desde de 2008, tem experiência na área de Engenharia Civil, com ênfase em Desempenho Térmico, atuando principalmente em: desempenho térmico de edificações, conforto térmico, sistema construtivo, avaliação de desempenho e simulação computacional de desempenho. Professor do Mestrado Profissional em Habitação do IPT, criado em 1999, ele ingressou na instituição em 1986. Entre suas qualificações ainda consta o título de Certified Quality Enginner pela American Society for Quality em 1991. Foi professor da Escola Politécnica da USP de 1989 a 1991, além de ter lecionado em todos os cursos de Especialização em Conforto Ambiental e Conservação de Energia promovidos pela FUPAM/FAU - USP a partir de 2001. É autor ou coautor de mais de 270 relatórios técnicos e de 70 artigos apresentados em anais de eventos ou periódicos. Participou de comissões da ABNT referentes a produtos isolantes térmicos e na comissão da Norma que resultou na NBR 15575.

As exigências da norma ABNT NBR 15575 (edificações - desempenho), que entrou em vigor em 2013, representam a consolidação das boas práticas na construção civil. Desde os anos 80, o conceito de desempenho já era discutido no Brasil seguindo a tendência iniciada na França na década de 1960, em razão da necessidade de adoção de sistemas construtivos que dessem maior produtividade ao setor habitacional, atendendo às necessidades dos usuários. Para Fulvio Vittorino, além de a norma representar um marco por definir as práticas no canteiro de obras, também criou objetividade na apresentação de critérios numéricos e métodos específicos para se fazer as avaliações.

'A 15575 apresentou limites técnicos para que seja dada maior atenção para as práticas atuais da construção alcançarem desempenho satisfatório. No caso da acústica, é importante maior cuidado no assentamento e no preenchimento de juntas verticais. Nunca devemos esquecer que o conforto acústico vai além da privacidade entre salas, que é garantida pela isolação sonora, foco da norma. Uma sala com muito eco faz com que a pessoa se sinta desconfortável', observa.

PiniWeb - 04 de Janeiro de 2017

 
BNDES aprova financiamento de R$ 1,04 bilhão para complexo eólico nos estados do Piauí e Pernambuco

Serão 14 parques com capacidade total de 357,9 MW, o suficiente para abastecer 1,14 milhão de residências

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou um financiamento de R$ 1,043 bilhão, destinado ao Complexo Eólico Ventos do Araripe 3. São 14 parques nos municípios de Simões e Curral Novo (Piauí), e Araripina (Pernambuco), com capacidade instalada total de 357,9 MW. A energia é o bastante para beneficiar 1,14 milhão de residências.

O complexo tem, ainda, 156 aerogeradores produzidos pela GE, e início de operação prevista para 2017.

O apoio inclui o sistema de transmissão, mas contempla um subcrédito social de R$ 5,19 milhões, valor a ser investido no entorno do projeto. Desses recursos, parte será repassada pelo próprio BNDES e cerca de R$ 570 milhões por meio de agentes financeiros, como os bancos Santander e Bradesco.

O banco prioriza investimentos em energia alternativa. Como impactos sociais, a implementação deve trazer empregos diretos e indiretos à região, com cerca de 2,4 mil trabalhadores durante o processo de construção.

Também está prevista a emissão de debêntures de infraestrutura de até R$ 300 mil para compor uma parcela do valor total de investimento no complexo, que custará R$ 1,743 bilhão.

O projeto ainda deve contribuir para a diversificação da matriz elétrica e ajudar a preservar os reservatórios de usinas hidrelétricas.

O banco tem financiado uma série de parques eólicos nos últimos anos, em especial no litoral nordestino, onde a produção dessa energia é mais propícia. Em julho deste ano, aprovou o financiamento de quatro centrais eólicas em Trairi, no Ceará, pertencentes ao Complexo Eólico Santa Mônica. Ele também colaborou, em novembro do ano passado, para a implementação de seis parques eólicos do Complexo Morrinhos Energias Renováveis, em Campo Formoso, na Bahia, e para o Parque Eólico Pontal 2A, em Viamão, no Rio Grande do Sul.

Além disso, o BNDES alterou, em outubro, as suas condições de financiamento de energia elétrica, e criou no início do mês um fundo para o incentivo de projetos de energia sustentáveis.

PiniWeb - 04 de Janeiro de 2017

 
Odebrecht e Braskem assinam acordo de leniência com governos do Brasil, Suíça e Estados Unidos

As empresas pagarão multa de R$ 6,9 bilhões e poderão prosseguir com suas atividades nos países

A construtora Odebrecht e a petroquímica Braskem assinaram na última quarta-feira (21) um acordo de leniência com os governos da Suíça e dos Estados Unidos para suspender as ações judiciais contra elas nos respectivos países. Segundo o governo americano, foram US$ 788 milhões pagos em propina pela Odebrecht entre os anos de 2001 e 2016; e US$ 250 milhões pela Braskem, entre os anos de 2006 e 2014.

Nos documentos assinados, as empresas admitiram tais atos a integrantes do governo, a representantes deles e a partidos políticos, e comprometem-se a revelar ações ilícitas praticadas na Petrobras e nas esferas federal, estadual e municipal do governo brasileiro, além de governos estrangeiros. Os acordos foram realizados no âmbito da Operação Lava Jato.

A resolução também garante o direito das empresas de continuar com as suas atividades e prevê que elas paguem R$ 6,9 bilhões aos três países envolvidos. Serão R$ 3,82 bilhões pagos pela Odebrecht e R$ 3,1 bilhões pela Braskem.

O pagamento da Odebrecht será feito em 23 anos, com parcelas reajustadas pela taxa Selic. O da Braskem, por sua vez, será dividido em seis parcelas anuais, reajustadas pelo IPCA. Em relação aos governos, o Brasil receberá R$ 2,3 bilhões da Braskem e R$ 3 bilhões da Odebrecht. O outro R$ 1,6 bilhão será dividido entre os governos dos Estados Unidos e da Suíça. Odebrecht

Em nota à imprensa, a Odebrecht diz arrepender-se da sua participação nos esquemas e pede desculpas por violar seus próprios princípios de honestidade e ética. Ela afirma que continuará cooperando com as autoridades e que adotará medidas para aprimorar as suas práticas éticas e de transparência.

A construtora concordou em submeter-se a um monitor externo independente por até três anos e lembrou ter criado o Compromisso Odebrecht para uma Atuação Ética, Íntegra e Transparente, o que seria um princípio-chave a ser utilizado por todos os seus funcionários. Leia aqui o texto completo.

Braskem

A Braskem, por sua vez, diz reconhecer a sua responsabilidade pelos atos citados, e lamenta tais condutas. Ela reafirma que seguirá colaborando com as autoridades, e que adotará medidas para desenvolver uma conduta ética e transparente. Ela concordou em submeter-se ao mesmo monitoramento citado pela Odebrecht, também pelo prazo de até três anos. Ela cita como medidas adotadas para garantir o fim de práticas impróprias uma investigação independente, realizada por escritórios externos.

PiniWeb - 04 de Janeiro de 2017

 
Confiança de empresários da construção segue em queda em dezembro, diz FGV

Das empresas do setor, 60,9% afirmaram incerteza quanto aos investimentos nos próximos 12 meses

A confiança da construção caiu 0,8 ponto em dezembro, chegando a 71,6 pontos, o menor valor desde julho de 2016 (70,7 pontos). Os dados são do Índice de Confiança da Construção (ICST), divulgado nesta sexta-feira (23) pela Fundação Getúlio Vargas (FGV).

"A persistência de um nível de atividade ainda fraco e um ambiente com incertezas influencia as percepções dos empresários, fazendo com que predomine uma visão pessimista quanto à possibilidade de estancamento da crise no curto prazo", disse Itaiguara Bezerra, coordenador da Sondagem da Construção da FGV/IBRE.

Outros fatores que colaboraram para essa queda são o aumento do pessimismo em relação aos próximos meses e a avaliação quanto à situação atual, por exemplo. Quanto ao primeiro, o Índice de Expectativas (IE-CST) diminuiu 1,5 ponto, chegando, assim, aos 80 pontos. Compõem o índice quesitos como as perspectivas para a demanda nos próximos três meses seguintes, principal contribuição para a redução no mês, com baixa de 2,4 pontos, na margem.

O Índice da Situação Atual (ISA-CST) recuou 0,1 ponto, atingindo os 63,7 pontos. Isso ocorreu, pelo segundo mês seguido, devida à influência do indicador que mede a situação atual da carteira de contratos, que apresentou retração de 0,2 ponto. A situação atual dos negócios, por sua vez, teve aumento no seu índice, com variação de 0,1 ponto na margem.

O Nível de Utilização da Capacidade (NUCI) também apresentou queda, de 1,1 ponto. Ele chegou a 63,1%, menor nível da série histórica da variável, iniciada em abril de 2013.

As empresas do setor da construção permanecem demonstrando incerteza, já que 60,9% delas consideram incerta a execução do programa de investimentos previstos para os próximos 12 meses. O número, registrado no quarto semestre de 2016, é 16,7 pontos maior que o do mesmo período do ano anterior.

"Apesar de existir alguma chance de retomada de concessões para obras de infraestrutura em 2017, o cenário político incerto mantém os empresários do setor cautelosos em relação à realização de investimentos nos próximos doze meses", conclui Bezerra.

PiniWeb - 20 de Dezembro de 2016

 
Conheça os vencedores da 21ª edição do Prêmio CBIC de Inovação e Sustentabilidade

Entre os premiados, estão a Labitecc, TECVerde Engenharia, MRV e Grupo Toctao

A Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) realizou na última quarta-feira (14) a entrega do 21º Prêmio CBIC de Inovação e Sustentabilidade, em Brasília. A premiação busca reconhecer trabalhos de pesquisa que envolvam produtos e sistemas inovadores, com impacto na modernização dos processos construtivos no país.

No evento, realizado no Dia do Engenheiro, foram premiados cinco projetos, nas categorias Pesquisa Acadêmica, Materiais e Componentes; Sistemas Construtivos, Gestão da Produção de P&D e Tecnologia da Informação para a Construção (TICs).

Estavam aptos a participar empresas, pesquisadores e estudantes brasileiros, com projetos sobre Indústria e Aumento da Produtividade; Redução de Custos; Sustentabilidade; e Impacto Ambiental: Segurança e Qualidade.

O prêmio foi criado em 1993 pela Comissão de Materiais, Tecnologia, Qualidade e Produtividade da CBIC (Comat/CBIC).

Confira os vencedores do 21º Prêmio CBIC de Inovação e Sustentabilidade:
Categoria Pesquisa Acadêmica
1º Lugar - Argamassas de revestimento com resíduos para isolamento térmico, da Labitecc, Universidade Federal de Goiás (GO)
2º Lugar - Novo Aditivo Incorporador de ar biodegradável de alta performance, da Universidade Federal de Ouro Preto (MG)
3º Lugar - Composição para fabricação de dormentes de concreto reforçado com fibras, da Universidade Federal de Juiz de Fora (MG)

Categoria Materiais e Componentes
1º Lugar - Sistema regulável de proteção contra queda de colaboradores para trabalhos em altura na construção civil, da Universidade Estadual de Maringá (PR)
2º Lugar - Utilização do Agregado Siderúrgico na Pavimentação Asfáltica de Empreendimentos Residenciais, da MRV Engenharia
3º Lugar - Pavers Sustentáveis com rejeito de barragem de Minério de Ferro, da Universidade Federal de Ouro Preto (MG)

Categoria Sistemas Construtivos
1º Lugar - Desenvolvimento de Sistema Construtivo Light Wood Frame destinado à construção de edificações multifamiliares de até quatro pavimentos, da TECVerde Engenharia
2º Lugar - Sistema Construtivo Modular Industrializado, da Modulare Engenharia
3º Lugar - Sistema Construtivo Alvenaria Moldada, da Vilagran Construtora

Categoria Gestão da Produção de P&D
1º Lugar - Projeto Ecoágua, do Grupo Toctao
2º Lugar - Análise dos impactos para certificação de residencial conforme NBR 15575:213 em nível superior, da Athiva Brasil
3º Lugar - Bússola Green: orientação de ações sustentáveis na construção civil através do Triple Botton Line, da C. Rolim Engenharia
Categoria Tecnologia da Informação para a Construção (TICs)
1º Lugar - Assistência Técnica na Palma da Mão, da MRV Engenharia
2º Lugar - Especificador Virtual, da Portobello
3º Lugar - Gestão do abastecimento otimizada pela análise integrada dos processos de produção de água potável apoiada pela automação, da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp)

PiniWeb - 20 de Dezembro de 2016

 
Sinduscon-MS critica aumento de ISS para construção civil em Campo Grande

Prefeito Alcides Bernal reajustou o imposto com base no IPCA, e não o Sinapi

O prefeito de Campo Grande, Alcides Bernal, reajustou semana passada o Imposto sobre Serviço (ISS) da capital sul-mato-grossense. Segundo o publicado no Diário Oficial do Município, o cálculo foi alterado e, agora, a mão de obra será cobrada em cima de 60% do valor por metro quadrado, enquanto o material de construção, de 40%.

Na tabela apresentada na última quarta-feira (14), o valor do metro quadrado para prédios de uso unitário, categoria mínimo, equivale ao inferior de R$ 4,39 e superior de R$ 6,07. O metro quadrado mais caro do prédio multiuso diferenciado de alto padrão será de R$ 74,94 inferior e R$ 101,02 superior. Confira a tabela completa na página 2 do Diário Oficial do dia 14, clicando aqui.

O Sindicato da Indústria da Construção do Estado do Mato Grosso do Sul (Sinduscon-MS) divulgou ser contra o reajuste, da forma como está sendo realizado. A entidade diz ter uma ação da justiça contra a medida, e defende que o cálculo seja baseado no Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices da Construção Civil (Sinapi), e não no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

PiniWeb - 20 de Dezembro de 2016

 
Projeto de estudante da PUC-Rio ganha I Prêmio Grandjean de Montigny do CAU-RJ

Adara Duarte, que desenvolveu uma possibilidade de integração entre terrenos industriais do bairro de Manguinhos e o tecido urbano, ganhou uma viagem para Paris

O projeto Manguinhos Submerso - Operação Urbana foi o vencedor do I Prêmio Grandjean de Montigny, promovido pelo Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Rio de Janeiro (CAU/RJ). A proposta é de Adara Nataly Loureiro Duarte, orientanda de Duarte Vaz e Vinicius Mattos, da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio).

Ele apresenta a possibilidade de integração entre os terrenos da refinaria e de depósitos ao tecido urbano, trazendo melhorias socioeconômicas e culturais através de um conjunto de ações sustentáveis.

O bairro de Manguinhos, no Rio de Janeiro, tem o seu passado repleto de projetos de industrialização, saneamento e rodoavirismo inconclusos, desde o início do século XX, o que deu espaço a um processo de favelização. Hoje, ele constitui indústrias que sobreviveram na região e comunidades.

A área da refinaria de Manguinhos corresponde a cerca de 25% de toda a sua região administrativa. Ali, um quarto do solo é contaminado, o que faz com que 5% da população local sofra com contaminação por chumbo. Esta é justamente a região escolhida para o projeto de Adara, que desenvolveu uma possibilidade de integração entre tais terrenos e o tecido urbano.

Com isso, ela espera a recuperação das áreas de mangue, tratamento e reaproveitamento de água e implementação de moradias com a apropriação das estruturas e instalações industriais. O júri do concurso considerou o trabalho de extrema importância. "A metodologia de abordagem do projeto de recuperação da área degradada demonstra sensibilidade, competência e inventividade", destacou. Como recompensa, Adara ganha uma viagem a Paris, com dez diárias pagas.

O arquiteto e urbanista Ruy Ohtake, que estava presente na premiação, também elogiou o trabalho. "Apesar de ser um estudo preliminar, aborda muito bem o urbanismo quanto a seus aspectos ambientais e à sustentabilidade. Espero que a estudante continue desenvolvendo o projeto para transformar Manguinhos em uma área muito significativa para a cidade. O projeto dá um passo muito importante do ponto de vista da contemporaneidade e do futuro", afirmou.

O prêmio é uma homenagem ao arquiteto francês Auguste Henri Victor Grandjean de Montign, que chegou ao Rio de Janeiro em 1816 e foi o criador da primeira escola de arquitetura do país, a Escola Real de Ciências, Artes e Ofícios.

PiniWeb - 14 de Dezembro de 2016

 
Senado Federal aprova em primeiro turno mudança na Lei de Licitações que amplia a contratação integrada

Projeto deve agora passar por turno suplementar e depois voltar à Câmara dos Deputados. Texto é criticado por entidades do setor

O PLS 559/2013, referente à revisão da Lei de Licitações (Lei 8.666/1993), foi aprovado no Plenário do Senado Federal, em primeiro turno, na última quinta-feira (8). O substitutivo é de responsabilidade do senador Fernando Bezerra Coelho (PSB-PE), e ainda deve passar por um turno suplementar, antes de seguir à Câmara dos Deputados.

Entre as medidas previstas pelo texto, está a reformulação do conceito e dos limites da contratação integrada. O regime poderá ser utilizado na contratação de obras, serviços e fornecimentos de grande vulto.

O PLS também trata da responsabilização solidária da empresa por danos causados ao erário na contratação direta indevida, por dispensa ou inexigibilidade de licitação, e estabelece como crime a omissão de dados ou informações.

Além disso, é trazida a opção da modalidade do diálogo competitivo, em que a administração pública dialoga anteriormente com licitantes selecionados e estes desenvolvem, a partir de então, uma proposta final. A modalidade é utilizada normalmente em casos de inovação técnica ou de tecnologias de domínio restrito no mercado.

O texto teve, no entanto, votos contrários, como o do senador Reguffe (sem partido-DF), que criticou a ampliação do Regime Diferenciado de Contratação (RDC). O parlamentar Jorge Viana (PT-AC) afirmou que apresentará emendas ao substitutivo.

A proposta é parte da Agenda Brasil, série de projetos apresentados pelo presidente do Senado, Renan Calheiros, que incentivariam a retomada do crescimento econômico no país.

Críticas

O projeto vem sofrendo críticas das principais entidades da construção civil, em especial devido à ampliação do RDC. Nesta semana, o Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil (CAU/BR) e o Departamento Distrito Federal do Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB-DF) convocaram arquitetos e urbanistas para comparecer ao Senado e pressionar os políticos contra a aprovação da medida.

Junto ao Federação Nacional dos Arquitetos e Urbanistas (FNA) e ao Sindicato Nacional das Empresas de Arquitetura e Engenharia Consultiva (Sinaenco), as entidades posicionam-se fortemente contra o texto, que para o CAU/BR, trata-se de um "instrumento fracassado não apenas nas obras da Copa e das Olimpíadas, para o qual foi criado, mas em outros empreendimentos grandiosos, pois não há notícia de que tenha impedido atrasos ou aditamentos de contratos", como citado no manifesto "Arquitetos e Urbanistas pela Ética nas Obras Públicas".

Já o Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (Sinduscon-SP) apontou, em novembro, problemas relacionados ao seguro garantia e à restrição da participação de mais empresas nas concorrências governamentais.

PiniWeb - 14 de Dezembro de 2016

 
Alta do Sinapi desacelera em novembro, aponta IBGE

No fim do mês, o custo por metro quadrado era de R$ 1.022,26, sendo R$ 531,18 de materiais e R$ 491,08 de mão de obra

O Índice Nacional da Construção Civil (Sinapi) variou 0,10% em novembro, ficando bem abaixo da taxa de outubro, de 0,64%. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a alta do indicador nos últimos 12 meses está em 6,18%, resultado inferior aos 6,37% registrados no período anterior. Em novembro de 2015, o valor apresentado foi de 0,28%. O custo nacional de construção por metro quadrado fechou o mês de novembro em R$ 1.022,26, sendo R$ 531,18 relativos aos materiais e R$ 491,08 à mão de obra. Em outubro, o valor era de R$ 1.021,25.

Com isso, a parcela dos materiais apresentou queda de -0,06%, recuando 0,16 pontos percentuais em relação à taxa do mês anterior (0,10%). Já a de mão de obra variou 0,27%, bem menos do que no mês anterior (1,23%).

Os acumulados do ano até novembro ficaram em 91% (materiais) e 9,77% (mão de obra), e em 12 meses, em 3,03% (materiais) e 9,77% (mão de obra).

A região Nordeste foi aquela a apresentar a maior variação regional no mês, com 0,53%. Ela é seguida da Norte (-0,12%), Sudeste (-0,15%), Sul (0,05%) e Centro-Oeste (0,13%). Os custos regionais por metro quadrado foram: R$ 1.036,79 (Norte), R$ 945,74 (Nordeste), R$ 1.071,71 (Sudeste), R$ 1.045,86 (Sul) e R$ 1.033,10 (Centro-Oeste). O estado do Pernambuco teve a maior variação mensal, de 2,47%, devido à pressão exercida pelo reajuste salarial do acordo coletivo.

PiniWeb - 14 de Dezembro de 2016

 
Especialistas responsabilizam cerâmica via seca pela falta de adesão de revestimento em obras

Levantamento sobre desplacamento e comparações com bom desempenho da cerâmica via úmida contribuíram para a decisão

O Sinduscon-SP está aconselhando as construtoras de seu Comitê de Tecnologia e Qualidade (CTQ) a não comprarem a cerâmica via seca. A orientação tem por trás as suspeitas de que o desplacamento cerâmico pode estar sendo promovido por este tipo de produto. 'O fato é que há casos registrados de que, quando se coloca cerâmica via seca no banheiro, por exemplo, e a via úmida na cozinha só se vê a cerâmica via seca descolando', aponta Paulo Sanchez, vice-presidente de Tecnologia e Qualidade da entidade. O Sinduscon-SP começou a realizar ações junto aos fabricantes de cerâmica sobre as razões do descolamento. 'É um problema endêmico que está acontecendo no Brasil inteiro', observa.

Sanchez também descarta uma das hipóteses que estaria sendo atribuída ao desplacamento cerâmico: falhas na mão de obra. 'Essa suposição de que a mão de obra poderia ser a causa caiu por terra a partir do momento em que chegaram até nós diversos casos envolvendo a cerâmica de via seca. Uma pesquisa também detectou que, em 100% dos casos desta patologia, as cerâmicas que desplacaram eram dessa natureza', constata.

PiniWeb - 07 de Dezembro de 2016

 
Preço de imóveis tem queda real de 6,25% nos últimos 12 meses, diz Índice FipeZap

Variação de novembro, de 0,07%, não acompanha o aumento da inflação esperada para o período

Divulgado nesta sexta-feira (2) pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) e o ZAP Imóveis, o Índice FipeZap registrou em novembro alta de 0,07% no preço do metro quadrado de imóveis em relação a outubro. Assim como em 11 dos últimos 12 meses pesquisados, a variação ficou abaixo da inflação esperada para o período, de 0,33% segundo o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Das 20 cidades estudadas, sete apresentaram variação negativa no mês (Contagem, Distrito Federal, Fortaleza, Goiânia, Rio de Janeiro, Santo André e São Bernardo do Campo) e em apenas duas o aumento superou o valor da inflação esperada (Recife e Salvador).

Nos últimos 12 meses, a alta nominal do Índice FipeZap é de 0,45%, sendo a inflação esperada para o período de 7,15%, o que representa uma queda real de 6,25%.ao preço do metro quadrado anunciado. No período, todas as cidades apresentaram variação inferior à inflação esperada, havendo queda nominal nos casos de Rio de Janeiro, Niterói, Distrito Federal e Goiânia. Ainda no mês de novembro, o valor médio do metro quadrado das 20 cidades pesquisadas ficou em R$ 7.654, sendo as mais caras Rio de Janeiro (R$ 10.220), São Paulo (R$ 8.628) e Distrito Federal (R$ 8.507), e as mais baratas Contagem (R$ 3.609), Goiânia (R$ 4.102) e Vila Velha (R$ 4.537).

Em São Paulo, os bairros com o metro quadrado médio mais caro foram Vila Nova Conceição (R$ 15.832), Jardim Europa (R$ 14.878), Jardim Paulistano (R$ 14.132), Itaim (R$ 13.151) e Vila Olímpia (R$ 12.281). Os mais baratos foram Cidade Tiradentes (R$ 2.910), Guaianazes (R$ 3.661), Itaim Paulista (R$ 3.680), Artur Alvim (R$ 3.905) e Capão Redondo (R$ 4.182) Na cidade do Rio de Janeiro, o metro quadrado mais caro foi dos bairros do Leblon (R$ 21.711), Ipanema (R$ 20.118), Lagoa (R$ 18.196), Gávea (R$ 17.393) e Jardim Botânico (R$ 16.694). O mais barato, Cavalcanti (R$ 2.367), Coelho Neto (R$ 2.508), Pavuna (R$ 2.556) e Senador Camará (R$ 2.575).

Já Belo Horizonte teve como bairros mais caros Savassi (R$ 10.322), Funcionários (R$ 9.740), Lourdes (R$ 9.530), Belvedere (R$ 8.976) e Santo Agostinho (R$ 8.174). Os mais baratos foram Serra Verde (R$ 2.806), Jaqueline (R$ 2.973), Solar do Barreiro (R$ 2.979), Vitoria (R$ 3.001) e Califórnia (R$ 3.012).

PiniWeb - 07 de Dezembro de 2016

 
Tribunal de Contas detecta 1,4 mil obras paralisadas ou com indícios de paralisação no estado de Pernambuco

Destas, 911 estão declaradamente paralisadas e somam recursos de R$ 5 bilhões

O estado de Pernambuco tem 1.422 obras paralisadas ou que apresentam indícios de interrupção, que, juntas, somam R$ 7 bilhões. Esses são os dados do diagnóstico do Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco (TCE-PE), divulgado na última segunda-feira (28).

Segundo o auditor do diagnóstico, Pedro Teixeira, há obras declaradamente paralisadas em 123 municípios, em 10 órgãos da prefeitura do Recife, como a Empresa de Urbanização do Recife (URB) e a Empresa de Manutenção e Limpeza Urbana (EMLURB), e em órgãos vinculados ao Governo do Estado.

Estas somam 911 contratos, orçados em R$ 5 bilhões, sendo R$ 1,7 bilhão já pago. "Uma obra paralisada ou mesmo concluída, mas sem finalidade pública, é um recurso perdido", acrescenta o inspetor de obras do Núcleo de Engenharia do TCE, Ayrton Guedes Alcoforado.

O valor dos contratos com obras paralisadas aumentou sete vezes em relação ao ano de 2013, e evoluiu de R$ 740 milhões para R$ 5,3 bilhões. Dos contratos paralisados naquele na, 53 permanecem nessa situação até hoje, e 297 continuam nessa situação desde 2014. Os dados foram enviados às Inspetorias Regionais, que devem realizar o monitoramento das obras inacabadas e responsabilizar os agentes públicos, caso necessário.

PiniWeb - 07 de Dezembro de 2016

 
Seminário da PINI reunirá especialistas de cinco construtoras para falar sobre gestão de obras imobiliárias

Profissionais da Tarjab, Tecnisa, Cyrela, Odebrecht e Tishman Speyer abordarão os pilares: rentabilidade, planejamento, produção, gerenciamento e compras

O Instituto PINI realiza na próxima terça-feira (6) em São Paulo o seminário Gestão de Obras Imobiliárias, que vai apresentar os cinco pilares de eficiência para empresas de construção: rentabilidade, planejamento, produção, gerenciamento e compras. O evento conta com transmissão pela internet.

O objetivo é mostrar como aumentar a assertividade dos lançamentos, melhorar a produção e a rentabilidade das obras. Para isso, serão abordadas todas as etapas da execução de um empreendimento, desde o estudo de viabilidade até a entrega do produto.

Serão cinco palestras: Carlos Alberto de Moraes Borges, da Tarjab, falará de Estratégias de Mercado para Lançamento de Produtos; Fábio Villas Boas, da Tecnisa, de Produção e qualidade; Antonio Carlos Zorzi, da Cyrela, de Planejamento e Controle de Obras de Edifícios Multipavimentos; Paulo Aridan Mingione, da Odebrecht, de Gerenciamento de Obras com Foco em Prazos; e Luiz Henrique Ceotto, da Tishman Speyer, sobre Compras e Suprimentos como Diferencial Competitivo.

O seminário acontece no Secovi, localizado na Rua Dr. Bacelar, 1043, na Vila Mariana. O público-alvo são profissionais de incorporação, orçamentistas, profissionais de planejamento e execução de obras, diretores de obras e responsáveis pelas áreas de qualidade e atendimento e qualidade, de um modo geral.

Mais informações podem ser obtidas por meio dos telefones (11) 2173-2474 / 2364 / 2438 ou pelo e-mail eventos@pini.com.br.

PiniWeb - 30 de Novembro de 2016

 
Universidade de Campina Grande busca professor substituto no curso de engenharia civil

Profissional atuará na área de Recursos Hídricos e Saneamento. Inscrições vão até sexta

A Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), na Paraíba, está com inscrições abertas para uma vaga de professor substituto no curso de engenharia civil até a próxima sexta-feira (2). A oportunidade é na área de Recursos Hídricos e Saneamento e o interessado deve ter graduação e mestrado em engenharia civil ou em áreas afins.

As inscrições podem ser realizadas de segunda a sexta-feira, das 8h00 às 11h00, e das 14h00 às 17h00, na Unidade Acadêmica de Engenharia Civil do Campus Campina Grande. O endereço é Rua Aprígio Veloso, 882, Bloco CM, Térreo.

Durante a inscrição, é cobrada uma taxa de R$ 60. Mais informações no telefone (83) 2101-1153 ou no edital.

PiniWeb - 30 de Novembro de 2016

 
Financiamentos imobiliários caem 22,4% em outubro, aponta Abecip

No acumulado de 2016, essas operações têm um recuo de 44,2% em relação ao mesmo período do ano passado

Financiamentos imobiliários viabilizados com recursos da poupança de agentes financeiros do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) cresceram 15,6% no mês de outubro em relação ao mês anterior, segundo dados divulgados na última segunda-feira (28) pela Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip). Na comparação a outubro de 2015, porém, a queda foi de 22,4% em tais operações.

No acumulado do ano, os financiamentos somaram R$ 37,2 bilhões, o que representa uma queda de 44,2% em relação ao mesmo período do ano passado. Já nos últimos 12 meses, o montante contabilizado foi de R$ 46,1 bilhões, 46,6% a menos que o apurado no período anterior.

No mês de outubro, foram financiados 16,1 mil imóveis nas modalidades de aquisição e construção, um aumento de 31,1% em relação aos 12,2 mil imóveis financiados em setembro. Uma possível explicação para isso, segundo a Abecip, é de que a greve dos bancos no nono mês do ano tenha afetado o desempenho do período. Se comparadas às concessões de outubro de 2015, as de outubro deste ano foram 21,3% menores.

No mesmo período (acumulado do ano), 164,1 mil imóveis receberam financiamento, ou seja, 45,6% a menos que neste período do ano passado, quando se somaram 301,5 mil empréstimos. Em 12 meses, foram 204,1 mil imóveis adquiridos e construídos com crédito imobiliário, menos 48% que no período precedente.

Além disso, no mês de outubro, os saques nas cadernetas de poupança seguiram superando os depósitos, gerando uma perda líquida de R$ 1,77 bilhão. Tal captação líquida, entretanto, foi menor que a de setembro (-R$ 1,91 bilhão) e de outubro de 2015 (-R$ 2,84 bilhões). Desde janeiro, a captação líquida foi negativa em R$ 42,8 bilhões, valor inferior ao do mesmo período do ano passado, de -R$ 54 bilhões.

O saldo da poupança no SBPE cresceu pelo segundo mês seguido, atingindo R$ 498,1 bilhões, se computada a remuneração.

PiniWeb - 30 de Novembro de 2016

 
Sede do TCE/RR projetada por Oscar Niemeyer deverá ser concluída ao final de 2018

Pedra fundamental do edifício foi lançada com a participação de Jair Varela, arquiteto que trabalhou com Niemeyer na concepção do projeto

Foram iniciadas no dia 18 de novembro as obras da nova sede própria do Tribunal de Contas do Estado de Roraima (TCE/RR), com projeto arquitetônico de Oscar Niemeyer. Esse é um dos últimos trabalhos assinados pelo arquiteto brasileiro, que faleceu em 2012, aos 104 anos.

O prédio tem seis pavimentos para abrigar um auditório de 1.450 m² e capacidade para 388 lugares, e dois plenários: um para as sessões do Pleno com 150 lugares, em um grande pano de vidro que abraça o terraço, e outro para as sessões das Câmaras, por sua vez, com 70 lugares, localizado no último andar.

Os projetos foram pensados de maneira a ter uma fácil manutenção, baixos custos operacionais e níveis de ruído, e alto nível de eficiência energética. No térreo, uma área para exposições e um espelho d'água gerará um microclima mais ameno. O edifício ainda terá sistemas de reaproveitamento e controle do desperdício de água e capacidade para receber no futuro um sistema de captação de energia solar, com a colocação de placas fotovoltaicas.

O estacionamento contará com 102 vagas. As obras têm previsão de 24 meses para conclusão. A cerimônia de lançamento da pedra fundamental contou com a participação de Jair Varela, arquiteto que trabalhou com Niemeyer na concepção do projeto.

Sem registro

Na última quinta-feira (24), o Ministério Público de Roraima (MP-RR) recomendou ao TCE/RR que suspendesse o contrato para a construção da sede, firmado com a CAMAP Construtora e Incorporadora Ltda. A justificativa é de que nenhum registro sobre a empresa foi encontrado, tanto em sistemas de órgãos públicos quanto em quaisquer veículos. O custo estimado da obra é de R$ 210 milhões.

PiniWeb - 23 de Novembro de 2016

 
Zaha Hadid e Foster + Partners estão entre os finalistas do concurso para o projeto do Museu do Holocausto no Reino Unido

Trabalhos foram selecionados a partir de mais de 100 inscritos, de 26 países. Conheça todos os finalistas

O Departamento de Comunidades e do Governo Local da Fundação do Memorial do Holocausto do Reino Unido anunciou na última sexta-feira (18) os 10 finalistas do concurso para o projeto do novo Museu Nacional do Holocausto, que será construído ao lado do Parlamento em Londres. Entre os arquitetos selecionados, estão grandes escritórios como Zaha Hadid, Foster + Partners e Studio Libeskind. Os trabalhos foram selecionados a partir de mais de 100 inscritos, de 26 países.

O presidente da comissão julgadora, Sir. Peter Bazalgette, elogiou os trabalhos finalistas. “As equipes foram desafiadas em criar uma visão para o Memorial que reflita de modo sensível a perda de vida e de humanidade durante o Holocausto. Entretanto, ela também deve conversar com todos, com um comprometimento inabalável contra todo ódio e intolerância. O design inspirará pessoas de todas as idades e contextos para celebrar e aprender”.

O Rabino-chefe do Reino Unido, Ephraim Mirvis, também demonstrou confiança quanto ao concurso. “O novo Memorial do Holocausto será um símbolo contínuo do absoluto comprometimento do Reino Unido da educação sobre o Holocausto e de desafiar o ódio onde ele estiver. A qualidade dos finalistas não me deixa dúvidas de que o vencedor eventual se erguerá à tremenda responsabilidade de capturar apropriadamente esses comprometimentos”.

Os trabalhos serão julgados por um júri formado pelo Secretário de Comunidades, Sajid Javid, pelo prefeito de Londres, Sadiq Khan, pelo rabino principal, Ephraim Mirvis, e pela radialista, Natasha Kaplinsky.

Os finalistas são:
* Adjaye Associates (Reino Unido) com Ron Arad Architects
* Allied Works (EUA) com Robert Montgomery
* Caruso St John (Reino Unido) com Rachel Whiteread
* Diamond Schmitt Architects (Canadá) com paisagismo de Martha Schwartz Partners
* Foster + Partners (Reino Unido) com Michal Rovner
* heneghan peng architects (Irlanda) com design de Bruce Mau Design
* John McAslan + Partners (Reino Unido) com MASS Design Group
* Lahdelma & Mahlamäki Architects (Finlândia) com David Morley Architects
* Studio Libeskind (EUA) com Haptic Architects
* Zaha Hadid Architects (Reino Unido) com Anish Kapoor

PiniWeb - 23 de Novembro de 2016

 
Distrito Federal muda regras para transporte de resíduos da construção civil

Agora, transportadoras deverão estar cadastradas no Serviço de Limpeza Urbana e emitir certificado de licenciamento

Foi publicado no Diário Oficial da última sexta-feira (18) o Decreto nº 37.782, que regulamenta como deve ser feito o transporte de resíduos volumosos e da construção civil no Distrito Federal. Em 120 dias, quando as novas regras entrarem em vigor, só poderão transportar esses materiais quem tiver cadastro no Serviço de Limpeza Urbana (SLU) e emitir certificado de licenciamento.

Segundo o Governo do Distrito Federal, a medida colabora para a diminuição dos gastos estaduais e para o cuidado ambiental da região. A Agência de Fiscalização (Agefis) identificou em 2015 897 pontos clandestinos de descarte de lixo. "Tanto o SLU quanto as administrações regionais gastam milhões por ano para fazer coletas em pontos sujos [locais incorretos de descarte]. Outra questão é a ambiental, porque os resíduos são deixados em terrenos baldios que podem ser destinados a equipamentos públicos ou em áreas de proteção ambiental", relata Diego Bergamaschi, subsecretário de Acompanhamento Ambiental da Secretaria de Infraestrutura e Serviços Públicos.

O cadastro e licenciamento também tornarão a fiscalização e cobrança ao descarte correto de resíduos mais fácil, segundo o governo. Hoje, o aterro controlado do Jóquei, na Estrutural, já pode recebê-los, mas a ideia é que sejam criadas áreas de transbordo, triagem e reciclagem de resíduos, para onde os materiais poderão ser levados.

As transportadoras também terão de preencher um formulário de controle de transporte de resíduos. O documento deverá estar em mãos durante o transporte, e pode ser requisitado por órgãos de fiscalização. Uma via deve permanecer no local de onde os resíduos sairão.

Os prestadores do serviço deverão, ainda, apresentar ao Comitê Gestor do Plano Integrado de Gerenciamento de Resíduos da Construção Civil e Volumosos do DF relatórios mensais, com o volume de resíduos removidos e comprovantes de descarga nos locais licenciados. Caso deixem de apresentar por três meses seguidos ou alternados, terão seu certificado de licenciamento suspenso até que as pendências sejam regularizadas.

PiniWeb - 23 de Novembro de 2016

 
Planejamento e análise criteriosa de variáveis determinam eficiência na movimentação de materiais no canteiro

Transporte de cada elemento determina deste o leiaute até o sistema de movimentação

O transporte eficaz de materiais em uma obra envolve estratégias cada vez mais sofisticadas de planejamento e execução. Custos, tempo, sistemas de movimentação e estocagem, leiautes de canteiro: o maior segredo da logística é mesmo saber em que momento transportar cada elemento.

'O bom projeto de canteiro é aquele que minimiza a necessidade de movimentação de materiais, por exemplo, prevendo-se o transporte destes o mais possível diretamente para o local de sua utilização, evitando estocagens e movimentações intermediárias adicionais; otimiza o transporte necessário, seja criando vias adequadas ou fazendo uso da ação da gravidade a seu favor ou reduzindo as distâncias a serem percorridas', define Ubiraci Espinelli Lemes de Souza, professor livre docente da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP) e diretor da Produtime. Para ele, o bom projeto deve ainda cuidar para evitar cruzamento de trajetos e prever que a movimentação seja feita em local seguro, por exemplo, sob a estrutura, de maneira a minimizar a exposição ao risco de alguém ser atingido por algo que venha a cair de um pavimento mais alto.

'Um bom plano de ataque depende ainda de um grupo de pessoas testando soluções. Este grupo deve envolver o diretor da obra, o gerente e o engenheiro de suprimentos, que conhecem bem preços, tempo e condições de mercado, porque não é incomum não ter um equipamento disponível para alugar', afirma Fábio Villas Bôas, diretor da Tecnisa. De acordo com ele, é importante também conhecer cada produto que será empregado na obra, analisar a localização do canteiro e prever soluções a possíveis entraves. 'Às vezes, a frente do canteiro é tão estreita que em dia de concretagem a rua fica entulhada de caminhões e a obra não consegue receber mais nada', pondera Villas Bôas.

PiniWeb - 16 de Novembro de 2016

 
Emprego na construção pesada tem segundo pior resultado do ano em setembro, segundo Sinicesp

No mês, foram registradas 1.314 demissões, número inferior apenas ao de abril

O nível de emprego na construção pesada apresentou, no mês de setembro, uma queda de 1.314 ocupações, o que configura o segundo pior índice do ano, atrás apenas de abril, quando foram registrados 1.282 desligamentos. A pesquisa é do Sindicato da Indústria da Construção Pesada de São Paulo (Sinicesp).

Nos primeiros nove meses de 2016, foram 4.203 postos de trabalho perdidos. Em comparação a setembro do ano passado, foram 13.809 trabalhadores a menos na indústria da Construção Pesada, no nono mês do ano. A baixa é de 12,5%.

O gerente técnico do Sinicesp, Hélcio de Farias, avaliou como fatores que podem explicar os resultados a falta de novas obras, o encerramento de projetos que estavam em execução e o cenário econômico negativo.

PiniWeb - 16 de Novembro de 2016

 
Confiança do empresário da construção civil volta a recuar em setembro após cinco altas consecutivas

Principais problemas apontados pela pesquisa do Sinduscon-MG são falta de demanda interna e elevada carga tributária

O Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado de Minas Gerais (Sinduscon-MG) informou nesta semana que o Índice de Confiança do Empresário da Indústria da Construção de Minas Gerais (Iceicon-MG) recuou 1,6 ponto em setembro, chegando a 46 pontos e interrompendo a sequência de cinco altas consecutivas. No ano, o índice acumula alta de 15,5, apesar de ainda se encontrar abaixo dos 50 pontos que sinalizam a falta de confiança.

"A retração na confiança foi provocada, especialmente, pela queda na componente de expectativas que em outubro recuou dois pontos em relação ao mês anterior, mas permaneceu acima da linha divisória dos 50 pontos, que separa o pessimismo do otimismo. Além disso, o indicador de condições atuais de negócio continua apontando o descontentamento dos empresários da construção, com 36,6 pontos", analisa o economista do Sinduscon-MG, Daniel Furletti. "Vale ressaltar, contudo, que ambos os índices melhoraram no acumulado do ano, com crescimentos de 17,4 pontos, para a componente de expectativas, e de 11,8 pontos, para as condições atuais de negócio", acrescenta.

O indicador de expectativas para os próximos seis meses chagou a 50,7 pontos em outubro, o que indica o terceiro mês seguido acima da linha dos 50 pontos, após 27 meses de falta de confiança.

As expectativas do empresariado, entretanto, diminuíram em relação a setembro: tanto para a economia do Brasil (52,5 pontos), quanto para as condições de negócio da empresa (51,2 pontos). Quanto à economia do estado, o pessimismo manteve-se, com 46,2 pontos.

O nível de atividade da indústria da construção continuou a registrar diminuição da produção, tanto em Minas Gerais quanto em nível federal, com 38,4 e 41,5 pontos, respectivamente. Os índices permanecem abaixo da linha dos 50 pontos desde 2012, mas têm mostrado redução do ritmo de queda no acumulado do ano, período em que houve incremento de 9,6 pontos no estado, e de 8,2 no país.

No terceiro trimestre, os empresários do setor apontaram a demanda interna insuficiente como a principal dificuldade enfrentada pelas construtoras. O problema foi mencionado por 52% dos entrevistados. Em seguida, vêm a elevada carga tributária, com 39% das respostas, e as taxas de juros altas, assinalada por 36% dos participantes.

PiniWeb - 16 de Novembro de 2016

 
Mecanização dos canteiros de obras

Questões culturais ainda barram a utilização de tecnologias e levam ao desperdício de material e tempo

A mecanização nos canteiros de obras Brasil adentro ainda enfrenta grandes obstáculos, mas engana-se quem pensa que os maiores entraves continuam sendo as evoluções tecnológicas que demoram a chegar por aqui. Há a defasagem tecnológica da indústria nacional em relação ao exterior, os preços não baixaram, o dólar segue valendo mais que o triplo do real e as taxas de importação também são pouco convidativas. No entanto, são as questões culturais que ainda dificultam o avanço da mecanização no País.

'O pessoal olha a mecanização como um equipamento e não como um todo. Ela é um processo e tem que ser olhada como tal. Não é a grua apenas. Se o profissional não pensar no processo, não há produtividade. O aumento de produtividade existe, mas é pequeno. O aumento estonteante da produtividade está em uma visão sistêmica da mecanização', afirma Luiz Henrique Ceotto, diretor de design e construção da Tishman Speyer.

A resistência em adotar a mecanização nos canteiros de obras vem, muitas vezes, da falta de conhecimento dos gestores - na ponta do lápis - dos lucros e redução de perdas que podem ser geradas por meio dela. Nesse sentido, Ubiraci Espinelli Lemes de Souza, diretor da Produtime e professor da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli/ USP), afirma que o aumento da mecanização dos canteiros demanda a contratação de gestores melhores, com conhecimento satisfatório para calcular os benefícios de mecanizar e contrapor aos resultados de um canteiro apenas com mão de obra humana. 'Se não na hora de executar você fica com o mico na mão e a culpa é da mecanização. Mas não, é falta de planejamento', afirma.

PiniWeb - 09 de Novembro de 2016

 
Nova sede do Sebrae em Bonito, no Mato Grosso do Sul, tem projeto de Gil Carlos de Camillo

Edifício foi concebido para ter o menor impacto ambiental possível tanto na sua construção, quanto na sua operação

O Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) acaba de implementar sua nova sede na cidade de Bonito, a 265 quilômetros da capital do Mato Grosso do Sul, Campo Grande. O projeto, que remete às águas do rio Formoso, é do arquiteto Gil Carlos de Camillo.

A proposta da arquitetura foi focada na sustentabilidade, tanto na construção quanto na operacionalização. Por isso, a estrutura é concebida principalmente em treliças e pilares metálicos, o que, segundo o arquiteto, atenua o impacto ambiental do processo construtivo.

Os planos inclinados em vidro insulado eco-lite, que se destacam no design, diminuem a incidência solar nos ambientes, e as vedações externas provêm isolamento térmico em poliuretano enclausurado em painéis de aço melamínico. Os interiores, por sua vez, são revestidos em gesso acartonado.

O arquiteto ainda planejou aberturas lineares na extremidade do piso em balanço sobre o espelho d’água, que, junto ao lanternim e à cobertura termoacústica, promovem a aeração e diminuem a necessidade de sistemas de ventilação mecânica no lobby.

Painéis fotovoltaicos, além disso, promovem auto-suficiência energética à construção. Também há no edifício sistemas de reutilização de águas pluviais.

O perfil natural do terreno, com conformação triangular e aclive em 6,7 mil m², recebe o mínimo de intervenção. A ideia é de que o edifício pareça flutuar sobre o espelho d’água, revestido em pastilhas de porcelana verde, remetendo, assim, ao tom das águas do rio Formoso, principal afluente na cidade.

A edificação é composta por uma área construída de 718,40 m², distribuída em dois níveis. São setores administrativos, salas de treinamento internas e externas e lobby que compões os ambientes. O espaço está programado para ser multiuso, e também utilizado pela comunidade, quando necessário.

PiniWeb - 09 de Novembro de 2016

 
Michel Temer anuncia a retomada de 1,6 mil obras públicas paralisadas

Meta é que 1,1 mil obras sejam concluídas em até quatro meses. Orçamento é de R$ 2,073 bilhões

O Presidente da República, Michel Temer, anunciou na última segunda-feira (7) a retomada de 1,6 mil obras paralisadas em 1.071 municípios brasileiros. Com valores entre R$ 500 mil e R$ 10 milhões, calcula-se que elas gerarem até 45 mil empregos aos brasileiros. O investimento total é de R$ 2,073 bilhões.

"Evidentemente que nós temos como meta, pelo menos, nos próximos 90 dias, 120 dias, cerca de 1,1 mil obras dessas que estão paralisadas", afirmou o presidente, na abertura da reunião ministerial no Palácio do Planalto. O prazo máximo para conclusão de todas as obras é dezembro de 2018.

Entre os empreendimentos que serão retomados estão três aeroportos, 445 creches e pré-escolas, 62 obras de prevenção em áreas de risco, 342 obras de saneamento, 108 unidades básicas de saúde (UBS) e 16 unidades de pronto-atendimento (UPA). A urbanização de assentamentos precários envolve 270 empreendimentos.

A medida estava prevista desde julho, quando o ministro do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, Dyogo Oliveira, prometeu que as intervenções do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) sem problemas de licenciamento e não embargadas seriam priorizadas.

"Vamos discutir com cada ministério para definir as obras prioritárias, com o objetivo de concentrar os recursos e garantir a conclusão daquelas de menor valor. O presidente Temer determinou que se priorizem obras que agreguem mão de obra local e cuja finalização seja muito importante para o atendimento das necessidades da população", explicou Oliveira, na ocasião.

Educação

Do total das 615 edificações previstas pelo governo, 445 são creches e pré-escolas e 170, quadras esportivas. Apenas nessa área, o investimento do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) é calculado em R$ 383,6 milhões até 2018.

Os governos locais terão até o dia 30 de junho para que as obras estejam em andamento. Aquelas que já apresentam mais de 50% de execução financeira devem ser concluídas até junho de 2018, enquanto as demais têm o prazo marcado para o dia 30 de dezembro de 2018.

PiniWeb - 09 de Novembro de 2016

 
Obra de BRT destaca contribuição do projeto detalhado e da industrialização para cumprimento de prazos

Construção do Move, de Belo Horizonte, foi concluída cerca de três meses antes da Copa

Uma das premissas que norteiam a organização de megaeventos esportivos é o cumprimento dos prazos de execução ou adaptação das instalações. O mundo do espetáculo não admite atrasos. Assim, para garantir a entrega da obra na data certa, a área de planejamento deve otimizar o caminho crítico e exercer um controle rigoroso sobre o cronograma de execução. No período 2013-2014, devido à realização da Copa do Mundo de Futebol no Brasil, essa condição foi imposta e testada permanentemente.

Em Belo Horizonte, uma das cidades- sede do evento, além da modernização do estádio do Mineirão, um dos desafios foi construir o Bus Rapid Transit (BRT). O projeto estrutural do Move, como foi chamado, foi iniciado em janeiro e concluído em março de 2013; a obra, entregue em março de 2014, cerca de três meses antes da Copa. Para que isso acontecesse, dois fatores foram decisivos: a máxima industrialização dos componentes e a concentração da etapa de desenvolvimento do projeto.

O projeto do Move, sistema de Belo Horizonte que integra a infraestrutura de mobilidade e acessibilidade urbana por meio de corredores e estações de ônibus, resultou na realização de projetos para 37 estações de embarque e transferência. Elas são compostas por modelos de estruturas, definidas de acordo com a demanda de passageiros, integração com outros sistemas de transporte, frota operacional (veículos convencionais ou articulados) etc., e estão distribuídas por quatro corredores: Vilarinhos, Pedro I, Antônio Carlos e Cristiano Machado.

Inicialmente, diversos fabricantes de estruturas foram convidados pelo Consórcio Constran/UTC Station para desenvolver protótipos das estações, mas a descentralização excessiva e a diversidade de propostas e padrões se revelaram um empecilho para o cumprimento das metas de prazo e qualidade. Os projetos estrutural, executivo e detalhado das estações de transferência de passageiros ficaram então concentrados, sob a responsabilidade da PI Engenharia e Consultoria, que tomou como referência o projeto básico da Prefeitura Municipal de Belo Horizonte, de autoria do professor Francisco Carlos Rodrigues (UFMG), e o projeto arquitetônico, assinado pelo escritório Gustavo Penna Arquiteto & Associados.

PiniWeb - 03 de Novembro de 2016

 
SindusCon-SP divulga os vencedores do Prêmio BIM de Excelência 2016

Premiação visa incentivar a adoção da Modelagem da Informação da Construção em empreendimentos, empresas e entidades públicas

O Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-SP) divulgou na última semana os vencedores do Prêmio de Excelência BIM 2016, que tinha como objetivo promover e incentivar a adoção da Modelagem da Informação da Construção (BIM) em empreendimentos, empresas e entidades públicas. A premiação é dividida em cinco categorias: Academia, Fornecedor, Projetista, Contratante e Construtor.

Na categoria Academia, o vencedor foi o mestrando da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Romeu da Silva Neiva Neto. Segundo o júri, ele tem uma contribuição relevante, com “tema inovador, ainda pouco explorado do BIM, e o resultado prático atingido”. “É um trabalho acadêmico, que incorpora bastante informação para um acervo técnico, de que o mercado brasileiro tem grande carência. O trabalho também provê inovação, porque é um tema que ainda não foi abordado no mundo acadêmico. Espero que motive outros pesquisadores a estudarem o projeto construtivo, incorporando o BIM”, disse o pesquisador. Confira o trabalho clicando aqui.

Como Fornecedor, o premiado foi o Pormade Portas, pela “inteligência embutida no comportamento dos objetos e a informação disponibilizada nos componentes de sua biblioteca”. “Nós somos os únicos fabricantes de portas que tem uma biblioteca BIM, que possibilita inúmeras combinações entre batentes, guarnições e portas. Conseguimos produtos mais econômicos nós obtemos, por meio da combinação BIM. No momento do projeto podemos montar um batente mais estreito, com uma regulagem maior”, declarou, na ocasião, a diretora de marketing da empresam Beatriz Bolbuck.

Foi considerado o melhor projetista o França & Associados – Projetos Estruturais, que “capacitou colaboradores internos não só para operar, mas também desenvolver plug-ins, templates e componentes. Reestruturou o processo de trabalho interno para a aplicação do BIM, com integração de ferramentas e automatização da documentação, contornando problemas técnicos de forma criativa”. Representando a empresa, Leandro Morila firmou que estão trabalhando no modelo há mais de um ano. “A maior dificuldade na implantação foi nos adaptarmos a uma nova maneira de pensar, mas os benefícios são inúmeros”, disse.

O melhor Contratante ficou com a empresa Empreendimentos Imobiliários Santa Clara Ltda, que apostou no BIM desde o início. “A Santa Clara é uma empresa nova, que desde o início adotou o processo Projeto BIM como meta e isso significou que, da contratação de projetistas, coordenação de projetos, montagem do material para comercialização até a contratação da obra, sempre utilizamos processo BIM, totalmente documentados e definidos em procedimentos e fluxogramas. Nosso trabalho demonstra que uma pequena empresa, que esteja iniciando suas atividades, também pode fazer uso do BIM integralmente”, declarou Sérgio Leusin, representante do negócio.

Na categoria Construtor, a empresa Camargo Corrêa Desenvolvimento Imobiliário (CCDI) levou o prêmio por “Planejamento, documentação e desenho de processos antes de iniciar a implantação do BIM; objetivos claros e investimentos adequados; integração de diversas ferramentas de gestão no escritório e no canteiro e; métricas para medir os ganhos”.

PiniWeb - 03 de Novembro de 2016

 
Expectativa de vendas de materiais de construção segue regular, indica Abramat

Executivos da indústria, entretanto, estão mais otimistas com relação às ações do governo

As vendas de materiais de construção em outubro foram regulares, segundo o Termômetro da Associação Brasileira das Indústrias de Materiais de Construção (Abramat) divulgado nesta terça-feira (1º). Isso porque 5,9% das empresas consideraram o desempenho bom, 58,8% regular, 32,4% ruim e 2,9% muito ruim.

Em novembro, porém, a perspectiva é um pouco mais otimista: 2,9% das empresas das empresas esperam um desempenho muito bom e 17,6% bom, número acima do registrado em outubro. Ainda assim, para 58,9% dos entrevistados o resultado será regular e para 20,6% ruim.

"A indústria de materiais de construção vem apresentando vendas regulares desde junho. Nesse ritmo dificilmente a conjuntura será mudada até o final do ano e será um ano com forte queda", analisou o presidente da associação, Walter Cover.

O executivo atribui o baixo desempenho a fatores como o alto índice de desemprego, a queda na renda das famílias, o crédito escasso e a desaceleração do programa habitacional Minha Casa Minha Vida e das obras de infraestrutura.

As expectativas dos empresários das indústrias de materiais sobre as ações do governo, entretanto, aumentaram consideravelmente. Enquanto em setembro a estimativa otimista era de 15%, neste mês ela chega a 41%.

Por outro lado, a pretensão de investimentos a médio prazo caiu. No mês, apenas 44% dos empresários informaram que pretendiam realizar investimentos. A média histórica é de 70%.

PiniWeb - 03 de Novembro de 2016

 
Aeronáutica busca engenheiros civis e arquitetos para trabalho temporário em 2017

Ao todo, são 15 oportunidades com remuneração mensal de R$ 6,2 mil

O Comando da Aeronáutica está com mais de 400 vagas abertas para a prestação de serviço temporário, sendo 15 direcionadas a engenheiros civis e arquitetos que tenham menos de 45 anos de idade em 2017. A remuneração mensal é correspondente ao posto de Aspirante a Oficial, atualmente de R$ 6.268,00.

Os interessados nas cinco vagas disponíveis para análise de projetos, em Brasília ou em Gama, no Distrito Federal, deverão ter graduação em engenharia civil reconhecida pelo Ministério da Educação (MEC), no mínimo 12 meses de experiência profissional como Gerente de Projeto e registro no Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (Crea).

Há, além disso, três vagas para engenheiros civis no Rio de Janeiro, duas em Manaus, no Amazonas, uma em Brasília ou Gama, no Distrito Federal, e uma em Belo Horizonte, Santa Lagoa ou Confins, em Minas Gerais. Nesses casos, é preciso apenas ter graduação completa na área e registro no Crea.

Os arquitetos podem disputar as duas vagas disponíveis no Rio de Janeiro e uma em Belém, no Pará, desde que tenham graduação em arquitetura e registro no conselho de classe.

O processo de seleção passa pelas etapas de inscrição - que ocorrem até o dia 18 de novembro - avaliação curricular, concentração inicial, inspeção de saúde inicial, concentração final e habilitação à incorporação. Vale lembrar que os candidatos devem terr menos de 45 anos de idade em 2017.

A avaliação curricular acontece no dia 7 de novembro e o seu resultado final será divulgado no dia 20 de dezembro. O início do trabalho é em 20 de fevereiro de 2017.

PiniWeb - 26 de Outubro de 2016

 
Atividade e emprego seguem em queda na indústria da construção

Principal reclamação das empresas é a demanda insuficiente do setor

A Sondagem da Indústria da Construção, divulgada ontem (24) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), aponta que o nível de atividade continua no mesmo ritmo de queda dos últimos meses. Ele chegou a atingir 41,5 pontos em setembro e oscila desde maio, indicando a estabilização do ritmo de queda da atividade, que até então havia mostrado redução.

O indicador Número de Empregados, mostrou comportamento semelhante, chegando aos 39,7 pontos na passagem de agosto para setembro e indicando, além disso, que a queda do número de empregados mantém o seu ritmo há cinco meses.

A escala de pontos varia de 0 a 100, sendo valores abaixo de 50 indicadores de queda e acima, de aumento, sempre em comparação ao mês anterior. Em relação ao usual, o nível de atividade demonstra um nível de queda ainda mais intenso. Em setembro, o índice apresentou 28,5 pontos, demonstrando estabilidade em relação a agosto. Valores abaixo de 50, representam um nível de atividade abaixo do usual para o mês.

A utilização da capacidade de operação também continua baixa, em 57% no mês de setembro, valor um ponto percentual acima do registrado em agosto, mas oito pontos percentuais abaixo da série histórica para o mês.

Neste terceiro trimestre, o indicador de acesso ao crédito passou de 26,3 pontos para 28,0 pontos, o que indica menor restrição. Considerando os últimos dois trimestres, o avanço do índice correspondeu a um total de 4,9 pontos, e reflete a dificuldade de acesso ao crédito, pois mesmo assim permanece distante da linha de 50 pontos.

Um dos principais problemas relatado pelas empresas no trimestre, ainda continua sendo uma insuficiência de demanda interna, tópico lembrado por 38,6% dos participantes. Em seguida, vem a taxa elevada de juros, lembrada por 33,5% dos entrevistados e a elevada carga tributária, resposta de 32,3% das empresas.

Os empresários continuam pessimistas. Em setembro, todos os índices de expectativas para os próximos seis meses mantiveram-se abaixo dos 50 pontos e na comparação com setembro, todos variaram dentro da margem de erro. Eles também se mostraram insatisfeitos com a margem de lucro operacional e com a situação financeira, índices que apresentaram resultados de 32,2 e 35,0 pontos, respectivamente. As variações foram dentro da margem de erro.

O índice de intenção de investimento, entretanto, aumentou para 28,8 pontos em outubro, apesar de continuar baixo. Ele é maior nas grandes empresas, com aumento de 3,6 pontos. Nas médias e pequenas empresas, contudo, permaneceu dentro da margem de erro de dois pontos.

PiniWeb - 26 de Outubro de 2016

 
Pesquisadora avalia impactos ambientais no processo de fabricação de blocos cerâmicos

Durante a execução do trabalho, duas fábricas de bloco cerâmico foram visitadas para a elaboração do inventário de ciclo de vida

A mestranda em Engenharia Civil na Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), Laís David Vinhal, participou do Programa Novos Talentos do IPT com um projeto de avaliação do ciclo de vida (ACV) aplicado à fabricação de blocos cerâmicos estruturais. A proposta dela foi analisar os impactos ambientais gerados durante o período de extração de recursos até a disponibilidade do produto no mercado, sem considerar etapas como distribuição, uso e transformação em lixo ou resíduo.

A fabricação dos blocos consiste em um processo fabril da matéria-prima (argila) chamado "beneficiamento", em que esta primeira é misturada com outro tipo de argila e então é acrescentada água. Na etapa seguinte, é feita a laminação dos blocos (extrusão e corte), a queima - que utiliza lascas de madeira e serragem como combustíveis e a "paletização". A partir daí, os blocos estão prontos para o consumo.

Vinhal buscou quantificar os impactos ambientais gerados por esse processo por meio de indicadores. Ela explica que há diversas maneiras de realizar essa medição. "Isso pode ser realizado mediante a análise do consumo de energia, de água, de matérias-primas e de insumos utilizados na fábrica, como os combustíveis, por exemplo", explica. "Em resumo, queria analisar o consumo de recursos e insumos utilizados durante a fabricação do bloco, por meio da ACV, e avaliar as emissões que esse processo de fabricação produziu e quais etapas da fabricação mais contribuíram para isso".

Para executar o programado, a pesquisadora visitou duas fábricas de bloco cerâmico em São Paulo e elaborou um inventário de ciclo de vida (ICV) para fazer a avaliação de impacto.

Ela considerou categorias como aquecimento global, geração de resíduos, consumo de recursos e a toxicidade humana. Em relação ao aquecimento global, os resultados foram comparados aos europeus, e foi concluído que a fabricação dos blocos é menos danosa no Brasil, em comparação ao continente.

"Medindo os indicadores de impactos ambientais, as empresas podem trabalhar no propósito de aplicar melhorias, ou seja, benefícios para a própria fábrica de maneira a contribuir com o meio ambiente. Assim, com o resultado X de uma categoria, por exemplo, aquecimento global - a empresa pode estabelecer como meta diminuir em 7% este resultado, tornando-se uma referência. Além disso, com o monitoramento dos indicadores as empresas podem utilizá-los como estratégia de marketing, fidelizando seus clientes e despertando interesse de novos clientes", explica Vinhal.

O projeto contou com a orientação no IPT da pesquisadora Luciana Alves de Oliveira, responsável pelo Laboratório de Componentes e Sistemas Construtivos do Instituto.

PiniWeb - 26 de Outubro de 2016

 
Zaha Hadid Architects construirá Centro de Patrimônio Urbano na Arábia Saudita

Projeto é uma interpretação contemporânea da arquitetura vernácula do local

O escritório Zaha Hadid Architects foi o escolhido, por meio de um concurso iniciado em 2015, para construir o Centro de Administração de Patrimônio Urbano, em Diriyah, na Arábia Saudita.

O design do centro considera o seu contexto geográfico e cultural, com foco na interação entre homem e natureza, definida pelo oásis no vale Wadi Hanifah. Este conceito é traduzido com o arranjo das instalações ao redor do átrio, com água no seu núcleo e quatro oásis verdes esculpidos na sua fachada, aparentemente sólida. O revestimento do edifício revela uma camada cuidadosamente perfurada, que protege o interior do sol, enquanto mantém conexões visuais com os arredores.

A inspiração para o projeto do edifício está relacionada à arquitetura vernácula encontrada no local. Por não ser uma cópia, o resultado é uma interpretação contemporânea formada pelas mesmas forças que criaram a arquitetura antiga. Isso inclui o uso de construção em taipa, com paredes finas e pequenas aberturas para o exterior, que protegem a estrutura do calor e do sol.

O local do empreendimento tem 8.780 m² e abrigará a sede do museu do patrimônio, sendo parte das medidas da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) para preservar os patrimônios mundiais no vale Wadi Hanifah. O programa inclui uma galeria de exposições permanente, biblioteca, espaço de leitura e espaços educacionais para grupos de todas as idades. Futuramente, a intenção é que alguma instituição científica conduza pesquisas e documentação dos diversos sítios arqueológicos de Diriyah.

PiniWeb - 19 de Outubro de 2016

 
Santos receberá obras para melhoria da mobilidade urbana

O porto terá intervenções a nível municipal, estadual e federal

O ministro dos Transportes, Portos e Aviação Civil, Maurício Quintella, esteve semana passada no Porto de Santos, onde assegurou para os anos de 2017 e 2018 a realização de obras federais no local.

As intervenções consistem na integração Anchieta-Porto, com o viaduto do Alemoa. A prefeitura afirma que a ligação direta dos caminhões com a área portuária não deverá afetar o fluxo do tráfego na Anchieta e nem a reforma da avenida Perimetral.

O conjunto de obras realizadas no local faz parte de um projeto tripartite de âmbito municipal, estadual e federal. Sob a justificativa de que as obras federais ainda estão em fase de projeto, não foi informada a sua duração, assim como o valor do investimento.

No âmbito estadual, as obras serão realizadas pela Secretaria de Estado de Logística e Transporte, com planejamento da Desenvolvimento Rodoviário S.A (Dersa). A etapa inclui a criação de marginais binárias em cada margem da Via Anchieta, que serão de uso exclusivo dos caminhões. A previsão é que estas intervenções tenham início no primeiro trimestre de 2017, com um custo estimado em R$ 250 milhões.

Também estão prometidas obras que aumentarão a fluidez de água pluvial na Zona Noroeste da cidade, pois o local sofre frequentes inundações provocadas por chuvas intensas e pela elevação excessiva da maré. Além disso, uma parceria entre a União e o Estado assegura a construção de viadutos que permitam a passagem de veículos de um lado para outro da via, além de uma via de mão dupla em frente aos terminais das empresas de retroporto.

Já as obras sob responsabilidade da Prefeitura de Santos consistem, por exemplo, em serviços no bairro São Manoel, como a reconstrução de calçadas, microdrenagens, novo mobiliário urbano, 18 quilômetros de corredores de ônibus e uma ciclovia ligada ao centro. Estima-se que o custo destas intervenções seja de R$ 291 milhões, já liberados em financiamento junto à Caixa Econômica Federal.

A segunda etapa das obras, com custo estimado de R$ 59 milhões, teve a sua licitação aberta durante o mês passado. Ela abrange pavimentação, drenagem, abrigos de ônibus, calçadas com acessibilidade e faixa verde, arborização e paisagismo, novo mobiliário urbano, iluminação led, ciclovia ligando a Avenida Nossa Senhora de Fátima e Martins Fontes e o alargamento definitivo da ponte da Rua Júlia Ferreira de Carvalho. Os bairros afetados por estas intervenções serão: Chico de Paula, Bom Retiro, Saboó e Vila Haddad.

A terceira etapa prevê a construção de dois viadutos para atenuar o trânsito com destino a São Vicente. A licitação deve ser feita no primeiro trimestre do ano que vem.

PiniWeb - 19 de Outubro de 2016

 
Feicon Batimat Nordeste começa amanhã em Olinda

O Fórum do Conhecimento e o Encontro de Negócios serão algumas das atrações da feira

Nos dias 19 a 21 de outubro será realizada no Centro de Convenções de Pernambuco, em Olinda (PE), a 4ª edição da Feicon Batimat Nordeste. O evento organizado pela Reed Exhibitions Alcantara Machado, é destinado a atuantes no setor da construção civil que desejam fazer negócios, networking e atualizar-se profissionalmente.

Paulo Octávio de Almeida, vice-presidente da Reed Exhibitions Alcantara Machado, fala sobre as ótimas possibilidades de negócios que podem ser encontradas no espaço. "A Caixa Econômica Federal, por exemplo, está agendada para participar do Fórum do Conhecimento, oportunidade para visitantes e expositores conhecerem melhor o Construcard, linha de crédito criada pelo Governo Federal em parceria com a Caixa Econômica Federal", exemplifica.

Além da Caixa, o Fórum do Conhecimento terá apresentações de outros expositores e mídias apoiadoras para ampliar a visibilidade sobre os seus produtos, equipamentos e tecnologias.

Outro destaque da feira é o tradicional Encontro de Negócios, onde os compradores previamente selecionados terão horários agendados para a realização de negociações e relacionamentos estratégicos com os expositores. Os compradores também farão parte do Premium Club Plus, que promove benefícios exclusivos ao visitante do evento, com o objetivo de realizar novos negócios.

Também estão programados congressos sobre varejo, arquitetura e construção civil, abordando tendências globais e locais. Todas as palestras serão gratuitas, sem a necessidade de inscrição antecipada.

PiniWeb - 19 de Outubro de 2016

 
Mercado na Grande Rio tem espaço para imóveis econômicos e de alto padrão

Diversidade nos municípios ajuda a atrair empreendimentos de diversos segmentos

Com uma população de quase seis milhões de habitantes, os municípios do entorno do Rio de Janeiro - a chamada Grande Rio - atraem cada vez mais as empresas do setor imobiliário. Enquanto Duque de Caxias e Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, se destacam com empreendimentos econômicos, em Niterói há espaço para o altíssimo padrão. A diversidade da região desponta como uma boa alternativa ao saturado mercado da capital fluminense.

Localizada do outro lado da Baía de Guanabara, Niterói carrega o atrativo de ser o segundo município com maior média de renda domiciliar per capita mensal do Brasil. Além disso, ostenta um Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) de 0,837, o maior do Estado do Rio de Janeiro. Tudo isso gera demanda para o mercado imobiliário, focado principalmente no médio e alto padrão.

"Niterói é uma cidade naturalmente próspera. Sente a crise, mas sente menos que outras cidades. Como a renda per capita é muito alta, isso segura um pouco", explica Jorge Rucas, diretor nacional de negócios da João Fortes Engenharia, empresa que começou a investir na cidade em 2011, depois de um longo período de estudo.

De lá para cá, a incorporadora montou um escritório - que no auge do ciclo possuía 30 funcionários e hoje está com 15 - e já lançou um total de 15 empreendimentos na cidade. "A única empresa que criou uma estrutura para montar lá fomos nós. Começamos de maneira muito enxuta e fomos crescendo conforme os empreendimentos foram sendo desenvolvidos", explica o diretor. Atualmente a empresa possui 192 unidades em estoque na cidade.

Algumas dessas unidades disponíveis estão no Miraggio Charitas, empreendimento de alto padrão lançado pela João Fortes em dezembro de 2014. São apartamentos de três a quatro dormitórios, de frente para o mar, com valores entre R$ 2 milhões e R$ 5 milhões, gerando um Valor Geral de Vendas (VGV) de R$ 152 milhões. Com uma estratégia chamada internamente de "panela de pressão", 60% das unidades foram vendidas no dia do lançamento. "Oferecemos uma condição diferenciada para quem comprasse no dia, o preço era mais barato", informa Rucas.

De acordo com o Índice FipeZap de preços de imóveis anunciados, Niterói possui um dos preços mais altos do Brasil. Em julho, o valor médio do metro quadrado anunciado foi de R$ 7.431, ficando atrás apenas do Distrito Federal (R$ 8.572), São Paulo (R$ 8.625) e do Rio de Janeiro (R$ 10.241). "Niterói sofre a influência do Rio de Janeiro, então a cidade tende a ter o Rio como referência de preços. Em termos de mercado, é como se fosse um bairro de lá", analisa Idemir Carvas, sócio-proprietário da Imobiliária Carvas.

No entanto, o preço médio de Niterói vem caindo nos últimos 12 meses. Levantamento feito pelo Secovi-Rio mostra queda de 1,5% de agosto de 2015 (R$ 7.404) a agosto de 2016 (R$ 7.290). "Por ter um ticket mais baixo do que o da capital fluminense, Niterói acabou sendo uma alternativa muito interessante aos preços mais altos do Rio de Janeiro", explica Leonardo Schneider, vice-presidente do Sindicato da Habitação do Rio de Janeiro (Secovi-Rio). "Você consegue morar na zona nobre em um apartamento de dois quartos compacto por R$ 550 mil. Por esse preço no Leblon, você não consegue comprar unidade de um quarto", afirma Jorge Rucas.

Em Niterói, a região que absorve o produto de alto padrão é a faixa litorânea da zona Sul que abrange os bairros Charitas, Boa Viagem, São Francisco e, principalmente, Icaraí. Este último, aliás, é o bairro com maior volume de lançamentos e vendas da cidade. Com elevada densidade demográfica (33.000 hab/km²) e escassez de espaços para novos lançamentos, a expectativa é que Icaraí sofra uma redução de lançamentos a médio e longo prazos.

O preço médio de tabela por metro quadrado no bairro é de R$ 10,3 mil, segundo estudo do grupo imobiliário Brasil Brokers, que lançou 55 empreendimentos residenciais entre 2010 e 2016 no local. "Fizemos um evento de vendas no final de semana com a presença de 750 famílias. Foram 88 vendas, a maioria delas em Icaraí", conta Bruno Serpa Pinto, vice- presidente de operações para o Rio de Janeiro do grupo e também presidente da Associação das Empresas do Mercado Imobiliário de Niterói (Ademi-Niterói).

PiniWeb - 10 de Outubro de 2016

 
Nova ponte que liga Mato Grosso do Sul a São Paulo é inaugurada

Construção de 1.344 metros de extensão deverá contribuir para a exportação de produtos do Centro-Oeste

O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) inaugurou na última quinta-feira (6) a ponte rodoviária que será uma das principais ligações entre os estados de São Paulo (pela cidade de Castilho) e Mato Grosso do Sul (por Três Lagoas). São 1.344 metros de extensão que devem ajudar o escoamento do tráfego de cerca de 12 mil veículos, que antes tinha de passar de balsa sobre a barragem da Usina Hidrelétrica de Jupiá.

"Nos últimos 15 anos, o eixo Três Lagoas-Campo Grande tornou-se uma rota importante de importação e exportação, decorrente da industrialização da costa leste do Estado. Além de contribuir com a logística, a ponte é importante pelo fato da segurança, pelo tempo médio de passagem na divisa de MS e SP, agilizando o transporte. Isso tudo se traduz em redução de custos", lembra sobre esse aspecto, o secretário de Meio Ambiente e Desenvolvimento Econômico, Jaime Verruck.

Ele promete, ainda, integrar a rota com projetos de estruturação de novas vias e com a área urbana de Três Lagoas, para dar agilidade à passagem de cargas. Esta é a quinta ligação entre os dois estados, separados geograficamente pelo rio Paraná. Ela tinha um investimento inicial previsto em R$ 177 milhões, mas após aditivos, custou R$ 153,8 milhões.

O projeto de estrutura da ponte foi iniciado em 1999, mas sua construção teve início apenas em 2011, com previsão de entrega para 2014. A obra foi concluída em 2015, mas só foi inaugurada nesta semana.

PiniWeb - 10 de Outubro de 2016

 
Feira de EPIs traz soluções de ancoragem para trabalho em andaime suspenso

Empresas investem em equipamentos para resolver nova limitação da NR-35

Os primeiros reflexos positivos no mercado de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) após a publicação do novo Capítulo 5 – Sistemas de Proteção Contra Quedas, da Norma Regulamentadora 35 (NR-35), já puderam ser vistos nos estandes da 21ª Feira Internacional de Segurança e Proteção (Fisp 2016), que acontece até 7 de outubro, no São Paulo Expo Exhibition & Convention Center, em São Paulo.

O novo item 35.5, dado pela Portaria MTb 1.113, de 21 de setembro de 2016, proíbe ligar o talabaste extensor a outro talabarte ou a qualquer elemento adicional de ligação.

O objetivo é acabar com a mais grave irregularidade no uso de EPIs contra queda em andaime suspenso. Para driblar a limitação de mobilidade do trabalhador diante de um extensor bem curto (cerca de 40 cm), muitas obras Brasil afora adotaram por conta própria um prolongador. “O problema é que, em caso de queda, a força de frenagem do sistema (travaqueda deslizante com corda ou cabo de aço como extensor) é bem superior ao projetado pelo fabricante e aprovado pelo Ministério do Trabalho, podendo causar graves lesões”, diz o engenheiro Eduardo Nóbrega, da empresa de Equipamentos Gulin.

Embora seja uma norma que preserva a integridade física do trabalhador em altura, esta proibição agrava por si só o desempenho do operário porque o pequeno comprimento do extensor limite bastante a mobilidade do indivíduo. Além disso, a linha vertical obrigatória é tensionada com um peso de cerca de 7 Kg, o que dificulta ainda mais a movimentação do trabalhador.

A Gulin apresentou como alternativa o Sistema 2G, formado por um travacabo de aço inox com dupla trava de segurança combinado com um travaqueda retrátil com 2 metros de fita sintética retrátil. A ideia é aumentar a autonomia do trabalhador e o conforto de movimentos no desempenho de suas atividades.

Nóbrega explica que o travacabo (dispositivo de ancoragem móvel do travaqueda na linha de vida vertical) permite imediato deslocamento do travaqueda retrátil e pode ser colocado ou retirado da linha de vida vertical que, por sua vez, é feita de corda trançada de poliéster com 16 mm de diâmetro. Segundo ele, o uso do cabo retrátil em parceria com o travacabo ajuda na mobilidade do trabalhador pelo andaime e sua aproximação da fachada.

Pelas normas, o travaqueda deve ser conectado à argola dorsal ou frontal do cinturão paraquedista sem acréscimo de nenhum outro componente. E os andaimes suspensos devem dispor de sistema de fixação para o cinto de segurança em estrutura independente da estrutura do andaime.

Além disso, não só a execução dos serviços da obra mas também as atividades de montagem e desmontagem de andaimes devem ser realizadas por trabalhadores utilizando cinturão de segurança tipo paraquedista, dotados de duplo talabarte ou talabarte "Y", com ganchos de abertura de, no mínimo, 5 centímetros.

Mais novidades

A 2AJ Equipamentos de Segurança também investiu em apresentar na Fisp soluções de segurança em trabalho em altura e em espaço confinado. A empresa, especializada em engenharia de projetos, está lançando um modelo de trava-quedas retrátil automático, que conta com sistema de liberação e recolhimento do cabo de aço através de controle remoto.

Já as linhas de vida horizontal permanente de proteção em altura Söll SafeLine 2.0, da Honeywell, funcionam como um sistema de ancoragem para uso de até três trabalhadores. Podem ser utilizadas como ponto de ancoragem para operações de resgate e, em caso de queda, além de zelar pela integridade do trabalhador, evita a ocorrência de danos estruturais.

A solução também incorpora um absorvedor de energia de alta performance, com tecnologia patenteada, capaz de garantir a dispersão de forças geradas por uma queda.

PiniWeb - 10 de Outubro de 2016

 
Sinapi sobe 0,26% em setembro, aponta IBGE

Custo por metro quadrado ficou em R$ 1.014,80, sendo R$ 530,97 correspondentes a materiais e R$ 483,83 a mão de obra

O Índice Nacional da Construção Civil (Sinapi) subiu 0,26% em setembro, ficando 0,02 ponto percentual (p.p.) acima ao de julho (0,24%). A taxa variou 5,34% em um ano e 5,98% em 12 meses, o que significou estabilidade em comparação aos 12 meses imediatamente anteriores. Em setembro de 2015, o índice também havia sido de 0,26%.

O custo nacional da construção ficou em R$ 1.014,80 por metro quadrado em setembro, superando o valor de agosto, de R$ 1.012,16. Do resultado apresentado no último mês, R$ 530,97 são relativos a materiais, e R$ 483,83, a mão de obra.

A parcela relativa aos materiais apresentou variação de 0,59%, subindo 0,62 p.p. em relação ao mês anterior (-0,03%). De janeiro a setembro, os materiais apresentaram acumulado de 2,87% e em 12 meses, de 3,59%.

A mão de obra variou -0,10%, com decréscimo mensal de 0,63 p.p. e variou, desde o começo do ano, 8,14%. Em 12 meses, o aumento foi de 8,69%.

A maior variação regional foi observada na região Centro-Oeste (0,48%), seguida pelo Norte (0,33%), Nordeste (-0,07%), Sudeste (0,46%) e Sul (0,18%). Os custos regionais, por m², foram R$ 1.021,41 (Norte); R$ 939,23 (Nordeste); R$ 1.064,76 (Sudeste); R$ 1.036,62 (Sul) e R$ 1.030,18 (Centro-Oeste).

Roraima foi o estado a apresentar a maior variação mensal (5,52%), devido ao reajuste salarial do acordo coletivo. Em seguida, o Distrito Federal (1,59%), devido a um aditivo na convenção coletiva.

O Sinapi é calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em parceria com a Caixa Econômica Federal.

PiniWeb - 05 de Outubro de 2016

 
Pressão de custo deve ditar ritmo do mercado residencial em 2017

Expectativa é de leve queda nos preços e demanda crescente na baixa renda

Os preços no mercado residencial devem apresentar uma ligeira queda no próximo ano, segundo João da Rocha Lima Jr, professor titular do Núcleo de Real Estate da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP). A pressão de custo será forte, principalmente nas capitais como São Paulo, onde existem fatores locais como outorgas, acrescentou. Um pequeno avanço nos preços deve se seguir em 2018, acelerando em 2019.

Fora do Sistema Financeiro da Habitação (SFH), Rocha Lima Jr. destacou que o custo do funding deve subir e pressionar os preços dos imóveis. "Futuramente é provável que o INCC ande acima do IPCA", afirmou.

Apesar do cenário cauteloso, para o diretor de Relações Institucionais da Cury, Ronaldo Cury, é importante lembrar que a demanda da baixa renda no País continua imensa. "O déficit habitacional tem caído, mas agora depende do crédito", enfatizou. Segundo o executivo, a Cury tem projetos que só irão seguir adiante se o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) continuar financiando.

Incertezas

Cauteloso, o executivo observou que ainda temos algumas incertezas no ar e a principal delas é a política. "Quem será o próximo presidente do país? O que pensa com relação ao Minha Casa, Minha Vida (MCMV) e sobre financiamento para o setor? Ninguém tem essa resposta".

Sobre lançamentos futuros Cury aconselhou: só lance um empreendimento se tiver o PJ contratado e só venda com o crédito aprovado pela instituição financeira. "Isso te proporciona o foco necessário para garantir preço, prazo e qualidade". Para 2017, a Cury prevê resultado semelhante ao deste ano, com receita próxima de R$ 600 milhões e margem de R$ 120 milhões.

Sem expectativa de retração na demanda, o co-head de Real Estate da Valora Gestão de Investimentos, Alessandro Vedrossi não vê motivos para uma queda nos preços, em especial na cidade de São Paulo. "Não há condições para isso. O que existe é uma contínua pressão de preços, relacionada ao custo de produção, o que nos levará a um mercado menor", observou. Segundo ele, o mercado imobiliário paulistano deve estabilizar em níveis de 2004/2005, com vendas em torno de 25 mil unidades.

Rocha Lima Jr., Cury e Vedrossi participaram de debate sobre expectativas para o mercado residencial durante a 16ª Conferência Internacional da Sociedade Latino Americana de Estudos Imobiliários (Lares), em São Paulo na última quinta-feira (29).

PiniWeb - 05 de Outubro de 2016

 
Sorocaba, no interior de São Paulo, vende 15 mil imóveis residenciais novos nos últimos 36 meses

As unidades mais comercializadas foram aquelas entre 46 e 65 m², que tiveram VSO de 67%

Nos últimos 36 meses (de outubro de 2013 a setembro de 2016), foram vendidos 9.129 imóveis residenciais na cidade de Sorocaba, no interior de São Paulo. Também foram realizadas 15.025 vendas, segundo o Estudo Secovi do Mercado Imobiliário de Sorocaba, apresentado na semana passada pelo Sindicato da Habitação do Estado de São Paulo (Secovi-SP).

Se analisadas por quantidade de dormitórios, as unidades mais vendidas e lançadas foram aquelas com dois dormitórios econômicos (5.504 vendas e 10.509 lançamentos), seguidas pelas de três dormitórios (1.030 vendas e 1.812 lançamentos). O maior índice Venda Sobre Lançamentos (VSO) foi registrado em imóveis de um dormitório econômico (67%).

Quanto à área útil, destacaram-se os imóveis entre 46 e 65 m², que totalizaram 8.359 lançamentos, 5.585 vendas e VSO de 67%. Em seguida, aqueles com menos de 45 m² apresentaram 4.081 lançamentos, 2.065 vendas e VSO de 51%. Os apartamentos com mais de 180 m² chamaram a atenção, assim como aqueles entre 131 m² e 180 m², pelo elevado VSO: 89% e 68%, respectivamente.

Os imóveis mais lançados e mais vendidos foram aqueles com preço menor a R$ 215 mil, com 11.023 lançamentos e 6.972 vendas. Eles apresentaram VSO de 63%, e foram seguidos pelas unidades entre R$ 215 mil e R$ 350 mil. Elas obtiveram 2.396 lançamentos e 1.311 vendas, além de um VSO de 55%. O VSO mais elevado no período de 36 meses foi aos apartamentos acima de R$ 750 mil (65%).

Foram registrados 4.809 lançamentos em 2012, número que aumentou 46% em 2013, quando foi para 7.035. Ele encolheu 8% em 2014 (foi para 6.448), mas voltou a subir (8%) em 2015, chegando a 6.952 unidades lançadas.

Quanto aos lançamentos, foi analisado o preço em tipologia de apartamento. Aqueles com um dormitório foram os mais caros (R$ 6.004 o metro quadrado), seguidos pelos de quatro dormitórios (R$ 5.728) e pelos de três (R$ 4.257).

PiniWeb - 05 de Outubro de 2016

 
Após inundação, auditório de universidade americana é reconstruído com projeto do Pelli Clarcke Pelli Architects

Inspirado na área verde que compõe seu arredor, edifício busca conquistar o selo Ouro do Leed

Foi inaugurado no mês passado o novo Auditório Hancher, na Universidade de Iowa, nos Estados Unidos, com o projeto do Pelli Clarcke Pelli Architects. O espaço havia sofrido danos por uma inundação em 2008 e foi reconstruído. Esse é o primeiro dos quatro prédios concluído.

O design foi inspirado na área verde que compõe a região do auditório. Os cantilevers de formas paralelas na extremidade sul da construção compõem estruturas em balanço para o lobby e um terraço no segundo nível. Há paredes de vidro do chão ao teto abaixo dos cantilevers, que oferecem vistas panorâmicas do campus.

As formas, cores e materiais da edificação complementam o seu adjacente, o Levitt Center. O revestimento da estrutura principal do Hancher é de telha de aço inoxidável, com acabamento acetinado escovado. A sala de ensaio tem uma forma cúbica, revestida em alvenaria de cor clara.

O espaço principal, o teatro, tem 1.800 assentos, e abrigará apresentações de música, dança, ópera e teatro. O edifício também terá espaços de ensino, ensaios, escritórios e lojas. Ele tem um design sustentável eficiente e tem como objetivo conquistar o selo Ouro do Leed (Leadership in Energy and Environmental Design, na sigla em inglês).

PiniWeb - 28 de Setembro de 2016

 
Falta de informações e insegurança jurídica permeiam descontaminação de solo

Capa da próxima edição da Construção Mercado traz respostas para um dos maiores problemas de construtoras e incorporadoras na busca de terrenos em grandes cidades

A edição de outubro da revista Construção Mercado trará uma reportagem sobre as dificuldades de remediação de áreas contaminadas. Entre os principais obstáculos, a falta de informações claras, a insegurança jurídica e os preços elevados dificultam o processo e fazem até construtoras e incorporadoras desistirem da descontaminação mesmo após a compra do terreno.

Na reportagem serão desatados os grandes nós desse problema, como os custos envolvidos, as responsabilidades das partes envolvidas e os riscos e oportunidades. Quem é assinante da revista já pode acessar a reportagem completa antecipadamente aqui.

Algumas dúvidas são explicadas na entrevista abaixo, com o mestre em geologia ambiental, Alexandre Soares, gerente de projetos sênior em serviços de remediação da Aecom do Brasil.

Como a empresa avalia o cenário atual de remediação do solo no Brasil?

O serviço de remediação de áreas contaminadas no Brasil ainda se encontra em fase de desenvolvimento e aprimoramento. Ainda existe certo desconhecimento por parte do empresariado e dos proprietários de áreas sobre a legislação e as melhores práticas para lidar com eventuais passivos ambientais e evitar maiores responsabilidades para os envolvidos.

Nesse sentido, ainda existem diversas áreas contaminadas no Brasil desconhecidas, que ainda carecem de uma avaliação preliminar e investigação confirmatória para determinar se existe ou não alguma contaminação e determinar sua natureza. Normalmente essas atividades, que são as mais recomendadas para se identificar um eventual passivo ambiental, somente são realizadas ao tempo de alguma transação imobiliária ou em razão de fiscalização dos órgãos governamentais. Não há ainda, na maior parte dos casos, uma cultura de avaliar pró-ativamente determinadas áreas.

É importante destacar que uma área contaminada não é necessariamente um empecilho para o seu reuso. Essas áreas podem ser, inclusive, uma grande oportunidade de aquisição de área a baixo custo. Entretanto, é muito importante que o uso dessas áreas seja planejado de acordo com o grau de contaminação e sejam aplicadas medidas de intervenção que reduzam a contaminação e os riscos de exposição aos futuros receptores, de forma a viabilizar este reuso. A realização da avaliação de risco é uma ferramenta chave na avaliação da viabilidade deste reuso.

Do ponto de vista regulatório é importante ressaltar que a legislação ambiental brasileira passou recentemente por mudanças e ainda requer consolidação e regulamentações estaduais, ainda em implementação em muitos estados brasileiros. Com isso, nesse ínterim, muitas das decisões ficam a cargo dos órgãos ambientais e, em alguns casos, algumas decisões são questionadas pelo Ministério Público, o que pode criar certa insegurança jurídica. Essas divergências de abordagens e conceitos podem causar inseguranças em muitos empreendedores que temem adquirir áreas contaminadas, investir em sua recuperação e ter o processo questionado posteriormente.

Ainda na questão regulatória, a falta de mais exigências técnicas ou certificações para as empresas e consultores que atuam no setor dificulta a evolução do mercado, tanto do ponto de vista de qualidade, como de novas técnicas ou tecnologias, que normalmente exigem investimentos.

A atual crise é outro desafio do setor, uma vez que o impulso imobiliário incentivou muito a remediação na última década. As construtoras viam antigas áreas industriais como uma grande oportunidade de negócio devido ao seu baixo custo por metro quadrado e proximidade a grandes avenidas ou meios de transporte, e tinham a intenção de remediar em curto período de tempo (entre 2 e 4 anos) para entrega de empreendimentos. A mudança de uso alavancou muito a reutilização de áreas contaminadas, tendo sido uma grande ferramenta para o conhecimento e recuperação de áreas contaminadas.

Qual o tipo de contaminação mais frequente?

O tipo de contaminação mais frequente ainda é relacionado com postos de serviços (postos de gasolina) que são muitos, estão presentes em grande parte das áreas habitadas e muitas vezes são antigos e não possuem mecanismos de controle tão modernos quanto grandes áreas industriais. Já nas áreas industriais, os compostos organoclorados, muito utilizados em solventes, são um dos principais contaminantes.

Qual a faixa de preço de remediação por metro quadrado?

O preço de uma remediação seria mais bem representado por volume (metro cúbico) do que por área (metro quadrado) já que uma eventual contaminação pode se infiltrar no solo em profundidades distintas, dependendo da geologia e hidrogeologia local. Esse custo também pode variar muito dependendo do tipo de contaminante, tecnologia empregada, tempo disponível para a conclusão da remediação, etc. Considerando essas variáveis e medida atual (metro quadrado), este custo pode variar de R$ 500 a R$ 15 mil por metro quadrado.

É muito importante ressaltar que não existe uma solução que se aplique e que tenha a melhor relação custo/benefício para todos os casos. Desta forma, é muito importante o investimento em uma Investigação ambiental criteriosa e detalhada para determinar se existe ou não a contaminação e quais suas características. Quanto melhor e mais preciso o entendimento do problema, mais fácil e, consequentemente, menos custosa será a solução do mesmo. Uma recomendação importante é de que as remediações propostas sejam testadas em pequena escala para assegurar que funcionem para o caso em particular antes de investir em larga escala em determinadas soluções. Desta forma, a análise de viabilidade e o teste de tratabilidade são essenciais para que o valor investido na remediação alcance os objetivos pretendidos, como, por exemplo, custo e tempo.

É muito importante que as etapas de investigação, remediação e monitoramento pós-remediação sejam levadas em consideração no custo de aquisição da área, no cronograma de obra e nos custos do empreendimento.

Quais são as principais dificuldades de trabalhar com remediação de solo no Brasil?

As principais dificuldades encontradas no Brasil são a falta de consolidação de regulamentos relacionados à legislação mais recente, falta de incentivos governamentais no redesenvolvimento de áreas contaminadas, poucos fornecedores, falta de tecnologias nacionais a custos acessíveis e elevadas taxas de importação de produtos e equipamentos.

PiniWeb - 28 de Setembro de 2016

 
Custo da construção tem variação de 0,55% em setembro, segundo FGV

Resultado do INCC-M foi influenciado principalmente pela alta da mão de obra no período

A variação do Índice Nacional de Custo da Construção - Mercado (INCC-M) foi de 0,37% em setembro, resultado acima do apresentado no mês anterior (0,26%). Quanto aos componentes do indicador, materiais, equipamentos e serviços cresceram 0,16% e mão de obra, 0,55%. A pesquisa foi divulgada nesta terça-feira (27) pelo Instituto Brasileiro de Economia (IBRE) da Fundação Getúlio Vargas (FGV).

Dentro de materiais, equipamentos e serviços, materiais e equipamentos cresceu 0,25%, o que demonstra à taxa de agosto (0,26%). Dos quatro subgrupos componentes, três apresentaram acréscimo, destacando-se os materiais para acabamento, cuja variação passou de -0,25% para 0,10%. Os serviços apresentaram, por sua vez, queda. A variação foi de 0,28% em agosto para -0,15%, em setembro. O subgrupo que mais contribuiu para isso foi o de projetos - sua taxa diminuiu de 0,84% para -0,15% no período.

A mão de obra variou acima do apresentado no mês anterior. São 0,55% em setembro, ante os 0,26% em agosto. Isso se dá, principalmente, pela primeira parcela de reajustes salariais de Brasília, e pelo início da captação da segunda parcela do reajuste salarial de São Paulo, praticado em janeiro deste ano.

Em comparação ao mês anterior, Brasília e São Paulo apresentaram aceleração em suas variações: de 0,27% para 2,52% e de 0,05% para 0,20%, respectivamente. Por outro lado, houve taxas menores em Salvador (de 0,83% para -0,10%), Belo Horizonte (de 0,29% para 0,08%), Recife (de 0,17% para 0,03%), Rio de Janeiro (de -0,02% para -0,08%) e Porto Alegre (de 0,83% para 0,25%).

PiniWeb - 28 de Setembro de 2016

 
Impermeabilização de lajes deve ter projeto integrado e sistema avaliado

Veja quais cuidados devem ser tomados no projeto, escolha de produtos e adoção do sistema

Optar por uma laje aparente significa ter uma preocupação especial com a ação de intempéries. Sem a proteção oferecida por telhas, deve-se empregar um sistema eficiente de impermeabilização, planejado desde a fase de projeto. Outro cuidado é garantir que o sistema escolhido corresponda adequadamente às especificações de cada obra: 'De forma geral, para coberturas não transitáveis e de pequenas dimensões, o mais indicado é a impermeabilização com produtos acrílicos de cores claras, que refletem a radiação solar, reduzindo a temperatura sob a laje. Já para lajes maiores e transitáveis é recomendada a utilização das mantas asfálticas', explica a arquiteta Cirene P. Tofanetto, gerente técnica da Viapol.

Projeto

O projeto de impermeabilização deve ter clareza ao especificar a interação com elementos de instalações, como por exemplo o percentual de caimento em relação a ralos e calhas. Quando se trabalha com manta asfáltica e o produto precisa ser aquecido é necessário especificar a temperatura. Outras situações envolvendo a aplicação de mantas é considerar no projeto informações sobre a dimensão das peças e o sentido de aplicação.

Segundo o engenheiro José Miguel Morgado, diretor-executivo do Instituto Brasileiro de Impermeabilização (IBI), o projetista de impermeabilização deve trabalhar em conjunto com os responsáveis pelos projetos de arquitetura, estrutura, hidráulica e demais sistemas. 'A total compatibilização do projeto de impermeabilização garante que não haverá prejuízos à impermeabilização, como problemas de caimentos e ralos.'

PiniWeb - 21 de Setembro de 2016

 
Prefeitura de São Paulo lança concurso público nacional de ideias para mobiliário urbano da cidade

Estão inclusos nove elementos na competição, como abrigo em ponto de táxi, família de balizadores e de guarda-corpos, por exemplo

A Prefeitura de São Paulo, por meio da São Paulo Urbanismo, está promovendo o concurso público nacional de ideias para elementos de mobiliário urbano da cidade de São Paulo. São eles: quiosque multiuso, sanitário público, abrigo em ponto de parada de táxi, família de bancos, família de papeleiras, bebedouro duplo, família de paraciclos, família de balizadores e família de guarda-corpos.

A iniciativa visa selecionar os melhores projetos para nove elementos ou famílias de elementos do mobiliário urbano da cidade. Segundo o órgão municipal, a competição também serve como meio de debate sobre o ordenamento e qualificação da paisagem urbana, e abre espaço para a participação de profissionais especializados para subsidiar o processo de seleção e homologação dos elementos.

Os interessados poderão participar individualmente ou em equipes. No caso da participação coletiva, o grupo deverá ser representado por um de seus integrantes, que seja de naturalidade brasileira, maior legal de 18 anos, em pleno gozo de seus direitos civis, legalmente formado e diplomado, e em pleno gozo de seus direitos profissionais. Ele deverá ser correspondente aos cursos de arquitetura e urbanismo, engenharia (nas modalidades mecânica e civil), ou design, design de produto e design industrial. Os demais membros não serão exigidos quanto à formação acadêmica.

Não poderão participar do processo dirigentes e funcionários, servidores ou comissionados, ativos, vinculados à Prefeitura de São Paulo, seja de administração direta ou indireta. Também estão impedidos seus sócios, assistentes, colaboradores, diretores ou parentes até o segundo grau.

A premiação para o 1º, 2º e 3º colocados será de: R$ 70 mil, R$ 30 mil e R$ 20 mil, respectivamente. Poderão ser escolhidas ainda menções honrosas, sem remuneração em dinheiro.

As inscrições estão abertas até o dia 30 de outubro, assim como consultas e esclarecimentos. As propostas serão recebidas até o dia 8 de novembro e o resultado será revelado no dia 23 do mesmo mês.

PiniWeb - 21 de Setembro de 2016

 
Governo de São Paulo disponibiliza na internet mapa com empreendimentos residenciais aprovados no estado

Ferramenta permite visualizar áreas em processo de ocupação e comparar com ofertas de serviços públicos, como saúde e transporte

A Secretaria de Estado de Habitação lançou um mapa online com 1.038 empreendimentos residenciais de todo o estado de São Paulo, analisados pelo Grupo de Análise e Aprovação de Projetos Habitacionais do Estado de São Paulo (Graprohab). A ideia é ampliar a transparência nos processos de aprovação estaduais e contribuir nos estudos de viabilidade de obras em geral.

De acordo com o governo, o mapa também pode ser considerado uma ferramenta de gestão pública, já que permite visualizar áreas em processo de ocupação e comparar com a oferta de serviços públicos, como as redes escolar e de saúde, sistema viário, estações de Metrô e da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM). Além disso, é possível saber o zoneamento da área e se ela está reservada para proteção ambiental.

Os dados apresentados também revelam características sobre o terreno analisado, como número de unidades habitacionais, metragem, cidade e região. As informações estão disponíveis por meio de plataforma aberta.

Os empreendimentos presentes no mapa são, inicialmente, das Regiões Metropolitanas de São Paulo, Campinas e Baixada Santista (desde 2009), do Vale do Paraíba e Litoral Norte (desde 2012) e da Região Metropolitana de Sorocaba (desde 2013).

PiniWeb - 21 de Setembro de 2016

 
Construtoras de todo o Brasil se mobilizam para encontrar saídas para o descolamento cerâmico

Veja a opinião de construtoras, fornecedores e consultores sobre um dos mais graves problemas técnicos enfrentados pelo setor nos últimos anos

Um grave problema tem tirado o sono das construtoras de todo o País: desde 2012, placas cerâmicas assentadas em paredes internas de empreendimentos em construção ou já entregues têm descolado e caído precocemente. Em São Paulo, os primeiros relatos de descolamento cerâmico reportaram ocorrências com peças produzidas entre 2010 e 2011. Mas foi no final de 2014 e início de 2015 que os casos se avolumaram, ganhando a atenção de outros Estados. 'O assunto é muito sério e de repercussão nacional', adverte Paulo Sanchez, vice-presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-SP).

No ano passado, uma reunião do Comitê de Tecnologia e Qualidade (CTQ) do SindusCon-SP despertou os construtores para a dimensão do problema. 'Naquele dia, 60% dos seus integrantes confirmaram enfrentar patologias semelhantes, mas todos ainda tratavam a situação de forma isolada', conta Sanchez.

Na maioria dos casos, o revestimento cerâmico estufa e as placas se soltam da parede. 'Já sabemos que ocorre não o arrancamento, mas o cisalhamento entre a placa cerâmica e a argamassa após um processo de expansão por umidade (EPU) elevadíssimo. Este fenômeno nos parece hoje a evidência maior do que está gerando o problema de desplacamento', define Yorki Estefan, coordenador do CTQ e diretor da construtora Conx.

PiniWeb - 14 de Setembro de 2016

 
Ibape-MG divulga diretrizes para entrega e recebimento de obras da construção civil

Objetivo é que os conflitos entre os envolvidos no processo de vistoria sejam reduzidaos

O Instituto Brasileiro de Avaliações e Perícias de Engenharia em Minas Gerais (Ibape-MG) acaba de lançar um documento normativo para a Vistoria de Entrega e Recebimento de Obras Civis. O documento conta com conceitos, terminologias, convenções, notações, critérios e procedimentos relativos à atividade. Espera-se que, com a medida, os envolvidos no processo da vistoria sejam resguardados, e que a quantidade de conflitos seja reduzida.

Entre os temas abordados, o documento trata de assuntos como detalhes da metodologia (formas de contratação de serviço, vistoria de entrega e de recebimento, áreas comuns, unidades autônomas e documentação, por exemplo), generalidades (atribuições profissionais, terminologias, objetos de vistoria), e a elaboração do laudo técnico (tópicos exigíveis, checklist e relatório fotográfico).

Segundo Clémenceau Chiabi, presidente do Ibape-MG, a criação do material deu-se a partir de diversos encontros entre os profissionais da área, que queriam agrupar todas as informações importantes necessárias à sua criação. "Esses documentos técnicos têm se mostrado importantes ferramentas para dirimir quaisquer dúvidas sobre o estado físico da edificação no ato do seu recebimento, para registrar as etapas construtivas executadas de uma obra no ato da sua entrega, e ainda, para verificar se o que foi negociado entre as partes foi efetivamente cumprido pela incorporadora/construtora", comenta Chiabi.

O ideal é que a vistoria seja realizada por um profissional de engenharia ou arquitetura, especializado em perícias. Ele deve ser capaz de identificar possíveis deficiências, acompanhado de um representante da construtora e do comprador.

O trabalho técnico é apresentado em um laudo de vistoria, que oferece subsídios para garantir o recebimento da unidade dentro dos padrões aceitáveis de qualidade. Para Clémenceau Chiabi, "O objetivo do trabalho do perito nesses casos é proporcionar plena segurança na utilização das edificações, diminuir o índice de acionamento da assistência técnica pós-obra e aumentar a satisfação do consumidor".

PiniWeb - 14 de Setembro de 2016

 
Athié Wohnrath transforma galpão industrial em nova sede de 33 mil m³ do Mercado Livre em São Paulo

Projeto recebeu investimentos de R$ 105 milhões para abrigar dois mil funcionários, espaços de alimentação, lazer e descanso e uma grande área verde

O Mercado Livre inaugurou no fim de agosto sua nova sede no Brasil, chamada de Melicidade, localizada na cidade de Osasco, na divisa com São Paulo. Com projeto de Athié Wohnrath, o espaço de 33 mil m² é localizado em uma antiga indústria. O investimento foi de R$ 105 milhões.

Em um ano de obras, a antiga indústria foi retrofitada, mas manteve seus aspectos originais. Para isso, foram escolhidas cores que remetessem ao ambiente industrial, e, ao mesmo, tempo, ao logo da empresa. Elas foram implementadas no espaço de forma sobretudo artística, através do mobiliário, de esculturas, e principalmente, de trabalhos de grafiteiros brasileiros e argentinos, como Timoteo Lacroze, Rimón Guimarães, Mart Aire e João Lelo.

A única área realmente construída foi a dos mezaninos, que permeiam toda a lateral do galpão, com 4,5 mil m² de área de trabalho compartilhada. O novo espaço já surge com possibilidade de aumento de contingente, um dos motivos que motivaram a mudança do Mercado Livre para o local. "O projeto já nasceu prevendo crescimento", afirma a o arquiteto responsável pela obra, Sérgio Athié, da Athié Wohnrath.

Esse crescimento é coberto por medidas como o compartilhamento de mesas, em que um lugar pode ser utilizado por até três pessoas, desde que em períodos diferentes, por exemplo.

Elaborado em parceria com o argentino Estúdio EI, e em coautoria das arquitetas Paula De Elia e Milagros Irastorza, o projeto arquitetônico da Melicidade é composto por três partes que ajudam a organizar os espaços. O Bloco A é formado pela principal área de trabalho, composta pelo aproveitamento do térreo e pelo mezanino. Também estão presentes na área a cafeteria, a biblioteca e uma arquibancada com capacidade para 100 pessoas, que permite grandes reuniões. Áreas informais para relacionamento e trabalho, com móveis de estilos variados, também podem ser encontradas no ali, além de um auditório com capacidade para 200 pessoas e uma sala de treinamento para funcionários e clientes, com 100 lugares.

Na parte B, um restaurante com capacidade para 450 pessoas é o destaque, além da área verde localizada a sua frente, com um deck de madeira, cadeiras de sol e espreguiçadeiras.

O Bloco C também é conhecido como Meli Mall. Nele, estão dispostos os equipamentos de lazer e descanso, como academia, salão de jogos, serviços de manicure, massagem, consultório médico e quadra poliesportiva.

"A Melicidade foi projetada com base em três objetivos: encantar talentos, aproximar-se de parceiros e clientes e promover sustentabilidade", explica o presidente do Mercado Livre no Brasil, Helisson Lemos. Sérgio Athié, inclusive, afirmou que, após o lançamento da nova sede, aumentou a demanda de pessoas procurando empregos no local, além do feedback positivo dos que ali já trabalhavam.

A sustentabilidade, por sua vez, pode ser percebida como uma preocupação de destaque na elaboração do projeto, já que o novo espaço conta com 2 mil painéis fotovoltaicos, capazes de gerar metade da energia distribuída pelo complexo; iluminação 100% automatizada, com 2,8 mil lâmpadas LED, que reduzem em até 75% o consumo de energia, a grandes aberturas e janelas.

Do ponto de vista do uso da água, foram implementados quatro tanques de água de reuso, reaproveitada da chuva. Ela servirá para a irrigação dos jardins e abastecimento das bacias sanitárias. O carpete disposto nos locais de trabalho foi produzido a partir de produtos reciclados, e há uma composteira que transforma os restos de comida do restaurante em adubo, doado ao projeto social Hortas de Osasco. O espaço também conta com estacionamento com 400 vagas, e sistemas de carona são incentivados pela empresa.

A obra durou cerca de um ano, e contou com a mão de obra de 1.500 profissionais. Da área total (33 mil m²), foram 17 mil m² construídos, e 22 mil m2 de áreas abertas. A estrutura anterior era pré-moldada, e foram adicionados os mezaninos metálicos, além de toda a estrutura de ar condicionado.

A praça central é revestida de placas cimentícias, que garantem ainda mais o aspecto industrial do projeto e mostra-se mais resistente. Nas áreas de trabalho, foram implementados carpetes, que garantem maior conforto acústico, com elementos de madeira, material mais acolhedor, também utilizado no auditório.

PiniWeb - 14 de Setembro de 2016

 
Michel Temer anuncia concessão ou venda de 32 projetos de infraestrutura por meio do Programa de Parcerias de Investimentos

Recém lançado, PPI tem como objetivo a realização de obras na área por meio de parcerias com o setor privado

O presidente Michel Temer lançou nesta terça-feira (13) o Programa de Parcerias de Investimento (PPI), que tem como objetivo a realização de investimentos na área de infraestrutura por meio de parcerias com o setor privado. No mesmo dia, o Governo Federal anunciou concessão ou venda de 32 projetos de aeroportos, terminais de carga, rodovias, ferrovias, hidrelétricas, empresas de água e esgoto, áreas de mineração e distribuidoras antes administradas pela Eletrobras (veja lista completa abaixo).

Uma das medidas que serão adotadas a partir da implementação do programa diz respeito à licença ambiental. "Uma exigência nova que vai ser posta é que só vai se poder publicar edital quando se tiver a licença ambiental prévia, para que essa questão ambiental seja analisada, deliberada na partida, e não ficar rolando ao longo dos anos, como foi, em todas as áreas de infraestrutura, nos anos anteriores", assegura o secretário-executivo do PPI, Moreira Franco.

O Projeto Crescer, pertencente ao PPI, reforma, de acordo com o governo, o modelo de concessões, de modo a aumentar a concorrência entre empresários e a transparência dos contratos. O governo também pretende, por meio do projeto, possibilitar oportunidades de negócios e ajudar o Brasil e retomar o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB).

Ele é baseado em 10 diretrizes, que buscam evitar aditivos contratuais e reequilíbrios excessivos. Para ampliar a segurança jurídica, os contratos deverão ter indicadores claros, com cláusulas de desempenho que fixarão a qualidade do serviço. Os investidores saberão qual meta atingir.

As agências reguladoras terão um papel efetivo no processo, e os editais serão lançados apenas após passarem por um debate público e obterem o aval do Tribunal de Contas da União (TCU). Como forma de incentivo aos investimentos estrangeiros, todos os editais serão publicados em português e em inglês.

Ficou estabelecido que o prazo entre o lançamento do edital e o recebimento das propostas será superior a 100 dias, o que permitirá a participação de um maior número de investidores.

"A ideia básica desse Programa de Parcerias de Investimento visa, em primeiro lugar, ao crescimento econômico do País, mas, como consequência natural, é a abertura de empregos", disse Temer. O presidente também ressaltou a abertura da oportunidade de concessões como forma de descentralização da administração. "O poder público tem que ter a presença da iniciativa privada, sempre como agente indutor do desenvolvimento e de empregos no País", afirmou.

O PPI foi aprovado pela Câmara dos Deputados no fim de agosto e pelo Senado Federal na última sexta-feira (9). Ele foi criado com a justificativa de tornar as concessões públicas realizadas no país mais ágeis, além de eliminar entraves burocráticos e excesso de interferências do estado.

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostrou-se otimista com o programa. Em reunião com o presidente da República, o presidente da entidade, Robson Braga de Andrade, reforçou a importância da iniciativa. "Falamos da necessidade de que o governo tenha parceiros em setores, não só como nos aeroportos, mas também em portos, petróleo, gás e energia", disse.

Concessões anunciadas

Já nesta terça-feira (13) foram aprovados três projetos de concessão, a cargo das empresas de saneamento Companhia Estadual de Água e Esgoto do Rio de Janeiro (Cedae), Companhia de Águas e Esgotos do Estado de Rondônia (Caerd) e Companhia de Saneamento do Pará (Cosanpa). Foram qualificados, também, cinco projetos nos setores rodoviário e aeroportuário: a Rodovia BR364/365, entre Goiás e Minas Gerais, e os aeroportos de Florianópolis, Salvador, Fortaleza e Porto Alegre.

Na área de rodovias, ainda compõe o PPI um trecho da BR-101/116/290/386, no Rio Grande do Sul. Em ferrovias, as concessões da Norte-Sul, Ferrogrão e Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol). Com relação às hidroelétricas, participam: hidrelétricas: São Simão, na divisa entre Minas Gerais e Goiás, Miranda, em Minas Gerais, Volta Grande, em São Paulo, Peri, em Santa Catarina, e Agrografo, em Santa Catarina.

Ainda serão concedidos os terminais de carga do Porto de Santarém, no Pará, (combustíveis) e do Rio de Janeiro (trigo). Em mineração, serão repassadas para a iniciativa privada as áreas de fosfato, entre a Paraíba e Pernambuco; cobre, chumbo e zinco, no Tocantins; carvão de candiota, no Rio Grande do Sul; e cobre, em Goiás.

O Governo Federal venderá as distribuidoras antes administradas pela Eletrobras em: Roraima, Acre, Amazonas, Rondônia, Piauí e Alagoas. Por fim, fará o leilão de áreas para exploração de óleo e gás: 4ª rodada de licitação de campos marginais de petróleo e gás: edital no 2º semestre de 2016, leilão no 1º semestre de 2017; 14ª rodada de licitações de blocos de petróleo e gás sob o regime de concessão: edital no 1º semestre de 2017, leilão no 2º semestre de 2017; e 2ª rodada de licitação do pré-sal sob o regime de partilha: edital no 1º semestre de 2017, leilão no 2º semestre de 2017.

Vale lembrar que grande parte das concessões do PPI já estava prevista na última fase do Programa de Investimento em Logística (PIL), anunciada em 2015, no governo da ex-presidente Dilma Rousseff.

BNDES

No PPI, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) tem como papel a condução das concessões. Ele agirá desde a fase de estudos e modelagem até a assinatura do contrato de concessão.

Tal atuação funcionará em três etapas. A primeira, de Planejamento, inclui o levantamento da base de ativos do Estado, e a definição das prioridades a serem incluídas no programa. A segunda, Estruturação do Projeto, conta com a elaboração de termos de referência, contratação de consórcio de consultorias técnicas especializadas acompanhamento na elaboração de estudos técnicos e jurídicos e a elaboração do Edital de Licitação, da minuta de Contrato e seus Anexos.

A última etapa é o Leilão. Nessa fase, estão incluídos o auxílio na realização de audiências e consultas públicas, bem como em road shows e reuniões com investidores. Foi anunciado que, no primeiro momento, o banco priorizará o setor de saneamento.

O BNDES também determinou novas condições gerais para o financiamento. São elas:
- Recursos em TJLP: participação máxima definida por setor. Não será oferecido aumento de participação com recursos FINEM mercado.
- Subscrição de debêntures: BNDES poderá subscrever até 50% da emissão de debêntures do projeto.
- Sistema de amortização: SAC em todos os casos, sem conversão para PRICE.
- Fim do produto BNDES Empréstimo-Ponte.
- Prazos máximos propostos por segmento de infraestrutura sujeitos à análise, caso a caso, da capacidade de pagamento de cada projeto e da vida útil dos investimentos.
- Equity mínimo de 20% em cada operação
- Índice de Cobertura do Serviço da Dívida (ICSD) - mínimo de 1.3x.
Quanto ao setor rodoviário, será diferenciada a participação do BNDES de acordo com o estágio de concessão. Em aeroportos, ela será limitada ao primeiro ciclo.
Veja:
Projetos no setor aeroportuário (somente 1° ciclo)
(a) Participação: até 40%
(b) Custo: 100% em TJLP
(c) Taxa de Juros: 1,50% a.a. + risco de crédito
(d) Prazo máximo: 15 anos.
Projetos no setor rodoviário:
1° ciclo e novos investimentos incluídos pelo poder concedente
(a) Participação: até 50% (anterior de até 70%);
(b) Custo: 100% em TJLP (anterior até 70% em TJLP e 30% mercado) ;
(c) Taxa de Juros: 1,50% a.a. + risco de crédito (mantido);
(d) Prazo máximo: 15 anos.
Projetos no 2º ciclo e concessões assinadas até 2015:
(a) Participação: até 40%;
(b) Custo: 100% em TJLP;
(c) Taxa de Juros: 1,50% a.a. + risco de crédito;
(d) Prazo máximo: 15 anos.

PiniWeb - 12 de Setembro de 2016

 
Praia Brava, em Santa Catarina, ganha resort residencial com 14 torres

Condomínio de luxo levou sete anos para ser construído e custou R$ 345,5 milhões

Visando uma nova área para empreender, a incorporadora Procave iniciou em 2009 a construção do Brava Home Resort, um condomínio luxuoso que ocupa um terreno de 75,1 mil m², com 14 torres, de 15 pavimentos cada - incluindo um andar de subsolo e o térreo. São 324 apartamentos no total, com 150 m² a 250 m² de área privativa. Em 12 torres o empreendimento apresenta dois apartamentos por andar. Em outras duas, o projeto é de um imóvel por pavimento, totalizando 142,7 mil m² de área construída.

Localizado na Praia Brava, no município de Itajaí, em Santa Catarina, o projeto teve um orçamento total de R$ 345,5 milhões. As últimas unidades foram entregues no início de 2016. Para a fundação foi utilizada a estaca hélice contínua que apresentou melhor custo- benefício e rapidez, segundo a incorporadora. A camada de suporte com a resistência ideal foi achada com 16 m de profundidade com estacas variando de 40 cm a 80 cm de espessura. O empreendimento está 6 m acima do nível do mar e esse tipo de fundação - que é comum na região - foi orçada em R$ 8,5 milhões, o equivalente a 2,45% do orçamento total.

A estrutura feita em concreto armado, com um volume total de 50 mil m³ de concreto e quatro mil toneladas de aço em toda a área estrutural, foi o item mais oneroso de toda obra, alcançando 20,58% do total, com R$ 71,1 milhões.

PiniWeb - 12 de Setembro de 2016

 
Sinapi tem variação superior à de julho, aponta IBGE

Centro-Oeste foi a região com maior aumento (2,51%), seguida do Nordeste (0,10%)

O Índice Nacional da Construção Civil (Sinapi) apresentou em agosto uma variação de 0,24%, o que o deixa 0,04 ponto percentual acima da taxa de julho (0,20%). O resultado dos últimos 12 meses é de 5,98%, número menor em relação aos 12 meses imediatamente anteriores (6,47%). Em agosto de 2015, a variação mensal havia ficado em 0,70%.

O custo nacional da construção por metro quadrado fechou em R$ 1.012,16 no mês de agosto, sendo deste valor R$ 527,83 relativo a materiais e R$ 484,33 à mão de obra. O custo de julho era de R$ 1.009,76.

A parcela dos materiais apresentou queda (-0,03%) pelo segundo mês consecutivo, após a taxa apresentada em julho de -0,11%. A mão de obra, por sua vez, variou 0,53% no mês, o que indicou estabilidade em relação ao mês anterior (0,54%). Os acumulados de janeiro a agosto foram de 2,27% (materiais) e 8,25% (mão de obra). Em 12 meses, as variações foram de 3,31% (materiais) e 9,01% (mão de obra).

A maior alta mensal foi registrada na região Centro-Oeste do país (2,51%), seguida pela Nordeste (0,10%), Sul (0,07%), Norte (0,03%) e Sudeste (-0,09%). Os custos regionais foram, em ordem decrescente: R$ 1.059,87 (Sudeste), R$ 1.034,72 (Sul), R$ 1.025,21 (Centro-Oeste), R$ 1.018,02 (Norte) e R$ 939,93 (Nordeste). Mato Grosso foi o estado a apresentar a maior variação mensal, de 5,06%, em decorrência da pressão exercida pelo reajuste salarial do acordo coletivo. Em seguida, estão Goiás (3,14%) e Espírito Santo (1,82%), também sob impacto de reajuste salarial.

O Sinapi é calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em parceria com a Caixa Econômica Federal.

PiniWeb - 12 de Setembro de 2016

 
Programa de parcerias com o setor privado em obras de infraestrutura é aprovado pelo Senado Federal

Dependendo de sanção presidencial, medida dá prioridade a obras incluídas do programa na obtenção de licenças ambientais e urbanísticas, por exemplo

O Senado Federal aprovou na última quinta-feira (8) um substitutivo do senador Wilder Morais (PP-GO) à Medida Provisória 727, que cria a Programa de Parcerias e Investimentos (PPI), proposto pelo governo Temer para executar obras públicas de infraestrutura e outras medidas de concessão à iniciativa privada. O projeto segue agora à sanção presidencial.

De acordo com a MP, os empreendimentos incluídos no PPI serão priorizados na análise de processos a atos administrativos por parte de órgãos públicos. Tais empreendimentos terão preferência na análise de licenças ambientais, urbanísticas, de natureza regulatória, de trânsito, patrimonial pública, hídrica, de proteção do patrimônio cultural, aduaneira, minerária, tributária, sobre terras indígenas e quaisquer outras necessárias à implantação e à operação do empreendimento.

Com a aprovação do texto, também foi criado o Conselho do Programa de Parcerias de Investimentos da Presidência da República, além da autorização do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) de constituir e participar do fundo de apoio à reestruturação de projetos.

Fica como dever dos órgãos governamentais, ainda, a garantia da viabilização dos empreendimentos relacionados ao programa, de forma que eles sucedam “de forma uniforme, econômica e em prazo compatível com o caráter prioritário nacional do empreendimento".

PiniWeb - 31 de Agosto de 2016

 
Placa de sinalização em elevadores será obrigatória em outubro no Rio de Janeiro

Legislação semelhante já foi adotada em São Paulo, Brasília, Curitiba e Porto Alegre, entre outros estados

O Governo do Rio de Janeiro aprovou em julho a Lei nº 7.326, que obriga que edificações públicas e privadas afixem na parte externa dos elevadores, em todos os andares, uma placa com o seguinte comunicado: "Aviso aos passageiros: Antes de entrar no elevador, verifique se o mesmo encontra-se parado neste andar".

O estabelecimento que não seguir a lei receberá uma advertência e, se ainda assim não colocar a placa, será multado em R$ 5 mil UFIR-RJ (Unidades Fiscais do Estado do Rio de Janeiro, que em 2016, estão em R$ 3,0023). O valor pode dobrar no caso de novas ocorrências.

A medida passou a valer em todo o estado do Rio de Janeiro a partir do dia 7 de julho de 2016, mas tem um prazo de adequação de 90 dias. Outras cidades também já haviam aderido à norma, como São Paulo, Porto Alegre, Brasília, Curitiba, Recife, Vitória, Campo Grande e Natal.

PiniWeb - 31 de Agosto de 2016

 
Mercado imobiliário deve se reinventar em cinco anos, aponta Secovi-SP

Pesquisa feita durante palestra mostra que mais de 91,77% dos ouvintes acreditam que o mercado imobiliário terá inovações disruptivas

O mercado imobiliário passa por uma mudança no perfil dos consumidores, que atualmente dão maior atenção à mobilidade e ao tempo gasto entre a casa e o trabalho no momento de comprar um imóvel. Uma enquete apresentada na Convenção Secovi na última segunda-feira (29) mostra que 91,77% das pessoas presentes acreditam que o mercado imobiliário irá se modificar de maneira disruptiva em cinco anos.

O avanço da tecnologia facilita o acesso ao conhecimento desses consumidores. O diretor de marketing da vice-presidência de intermediação e marketing do Secovi-SP, Guilherme Ribeiro, disse que desde o ano passado a entidade estuda dados do mercado imobiliário para levantar com mais assertividade o perfil do consumidor. As informações são precisas, mostram o tipo de público e o que procura, podendo assim dar maior clareza no momento da venda.

Essa tecnologia permite definir melhor o consumidor para vendas e locação, segundo o professor da Fundação Dom Cabral, Kip Garland. As novas famílias não sentem a necessidade de possuir casas ou carros, portanto, o mercado imobiliário deve se reinventar e olhar para essa nova formação de consumidores.

Para o CEO da Vitacon, Alexandre Frankel, tanto carros quanto casas serão compartilhados, pois os consumidores procuram simplicidade e maior mobilidade urbana e a mudança na sociedade. Com casamentos tardios e a possibilidade de não ter filhos, esses consumidores ficam a maior parte do tempo fora de suas casas, levando a ideia de ambientes compartilhados ao invés de únicos.

A tecnologia está aliada também às vendas de imóveis. O gerente-sênior da Samsung, Renato Citrini, mostrou que a nova tecnologia de realidade virtual pode ajudar o consumidor a visualizar o apartamento decorado ainda na fase de acabamento ou mesmo apartamentos já usados.

PiniWeb - 31 de Agosto de 2016

 
TIISA, DP Barros e Triunfo são contratados pelo Metrô-SP para construção do Pátio Água Espraiada

Consórcio já participa das obras das estações que compõem a Linha 17-Ouro

O Metrô de São Paulo contratou na última quinta-feira (25) o Consórcio Linha 17-Ouro, para a construção do Pátio Água Espraiada, que fará parte do monotrilho da Linha 17-Ouro. O grupo é formado pelas empresas TIISA, DP Barros e Triunfo.

A emissão da ordem de serviço deve acontecer ainda esta semana e, a partir dela, o grupo terá 30 dias para o início dos trabalhos. O contrato tem valor de R$ 162,1 milhões, e prazo de vigência de 24 meses.

As obras eram antes executadas pelo Consórcio CMP, formado pela Andrade Gutierrez e pela CR Almeida. Segundo o Metrô, o contrato foi rompido porque "desde o final do ano passado, os consórcios desaceleraram o ritmo das obras e não vinham cumprindo os prazos estabelecidos. O Metrô realizou vistorias que indicaram o abandono das obras do monotrilho da Linha 17-Ouro. As empresas foram notificadas várias vezes para retomarem os trabalhos, o que não foi cumprido".

O consórcio recém-contratado também é responsável pela execução do lote composto pelas estações Jardim Aeroporto, Congonhas, Brooklin Paulista e Vereador José Diniz; e de um segundo, com as estações Campo Belo, Vila Cordeiro e Chucri Zaidan.

Quando pronta, a Linha 17-Ouro terá sete estações ao longo de 7,7 km no seu trecho prioritário, que liga o Aeroporto de Congonhas à estação Morumbi da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM). Nesse trecho, as estações são: Jardim Aeroporto, Congonhas, Brooklin Paulista, Vereador José Diniz, Água Espraiada, Vila Cordeiro, Chucri Zaidan e Morumbi.

PiniWeb - 24 de Agosto de 2016

 
Entidades da construção e senadores discutem mudança na Lei de Licitações nesta quarta

Parlamentares têm até sexta para apresentarem emendas ao projeto, que deverá ser votado no dia 31 de agosto

Está agendada para a próxima quarta-feira (24), às 9h, a audiência pública que discutirá a modificação da Lei de Licitações. A data foi marcada após pedido de adiamento do relatório pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC).

Dentre as principais mudanças que devem ocorrer na Lei, o senador Fernando Bezerra Coelho (PSB-PE) destaca a readequação do sistema de garantias, o que deve autorizar o poder público a exigir a contratação de seguro com cláusula de retomada. Em caso de rescisão unilateral do contrato, a seguradora pode assumir a gestão do contrato e finalizar o objeto contratado.

A reunião contará com a participação do presidente da CBIC, José Carlos Martins, além do presidente do Sindicato Nacional das Empresas de Arquitetura e Engenharia Consultiva (Sinaenco), José Roberto Bernasconi, e do secretário extraordinário de Operações Especiais em Infraestrutura do Tribunal de Contas da União (TCU), Rafael Jardim Cavalcante.

Estarão presentes, além disso, o presidente do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea), José Tadeu da Silva; o gestor público Marcelo Bruto Correia da Costa; o presidente do Sindicato Nacional da Indústria da Construção Pesada (Sinicon), João Borba Filho, e o presidente da Federação de Seguros Gerais (FenSeg), João Francisco Borges da Costa.

Na última quarta-feira (17), foi decidido que as emendas ao projeto poderão ser apresentadas até esta sexta-feira (26), deixando, assim, a votação final para o dia 31 de agosto. Se aprovado na comissão, o projeto segue para o Plenário do Senado.

PiniWeb - 24 de Agosto de 2016

 
Nível de atividade da indústria da construção reduz seu ritmo de queda e expectativa do empresariado aumenta, aponta CNI

Índices de evolução da atividade e do número de empregados acumularam alta no ano de 9 e 6,7 pontos, respectivamente

A Sondagem Indústria da Construção de julho, divulgada nesta segunda-feira (22), indica melhora nos indicadores de nível de atividade e de expectativas de novos empreendimentos, bem como os de compra de insumos e matérias primas e de emprego na comparação ao primeiro mês de 2016. Os dados são da Câmara Brasileira da Indústria da Construção e da Confederação Nacional da Indústria (CNI).

O nível de atividade alcançou 42,3 pontos em julho devido à sua alta de 9 pontos no ano, enquanto o número de empregados apresentou índice de 39,7 pontos, um crescimento de 6,7 pontos em relação a janeiro. Vale lembrar que os índices variam de 0 a 100 pontos, sendo valores abaixo de 50 indicadores de queda.

Os índices de expectativa do nível de atividade e de novos empreendimentos e serviços variaram 8,7 pontos e 7,7 pontos entre janeiro e agosto/2016, respectivamente. Na mesma base de comparação, os indicadores de expectativa de compras de insumos e matérias primas e do número de empregados variaram 8 pontos e 6,5 pontos, respectivamente.

O nível de atividade efetivo/usual cresceu 2,3 pontos de janeiro a julho, chegando à variação de 1,6 ponto no último mês do período. Ainda apresenta, entretanto, valor abaixo dos 50 pontos, com 28,8.

A Utilização da Capacidade de Operação (UCO) apresentou crescimento de 56% em janeiro para 57% em julho, mas permanece 8 pontos percentuais abaixo da média histórica para o mês.

A melhora da percepção do empresariado quanto ao mercado, apresentada na pesquisa, é atribuída pelo presidente da CBIC, José Carlos Martins, ao contexto político. "Esse resultado se deve a sinais de alinhamento entre o Executivo e o Legislativo, que tem gerado uma percepção de confiança aos empresários do setor", defende.

PiniWeb - 24 de Agosto de 2016

 
Mato Grosso do Sul investirá R$ 737 milhões para duplicação de mais de 800 km da BR-163

Via que passa por 21 municípios sul-mato-grossenses também receberá contornos, trevos, retornos, passarelas e pontes

O governador do Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja, assinou na última quinta-feira (18) o contrato de liberação de recursos para a duplicação da BR-163.

Serão investidos R$ 737 milhões, sendo R$ 527 milhões provindos da Caixa Econômica Federal e R$ 210 milhões do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Serão 806,6 km duplicados, além da construção de 12,3 km de contornos, 62 trevos, 44 retornos em nível e 16 passarelas, e recuperação de 50 pontes. Ainda serão implementados 35,3 km de vias marginais, em alguns pontos da rodovia.

A BR-163/MS passa por 21 cidades, de Sonora ao município de Mundo Novo, na divisa com o Paraná, incluindo a capital do estado, Campo Grande. Calcula-se que ela beneficie, de modo direto, cerca de 1,3 milhão de habitantes.

De acordo com a CCR MSVia, responsável pela administração da rodovia desde 2014, a obra deverá gerar 4 mil empregos, sendo 90% deles para trabalhadores residentes no Mato Grosso do Sul.

PiniWeb - 17 de Agosto de 2016

 
Emprego na construção civil tem a sua 21ª queda consecutiva em junho, diz SindusCon-SP e FGV

Foram 33,02 postos de trabalho encerrados no mês, o que representa uma retração de 1,18% em relação a maio

O emprego na construção civil registrou queda de 1,18% em junho em relação a maio, o que representa o 21º decréscimo consecutivo nessa base de comparação, desde outubro de 2014. Os dados são de uma pesquisa divulgada nesta terça-feira (16) pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-SP) e a Fundação Getulio Vargas (FGV), com base em informações do Ministério do Trabalho e do Emprego (MTE).

O saldo de trabalhadores no setor ficou em 2,76 milhões de pessoas, com o fechamento de 33,02 mil vagas no mês. No primeiro semestre foram 139,1 mil vagas cortadas, e menos 465 mil postos de trabalho em 12 meses. Ao desconsiderar-se os fatores sazonais, o número de vagas fechadas em junho foi de 43,8 mil (-1,56%). Para o presidente do SindusCon-SP, José Romeu Ferraz Neto, o nível de emprego deverá cair ainda mais, se não forem adotadas medidas emergenciais para estimular a atividade no setor.

"O número de vagas fechadas na indústria da construção desde 2014 deverá ultrapassar 1,1 milhão até o final de 2016. Isto representa 30% do total de trabalhadores que o setor chegou a empregar antes da crise. Mas o setor voltará a empregar rapidamente se medidas urgentes destinadas à expansão da infraestrutura e à contratação de habitação popular forem tomadas, junto com o lançamento de novas concessões e Parcerias Público-Privadas. Este esforço precisa envolver tanto a União como os estados e os municípios", defende Neto.

O emprego no segmento das obras de instalação caiu 1,7% no mês e no imobiliário 1,51%. No acumulado do ano, em comparação ao mesmo período do ano anterior, o maior decréscimo é do segmento imobiliário, de 17,89%.

A região brasileira que mais demitiu em junho na comparação ao mês anterior foi a Nordeste, com queda de 1,51% no número de empregados na construção. Em seguida, vem as regiões Sudeste (-1,48%), Sul (-0,8%), Norte (-0,17%) e Centro-Oeste (+0,12%).

São Paulo

No estado de São Paulo, a queda do emprego foi de 1,32% no sexto mês do ano, com 9.86 mil vagas a menos. O estoque de trabalhadores passou de 746,1 mil em maio para 736,3 mil em junho. Ao desconsiderar-se a sazonalidade, o recuo mensal é de 2,2%, com 16,4 mil demissões. O segmento com pior performance no estado foi o imobiliário (-1,8%), seguido pelo de obras de instalação (-1,65%).

Na capital, a queda mensal foi de 1,62%, ou 5.465 vagas a menos. Em 12 meses, a retração foi de 13,32%. A cidade representa 45% do total de empregos do estado no setor. A regional do SindusCon-SP a apresentar a maior queda foi de Santos (-2,47%), seguida por Campinas (-1,6%). Apenas Santo André apresentou alta (+ 0,79%).

PiniWeb - 17 de Agosto de 2016

 
Mesmo com acordo, obras da Copa do Mundo no Mato Grosso seguem em ritmo lento, mostra TCE

De acordo com fiscalização, apenas 11,63% da meta estabelecida foi executada desde termo assinado em fevereiro

O Tribunal de Contas do Estado do Mato Grosso (TCE-MT) informou que foram executadas apenas 11,63% das 22 obras pertencentes aos Termos de Ajustamento de Gestão (TAGs), firmados entre a Secretaria de Estado de Cidades (Secid), do Governo do Mato Grosso, e as empresas contratadas e o TCE. As construções deveriam ter sido entregues para a Copa do Mundo de 2014.

Os TAGs foram homologados pelo Plenário do TCE-MT em fevereiro desse ano com previsão para serem concluídas no período de 18 meses. Passados 22,2% do tempo estipulado, o órgão de controle se diz preocupado com a execução lenta das obras.

Os 22 pontos foram inspecionados pelo conselheiro substituto do TCE, João Batista de Camargo Júnior, em dois períodos, nos dias 13 e 14 de abril e nos dias 6 e 11 de julho. Para ele, há duas obras em situação de risco concreto por não cumprir o termo e com risco de rescisão contratual: a implantação do sistema de Tecnologia e Informação na Arena Pantanal e a obra de duplicação da Avenida Arquimedes Pereira Lima (Estrada do Moinho).

Há também oito em situação de grande risco por não cumprimento do contrato e risco de rescisão contratual e uma em que a empresa contratada decretou falência.

A demora para a conclusão das obras preocupa o órgão de controle, principalmente com aquelas que precisam de serviço de terraplanagem, escavação e pavimentação, pois se aproxima o período de chuvas. "Nós estamos perdendo a época de seca. Daqui a dois meses começa a chover. Se deixar para fazer esse tipo de obra nesse período complica", acrescenta Júnior.

A Comissão de Acompanhamento e Fiscalização do cumprimento dos TAGs das obras da Copa recomenda que, no caso do não cumprimento dos termos, a Secid deve informar a Procuradoria Geral do Estado (PGE) para tomar medidas judiciais cabíveis.

O conselheiro do TCE afirma que a comissão irá apurar de quem é a responsabilidade, para futuras penalidades. No caso do gestor, pode perder a possibilidade de ocupar um cargo comissionado. Se for a empresa contratada, não terá novos contratos com o Poder Público e, no caso do governo, terá as contas rejeitadas.

PiniWeb - 17 de Agosto de 2016

 
Encontro de engenheiros e arquitetos da Caixa discutirá em outubro ética, urbanismo e infraestrutura

Evento contará com a presença do urbanista Jaime Lerner e de um dos redatores da Lei da Ficha Limpa, Márlon Reis

Será realizado nos dias 19 e 20 de outubro o VII Encontro Técnico dos Engenheiros e Arquitetos da Caixa Econômica Federal, que contará com apresentações e rodas de conversa para debater ética, urbanismo na habitação de interesse social e infraestrutura. O evento acontece no Teatro Renaissance, em São Paulo.

A manhã do primeiro dia tem como tema "Ética no serviço público", e contará com a presença de Márlon Reis, um dos idealizadores e redatores da Lei da Ficha Limpa; e de Roberson Pozzobon, integrante da força-tarefa da Lava Jato. Será apresentada, na ocasião, a cartilha da CBIC sobre Ética. "De uma hora para outra, houve uma chuva de denúncias, prisões. No que estamos nos refletindo? Qual é o novo funcionário público? Qual é o novo empregado do serviço público?", explica Luiz Zigmantas, presidente da Associação Nacional dos Engenheiros e Arquitetos da Caixa (ANEAC).

No período da tarde será discutido o urbanismo aplicado ao programa habitacional Minha Casa, Minha Vida (MCMV). Com a presença do urbanista Jaime Lerner, será debatida a presença de transporte, escolas e creches, por exemplo, dentro dos conjuntos habitacionais, ponto do programa bastante criticado hoje. "Será que é possível melhorarmos isso? Dentro dos limites que temos de valores do PMCMV, como podemos criar desenhos urbanos mais apropriados para quebrar um pouco a monotonia dos conjuntos habitacionais?", questiona Zigmantas.

O presidente da ANEAC ainda propõe a implementação de conjuntos habitacionais como bairros planejados. "Será que não é o momento de pensar em fazer grandes aglomerados urbanos condensados, como se fossem grandes bairros planejados?". Ele usa como exemplo a cidade de Águas Claras, em Brasília.

"Em 2007 nasce o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), grande programa brasileiro da Infraestrutura, e em 2009, o MCMV, grande programa brasileiro da habitação. O MCMV deslancha, hoje já passou de 4 milhões de casas contratadas. O PAC empaca. O que está acontecendo? Como um país consegue fazer um megaprograma de habitação e não consegue fazer nenhum megaprograma de infraestrutura?", questiona Zigmantas.

A partir desse tipo de reflexão, o segundo dia do evento é marcado pela discussão da "Infraestrutura para o desenvolvimento", em que serão debatidas medidas de como melhorar a infraestrutura brasileira, não só no âmbito do programa.

O encontro técnico acontece a cada dois anos, e busca aproximar arquitetos e engenheiros aos demais envolvidos nesses processos.

PiniWeb - 10 de Agosto de 2016

 
Caixa libera R$ 7 bilhões para linha de financiamento de materiais de construção

Recursos válidos até o fim de 2017 poderão aumentar caso haja demanda. Banco oferecerá taxa promocional até sexta-feira (12)

A Caixa Econômica Federal (CEF) anunciou nesta segunda-feira (8) que vai disponibilizar R$ 7 bilhões para o Construcard, linha de crédito para financiamento de material de construção. O produto contará com novidades como tecnologia de cartão de chip, serviço de SMS e aplicativo de compras.

O cliente contratará o financiamento em uma agência da CEF, receberá o cartão na hora e poderá realizar as compras no dia seguinte. Ele receberá, por SMS, informações sobre o saldo disponível e compras realizadas, e poderá baixar o aplicativo para consulta de extrato, saldo a realização de bloqueio e desbloqueio do cartão.

O vice-presidente de Negócios Emergentes da Caixa, Fabio Lenza, assegurou que o valor à disposição poderá aumentar, conforme a demanda. "Nessa nova fase do produto, colocamos à disposição do setor, inicialmente, R$ 7 bilhões até o fim de 2017, valor que poderá ser aumentado, caso haja maior demanda. O objetivo é incentivar o segmento de materiais de construção".

O banco ainda anunciou que, até sexta-feira (12), oferecerá taxa de juros promocional de 1,95% a.m. para clientes com mais de seis meses de relacionamento. Também fará parcerias com lojistas para oferta de descontos, e premiação diretamente aos clientes que fizerem compras em seus estabelecimentos.

CAU/BR

O presidente do Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil (CAU/BR), Haroldo Pinheiro, defende que a medida deve abranger, também, a contratação de projetos para reformas e construção. Caso contrário, frustrará as expectativas dos interessados.

Ele lembra que menos de 15% das construções e reformas particulares realizadas no País contam com assistência de um arquiteto ou engenheiro, segundo uma pesquisa realizada pelo Conselho em conjunto com o Datafolha, em 2015.

"Como resultado temos obras improvisadas, desperdício de materiais e não raramente necessidade de refação dos serviços. Em síntese, "o barato sai caro". Ao contrário do que se imagina, um projeto arquitetônico não é um cosmético, mas um requisito fundamental para garantir a qualidade das construções e, consequentemente, contribuir para a melhoria de nossas cidades", disse.

PiniWeb - 10 de Agosto de 2016

 
Mercado imobiliário fará reunião com a Caixa e Banco do Brasil para discutir inadimplência em financiamentos

Grupo de trabalho também vai estudar um novo modelo de contrato de empréstimos para a casa própria

Acontecerão na próxima quarta-feira (10) diversas reuniões entre o mercado imobiliário, a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil para discutir a redução da inadimplência no financiamento imobiliário.

Realizados na sede da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) em Brasília, os encontros contarão com dois grupos de trabalho, sendo um deles para discutir a solução da inadimplência e o outro para estudar um novo modelo de contrato de financiamento. Serão discutidos tanto assuntos operacionais quanto relacionados ao desempenho de programas e produtos dos agentes financeiros.

O vice-presidente do Sindicato da Indústria da Construção do Estado de Mato Grosso (Sinduscon-MT), Cezário Siqueira Gonçalves Neto, elogiou os resultados obtidos com a iniciativa. "Essa aproximação dos sindicatos com a alta administração dos bancos, com a célula que dita as regras e os procedimentos de contratação é de suma importância, porque a gente pode expor as realidades regionais e mostrar que a viabilidade de um produto em determinadas regiões pode não estar dando certo em outras", ressaltou. "O objetivo operacional é permitir que os analistas possam entender a importância de uma regra que abarque todo o País", completou.

PiniWeb - 10 de Agosto de 2016

 
Ibama arquiva licenciamento de Usina Hidrelétrica São Luiz de Tapajós, no Pará

Área impactaria terra indígena da etnia Munduruku, além de não apresentar "maturidade suficiente", afirma a diretora de Licenciamento do instituto, Rose Mirian Hofmann

O Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) pediu na última quinta-feira (4) o arquivamento do processo de licenciamento da Usina Hidrelétrica de São Luiz do Tapajós, no Pará. A diretora de Licenciamento Ambiental, Rose Mirian Hofmann, utiliza como base legal para a ação o atraso da empresa responsável, a Eletrobras, na entrega de esclarecimentos e competições.

Segundo a resolução do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), o prazo para a manifestação da empresa era de quatro meses e, caso não fosse seguido, o processo poderia ser arquivado, o que aconteceu. Entretanto, a diretora ainda cita como principais problemas da implementação da usina os "impactos irreversíveis e remoção dos grupos indígenas de seus territórios tradicionais".

A Fundação Nacional do Índio (Funai) já havia pedido a interrupção da análise ao Ibama em 2014, devido a erros relativos ao componente indígena no Estudo de Impacto Ambiental (EIA). A Fundação ainda apontou, em fevereiro deste ano, a inviabilidade do projeto e recomendou a sua suspensão, enquanto não fossem adotadas providências.

Se implementado, ele atingiria famílias da etnia Munduruku. No documentário "Índios Munduruku: Tecendo a Resistência", a arqueóloga da Universidade Federal do Oeste do Pará, Bruna Rocha, explica os impactos que a ação teria para os habitantes locais. "As cachoeiras 'Sete Quedas' são consideradas sagradas para os povos indígenas Munduruku, para os Kayabi e para os Apiacá. Para eles, lá é onde o mundo começou. Bom, esse lugar está sendo dinamitado para a construção da barragem. O que quero dizer, é que é como se estivessem dinamitando Jerusalém, ou o Vaticano. Isso é o quão sério é o que está acontecendo. E quase não foi mencionado pela imprensa. Uma completa falta de respeito por seus direitos, por suas crenças", destaca.

Em resposta, a Eletrobras argumenta que não há terras indígenas demarcadas na região, já que o grupo ainda luta pelo reconhecimento de sua terra, processo que, segundo a empresa, prolonga-se na Funai há 13 anos.

Ainda segundo o documento emitido pelo Ibama, a ocupação indígena teve início em 2004, após famílias da etnia Munduruku terem fugido ou serem expulsas da sua terra de origem por acusações de feitiçaria. A terra indígena, entretanto, é considerada de ocupação tradicional e permanente pelo Relatório Circunstanciado de Identificação e Delimitação (RICD).

Diante da controvérsia, então, o Ibama declarou que encaminhou o processo à Procuradoria Federal Especializada, já que "extrapola às competências do Ibama julgar o caso concreto da pretensa TI Sawré Maybu para definir se o território pretendido é ou não legítimo". O instituto conseguiu arquivar o caso sob a justificativa do não cumprimento do prazo de quatro meses.

Ele ainda solicitou a inclusão de uma série de impactos ambientais na análise da obra. Entre eles, assoreamento, rebaixamento do lençol freático, e extinção local de espécies da fauna endêmicas ou ameaçadas de extinção. A diretora Hofmann ainda conclui: "O projeto da UHE São Luiz do Tapajós não apresenta maturidade suficiente para ser submetido ao crivo do licenciamento ambiental, tanto no que se refere à inserção da variável ambiental em sua concepção quanto no que se refere aos conflitos sobre o direito de uso da área pretendida, o que tem gerado considerável apreensão".

A ONG Greenpeace chegou a apresentar um levantamento no fim do ano passado, em que apontava diversas irregularidades do Estudo de Impacto Ambiental. A área indígena está localizada a sudoeste do estado do Pará, na região do médio Tapajós, entre os municípios de Itaituba a Trairão. São aproximadamente 1.781 km² localizados na área de impacto direto da usina, que, se instalada, deverá causar uma supressão territorial de 7% da terra indígena. A UHE São Luiz do Tapajós teria uma capacidade instalada de 6.133 MW.

PiniWeb - 03 de Agosto de 2016

 
Construtores debatem em São Paulo possíveis causas para o desplacamento cerâmico

O problema tem causado graves transtornos a consumidores e elevados prejuízos financeiros e de imagem para as construtoras

Construtores brasileiros têm enfrentado, nos últimos dois anos, um desafio: descobrir a causa dos frequentes e inexplicáveis desplacamentos cerâmicos, que ocorrem em pisos e paredes internos de imóveis novos, os quais muitas vezes nem foram entregues aos clientes. A patologia suscita diversas hipóteses no meio técnico e elas envolvem desde a qualidade dos materiais (placas cerâmicas e argamassas) até problemas com o assentamento (mão de obra). Nenhuma delas, porém, foi tomada até agora como causa do problema.

Para tentar encontrar respostas ao problema e reduzir as ocorrências, o Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-SP) realizou no dia 28 de julho o workshop Desplacamento Cerâmico, que lotou o auditório do sindicato (170 lugares) e foi assistido por mais 130 inscritos de várias partes do país via internet. Na abertura, o engenheiro Yorki Estefan, coordenador do Comitê de Tecnologia e Qualidade do SindusCon-SP, foi enfático: "Esse é o maior fenômeno de patologia de que tenho conhecimento desde que comecei a trabalhar na área". E conclamou: "Precisamos ter segurança de que as patologias não existirão nos próximos empreendimentos que vamos entregar".

Um levantamento da empresa Neoway/Creactive com 87 construtoras (76% atuantes em São Paulo) indicou que cerca de 20% das empresas entrevistadas tiveram obras com ocorrência da patologia. Do ponto de vista da placa cerâmica, os acontecimentos envolvem nove fornecedores diferentes; já as argamassas usadas nessas obras problemáticas dividem-se igualmente em ACI e ACII.

Convidado a integrar a mesa, o engenheiro e especialista Gilberto Cavani levantou uma série de questões que precisam de respostas: "O problema acontece com todos os tipos de placas? Houve mudança na argamassa? A técnica de assentamento mudou? A resistência de aderência era insuficiente ou foi consumida?". Ele observou que em todos os casos ocorre uma elevação da expansão por umidade (EPU) das placas e sugere que as peças sejam ensaiadas assim que chegarem na obra.

O engenheiro Fábio Villas Bôas, coordenador do Comitê de Meio Ambiente e membro do Comitê de Tecnologia e Qualidade do SindusCon-SP, relatou a experiência de sua construtora com o problema: "Em setembro de 2014, tivemos alguns casos isolados e levantamos a hipótese de que o problema era o tempo em aberto na fase de aplicação; em maio de 2015, o problema estava generalizado e entendemos que o tempo aberto pode ter alguma influência, mas não pode ser determinante para o problema". Segundo ele, "100% das ocorrências ocorreram com cerâmicas produzidas via seca em diferentes substratos, como blocos de concreto, emboço e drywall".

A empresa, de acordo com Villas Bôas, irá investir cerca de 500 mil reais em ensaios e instalações especiais para estudar o problema.

PiniWeb - 03 de Agosto de 2016

 
Hassel e OMA projetam juntos museu em Perth, na Austrália Ocidental

Edifício estará localizado no Centro Cultural da cidade e contará com uma estrutura multidimensional para os visitantes

Os escritórios Hassel e OMA juntaram-se à construtora Brookfield para a elaboração e implementação de um novo museu na Austrália Ocidental, localizado no coração do recinto cultural de Perth, a maior cidade do estado. A edificação foi concebida como uma coleção de histórias físicas e virtuais, garantindo uma estrutura multidimensional para os visitantes envolverem-se com os habitantes e lugares da região.

"A nossa visão para o design era de criar espaços que promovessem engajamento e colaboração, respondendo às necessidades do Museu e da comunidade. Queremos que ele crie um espaço cívico para todos, uma mistura interessante de herança e arquitetura contemporânea que ajuda a revitalizar o Centro Cultural de Perth, e celebrar a cultura da Austrália Ocidental na cena mundial", anunciaram o Diretor e Administrador da Hassel, Mark Loughnan, e o arquiteto-sócio do OMA, David Gianotten.

O centro da obra é um espaço público que representa um ponto principal, tanto em termos de localização quanto de programação. É um espaço aberto emoldurado por patrimônios remodelados, e interseccionado por novas edificações e plataformas visuais, possibilitando que diversas histórias da Austrália Ocidental sejam contadas.

"O projeto é baseado em uma intersecção de uma curva horizontal e de uma vertical, criando grandes possibilidades de estratégias para os curadores, tanto para exposições temporárias quanto para fixas", completaram os representantes dos escritórios.

Uma grande nova galeria complementará a extensa coleção permanente do museu, que inclui obras renomadas, como o esqueleto de Baleia Azul. A obra do edifício deve ter início no final de 2016 e o prazo para a sua construção é até 2020.

PiniWeb - 03 de Agosto de 2016

 
Minha Casa Minha Vida deve entregar três milhões de unidades até o fim do ano, afirma Caixa Econômica Federal

Banco também prometeu que as contratações chegarão a 4,5 milhões até dezembro

O Vice-presidente de Habitação da Caixa Econômica Federal (CEF), Nelson Antonio de Souza, afirmou que tem o objetivo de entregar, até o final do ano, três milhões de unidades do Minha Casa Minha Vida (MCMV). Até 30 de junho, 2.926.381 unidades já haviam sido finalizadas em todo o Brasil.

O banco também divulgou que as contratações até o fim do primeiro semestre haviam somado 4.359.396 unidades. A meta é que, até o fim de 2016, o número chegue aos 4,5 milhões nas cinco regiões do País.

Na semana passada, a CEF remanejou R$ 1,7 bilhão recebido pelo Fundo de Garantia de Tempo e Serviço (FGTS), sendo R$ 1 bilhão para a faixa 1 do pró-cotista, com imóveis de até R$ 225 mil, e R$ 700 milhões para a faixa 3, que contempla valores até R$ 500 mil. Nelson Souza avalia tais recursos fundamentais para a contratação e venda de imóveis nas faixas 2 e 3 do programa habitacional. É prevista a contratação de 200 mil imóveis oriundos desses recursos.

Na faixa 1 do programa, o Ministério das Cidades e a CEF definiram a retomada de cinco mil moradias por mês, já que empreendimentos estavam com parte das obras paralisadas. A partir de junho deste ano, a expectativa é de que 50 mil casas e apartamentos sejam finalizados nos próximos 10 meses.

O Ministério das Cidades ainda prometeu, até dezembro, a entrega de mais 70 mil unidades habitacionais da faixa 1, além do início das contratações da Faixa 1,5 no segundo semestre.

PiniWeb - 27 de Julho de 2016

 
Habitação popular evita queda maior do crédito imobiliário, afirma Abecip

Recursos do FGTS proporcionaram a entrega de 344 mil imóveis no primeiro semestre

O financiamento com recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) evitou queda ainda maior do crédito imobiliário no primeiro semestre de 2016 ao mostrar crescimento de 1,3% na comparação com mesmo período de 2015. Os dados foram apresentados nesta terça-feira (26) pela Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip) em São Paulo.

De janeiro a junho, foram R$ 27,6 bilhões do FGTS direcionados ao crédito imobiliário, mantendo o patamar recorde observado desde o início de 2015. "É um dos pontos mais altos da história para o segmento, que é, basicamente, direcionado à habitação popular, que está aquecido", disse Gilberto Duarte de Abreu Filho, presidente da Abecip, em coletiva de imprensa.

Foram 445 mil imóveis financiados no primeiro semestre, sendo 344 mil via FGTS (ante 263 mil no mesmo período de 2015) e apenas 101 mil pelo Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) ante 142 mil na primeira metade do ano passado. Segundo a Abecip, essa retração no uso de recursos do SBPE é decorrente da redução da oferta de crédito, menor demanda da faixa do SBPE e adaptação dessas demandas para unidades enquadráveis no FGTS.

"Estamos em um momento de crise o mix está mudando, o perfil está mudando. Devemos terminar o ano com 900 mil habitações entregues, sendo a maior parte delas popular", afirma o executivo. No ano passado, foram entregues 948 mil imóveis, sendo 606 mil deles de habitação popular.

PiniWeb - 27 de Julho de 2016

 
Estação da Linha 4 do Metrô que recebeu tatuzão submerso é concluída no Rio de Janeiro

Estima-se que, quando em operação normal, 20 mil pessoas utilizem o local diariamente

A Concessionária Rio Barra entregou na última segunda-feira (25) a última estação da Linha 4 do Metrô que será utilizada durante a Olimpíada no Rio de Janeiro. Trata-se da Jardim de Alah, construída sob a movimentada Avenida Ataulfo de Paiva, no Leblon. Estima-se que 20 mil pessoas utilizem o espaço diariamente.

A obra da estação se destacou por utilizar uma técnica inédita no Brasil: o breakthrough submerso, na qual um quarto da estação foi preenchido com água para receber a tuneladora, que vinha escavando por baixo do canal do Jardim de Alah. Assim, foi equilibrada a pressão do terreno e permitiu-se que o equipamento continuasse operando em ambiente similar ao que estava sob o canal.

A edificação possui vidros com tratamento antirresíduo, o que deverá contribuir para o conforto térmico, visibilidade e integração ao paisagismo do entorno. Há detalhes de acabamento, como árvores de ferro recortado, placas de cerâmica para o revestimento da tubulação, guarda-corpo de vidro e corrimão de aço inoxidável nas escadas fixas, com leitura em Braille. A estação tem dois acessos e mais de 300 vagas em bicicletários.

Considerada o maior legado em mobilidade urbana da Olimpíada, a Linha 4 do Metrô é orçada em R$ 9,77 bilhões e tem a inauguração do trecho olímpico marcada para o próximo sábado (30). São seis estações: Nossa Senhora da Paz, Jardim de Alah, Antero de Quental, São Conrado e Jardim Oceânico. O sistema ainda receberá, posteriormente, a estação Gávea, completando os seus 16 km de extensão entre a Barra da Tijuca e Ipanema. Quando em plena capacidade, deverá transportar cerca de 300 mil pessoas por dia, e retirar da rua aproximadamente dois mil veículos por hora/pico.

PiniWeb - 27 de Julho de 2016

 
Estação da Linha 4 do Metrô que recebeu tatuzão submerso é concluída no Rio de Janeiro

Estima-se que, quando em operação normal, 20 mil pessoas utilizem o local diariamente

A Concessionária Rio Barra entregou na última segunda-feira (25) a última estação da Linha 4 do Metrô que será utilizada durante a Olimpíada no Rio de Janeiro. Trata-se da Jardim de Alah, construída sob a movimentada Avenida Ataulfo de Paiva, no Leblon. Estima-se que 20 mil pessoas utilizem o espaço diariamente.

A obra da estação se destacou por utilizar uma técnica inédita no Brasil: o breakthrough submerso, na qual um quarto da estação foi preenchido com água para receber a tuneladora, que vinha escavando por baixo do canal do Jardim de Alah. Assim, foi equilibrada a pressão do terreno e permitiu-se que o equipamento continuasse operando em ambiente similar ao que estava sob o canal.

A edificação possui vidros com tratamento antirresíduo, o que deverá contribuir para o conforto térmico, visibilidade e integração ao paisagismo do entorno. Há detalhes de acabamento, como árvores de ferro recortado, placas de cerâmica para o revestimento da tubulação, guarda-corpo de vidro e corrimão de aço inoxidável nas escadas fixas, com leitura em Braille. A estação tem dois acessos e mais de 300 vagas em bicicletários.

Considerada o maior legado em mobilidade urbana da Olimpíada, a Linha 4 do Metrô é orçada em R$ 9,77 bilhões e tem a inauguração do trecho olímpico marcada para o próximo sábado (30). São seis estações: Nossa Senhora da Paz, Jardim de Alah, Antero de Quental, São Conrado e Jardim Oceânico. O sistema ainda receberá, posteriormente, a estação Gávea, completando os seus 16 km de extensão entre a Barra da Tijuca e Ipanema. Quando em plena capacidade, deverá transportar cerca de 300 mil pessoas por dia, e retirar da rua aproximadamente dois mil veículos por hora/pico.

PiniWeb - 27 de Julho de 2016

 
Financiamentos imobiliários despencam 49,5% no primeiro semestre de 2016

Valores financiados somaram R$ 22,6 bilhões de janeiro a junho, aponta Abecip

Os financiamentos imobiliários somaram R$ 22,6 bilhões no período de janeiro a junho deste ano, montante 49,5% inferior ao valor observado no primeiro semestre de 2015 (R$ 44,8 bilhões), segundo dados divulgados nesta terça-feira (26) pela Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip) em São Paulo.

Apesar do tombo observado na primeira metade do ano, Gilberto Duarte de Abreu Filho, presidente da Abecip, avalia que o setor já chegou ao "fundo do poço" e tende a mostrar melhoria nos próximos meses. O desempenho dos financiamentos no segundo trimestre deste ano corrobora com a expectativa otimista do executivo.

Os financiamentos imobiliários via Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) cresceram 7% de abril a junho na comparação com o primeiro trimestre de 2016. Embora os primeiros meses do ano tenham tradicionalmente atividade mais fraca, a Abecip avalia que o resultado mostra que o patamar de financiamentos não apenas começou a se estabilizar, mas já sugere uma recuperação.

No acumulado dos últimos 12 meses até junho, R$ 53,4 bilhões de recursos do SBPE foram destinados à aquisição e construção de imóveis, recuo de 48,9% em relação ao período anterior.

PiniWeb - 20 de Julho de 2016

 
Retomada do MCMV é missão do Ministério das Cidades, diz Bruno Araújo

Faixa 1,5 deve ser lançada até agosto, com a contratação de 40 mil a 50 mil unidades

O ministro das Cidades, Bruno Araújo, considera que um dos grandes desafios de sua pasta será retomar as obras do Minha Casa Minha Vida (MCMV) em agosto, com a reestruturação da faixa 1,5, que deve ser lançada ainda em agosto. "O programa precisa ser salvo", afirmou. A revisão incluirá, de acordo com Araújo, o critério de custo da terra como variável para o cálculo do valor do imóvel.

Segundo ele, os recursos virão do Tesouro e a intenção é contratar de 40 mil a 50 mil unidades dentro da terceira etapa do MCMV, retomando obras foram paralisadas no governo anterior. A declaração foi feita durante encontro com empresários da construção civil organizado pelo Sindicato da Habitação (Secovi-SP), em São Paulo. As obras tem valor estimado em R$ 1,2 bilhão.

Dentro dos critérios para revisão da faixa 1,5 outra mudança prevista pelo ministro é a redução de 9% no subsídio, atualmente fixado em R$ 45 mil. A medida visa garantir o atendimento a um número maior de beneficiários. Diferentemente da proposta inicial, essa faixa será um modelo de mercado, o que exclui a necessidade de cadastro e sorteio.

Para enfrentar esse desafio, o ministro diz que sua missão é priorizar ações de gestão, promovendo as mudanças necessárias em busca de eficiência. Além de garantir a retomada das obras paralisadas, o ministro também lista entre suas principais tarefas manter o fluxo das faixas 2, e 3 , o relançamento da faixa 1,5, o prosseguimento das contratações nas modalidades Entidades e Rural, mantendo o devido fluxo de pagamentos para as construtoras.

No caso das faixas 2 e3, já foram contratadas 230 mil unidades e o atual ministério projeta a que esse número deve chegar a 400 mil unidades até o final do ano. "A ordem é manter o programa ativo para garantir a manutenção de renda e emprego da população, mas com responsabilidade", acrescentou.

Orçamento comprometido

O ministro ressaltou que assumiu o posto com o Orçamento comprometido pelos próximos 71 anos - caso as obras acordadas com prefeitos e governadores fossem cumpridas. "O que o governo anterior fez foi passar um cheque sem fundos para prefeitos e governadores. São obras que não foram contratadas, mas que geraram expectativa nas populações locais com projetos aprovados". Nesse contexto, todos os contratos estão sendo revistos para que novos acordos sejam renegociados. Araújo disse que o governo afastado deixou o programa com menos da metade dos recursos de 2015. "Lembro que o governo anterior não registrou nenhuma contratação do faixa 1 neste ano", afirmou, ao defender a manutenção do faixa 1 de forma responsável.

Inadimplência

A alta inadimplência na faixa 1, atualmente próxima de 25%, também foi um dos pontos abordados por Araújo. "Estamos avaliando o que fazer para recuperar esse dinheiro e atender outras famílias necessitadas que estão na fila". Segundo ele se trata apenas de uma campanha educativa, sem qualquer tipo de repressão.

PiniWeb - 20 de Julho de 2016

 
Prefeitura lança licitação para construção de arena indoor multiuso no Anhembi, em São Paulo

Empresa vencedora poderá utilizar o espaço por 30 anos, para eventos esportivos, culturais, de negócios e entretenimento. Contrato é estimado em R$ 377 milhões

A Prefeitura de São Paulo, por meio da São Paulo Turismo (SPTuris), publicou no último sábado (16) o edital de licitação para a construção e operação de um espaço de eventos multiuso dentro do Complexo Anhembi, na zona Norte da cidade. O complexo deverá ter capacidade mínima de 20 mil pessoas e possibilidade de receber diversos tipos de eventos, como esportivos, de negócios, culturais e de entretenimento, permitindo diferentes configurações e até mesmo utilização simultânea.

A ideia é de que o equipamento atraia novos eventos para São Paulo, como campeonatos de MMA, jogos de NBA (NBA Global Games), abertos de tênis, campeonatos brasileiros de vôlei e basquete, congressos e convenções internacionais e show que exigem um grande aparato tecnológico.

O valor estimado do contrato é de R$ 377 milhões e seu valor da outorga de R$ 3,69 milhões por ano. A modalidade de concorrência internacional será por maior valor, atendendo a todos os requisitos técnicos do projeto. O terreno tem aproximadamente 21 mil m², e está localizado ao lado da Concentração do Sambódromo, na Marginal Tietê. Algumas empresas concorrentes já apresentaram os projetos.

Após a publicação do edital, as empresas interessadas têm até 60 dias para apresentar as suas propostas, que serão julgadas por uma comissão especial de licitação. O espaço deve entrar em operação em até três anos após a assinatura do contrato.

Durante 30 anos, a empresa vencedora poderá explorar bares, lanchonetes, restaurantes e estacionamento. Após o período estipulado, o equipamento poderá ser revertido à municipalidade, já que a Prefeitura é a proprietária do terreno.

PiniWeb - 20 de Julho de 2016

 
Prefeitura lança licitação para construção de arena indoor multiuso no Anhembi, em São Paulo

Empresa vencedora poderá utilizar o espaço por 30 anos, para eventos esportivos, culturais, de negócios e entretenimento. Contrato é estimado em R$ 377 milhões

A Prefeitura de São Paulo, por meio da São Paulo Turismo (SPTuris), publicou no último sábado (16) o edital de licitação para a construção e operação de um espaço de eventos multiuso dentro do Complexo Anhembi, na zona Norte da cidade. O complexo deverá ter capacidade mínima de 20 mil pessoas e possibilidade de receber diversos tipos de eventos, como esportivos, de negócios, culturais e de entretenimento, permitindo diferentes configurações e até mesmo utilização simultânea.

A ideia é de que o equipamento atraia novos eventos para São Paulo, como campeonatos de MMA, jogos de NBA (NBA Global Games), abertos de tênis, campeonatos brasileiros de vôlei e basquete, congressos e convenções internacionais e show que exigem um grande aparato tecnológico.

O valor estimado do contrato é de R$ 377 milhões e seu valor da outorga de R$ 3,69 milhões por ano. A modalidade de concorrência internacional será por maior valor, atendendo a todos os requisitos técnicos do projeto. O terreno tem aproximadamente 21 mil m², e está localizado ao lado da Concentração do Sambódromo, na Marginal Tietê. Algumas empresas concorrentes já apresentaram os projetos.

Após a publicação do edital, as empresas interessadas têm até 60 dias para apresentar as suas propostas, que serão julgadas por uma comissão especial de licitação. O espaço deve entrar em operação em até três anos após a assinatura do contrato.

Durante 30 anos, a empresa vencedora poderá explorar bares, lanchonetes, restaurantes e estacionamento. Após o período estipulado, o equipamento poderá ser revertido à municipalidade, já que a Prefeitura é a proprietária do terreno.

PiniWeb - 20 de Julho de 2016

 
Iniciativa privada é responsável por 54,3% dos investimentos em infraestrutura no Brasil em 2014, aponta CNI

Mais de 80% do valor, entretanto, foi financiado por BNDES, Caixa e Tesouro Nacional

A iniciativa privada foi responsável, em 2014, por 54,3% dos recursos destinados à infraestrutura brasileira, o que significa R$ 70,7 bilhões dos R$ 130 bilhões investidos no ano. Entretanto, a maior parte dos capitais tem origem em empréstimos de entidades públicas. Os dados são da pesquisa "O Financiamento do Investimento em Infraestrutura do Brasil", realizado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) e divulgada nesta segunda-feira (18).

O Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), por exemplo, foi responsável por 46,2% dos empréstimos garantidos em 2014. O banco, em parceria com a Caixa Econômica Federal e com o Tesouro Nacional respondeu, no ano, por 83% da dívida tomada para custeio de investimentos em transportes, energia elétrica, telecomunicações e saneamento. Juntos, desembolsaram R$ 137,9 bilhões, do total de R$ 166,2 bilhões que financiaram o segmento. É importante lembrar que o total do financiamento não equivale ao total investido, já que alguns empréstimos concedidos não são convertidos em investimento no mesmo ano.

O estudo ainda sugere que o Brasil deveria investir entre 4% e 5% do seu PIB em infraestrutura, para se aproximar de países com níveis semelhantes de desenvolvimento. Entre os anos de 2007 e 2014, o valor investido foi ampliado em 167%, mas não traduziu numa melhor oferta de serviços, segundo a CNI. A entidade avalia que não é possível, a curto prazo, que a taxa de investimento do setor alcance 5% do PIB, não apenas por restrições macroeconômicas, mas também pela ausência de projetos de qualidade. Atualmente, o percentual do PIB brasileiro investido em infraestrutura encontra-se em 2,16%.

Dos setores de infraestrutura, aqueles a receberem maiores investimentos em 2014 foram: transportes (R$ 52,3 bilhões), eletricidade (R$ 37,5 bilhões), telecomunicações (R$ 29,3 bilhões) e água e saneamento (R$ 11,0 bilhões).

Quanto aos investimentos em transportes, em 2014, foram R$ 24,8 bilhões investidos em rodovias; R$ 9,4 bilhões em mobilidade urbana; R$ 8,9 bilhões em ferrovias; R$ 5,1 bilhões em aeroportos; R$ 3,3 bilhões em portos e R$ 800 milhões em hidrovias.

Apesar no aumento quantitativo de verbas financeiras, o percentual de investimento em transportes relativo ao PIB diminuiu ao longo das últimas décadas, já que era de 2,03% na década de 70; passou para 1,48% na década de 80; e para 0,63% na década de 90. Atualmente, entretanto, apresentou uma média de 0,7% entre os anos de 2001 a 2014.

Em telecomunicações, observou-se um expressivo crescimento de investimentos no setor na década de 1990. O percentual relativo ao PIB para o segmento era de 0,8% na década de 70; 0,43% na de 80; 0,73% na de 90 e 0,64% durante o período de 2001 a 2014.

Água e saneamento, apesar de ligeiro crescimento nos anos 2000 (passou de 0,15% na década de 90 para 0,19%), continua inferior aos dados dos anos 70 (0,46%) e 80 (0,24%). Quanto aos investimentos em eletricidade, os números caíram, de modo a apresentarem 2,13% nos anos 70; 1,47% nos 80; 0,76% nos 90; e 0,65% de 2001 a 2014.

O estudo ainda aponta que os setores com maior volume de investimentos (transporte e eletricidade) têm fontes públicas e privadas de investimento, enquanto o setor de telecomunicações é basicamente privado. Em saneamento, entretanto, as empresas privadas têm um papel secundário.

A CNI defende uma maior participação de investimentos privados no setor da infraestrutura, sob o argumento de que não é esperada uma expansão de crédito do BNDES e dos demais bancos públicos nos próximos anos, numa magnitude capaz de dar suporte ao investimento privado.

Ela mesma lembra, entretanto, que é improvável que instituições como fundos de pensões e seguradoras ampliem sua exposição a papéis de infraestrutura. Também é salientado que o problema não é apenas a escassez de recursos, mas também a eficiência com que os investimentos são realizados.

PiniWeb - 13 de Julho de 2016

 
Sinapi tem alta de 1,02% em junho, mostra IBGE

Custo nacional da construção por metro quadrado ficou em R$ 1.007,75 no último mês, sendo R$ 528,55 relativos aos materiais e R$ 479,20 à mão de obra

O Índice Nacional da Construção Civil (Sinapi), divulgado nesta sexta-feira (8) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e a Caixa Econômica Federal (CEF), teve uma nova aceleração ao variar 1,02% em junho, 0,19 ponto percentual (p.p.) acima da taxa de maio (0,83%). Nos últimos 12 meses, a taxa ficou em 6,99%, resultado superior aos 6,68% registrados no período anterior. Em junho de 2015 o índice foi 0,73%.

O custo nacional da construção por metro quadrado ficou em R$ 1.007,75 no último mês, sendo R$ 528,55 relativos aos materiais e R$ 479,20 à mão de obra. A parcela dos materiais apresentou variação de 0,16%, ficando com resultado próximo da taxa de maio (0,17%). Já a parcela da mão de obra apresentou variação de 1,97%, subindo 0,39 p.p. em relação ao mês anterior (1,58%). Já no primeiro semestre do ano os acumulados foram 2,41% (materiais) e 7,10% (mão de obra) e nos últimos 12 meses ficaram em 4,23% (materiais) e 10,19% (mão de obra).

Em relação às regiões, a região Sudeste, com 1,54%, ficou com a maior variação em junho. As demais regiões apresentaram os seguintes resultados: 0,33% (Norte), 0,82% (Nordeste), 1,01% (Sul) e 0,09% (Centro-Oeste). Os custos por metro quadrado foram: R$ 1.017,08 (Norte); R$ 934,45 (Nordeste); R$ 1.060,18 (Sudeste); R$ 1.032,05 (Sul) e R$ 999,76 (Centro-Oeste).

PiniWeb - 13 de Julho de 2016

 
BNDES aprova financiamento de R$ 353,5 milhões para energia eólica no Ceará

Quatro novas centrais eólicas em Trairi deverão trazer mais 97,2 MW de energia limpa à região

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou o financiamento da construção de quatro centrais eólicas em Trairi, no Ceará, e de seus sistemas de transmissão, por R$ 353,5 milhões. As usinas, pertencentes ao Complexo Eólico Santa Mônica, terão capacidade instalada total de 97,2 MW. Os investimentos contam com a aquisição de 36 aerogeradores, máquinas e equipamentos nacionais. As centrais eólicas de Cacimbas, Estrela, Santa Mônica e Ouro Verde devem entrar em operação ainda no segundo semestre de 2016.

Até agora, já são R$ 20,8 bilhões financiados pelo BNDES em projetos eólicos na região Nordeste, o que corresponde a cerca de 7.406 MW de capacidade instalada. O investimento nesse tipo de energia contribui para a diversificação da matriz energética brasileira. A usina eólica é considerada ambientalmente mais limpa, pois não produz qualquer tipo de emissão de gases durante a produção de energia. Atualmente, a capacidade instalada mundial de energia eólica evita a emissão de 100 milhões de toneladas de CO2 na atmosfera.

Segundo o Conselho Global de Energia Eólica (GWEC), o Brasil é o décimo país no mundo em termos de energia eólica instalada e o principal nessa área na América Latina. Em 2015, foram 2.75 GW de energia instalada, o que levou o país a um total de 8,72 GW até o final do ano passado, ou 6,3% de sua matriz energética.

PiniWeb - 13 de Julho de 2016

 
Novo corredor de ônibus de 26 km de extensão, Transolímpica é inaugurada no Rio de Janeiro

BRT, que vai do Recreio dos Bandeirantes a Deodoro em 30 minutos, começará a funcionar apenas na Olimpíada. Obra custou R$ 2,2 bilhões

São 11 bairros da região com duas faixas para carros e um corredor exclusivo de ônibus em cada sentido, que devem beneficiar 70 mil passageiros por dia no transporte público, além de ter a capacidade para 55 mil veículos.

A Transolímpica terá como o seu primeiro usuário o público olímpico, durante os dias 5 a 21 de agosto. Todos com o RioCard Olímpico terão acesso ao BRT. As duas faixas para carros serão utilizadas pelos veículos credenciados para o evento e, a partir do dia 22 de agosto, a via expressa será aberta para toda a população, sendo cobrado o pedágio no trecho concessionado aos que circularem nas faixas comuns. Os usuários do BRT deverão pagar apenas a tarifa comum.

Foram investidos R$ 2,2 bilhões nas obras pela Prefeitura do Rio de Janeiro, já que elas compõem o Plano de Políticas Públicas dos Jogos Rio 2016. É o terceiro corredor exclusivo para ônibus rápidos e o segundo a atravessar a cidade transversalmente, somando-se aos BRT Transoeste e Transcarioca. Juntos, estima-se que os três contribuam para o transporte de cerca de meio milhão de pessoas por dia.

O BRT realizará quatro serviços especiais durante o período da Olimpíada. Em primeiro, o "Vila Militar - Recreio dos Bandeirantes", que ligará Deodoro às áreas de competições Barra/Recreio. O "Centro Olímpico - Jardim Oceânico" conectará o Parque Olímpico à estação de metrô do Jardim Oceânico, na linha 4. O "Centro Olímpico - Vicente de Carvalho" também ligará o espaço de competições ao metrô, desta vez com a estação Vicente de Carvalho, na Linha 2. Por fim, o "Golfe Olímpico - Jardim Oceânico ligará a estação Jardim Oceânico ao campo de golfe.

Durante o evento, os demais BRT também contarão com serviços exclusivos para os espectadores olímpicos. O BRT Transcarioca contará com duas estações (Madureira-Manaceia e Vicente de Carvalho) e o Transoeste, quatro (Golfe Olímpico, Barra Shopping, Bosque Marapendi e Jardim Oceânico).

PiniWeb - 06 de Julho de 2016

 
CUB sobe 3,40% em junho no estado de São Paulo, segundo SindusCon-SP

Resultado foi influenciado, principalmente, pelo reajuste salarial pactuado nas convenções coletivas da categoria

O Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-SP) e a Fundação Getúlio Vargas (FGV) informaram nesta terça-feira (5) que o Custo Unitário Básico (CUB) da construção civil do estado de São Paulo subiu 3,40% em junho na comparação ao mês anterior. A variação em 12 meses é de 4,65%. O resultado foi influenciado, principalmente, pelo reajuste salarial pactuado nas convenções coletivas da categoria. Os custos médios com mão de obra representaram 60,81% do índice em junho, enquanto materiais 36,04% e despesas administrativas 3,15%. "Pode haver algum reflexo desse reajuste ainda em julho.

Além disso, parte do aumento acordado ainda será repassado em setembro. Portanto, podemos esperar nova elevação naquele mês", explica Eduardo Zaidan, vice-presidente de Economia do SindusCon-SP.

Em relação aos materiais básicos da construção, o cimento CPE-32, saco de 50 kg, teve variação negativa de 0,24%, o concreto FCK=25 MPa aumentou 0,02% e o aço CA-50 Ø 10 mm se manteve estável. Registraram alta a areia média lavada (0,84%), o fio cobre (0,77%), a brita 2 (0,65%) e o bloco cerâmico (2,16%), único com variação acima do IGP-M (1,69%).

"Os custos das construtoras com os materiais de construção ainda estão praticamente sem variação, mas já se nota alguma pressão nos preços impostos por setores menos concorrenciais, o que deve ser evitado de qualquer forma", indica Zaidan.

Com desoneração

Nas obras incluídas na desoneração da folha de pagamentos o CUB teve alta de 3,18% em relação a maio, totalizando R$ 1.184,19 por metro quadrado. Na mesma base de comparação, foi registrada participação de 57,75% nos custos de mão de obra, 38,85% de materiais e 3,40% em despesas administrativas. Em 12 meses, o indicador chegou a 4,50%.

PiniWeb - 06 de Julho de 2016

 
Estudante da PUCRS ganha Prêmio José Albano Volkmer, do IAB-RS

Proposta de Pedro Terra Oliveira mostra uma possível requalificação da área central da cidade gaúcha de Mostardas

O Departamento do Rio Grande do Sul do Instituto dos Arquitetos do Brasil (IAB-RS) divulgou na última semana os vencedores do Prêmio José Albano Volkmer, que reconhece o melhor Trabalho Final de Graduação (TFG) produzido em 2015 por formandos das faculdades de arquitetura e urbanismo do Rio Grande do Sul. A premiação recebeu a inscrição de 33 projetos.

O grande ganhador foi o trabalho “Infraestrutura da Paisagem - Valorização Cultural e Turística de Mostardas/RS”, de autoria de Pedro Terra Oliveira e orientação a arquiteta Maria Dalila Bohrer, da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS). Segundo Oliveira, a ideia de seu projeto é mostrar uma possível requalificação da área central da cidade, através da integração e normatização da ocupação, ajustando as relações entre espaços abertos e espaço construído, além de regulamentar as relações das fachadas com os espaços públicos.

“O projeto propõe inserções respeitosas nas áreas de preservação como o Parque da Lagoa do peixe, buscando contribuir na valorização da observação das aves, e ainda proporcionar às pessoas um bom momento de lazer com as práticas de esportes e trilhas”, explicou o vencedor.

O IAB-RS ainda concedeu quatro destaques: Janaína Kuhn, da Univates, com o projeto “Centro de Gastronomia e Entretenimento”; Bianca Estefani Kelm, da UFPEL, com o projeto “Escola de Gastronomia”; Bruna Souto Silveira, da UniRitter, com o projeto "IEAVI - Instituto Estadual de Artes Visuais"; e Eduardo Cezar Kopittke, da UFRGS, com o projeto “Casa das Artes”. Todos os receberam certificados e bolsa para realizarem um curso do instituto.

A comissão julgadora do prêmio foi formada pelos arquitetos Alexandre Couto Giorgi, Cesar Dorfman e Klaus Bohne. A coordenação ficou sob responsabilidade dos arquitetos Eloise Mudo, Marcelo Brinckmann e Tiziano Filizola.

PiniWeb - 06 de Julho de 2016

 
Andrade Gutierrez abre inscrições para seu programa internacional de trainees

Empresa busca graduados entre dezembro de 2014 e dezembro de 2016 em diversas áreas de formações acadêmicas

A Andrade Gutierrez abriu as inscrições para o Programa Internacional Trainee AG 2017, que busca profissionais de todas as formações acadêmicas, graduados entre dezembro de 2014 e dezembro de 2016. O objetivo é formar jovens executivos com visão estratégica para assegurar o crescimento sustentável da empresa.

O ciclo do programa tem duração de dez meses, sendo que um mês os participantes vão passar na área de investimentos e os demais meses nas áreas corporativas e áreas de negócios da construtora. Além disso, há um período dedicado à operação, com a participação do trainee em um projeto aplicado.

Desde que foi lançado, em 2011, cerca de 90 profissionais já participaram do Programa Internacional Trainee AG. "Este programa é extremamente estratégico para a Andrade Gutierrez, com a participação de toda a Diretoria e o apoio dos Acionistas", afirma Claudio Santos, vice-presidente de Gente & Gestão da AG. As inscrições estão abertas até o dia 31 de agosto pelo site da Andrade Gutierrez.

PiniWeb - 29 de Junho de 2016

 
Mão de obra influencia alta de 1,52% do custo da construção em junho, segundo FGV

Houve aceleração na alta do índice nas capitais Brasília, Belo Horizonte, Rio de Janeiro e São Paulo

O Índice Nacional de Custo da Construção - Mercado (INCC-M) registrou, em junho, uma taxa de variação de 1,52%, resultado acima do mês anterior, que havia ficado em 0,19%. O resultado foi influenciado principalmente por conta da Mão de Obra, que havia ficado em 0,32% em maio, mas chegou aos 2,64% neste mês devido aos reajustes salariais em São Paulo e no Rio de Janeiro.

Já a taxa referente a Materiais, Equipamentos e Serviços variou 0,26% em junho, contra 0,04% no período anterior. Neste grupo, o índice correspondente a Materiais e Equipamentos registrou 0,21% de variação, acima dos 0,07% do mês anterior. Dos quatro subgrupos componentes, dois apresentaram aumento: Materiais para Estrutura (de -0,23% para 0,17%) e Materiais para Instalação (de 0,21% para 0,39%). Os itens a apresentarem queda foram Materiais para acabamento (de 0,52% para 0,28%) e Equipamentos para transporte de pessoas (0,31% para -0,06%). A parcela relativa a Serviços foi de -0,07% em maio para 0,46% em junho. Destacou-se no grupo a aceleração da taxa do subgrupo Serviços Técnicos, que foi de -0,50% para 0,58%.

Em junho, as capitais que apresentaram aceleração em suas taxas do INCC-M na comparação com o período anterior foram Brasília (de -0,21% para 0,25%), Belo Horizonte (de -0,07% para -0,01%), Rio de Janeiro (de 0,05% para 1,98%) e São Paulo (de 0,07% para 2,99%). Em contrapartida, Salvador (de 1,72% para -0,10%) e Recife (0,12% para 0,08%) registraram desaceleração e Porto Alegre manteve a variação do período anterior (0,15%).

O índice é calculado pelo Instituto Brasileiro de Economia (IBRE) da Fundação Getúlio Vargas (FGV), com base nos preços coletados entre os dias 21 do mês anterior e 20 do mês de referência.

PiniWeb - 29 de Junho de 2016

 
São José do Rio Preto, no interior de São Paulo, tem queda no volume de estoque e bom desempenho em lançamentos

De acordo com levantamento do Secovi-SP, foram 10.112 unidades lançadas e 8.303 vendidas entre os meses de maio de 2013 e março de 2016

O Estudo do Mercado Imobiliário de São José do Rio Preto, divulgado na última segunda-feira (27) pelo Sindicato da Habitação do Estado de São Paulo (Secovi-SP), aponta um bom desempenho da cidade em termos de lançamentos, valor global de vendas e queda no volume de estoques. Foram 10.112 unidades lançadas e 8.303 vendidas entre os meses de maio de 2013 e março de 2016.

Prevaleceram os imóveis de dois dormitórios econômicos, que corresponderam a aproximadamente 55% do total de lançamentos, com 5.526 novas unidades. Das unidades lançadas, 72,5% foram da faixa de preço de até R$ 215 mil.

Dos imóveis comercializados nos 36 meses analisados, aqueles de dois dormitórios econômicos corresponderam a 56%: foram 4.689 unidades vendidas. Desse mesmo montante, 77% era de unidades com valor de até R$ 215 mil.

Considerados apenas os lançamentos residenciais por ano, os anos de 2014 e 2015 presentaram destaque, quando o crescimento partiu de 2.941 para 5.216 novas unidades lançadas. O crescimento foi de 77%. Os imóveis de dois dormitórios apresentaram o melhor desempenho, com um acréscimo de 152% de unidades lançadas. A oferta final de São José do Rio Preto (o total de unidades vendidas descontados do total lançado no período) é de 1.809, o que representa uma queda de 17% em relação ao patamar de 2015.

Para Alessandro Nadruz, diretor regional do Secovi em São José do Rio Preto, os números refletem a realidade do município. "Os dados mostram o início da recuperação do mercado na cidade e a perspectiva de um terceiro trimestre melhor. O volume de unidades alugadas teve um salto importante no primeiro semestre, com a perda do poder de compra da população, mas nossos esforços agora estão voltados para fortalecimento do setor e a retomada das vendas nos patamares mais altos", analisa.

PiniWeb - 29 de Junho de 2016

 
Entidades de arquitetura e urbanismo criticam PL que permite estatais a contratarem obras sem projeto

Em manifesto, grupo afirma que "o projeto completo é o único documento que possibilita a estimativa confiável do preço justo do empreendimento"

Depende da sanção do presidente interino Michel Temer o Projeto de Lei (PL) 555/2016, sobre a Lei de Responsabilidade das Estatais, que determina, entre outras coisas, licitações de serviço e obras de arquitetura e engenharia via contratação integrada. Polêmico, o texto aprovado pelo Senado na semana passada é válido para as cerca de 150 estatais da União, 70 dos estados, nove do Distrito Federal e dezenas ligadas a municípios, além de sociedades de economia mista e subsidiárias.

De autoria do deputado Arthur Oliveira Maia (SD-BA), a proposta prevê que os conselhos de administração das estatais deverão contar com a presença mínima de 20% dos membros independentes, e seus integrantes serão impedidos de manter relações sindicais, partidárias ou de parentesco com pessoas no comendo do poder Executivo ou da própria empresa.

O texto ainda ressalta que os indicados para o conselho de administração e diretorias das estatais devem ter experiência profissional mínima de dez anos na área da atuação da empresa; atuação mínima de dez anos em cargo de direção de sociedade empresarial de mesmo porte; e formação acadêmica compatível com o cargo para o qual foi indicado.

Também é estabelecido que as despesas com publicidade e patrocínio da empresa pública e sociedade de economia mista não ultrapassem o limite de 1% da receita bruta do exercício anterior, nem superarem 35% das despesas aplicadas em pesquisa e desenvolvimento no mesmo período.

A possibilidade de contratação de serviços e obras via contratação integrada, ou seja, sem projeto, gerou um manifesto assinado por dez entidades nacionais representativas de profissionais da área. São elas: Conselho de Arquitetura e Urbanismo (CAU); Sindicato Nacional das Empresas de Arquitetura e Engenharia Consultiva (SINAENCO), Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB), Federação Nacional dos Arquitetos e Urbanistas (FNA), Associação Brasileira dos Escritórios de Arquitetura (AsBEA), Associação Brasileira de Ensino de Arquitetura e Urbanismo (ABEA), Associação Brasileira de Arquitetos Paisagistas (ABAP), Associação Brasileira de Consultores de Engenharia (ABCE), Associação Paulista de Empresas de Consultoria e Serviços em Saneamento e Meio Ambiente (APECS), e Federação Nacional dos Estudantes de Arquitetura e Urbanismo (FeNEA).

No documento, as entidades afirmam o PLS 555/2015 "vai em direção oposta ao que parece ser unanimidade entre aqueles que realmente querem procedimentos mais rigorosos e transparência para o desenvolvimento do país, pois incorporou muito pouco dos resultados das discussões havidas, das conclusões e lições propiciadas pelos relatórios do Tribunal de Contas da União e investigações em andamento".

A manifestação ainda ressalta que "o Projeto Completo é o único documento que possibilita a estimativa confiável do preço justo do empreendimento, e ainda fornece os dados indispensáveis para possibilitar à administração fiscalizar o que contratou, bem como para os órgãos de controle realizarem seu trabalho". Por fim, propõe a continuidade dos debates em torno da revisão da Lei de Licitações, objeto também de Grupo de Trabalho recém criado pelo Ministério da Transparência, e defendem:

* Serviços técnicos profissionais especializados de natureza predominantemente intelectual não podem ser contratados por processos licitatórios dos tipos "Menor Preço", "Pregão" ou por qualquer outro tipo de licitação que utilize lances sucessivos, de maior desconto ou menor preço (Leilão); * A licitação para contratação de obras e serviços de engenharia deve ser realizada apenas quando houver Projeto Completo, ou seja, Projeto Executivo, atualizado com todos os detalhamentos necessários e com o correspondente cronograma físico-financeiro para a correta execução das obras e serviços, incluindo as intervenções e estruturas permanentes ou temporárias, indispensáveis para o adequado atendimento das exigências e condicionantes à implantação do empreendimento, as licenças, as autorizações e definição das desapropriações necessárias. * A contratação de serviços técnicos profissionais especializados de natureza predominantemente intelectual deve ser realizada mediante licitação pelos critérios de julgamento de "melhor técnica" ou "técnica e preço", ou por "concurso". * Na licitação do tipo "técnica e preço" o peso de ponderação da proposta técnica deve corresponder, no mínimo, a 70% do total dos pesos. * O concurso pode ser utilizado para contratação de serviço técnico profissional especializado científico, de produção arquitetônica, urbanística ou artística. * Exceção à regra definida no item 2 é a Contratação Integrada, que poderá ser utilizada apenas para obras e serviços de engenharia de grande vulto, com valor estimado superior a R$ 2.000.000.000,00 (dois bilhões de reais) e deverá ser embasada em um projeto, conforme definido no inciso IX do artigo 6º da Lei 8.666/1993.

O documento foi protocolado na última sexta-feira (24) no gabinete da Presidência da República, junto a um pedido de audiência com Michel Temer. O presidente em exercício tem até o dia 12 de julho para sancionar total ou parcialmente o PL 555/2016.

PiniWeb - 22 de Junho de 2016

 
Ministério da Transparência cria grupo de trabalho para alterar a Lei de Licitações

Objetivo é formular propostas, medidas e estratégias para desburocratizar os serviços públicos no âmbito do poder executivo federal

O Ministro da Transparência, Fiscalização e Controle (antiga Controladoria Geral da União), Torquato Jardim, criou um grupo de trabalho para alterar a Lei de Licitações (Lei 8.666/1993). A medida foi tomada nesta terça-feira (21), com a publicação da Portaria 1.078 no Diário Oficial da União (DOU).

Segundo a publicação, o grupo tem por objetivo a formulação de propostas, medidas e estratégias para desburocratizar os serviços públicos no âmbito do poder executivo federal.

O grupo será coordenado por Lilian Claessen de Miranda Brandão - chefe de gabinete do ministro interino -, e formado por Marcos Cândido de Paula Rezende, Cibely Pelegrino Chagas e Maria de Fátima Rezende. Os integrantes terão 30 dias para apresentar o resultado dos trabalhos, tempo prorrogável por igual período.

O grupo deverá, ainda, convocar e convidar servidores e técnicos para apresentarem análises e relatórios técnicos necessários à elaboração dos trabalhos.

Vale lembrar ainda que atualmente a legislação prevê, por meio do Regime Diferenciado de Contratações (RDC), a contratação integrada de obras públicas com base apenas em anteprojetos. O CAU/BR e outras nove entidades nacionais de arquitetura e engenharia divulgaram uma carta no fim de 2015 em que defendem que todas as licitações de obras públicas só sejam realizadas a partir do projeto completo, que contém todas as especificações necessárias para a obra, incluindo materiais, orçamento e prazos.

O RDC também é apontado como um dos facilitadores para corrupção e cartel de empreiteiras.

PiniWeb - 22 de Junho de 2016

 
Ministro das Cidades promete contratar 1,2 milhão de unidades do MCMV até 2018

Segundo Bruno Araújo, serão 400 mil contratações até o fim do ano. Prioridade é terminar as 67 mil obras paradas do programa

Durante uma reunião na última quarta-feira (15) na Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base (Abdib), o Ministro das Cidades, Bruno Araújo, garantiu a contratação de 1,2 milhões de unidades habitacionais do programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV) até 2018. Em relação à faixa 1, destinada a pessoas de baixa renda, a prioridade é a entrega das obras que se encontram paralisadas.

"O que vamos fazer antes de retomar o Minha Casa, Minha Vida fase 3 da faixa 1? Teria que entregar as 67 mil obras paralisadas do Minha Casa, Minha Vida da faixa 1. Essa é uma prioridade. Além disso, temos 15 mil habitações que são custeadas com o dinheiro do Orçamento Geral da União, no PAC, que estão para ser executadas. E é preciso haver a execução e a entrega de habitações. Estamos transferindo essas unidades habitacionais do PAC para o Minha Casa, Minha Vida", disse Araújo. Segundo o ministro, cinco mil unidades devem ser autorizadas pelo programa no dia 23 deste mês.

O ministro ainda prometeu, até o fim do ano, a contratação de 400 mil unidades do programa. "Já foram contratadas nesse ano mais de 200 mil unidades e ao final esse número chegará a mais de 400 mil unidades. Nesse momento, nossa prioridade é entregar as 67 mil obras paradas do MCMV na faixa 1 e retomar as 15 mil obras de unidades habitacionais do PAC", prometeu.

Cheque reforma

Nesta última segunda-feira (13), o presidente interino Michel Temer autorizou a elaboração do que seria o primeiro programa social de sua gestão, ainda sem nome. Ele será destinado à reforma de moradias, e será pensado pelo Ministério das Cidades e pelo Governo Federal.

O projeto será baseado no Cheque Reforma, já implementado em Goiás e no Pará. Tal programa prevê a liberação de crédito diretamente para que as famílias façam a reforma de suas moradias e melhorias, como construção de banheiro, troca de telhado ou instalações elétricas.

Segundo Bruno Araújo, a medida deve reduzir o déficit qualitativo das moradias populares no país. "A nossa ideia é lançar o novo projeto em breve, para começar a valer já em 2017. O detalhamento está sendo discutido com a equipe técnica da pasta", afirmou.

O programa será direcionado às famílias com renda mensal de até três salários mínimos (R$ 2.640), que devem receber entre R$ 3 mil e R$ 5 mil para a compra de material de construção. O crédito será concedido através do CPF, e poderá ser utilizado em casas de material de construção.

PiniWeb - 22 de Junho de 2016

 
Torre mais esbelta do mundo, na Inglaterra, atinge sua altura máxima

Em fase final de inspeção, a British Airways i360 deve ser inaugurada no verão britânico

Considerada a torre mais esbelta do mundo pelo Guiness World Record, a torre de observação British Airways i360 atingiu a sua altura máxima de 138 metros, após semanas de testes de movimento. O projeto, do Mark Barfield Architects, alcança uma proporção altura por largura de 41:1.

A construção entra agora em fase de inspeção final, para a sua inauguração no verão britânico (inverno, no hemisfério sul). Ela será a torre de observação em movimento mais alta do mundo. Cada "voo" levará 200 visitantes por vez para apreciar a vista da cidade de Brighton, e a paisagem do Parque Nacional de South Downs.

A construção conta com centro de visitantes, restaurante com capacidade para 400 pessoas, loja de recordações, espaço para recreação infantil, área de exposição e espaços de conferências e eventos.

A torre medirá 162 metros de altura, incluindo os níveis subterrâneos. O espaço de observação terá um diâmetro de 18 metros. Desse modo, será possível uma vista em 360 graus, de uma altura de 138 metros acima do nível do mar.

PiniWeb - 15 de Junho de 2016

 
Prefeitura do Rio de Janeiro apresenta plano de reconstrução de trecho que desabou na Ciclovia Tim Maia

Três pilares serão reconstruídos com maior resistência e outros dois também terão suas fundações reforçadas. Previsão é de que obra seja concluída em agosto

A Prefeitura do Rio de Janeiro apresentou na última segunda-feira (13), o plano de reconstrução da Ciclovia Tim Maia, cujo trecho desabou no dia 21 de abril em São Conrado, matando duas pessoas. A expectativa é de que a obra esteja finalizada em agosto.

O projeto é resultado da perícia feita pelo Instituto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Coppe/UFRJ) e pelo Instituto Nacional de Pesquisas Hidroviárias (INPH), que investigou as causas do acidente e apontou soluções para a viabilidade da obra. A proposta foi validada pelo escritório Casagrande Engenharia para Conformidade de Qualidade de Projeto (CQP).

As instituições indicaram falha técnica no projeto executivo, com subdimensionamento da plataforma, que não estava com peso adequado para suportar o esforço vertical da onda no local conhecido como Gruta da Imprensa. Para a reconstrução, será necessário: um reforço estrutural da plataforma com a utilização de cargas adequadas aos esforços vertical e horizontal; o fortalecimento dos pilares; e a ancoragem da estrutura na rocha para ondas com recorrência de 100 anos, que segundo os estudos tem previsão de 6,6 toneladas por metro quadrado, de baixo para cima.

"Três novos pilares serão construídos e outros dois terão suas fundações reforçadas. A viga principal será ancorada pelos pilares dimensionados para suportar o esforço de baixo para cima provocado pelo impacto causado pelas ondas. Esse conjunto de intervenções é uma solução hiperestática que prevê maior resistência à estrutura da ciclovia", explicou o secretário municipal de obras, Alexandre Pinto.

Haverá, ainda, a implementação do sistema Alerta Rio, do Centro de Operações do Rio (COR). Ele funcionará através de câmeras de vídeo, placas informativas e de interdição, sinais luminosos de advertência e correntes metálicas para o fechamento da via, em caso de ressacas e ondas fortes.

Existem, hoje, duas boias de medição de altura, direção e frequência das ondas, que fornecem dados ao COR a cada 30 minutos. Novas boias serão posicionadas ao longo da costa.

O consórcio construtor Contemat/Concrejato, empresas do grupo Concremat, já iniciou a obra de reconstrução, sem custo adicional ao governo municipal. "É importante fazer tudo que tem que ser feito com o máximo de segurança para que o trecho entre Vidigal e São Conrado seja reaberto. Por isso, técnicos da GeoRio, da CQP e dos peritos contratados vão acompanhar de perto o trabalho de reconstrução que será feito pela mesma empresa sem custo nenhum para o município", disse Paes.

A Coppe/UFRJ e INPH continuam com a análise da ação das ondas nos demais trechos da ciclovia, que poderá, ou não, indicar o reforço do restante da estrutura.

PiniWeb - 15 de Junho de 2016

 
Piso salarial de trabalhadores da construção civil do Rio de Janeiro tem reajuste de 10%

Aqueles que ganham até R$ 5 mil terão seus salários alterados em 8% e, acima disto, aumento de R$ 400. Veja detalhes do acordo entre o Sinduscon-Rio e Sintraconst-Rio

O Sindicato da Indústria da Construção do Estado do Rio de Janeiro (Sinduscon-Rio) e o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Civil (Sintraconst-Rio) assinaram nesta semana o acordo salarial para a cidade do Rio de Janeiro, que prevê reajuste salarial de 10% para os pisos. A data-base é de 1º de março.

No documento, há a divisão da maior parte dos trabalhadores da área em três grupos, sendo o primeiro formado por Carpinteiro de esquadrias, Impermeabilizador pleno, Ladrilheiro, Montador de torre de elevador, Operador de máquinas manipuladoras, Operador de máquinas de plataforma articulada, Operador de máquinas de plataforma tesoura, Pastilheiro, Pedreiro de acabamento, Pedreiro refratário, Serralheiro e Soldador. Este ficou com um piso de R$ 2.021,80.

O segundo grupo é formado por Armador, Bombeiro hidráulico de obra, Calceteiro, Carpinteiro de forma, Carpinteiro serrador, Eletricista de obra, Gesseiro, Guincheiro, Impermeabilizador, Marteleteiro, Montador de estrutura metálica, Montador de pré-moldados, Operador de máquinas de dobra, Operador de Policorte, Pedreiro, Pintor e Sinaleiro de grua, e deve receber, no mínimo, R$ 1.878,80.

No grupo 3 estão Colocador de Drywall, Colocador de esquadria, Montador de andaime tubular, Operador de betoneira, Operador de Micro Trator, Profissional de Manutenção, Operador de máquinas leves (até 20 kg), Operador de perfuratriz, Porteiro de obra e demais profissionais qualificados não relacionados, com piso de R$ 1.823,80.

Os empregados que recebiam salário entre o piso até R$ 5 mil terão reajuste de 8% sobre tal valor; e aqueles com remuneração acima dessa quantia terão reajuste de R$ 400,00. O tíquete-refeição passa a ser de, no mínimo, R$ 25,00, e o cartão-alimentação, de R$ 240,00. O desconto máximo do vale transporte segue sendo 1% do salário.

PiniWeb - 15 de Junho de 2016

 
Vendas e lançamentos de imóveis em 2016 têm pior resultado em 12 anos na cidade de São Paulo

Apesar disso, número de comercializações e de novas unidades no mercado apresentaram melhora em relação a março

Até abril de 2016 foram vendidas 4.038 unidades residenciais na cidade de São Paulo, segundo a Pesquisa do Mercado Imobiliário divulgada nesta terça-feira (14) pelo Departamento de Economia e Estatística do Sindicato da Habitação do Estado de São Paulo (Secovi-SP). A média para o período, nos últimos 12 anos, foi de 7,8 mil unidades. O número de lançamentos apresentado este ano (de 2.387 unidades) é o pior nesta base de comparação desde 2004.

No mês de abril, o número de vendas de novos imóveis residenciais foi de 1.182, volume 10,5% superior ao de março de 2016 (1.070 unidades). A quantidade é, entretanto, 46% inferior à de abril de 2015, que ficou em 2.185 unidades.

Quanto ao volume de lançamentos, abril apresentou 695 unidades novas no mercado, o que representa um crescimento de 23% em relação ao mês de março (de 565 unidades). Em comparação ao mesmo mês de 2015, contudo, a redução foi de 78,7%. Os dados são da Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio (Embraesp). "A expectativa é que o governo implemente ações positivas na contenção de gastos públicos e promova, ainda este ano, ajustes que contribuam para devolver a necessária confiança à economia, ao mercado imobiliário e ao consumidor", explicou o presidente do Secovi-SP, Flavio Amary.

Em relação à economia, Emilio Kallas, vice-presidente de Incorporação e Terrenos Urbanos do Sindicato, defende que deve haver uma tênue recuperação da economia no segundo semestre, o que deve trazer confiança aos compradores. "Com isto, o setor imobiliário poderá iniciar a superação de sua pior crise da história, com uma recuperação lenta e longa", afirma. Para ela, um ligeiro crescimento deve acontecer em 2017.

Os imóveis mais vendidos em abril foram aqueles de dois dormitórios. Eles predominaram em todos os indicadores de pesquisa (729 vendas, 614 lançamentos, 9.399 ofertas finais e Venda Sobre Oferta - VSO - de 7,2%). Foram lançadas, no mês, unidades de apenas um e dois dormitórios.

Em relação à área útil, lideraram nos lançamentos os imóveis menores de 45 m² (369 unidades). Eles também foram líderes de vendas (547 unidades), e o seu VSO ficou em 6,8% no mês. No período, não foi lançada nenhuma unidade com mais de 85 m².

Os imóveis com preço menor de R$ 225 mil lideraram nas vendas (470 unidades), e apresentaram um VSO de 21,8%. De acordo com Celso Petrucci, nessa faixa de preço, a oferta é pequena, mas há maior demanda. Entre os lançamentos, predominaram aqueles com preço entre R$ 225 mil a R$ 500 mil, com 327 unidades no mês.

A zona Leste de São Paulo foi aquela com o maior movimento no mês: foram 493 unidades comercializadas, 432 lançadas e VSO de 8,1%. Não foram detectados lançamentos na zona Norte e no Centro - as duas regiões com a menor oferta de imóveis da cidade.

PiniWeb - 08 de Junho de 2016

 
ANTT promove reuniões públicas sobre ferrovia que ligará Goiânia a Brasília

Com 207 km de extensão, Transpequi poderá transportar 40 milhões de passageiros no seu primeiro ano de funcionamento. Custo é de R$ 7 bilhões

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) publicou na última quinta-feira (2) os estudos de viabilidade da exploração de uma ferrovia de 207 km de extensão entre Brasília, no Distrito Federal, e Goiânia, em Goiás. O custo total do projeto, apelidado na região de "Transpequi", deve atingir R$ 7 bilhões.

Os estudos técnico, econômico, socioambiental e jurídico-legal abordaram alternativas de traçado e de localização das estações e de tecnologias, visando a tornar os trens modernos, confortáveis e seguros. A ferrovia seria utilizada por para passageiros e para transporte de carga.

A previsão é de que ao menos 40 milhões de passageiros sejam transportados no primeiro ano de funcionamento da Transpequi, em uma velocidade de até 160 km/h e cerca de 95 minutos. As estações são em Goiânia, Anápolis, Santo Antônio do Descoberto, Águas Lindas e Brasília. Também há o estudo de outra parada em Ceilândia, mas ainda não definida.

A ferrovia será construída em um novo trajeto, sem aproveitar nenhum trecho de linha férrea que já exista na região. Está prevista a participação da iniciativa privada para a implementação do projeto, em um prazo de concessão de 30 anos.

A ANTT também agendou reuniões participativas abertas ao público, com o objetivo de receber contribuições para tais estudos. A primeira acontecerá no auditório do edifício-sede da ANTT, em Brasília, no dia 21 de junho, das 10h00 às 12h00. A segunda está marcada para o dia 23 de junho, das 15h00 às 17h00, no Salão Master do Comfort Suíts Flamboyan, em Goiânia.

Mais informações podem ser obtidas a partir do contato com a Gerência de Regulação e Outorga de Transporte de Passageiros (GEROT), pelo telefone (61) 3410-1411 ou pelo e-mail gerot@antt.gov.br.

PiniWeb - 08 de Junho de 2016

 
Polícia Federal estima superfaturamento de R$ 85 milhões na obra do Complexo Esportivo Deodoro, no Rio de Janeiro

Ação relativa ao equipamento olímpico conta com oito mandados de busca e apreensão na sede administrativa do Consórcio Complexo Deodoro, formado pela OAS e Queiroz Galvão

Foi deflagrada nesta terça-feira (7) a operação Bota-Fora, que visa à desarticulação de desvios públicos nas obras do Complexo Esportivo Deodoro – Área Norte, que será utilizado na Olimpíada do Rio de Janeiro. A ação foi articulada pelo Ministério da Transparência, Fiscalização e Controle (MTFC) – antiga Controladoria-Geral da União (CGU) -, pela Polícia Federal, pelo Ministério Público Federal e pela Receita Federal.

A operação deu-se nos municípios do Rio de Janeiro e de Duque de Caxias, no Rio de Janeiro, e teve início a partir de uma investigação da CGU em 2015, ocasião em que foram encontrados indícios de falsificação nos registros de resíduos utilizados nas obras de construção civil. Eles são transportados do local das obras e levados a um bota-fora em Duque de Caxias.

Segundo a CGU, houve superfaturamento por parte do Consórcio Complexo Deodoro, formado pelas empreiteiras Queiroz Galvão e OAS. A empresa que simularia o transporte e a disposição dos resíduos atuaria como “laranja”. Além disso, o consórcio responsável pela obra não pagou a tarifa de disposição de resíduos da construção civil no local licenciado.

Calcula-se que as ações, ou seja, a despesa de transporte de resíduos de obras, a falsificação de documentos públicos e a oneração de custos incidentes sobre as obras olímpicas, representem um prejuízo inicial de R$ 85 milhões aos cofres públicos. A 3ª Vara Criminal do Rio determinou, em março, o bloqueio de R$ 128,5 milhões referentes a serviços de transporte e descarte de resíduos, pagos à Queiroz Galvão.

A operação compreende oito mandados de busca e apreensão na sede administrativa do Consórcio Complexo Deodoro e de outras empresas relacionadas ao esquema, além de ir na residência dos investigados. Ambas as empresas são investigadas na Operação Lava Jato e enfrentam problemas financeiros. A OAS encontra-se em processo de recuperação judicial.

PiniWeb - 08 de Junho de 2016

 
Guarujá, no litoral de São Paulo, lança edital para concessão do Aeroporto Civil Metropolitano

Empreendimento funcionará nas dependências da Base Aérea de Santos e tem investimento estimado em R$ 300 milhões ao longo da concessão

A Prefeitura do Guarujá, no litoral de São Paulo, lançou na última segunda-feira (30) o edital para a seleção da empresa que será responsável pela construção, exploração e manutenção do Aeroporto Civil Metropolitano. O investimento previsto é de R$ 300 milhões ao longo da concessão.

O empreendimento funcionará nas dependências da Base Aérea de Santos, localizada no Distrito de Vicente de Carvalho, no Guarujá. A área é de 1,5 milhão de m², dos quais 262 mil m² serão destinados ao desenvolvimento de terminal de passageiros, pátio de aeronaves, estacionamento e hangares. A pista do aeroporto que tem atualmente 1.390 m de comprimento e 45 m de largura será ampliada para 1.600 m.

No primeiro momento, as operações do terminal permitirão voos com rotas para Campinas, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Distrito Federal. A previsão é de 130 mil passageiros no primeiro ano, com projeção de 1 milhão até o quinto ano de funcionamento. No fim da concessão, o movimento deve chegar a 3,3 milhões de passageiros.

Vencerá a licitação a empresa que apresentar a melhor proposta técnica e de preço. A estimativa é de que obra gere cerca de 700 empregos durante seus 18 meses de execução e a operação cerca de 1.500 vagas de trabalho diretas ou indiretas.

PiniWeb - 01 de Junho de 2016

 
Prefeitura do Rio de Janeiro rompe contrato referente à obra do Velódromo, a mais atrasada da Olimpíada

Tecnosolo foi multada e nova empreiteira já trabalha no local. Promessa é de que a construção, 88% concluída, fique pronta no final de junho

A Prefeitura do Rio de Janeiro rescindiu no último dia 17 de maio o contrato firmado com a empresa Tecnosolo para a construção do Velódromo, hoje considerada a obra mais atrasada no Parque Olímpico da Barra da Tijuca. O motivo, segundo o órgão municipal, é financeiro, já que a empresa está em processo de recuperação judicial, e sem condições de continuar com a mais atrasada das obras olímpicas.

Foi aplicada uma multa de R$ 428 mil à Tecnosolo, referente a atrasos de cronograma do início do ano. O valor restante de R$ 55 milhões será direcionado à Engetécnica, contratada de forma emergencial.

O Velódromo, quando concluído, terá capacidade para cinco mil lugares fixos, e poderá receber até 800 temporários. A construção foi orçada em R$ 112 milhões, financiados pelo Governo Federal, e em R$ 5,9 milhões para a manutenção. Em janeiro, a prefeitura aprovou um aditivo de R$ 24,8 milhões à obra. A previsão inicial era de que fosse entregue no quarto trimestre de 2015.

A construção está com 88% de conclusão, mas a prefeitura prevê que estará finalizada até o final de junho. Há um mês, a execução das obras estava em 83%. Após o evento, o espaço deve servir como parte do novo Centro Olímpico de Treinamento (COT), e poderá sediar competições nacionais e internacionais.

PiniWeb - 01 de Junho de 2016

 
Trabalhadores da construção de São Paulo encerram greve após reajuste salarial de 9,83%

Feito em duas parcelas, maio e setembro, aumento é válido para trabalhadores com remuneração de até R$ 7.000,00. Os demais receberão correção de R$ 688

Assinaram, na última quarta-feira (25), a Convenção Coletiva de Trabalho com data-base de 1º de maio os presidentes do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-SP), José Romeu Ferraz Neto, e do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Civil do Município de São Paulo (SintraCon-SP), Antonio Ramalho. A greve dos trabalhadores da construção, portanto, foi encerrada.

O acordo estabelece, a partir de 1º de maio, pisos de R$ 1.362,5510 mensais ou R$ 6,1934 por hora para trabalhadores não qualificados; e R$ 1.657,5324 mensais ou R$ 7,5342 por hora para os qualificados. Para trabalhadores qualificados em obras de montagem de instalações industriais, os pisos ficaram em R$ 1.986,2316 mensais ou R$ 9,0283 por hora. A jornada de trabalho é de 220 horas mensais.

A convenção considera não qualificados aqueles que realizem funções que não demandem formação profissional, como servente, contínuo, vigia, e auxiliares. São qualificados pedreiros, armadores, carpinteiros, pintores e gesseiros.

Os reajustes de 1º de maio foram estabelecidos em 6,38% para trabalhadores com salário mensal de até R$ 7.000,00 e na importância fixa de R$ 447,26 para salários acima de R$ 7.000,01. Em setembro, quem recebe até R$ 7.446,60 terá novo reajuste de 3,2431% e, acima disso, receberá uma quantia fixa de R$ 240,84. Assim, o reajuste ficou em 9,83%, valor correspondente ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) do período.

Também houve reajuste do tíquete-refeição, que subiu para R$ 20, e do vale-supermercado, que atinge R$ 265 reais mensais a partir de 1º de maio, e R$ 275, a partir de 1º de setembro.

O acordo vale para as cidades de São Paulo, Itapecerica da Serra, Taboão da Serra, Embu das Artes, Embu-Guaçu, Franco da Rocha, Mairiporã, Caieiras, Juquitiba, Francisco Morato e São Lourenço da Serra. Os termos foram aprovados por unanimidade na reunião do SindusCon-SP realizada no dia 25 de maio.

PiniWeb - 01 de Junho de 2016

 
Segundo Crea-RJ, projeto da Ciclovia Tim Maia não considerava ondas maiores de 2,5 metros

Laudo revela ainda irregularidades na licitação e fiscalização do contrato, além do descumprimento de normas técnicas

O Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio de Janeiro (Crea-RJ) apresentou nesta segunda-feira (30) laudo pericial com os resultados do estudo sobre a queda da Ciclovia Tim Maia, ocorrida em abril em São Conrado, na zona Sul do Rio de Janeiro. O documento foi produzido por uma Comissão Especial, formada pelos engenheiros civis Manoel Lapa e Silva, Fernando Celso Uchos Cavalcanti, Gilberto Mascarenhas do Valle, José Schipper, Luiz Carneiro de Oliveira e Robson Luiz Gaiofatto.

O trabalho, baseado na análise de documentos, coleta de dados e entrevistas dos profissionais que trabalharam nessa construção, aponta três fatores como principais para o acidente. São eles: falhas na licitação e na fiscalização do contrato; descumprimento na Lei das Licitações; e a falta ética do exercício profissional.

O grupo de trabalho ainda apontou a falta de estudos preliminares oceanográficos dos efeitos das ondas sobre a estrutura da ciclovia, já que a única referência na memória de cálculo das empresas subcontratadas foi do efeito de ondas nos pilares a uma altura de até 2,5 metros.

Além disso, a comprovação de experiência pelas empresas licitantes foi retirada do edital de licitação, e a NBR 6118/2014 - Projeto de Estruturas de Concreto - Procedimento foi descumprida. Outro aspecto irregular foi a não verificação dos registros das Anotação de Responsabilidade Técnica (ART) de Projeto Básico, do Orçamento da Obra e da Fiscalização da Obra pelo Contratante e pelo Órgão de Controle.

Os desenhos técnicos também não identificam os seus autores e responsáveis técnicos, e não contêm autorização por responsável para a execução.

Pelo código de ética Profissional, as penalidades estabelecidas para esses tipos de irregularidades são de advertência reservada, censura pública, multa, suspensão temporária do exercício profissional, e cancelamento definitivo do registro. O Crea-RJ recomendou, ainda, que seja realizado um estudo especializado sobre o efeito das ondas em toda a ciclovia.

A entidade pronunciou, como medidas que irá adotar: autuação dos responsáveis técnicos pelos serviços de engenharia sem ART; aplicação do Código de Ética Profissional - Resolução CONFEA 1002/2002; notificação de todos os Órgãos responsáveis (Prefeitura e Tribunal de Contas do Município - TCM) e empresas envolvidas; encaminhamento de toda documentação ao Ministério Público Estadual (MPE) e Ministério Público Federal (MPF); e notificação ao Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICEE), ao Instituto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Coppe/UFRJ) e ao Instituto Nacional de Pesquisas Hidrográficas (INPH) para apresentarem as ART dos seus laudos técnicos.

A Ciclovia Tim Maia havia sido inaugurada em janeiro deste ano e desabou três meses depois, no dia 21 de abril. Nela, foram investidos R$ 44,7 milhões. No começo de maio, o ICCE divulgou um laudo com o seu estudo preliminar, que apontou que o projeto da ciclovia não previu impacto das ondas no tabuleiro. O laudo da prefeitura será realizado pelo Coppe/UFRJ e pelo INPH. O trabalho começou no dia 3 de maio e tem previsão de término de 30 dias.

PiniWeb - 25 de Maio de 2016

 
Com atenção especial ao projeto de acessibilidade, Centro de Treinamento Paraolímpico Brasileiro é inaugurado em São Paulo

Obra foi executada pela construtora OAS, que optou pelo uso de estrutura metálica e concreto moldado in loco

O Governo de São Paulo inaugurou nesta segunda-feira (9) o Centro de Treinamento Paraolímpico Brasileiro, no Jabaquara, região Sul de São Paulo. O espaço tem 95 mil m² de área construída para abrigar 15 modalidades esportivas: atletismo, basquete em cadeira de rodas, bocha, natação, esgrima, futebol de 5, futebol de 7, goalball, halterofilismo, judô, rúgbi, tênis, tênis de mesa, voleibol sentado e triatlo.

O projeto do centro foi realizado pelo escritório L+M Gets e divide-se em dois blocos permeados por áreas verdes. O primeiro será destinado ao treinamento dos atletas, com oito quadras poliesportivas, arenas multiuso, pistas de atletismo, piscinas olímpica e semiolímpica, vestiários, sanitários e salas de diversas utilidades.

O segundo bloco, por sua vez, é formado pelo Centro Residencial com capacidade para 240 pessoas. Ele inclui dormitórios, refeitórios, salas de estar, TV e reuniões, lavanderias, área administrativa e de apoio. Há, ainda, dois andares de estacionamento com 300 vagas e uma praça de eventos. Para garantir a fluidez e acessibilidade na construção, foi elaborado um edifício central em formato cilíndrico. Ele, além de servir como recepção, interliga os níveis por rampas em espiral e por elevadores panorâmicos.

Iniciada em dezembro de 2013, a obra foi executada pela construtora OAS, que optou pelo uso de estrutura metálica e concreto moldado in loco. No Centro Paralímpico, garantir acessibilidade a todos demandou que o projeto extrapolasse as exigências da legislação e das normas técnicas. A ABNT NBR 9.050: Acessibilidade a Edificações, Mobiliário, Espaços e Equipamentos Urbanos estabelece medidas para corredores e portas usadas por cadeirantes, por exemplo, mas não trata de acessibilidade para atletas, que possuem uma performance diferente no espaço. "A cadeira de rodas de um para-atleta de basquete tem medidas e funcionamento muito diferentes de um modelo comum. Além disso, os espaços deveriam garantir livre tráfego a pessoas com variadas características físicas e motoras", conta a arquiteta Silvana Tersi, gerente de contrato do L+M Gets.

O espaço é considerado pelo governo o "principal legado de estrutura dos jogos 'Rio 2016' para o esporte paraolímpico". Ele é considerado o principal voltado a atletas paradesporto tipo no Brasil e na América Latina, e um dos melhores do mundo.

"Aqui será o centro de treinamento, capacitação, ciência do esporte, com hotel, restaurante, centro aquático e quadras. E também a aclimatação da seleção brasileira para a paralimpíada. Será ainda um centro diuturno para formação e treinamento de atleta. Em novembro já temos, por exemplo, as Olimpíada Escolares", explicou Alckmin.

O investimento nas obras foi superior a R$ 281 milhões, sendo R$ 167 milhões provindos do Governo Federal e R$ 114 milhões do Governo de São Paulo.

PiniWeb - 25 de Maio de 2016

 
PNUD lança série de vídeos sobre eficiência energética em edificações

Oito animações apresentam, entre outras coisas, a Etiqueta Nacional de Conservação de Energia e o Projetee

O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) produziu, em conjunto com o Ministério do Meio Ambiente, oito vídeos didáticos sobre eficiência energética em edificações. A campanha visa disseminar informações sobre maneiras eficazes de reduzir o consumo de energia e apresentar as iniciativas da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre o tema.

Os seis primeiros vídeos tratam do funcionamento da Etiqueta Nacional de Conservação de Energia (ENCE), uma classificação de edifícios segundo a eficácia dos sistemas de iluminação, ar condicionado e o exterior do prédio. No Brasil, o setor de edificações representa 40% do total de eletricidade consumida no país. Já o sétimo vídeo é relacionado ao Projetee, uma ferramenta voltada para universitários e projetistas iniciantes que fornece orientações para projetos de edificações energicamente eficientes. O último vídeo da série é sobre o aquecimento solar da água.

A PNUD e o Governo Federal, além disso, também estão desenvolvendo o projeto Transformação do Mercado de Eficiência Energética no Brasil (Projeto 3E), que busca influenciar o mercado de eficiência energética em edificações comerciais e públicas, estimulando a economia de eletricidade e a redução de emissões dos gases de efeito estufa.

Um dos ramos do projeto é a capacitação em etiquetagem - classificação do nível de eficiência energética dos edifícios - para os setores público e privado. A metodologia de categorização é diferente de acordo com a destinação do prédio: público, privado ou residencial. Além disso, pode ocorrer em dois momentos: na fase de projeto ou após a construção do edifício.

"São considerados, no projeto, componentes necessários ao desenvolvimento do mercado de eficiência energética no Brasil: a capacitação e sensibilização, promoção de eficiência energética em prédios públicos e de mecanismos de garantia para financiamento de projetos de eficiência energética", explica a coordenadora técnica do programa, Ludmilla Diniz.

PiniWeb - 25 de Maio de 2016

 
Trabalhadores da construção da cidade de São Paulo entram em greve

Sintracon-SP defende reposição salarial no valor de 9,83%. Em nota, SindusCon-SP diz que negociação continua em andamento

Foi iniciada nesta segunda-feira (23) a greve geral dos trabalhadores da construção do estado de São Paulo. Restrita à capital paulista, a categoria conta com 270 mil trabalhadores que reivindicam reposição salarial de 9,83%, valor correspondente ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) do período.

Segundo o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Civil de São Paulo (Sintracon-SP), o Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-SP) propôs correção de apenas 3,5% em maio.

O ato de hoje contou com cerca de 30 mil trabalhadores, de acordo com o Sintracon-SP, em 11 pontos da cidade, que partiram em direção à sede do SindusCon-SP. A greve é por tempo indeterminado.

Em nota enviada à imprensa o SindusCon-SP afirma estar aberto à negociação. Leia na íntegra:

"O SindusCon-SP estranha o posicionamento de greve do Sintracon-SP, pois a negociação continua em andamento. Para o sindicato, o movimento é inoportuno. Nos últimos dois anos, a indústria da construção foi obrigada a demitir mais de 700 mil trabalhadores em função da recessão econômica. E a previsão é de que esse número possa chegar a 1 milhão até o fim deste ano.

Portanto, o SindusCon-SP entende que os trabalhadores deveriam estar lutando pela preservação do emprego. O sindicato reforça que as conversas continuam e espera que esta situação possa se resolver pela via do diálogo".

PiniWeb - 18 de Maio de 2016

 
CBIC disponibiliza Guia sobre Ética e Compliance na Construção

Material traz dicas para profissionais do setor e exemplos do que fazer para evitar a corrupção na sua empresa

A Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) lançou na última quarta-feira (11), na abertura do 88º Encontro Nacional da Indústria da Construção (Enic), o Guia "Ética e Compliance na Construção". O objetivo do documento é, segundo a entidade, fortalecer o segmento e a qualidade dos relacionamentos com seus públicos de interesse.

O livreto é dividido pelos setores: "Apresentação", "Ética e Responsabilidade Social", "Como fazer a gestão da ética? ", "Como começar? ", "A CBIC" e "Referências" e tem apoio do Serviço Social da Indústria (Sesi).

"Discutir ética sem hipocrisia é considerá-la como um elemento para a melhoria da qualidade do ambiente de negócios, aumentando a sua previsibilidade e a capacidade de planejamento das empresas. É compreendê-la como fator de sobrevivência e de competitividade das companhias no longo prazo. É percebê-la como variável de rentabilidade de importância cada vez maior, devendo ocupar um lugar central nas empresas e na política institucional", afirma o presidente da CBIC, José Carlos Martins, no Guia.

Além do material, outros documentos devem servir de apoio para empresas quanto à ética, como a lei anticorrupção, manuais de ética concorrencial e de avaliação de risco e a atuação do código de ética da entidade.

No dia 15 de junho, haverá, além disso, o início de um ciclo de debates com órgãos ligados ao Tribunal de Contas da União (TCU), ao Ministério Público Federal (MPF), à Associação dos Juízes Federais (AJUFE), e à Controladoria Geral da União (CGU). O evento deverá discutir eventos como contratos leoninos, projetos mal executados, atrasos de pagamento por parte do setor público e falta de transparência nas licitações, já que são os problemas mais apontados pelas empresas.

PiniWeb - 18 de Maio de 2016

 
Copel inicia a construção de complexo eólico de R$ 1,3 bi no Rio Grande do Norte

Localizado no município de Pedra Grande, complexo Cutia será o maior no estado, com capacidade de gerar 312,9 MW

A Companhia Paranaense de Energia (Copel) iniciou a construção do seu quarto e maior complexo eólico no estado do Rio Grande do Norte. O Complexo Cutia terá capacidade de 312,9 MW e ficará localizado no município de Pedra Grande.

O investimento no complexo é calculado em R$ 1,3 bilhão, mas ao considerar-se os mais de 15 parques já instalados no estado, o investimento da Copel em energia eólica no estado chega a R$ 3 bilhões, com a geração de 630 MW. O total de energia eólica produzida no estado é capaz de abastecer uma cidade de 2 milhões de habitantes.

A Copel tem, hoje, empreendimentos em dez estados. A ideia é vender a energia produzida e, assim, gerar receita ao estado do Paraná. Sobre o Complexo Cutia, ele deve receber investimentos de mais de R$ 600 milhões apenas em 2016, e será o maior volume em recursos da Copel atualmente. Serão 179 aerogeradores, construídos em duas etapas.

A primeira parte, constituída pelos sete primeiros parques, entra em operação em outubro de 2017. Ela terá capacidade de 180,6 MW, distribuídos em 86 aerogeradores. Já a segunda etapa deve ficar pronta em 2018, com outros seis parques capazes de produzir 132,3 MW em 63 geradores. Dessa forma, restarão 312 MW gerados por 149 aerogeradores em 13 parques.

Os outros projetos da Copel no Rio Grande do Norte, em questão de energia eólica, são os complexos de Brisa Potiguar (183,6 MW), São Bento (94 MW) e São Miguel do Gostoso (105,8 MW, sendo 49% da Copel). Os empreendimentos somam 330,5 MW em 15 parques.

PiniWeb - 18 de Maio de 2016

 
Emprego na construção civil registra recuo de 0,99% em março, aponta SindusCon-SP

No mês, foram 28,5 mil demissões em todo o Brasil, se considerados os fatores sazonais. Em 12 meses, número chega a 473,8 mil

O emprego na construção civil brasileira registrou queda de 0,99% em março na comparação a fevereiro, com 28,5 mil demissões, se considerados os fatores sazonais. Ao desconsiderá-los, a quantidade de vagas fechadas foi de 43,1 mil no mês, o que representa uma diminuição de 1,48%. A pesquisa foi divulgada nesta terça-feira (17) pelo Sindicato da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-SP) em parceria com a Fundação Getúlio Vargas (FGV), com base nas informações do Ministério do Trabalho e do Emprego (MTE).

No acumulado do ano, foram cortadas 55,4 mil vagas de emprego. Em 12 meses, o número de trabalhadores dispensados foi de 473,8 mil.

"Historicamente, o emprego na indústria da construção cresce no primeiro trimestre, em função das novas obras a serem iniciadas. Mas este é o segundo ano seguido em que o emprego no setor cai no primeiro trimestre, como resultado da crise", comenta o presidente do SindusCon-SP, José Romeu Ferraz Neto. Para ele, "no momento em que os investidores voltarem a ter confiança na economia brasileira, a indústria da construção terá potencial de se recuperar rapidamente e voltar a gerar um elevado volume de emprego".

De acordo com os segmentos, aquele com a maior retração foi o de obras de instalação (-2,27%), seguido pelo imobiliário (-1,41%). Os dados são de março, em comparação ao mês anterior. Ao considerar-se o acumulado do ano contra o mesmo período do ano anterior, o segmento imobiliário apresenta a mais acentuada queda (-17,87%).

As regiões do país mais afetadas com o fechamento dos postos de trabalho foram a Norte (-1,20%, ou 1.976 vagas e menos), Nordeste (-1,04% ou 6.161 vagas), Sul (-1,02% ou 4.508 vagas), Sudeste (-1%, ou 14.587 vagas) e Centro-Oeste (-0,63%, ou 1.353 vagas).

No estado de São Paulo, a queda de emprego na construção civil foi de -1,01% em março. Considerando efeitos sazonais, foram 7.737 vagas a menos. Ao desconsiderá-los, a queda chega a -1,64%, ou -12,6 mil vagas. O estoque de trabalhadores também diminuiu, de 769 mil em fevereiro para 741 mil em março. Por segmentos, o mais afetado foi o de obras de instalação (-2,44%), seguido ao de obras de acabamento (-1,02%) e imobiliário (-1,19%).

A queda na capital paulista foi de -0,54% no mês, com perda de 1.862 postos de trabalho. Em 12 meses, a retração foi de 11,87%. Entre as regionais do SindusCon-SP, aquelas com maiores quedas foram Santo André (-3,35% ou 1.485 vagas a menos), Bauru (-2,43% ou 556 vagas), Ribeirão Preto (-1,94% ou 997 vagas), São José do Rio Preto (-1,70% ou 526 vagas), Campinas (-1,19% ou 979 vagas), São José dos Campos (-0,91% ou 545 vagas), Santos (-0,70% ou 190 vagas), Sorocaba (0,59% ou 517 vagas), São Paulo (sede) ((-0,54% ou 1.862 vagas) e Presidente Prudente (-0,27% ou 24 vagas).

PiniWeb - 11 de Maio de 2016

 
Inaugurada primeira etapa do novo sistema de esgoto de Vargem Grande Paulista, em São Paulo

Estação de Tratamento de Esgoto deverá trata cerca de seis milhões de litros por dia

O Governo de São Paulo inaugurou no último sábado (7) a primeira etapa do novo sistema de esgoto sanitário da cidade de Vargem Grande Paulista, a oeste da região Metropolitana de São Paulo. A Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) tem capacidade para tratar cerca de seis milhões de litros de esgoto por dia.

O investimento para a construção da ETE, duas estações elevadas de esgoto, um sistema de remoção de algas e o coletor-tronco Raposo Tavares foi de R$ 22 milhões.

De acordo com o governo paulista, a ETE deverá também contribuir para a despoluição dos ribeirões Vermelho e Vargem Grande e do rio Sorocamim, que integram a bacia do Médio Tietê, o que deve indiretamente beneficiar o principal corpo d'água de São Paulo. O método a ser utilizado é o de lagoas de estabilização, pois possui baixo custo de manutenção e operação.

Segundo a ONG Trata Brasil, apenas 56,24% do esgoto do estado de São Paulo é tratado.

PiniWeb - 11 de Maio de 2016

 
Terceira edição de feira sobre construção sustentável acontece em junho no interior de São Paulo

Serão debatidos temas como gestão de resíduos, eficiência energética, bambu como meio construtivo e acessibilidade

Acontece entre os dias 1º e 4 de junho a terceira edição da Feira Internacional da Construção Sustentável em 2016 (Feconati), na estação Atibaia, a 50 km de São Paulo. Entre os temas que serão apresentados no evento, estão gestão de resíduos, eficiência energética, bambu como meio construtivo e acessibilidade.

A feira tem como público alvo construtores, engenheiros e arquitetos, e visa à apresentação de produtos que minimizem os impactos na natureza e contribuam para uma melhora na qualidade de vida. Dessa forma, serão apresentados produtos que economizam energia, materiais alternativos para a construção civil, módulos de captação de água pluvial e soluções na geração de energia renováveis.

Para completar a agenda sustentável, o evento contará com uma palestra do professor da Universidade Presbiteriana Mackenzie Celso Luchezzi, que falará sobre a gestão de resíduos na construção civil e como diminuir custos com a destinação de materiais. “As empresas que trabalharem na questão ambiental podem explorar isso como benefício para o Marketing e para uma certificação LEED e ao trabalharem fazendo sua gestão de resíduos estarão contribuindo para essa certificação”, afirma o professor.

Também haverá uma palestra do Presidente da Associação de Produtores de Bambu (Aprobambu), Guilherme Korte, que tratará do bambu como novo e rentável negócio sustentável. Segundo o ele, há um projeto junto ao Governo de São Paulo que fomenta o plantio de bambu nas margens de rios e lagos, por sua capacidade de recuperar áreas degradadas.

A palestra “Em busca da eficiência energética”, por sua vez, será ministrada por Otávio Simões, e abordará o apelo econômico na busca por novas fontes de energia e a gestão da melhor opção, além das mudanças de processos necessários para a implantação.

“Diferentemente de outros países, onde a questão energética é tratada como um insumo ou investimento, no Brasil ainda estamos com poucos ou quase nenhum incentivo fiscal. O grande incentivo é a manutenção da competividade, onde a redução de custos de consumo, deve ser tratada como um investimento real e definitivo”, afirma Simões.

PiniWeb - 11 de Maio de 2016

 
Em março, venda de novas unidades residenciais em São Paulo cai 16%

Em relação ao mês anterior, porém, comercializações tiveram um aumento de 28%. Lançamentos tiveram desempenho semelhante

Foram vendidas 1.070 unidades residenciais novas na cidade de São Paulo em março, segundo a Pesquisa do Mercado Imobiliário divulgada nesta terça-feira (10) pelo Sindicato da Habitação (Secovi-SP). Esse número representa um aumento de 28% em relação a fevereiro deste ano (836 unidades), mas a quantidade caiu 16% se a base comparação for do mesmo mês do ano passado (1.267 unidades).

Com tais dados, o primeiro trimestre do ano soma 2.856 imóveis vendidos na cidade. A quantidade é 4,4% superior à do mesmo período do ano passado, porém, de acordo com o sindicato, ainda se encontra abaixo da média de 5,5 mil unidades escoadas entre 2004 e 2015.

"Os primeiros três meses do ano mantiveram a tendência observada ao longo de 2015, de comercialização de unidades com tíquete baixo, predominantemente de dois dormitórios, o que resultou na diminuição do montante vendido na cidade de São Paulo", afirma Flavio Amary, presidente do Secovi-SP.

Quanto ao número de lançamentos, foram 565 imóveis colocados no mercado em março na capital paulista. A quantidade é 230% superior à de fevereiro (171 unidades) e 26,9% inferior à de março de 2015.

Em todo o primeiro trimestre, foram 1.692 unidades residenciais lançadas na cidade, 23% a menos que o mesmo período de 2015 (2.191 unidades). É a menor quantidade de lançamentos na cidade desde 2004, ano em que começou a ser adotada a atual metodologia da pesquisa.

"O baixo número de lançamentos está relacionado à falta de confiança no ambiente político-econômico do País, às alterações na legislação urbana (PDE e Lei de Zoneamento) e à necessidade das empresas em gerar caixa e diminuir as unidades em estoque", argumenta Emílio Kallas, vice-presidente de Incorporação e Terrenos Urbanos do Secovi-SP.

Os imóveis que predominaram em todos os indicadores de pesquisa são os de dois dormitórios: 466 vendas, 251 lançamentos, 9.680 ofertas finais e VSO (Venda sobre Oferta) de 4,6%. É o terceiro mês consecutivo em que isso acontece.

Quanto à área útil, aqueles com metragem média entre 45m² e 65m² foram os que predominaram nos lançamentos (310 unidades) e nas vendas (423 unidades). O índice VSO para esse tipo de imóvel ficou em 4,2%.

As unidades residenciais com o melhor desempenho de comercialização, medido pela relação das vendas com a oferta, foi de imóveis com preço abaixo de R$ 225 mil (VSO de 9,1%). "Nessa faixa de preço, a oferta é pequena, mas há maior demanda", explica o economista-chefe do Secovi-SP, Celso Petrucci.

As unidades com preço entre R$ 225 mil e R$ 500 mil, por sua vez, obtiveram 422 unidades comercializadas, liderando as vendas e os lançamentos do mês.

A zona Norte da cidade apresentou o melhor VSO (4,6%). Quanto às vendas, a zona Leste destacou-se, com 270 unidades comercializadas. A zona Oeste apresentou a maior quantidade lançada (178 unidades). A região com maior volume de imóveis ofertados foi a Sul (7.793 unidades).

PiniWeb - 04 de Maio de 2016

 
BNDES desembolsa R$ 5,7 bilhões para a área de infraestrutura no primeiro trimestre de 2016

Ao todo foram concedidos R$ 18,1 bilhões em financiamentos, 46% a menos do que o mesmo período do ano passado

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) desembolsou R$ 18,1 bilhões no primeiro trimestre do ano, sendo que R$ 5,7 bilhões, ou 32% do total, foi para a área de infraestrutura. A indústria ficou com R$ 5,4 bilhões (30%), comércio e serviços com R$ 3,7 bilhões e a Agropecuária, R$ 3,1 bilhões. Os demais R$ 200 milhões não foram especificados.

Em relação ao porte das empresas, as micro, pequenas e médias (MPMEs) receberam R$ 7 bilhões dos recursos (39%). Às micro empresas foram destinados R$ 3,7 bilhões (21%). Aos projetos de Economia Verde (eficiência energética, energias renováveis, gestão de água, melhorias agrícolas, adaptação às mudanças climáticas e reflorestamento) o BNDES destinou R$ 3,5 bilhões.

Em comparação com o mesmo período de 2015, os desembolsos recuaram 46%. As consultas por novos financiamentos foram 7% menores (alcançaram os R$ 23,5 bilhões). Os enquadramentos (fase posterior à consulta) somaram R$ 22,7 bilhões, recuo de 4% na comparação trimestral.

A desaceleração é reflexo do comportamento da indústria, cujas consultas aumentaram 77% (montante de R$ 8,1 bilhões no primeiro trimestre). Os enquadramentos subiram 84% (total de R$ 8,1 bilhões). A maior contribuição veio do segmento "material de transporte", em que estão classificadas a fabricação e montagem de veículos automotores, embarcações, equipamentos ferroviários e aeronaves.

As aprovações de novos financiamentos somaram R$ 13,5 bilhões, o que representa queda de 37%. As aprovações à Infraestrutura corresponderam a 37% do total aprovado pelo BNDES, com um valor de R$ 5 bilhões até março.

As aprovações a projetos do setor agropecuário tiveram 25% de participação (R$ 3,4 bilhões). As aprovações à Indústria chegaram a 17% (R$ 2,3 bilhões). As de Comércio e Serviço, 21% (R$ 2,8 bilhões).

PiniWeb - 04 de Maio de 2016

 
Por falta de repasses, sindicato estima a demissão de 600 trabalhadores das obras da nova Ponte do Guaíba (RS)

DNIT não estaria repassando recursos para o consórcio formado pelas construtoras Queiroz Galvão e EGT Engenharia

As obras na nova Ponte do Guaíba, em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, devem ser paralisadas até o fim do mês devido à falta de repasse de recursos por parte do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT). Assim prevê o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Pesada (Siticepot), que estima, até lá, a demissão de mais de 600 trabalhadores envolvidos com o projeto.

O grupo construtor responsável pela obra é o Consórcio Ponte do Guaíba, formado pelas construtoras Queiroz Galvão e EGT Engenharia. As obras foram iniciadas em outubro de 2013, e orçadas em R$ 649,62 milhões.

A estrutura terá 2,9 km de extensão e 28 metros de largura, sendo duas faixas de rolamento com acostamento e refúgio central. Se contar os acessos e elevados, serão 7,3 km de via. O DNIT calcula que cerca de 50 mil veículos trafeguem diariamente na pista, que, quando pronta, deve ligar a capital gaúcha com o interior sul do estado, passando pela Ilha do Pavão até a Ilha Grande dos Marinheiros.

Em julho de 2015, um guindaste caiu no canteiro dessa obra. Não houve feridos.

Procurados pela PINIweb, o consórcio não quis comentar a situação, e o DNIT negou tanto o atraso do pagamento quanto a emissão de ato administrativo que possibilite a paralisação, além de afirmar que vai pedir uma manifestação do consórcio sobre o fato.

PiniWeb - 04 de Maio de 2016

 
Congresso Brasileiro de Patologia das Construções reúne profissionais para trocar experiências no combate às anomalias das obras

Evento realizado em abril na cidade de Belém trouxe debates sobre anomalias em grandes estruturas e sobre a conformidade do concreto

Muitos engenheiros ainda sentem calafrios ao ouvir a expressão patologia das construções. Mas não adianta fugir: cedo ou tarde, as anomalias vão aparecer, e será necessário enfrentar o problema de frente. Em sua segunda edição, o Congresso Brasileiro de Patologia das Construções (CBPat) 2016 reuniu em abril, na cidade de Belém, pesquisadores e profissionais para compartilhar suas experiências no estudo e no tratamento das manifestações patológicas em construções de diversos tipos.

Um dos destaques do evento deste ano foram as grandes estruturas de concreto, em especial os píeres marítimos, construídos em ambientes agressivos e submetidos a cargas e impactos de grandes navios cargueiros. 'Em píeres, encontram-se problemas muito comuns em indústrias, isto é, o aumento de solicitações de serviço - decorrente dos avanços tecnológicos dos navios, cada vez maiores - desacompanhado de reforços convenientes nas estruturas', comenta o engenheiro Antonio Carmona Filho, da Exata Engenharia. Em sua palestra durante o evento, Carmona Filho apresentou uma das obras de recuperação desse tipo de estrutura. 'A face inferior da base do píer, que fica em contato direto com a água do mar, apresentava armaduras expostas e corrosão profunda, com trechos totalmente deteriorados', explica. 'É uma situação difícil para trabalhar, com janelas de poucas horas disponíveis devido à variação da maré.'

PiniWeb - 27 de Abril de 2016

 
Primeiro projeto póstumo de Zaha Hadid é inaugurado na Itália

Terminal Marítimo de Salermo foi criado em formato de concha e brilha durante a noite para servir como farol aos navios

Foi inaugurada na última segunda-feira (25) a primeira obra de Zaha Hadid após sua morte, o Terminal Marítimo de Salermo, na cidade homônima, na Itália. A construção tem como objetivo o desenvolvimento social, econômico e a regeneração ambiental do cais público que se estende pelo porto e pela marina do município. O escritório ganhou a competição internacional para a elaboração do projeto em 2000.

O terminal tem um formato de ostra, de acordo com os arquitetos. Sua concha assimétrica e dura tem como objetivo proteger os elementos mais frágeis que se encontram no seu interior, assim como os passageiros do intenso sol do Mediterrâneo durante a época turística.

O novo local é formado por três ambientes: escritórios de administração para controle da fronteira nacional e linhas de transporte, o terminal para viagens e cruzeiros internacionais e o para viagens locais e regionais. O interior da construção orienta e guia os passageiros por uma sequência de espaços são organizados em volta de pontos focais, com restaurante e lounge de espera.

Durante a noite, o terminal brilha para garantir o status de farol do porto, recebendo os visitantes da cidade. Para o escritório, o projeto também pretende servir de transição entre o sólido e o líquido, a terra e o mar.

Com vista para a Costa de Amalfi, do Golfo de Salermo e de Cilento e próxima a cidades como Positano, Capri, Paestum e Pompeia, a nova construção deve garantir acesso mais fácil aos visitantes de atrações culturais.

Ao visitar o novo terminal, o Primeiro Ministro italiano, Matteo Renzi, homenageou Zaha Hadid. “Esse trabalho extraordinário acrescenta a tudo o que Salermo está fazendo para transformar a si mesma, e eu acho isso maravilhoso. É também uma forma de lembrar a grande arquiteta que a Zaha Hadid foi”, disse.

PiniWeb - 27 de Abril de 2016

 
Arquiteta é condenada pelo CAU/SP por apresentar títulos falsos de pós-graduação

Profissional deve perder o seu registro no conselho. Decisão é passível de recurso

O plenário do Conselho de Arquitetura e Urbanismo de São Paulo (CAU/SP) condenou no dia 14 de abril uma arquiteta e urbanista ao cancelamento do seu registro profissional por ter apresentado títulos falsos de pós-graduação (mestrado e doutorado), que teriam permitido a sua contratação como coordenadora e docente de um curso de arquitetura e urbanismo em São Paulo.

A 3ª Sessão Plenária Extraordinária reuniu os conselheiros do CAU/SP, que condenaram a profissional pela infração ao item 2.2.6 do Código de Ética e Disciplina do Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil. “O arquiteto e urbanista deve prescindir de utilizar o saber profissional para emitir opiniões que deturpem conscientemente a verdade, persuadindo leigos, a fim de obter resultados que convenham a si ou a grupos para os quais preste serviço ou aos quais representa”, disseram.

Houve ainda, segundo o parecer apresentado, infração à regra 1.2.5 do Código de Ética e Disciplina: “o Arquiteto e Urbanista deve declarar-se impedido de assumir responsabilidades profissionais que extrapolem os limites de suas atribuições, habilidade e competências, em seus respectivos campos de atuação”.

A profissional, desta forma, fica impedida do exercício da atividade de arquitetura e urbanismo em todo o território nacional. Cabe, ainda, recurso à decisão do Plenário do CAU/BR.

PiniWeb - 27 de Abril de 2016

 
Custo da construção desacelera em abril, aponta FGV

Taxa registrada no mês foi de 0,41%, número abaixo do 0,79% de março

Divulgado nesta terça-feira (26) pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), o Índice Nacional de Custo da Construção - Mercado (INCC-M) teve alta de 0,41% em abril, número abaixo do registrado no mês anterior, de 0,79%. Os dados são baseados no período entre o dia 21 do mês anterior ao dia 20 deste mês.

A mão de obra apresentou variação de 0,52% em abril, inferior ao 1,16% do mês passado. Para a FGV, o decréscimo ocorreu devido aos reajustes salariais em Belo Horizonte e Salvador, que ocorreram em março.

Já a parcela referente a Materiais, Equipamentos e Serviços aumentou 0,29% neste mês, 0,09% abaixo do registrado em março. O indicador de Materiais e Equipamentos passou de 0,38% no mês passado para 0,28% em abril. Dos quatro subgrupos pertencentes a ele, três apresentaram queda em suas taxas de variação, com destaque foi de materiais para instalação, que passou de 0,79% para 0,43%. Em relação a Serviços, a taxa foi de 0,38% em março para 0,33% neste mês. No grupo, a desaceleração de taxas de serviços e licenciamentos destacou-se por passar de 2,4% para 0,51%.

Das capitais brasileiras, cinco apresentaram desaceleração em suas taxas de variação: Brasília (de 0,30% para 0,06%), Belo Horizonte (de 4,72% para 0,96%), Recife (de 2,03% para 0,13%), Rio de Janeiro (de 0,29% para 0,04%) e São Paulo (de 0,08% para 0,04%). Salvador e Porto Alegre, entretanto, apresentaram aceleração, com taxa de 0,32% para 2,23% e de 0,33% para 0,54%, respectivamente.

PiniWeb - 19 de Abril de 2016

 
TCE-BA considera contrato de construção da Arena Fonte Nova, em Salvador, ilegal

Com sobrepreço estimado em R$ 460 milhões, tribunal pediu para o Governo da Bahia elaborar um estudo de readequação financeira no prazo de 120 dias

O Tribunal de Contas do Estado da Bahia (TCE-BA) considerou em sessão realizada na última terça-feira (12) ilegal o contrato de construção das obras relacionadas à Arena Fonte Nova, em Salvador. O sobrepreço seria de R$ 460 milhões no contrato.

O tribunal deu um prazo de 120 dias para o governo do estado apresentar estudo de readequação econômica-financeira do contrato firmado com a Fonte Nova Participação (FPN), formado pelas construtoras OAS e Odebrecht. Foi aplicada, também, uma multa de R$ 13.361,36 aos gestores Raimundo Nonato (ex-superintendente dos Desportos da Bahia), Carlos Martins (ex-secretário da Fazenda) e Nilton Vasconcelos (ex-secretário do Trabalho, Emprego e Renda).

Informações oficiais, entretanto, não foram divulgadas. O TCE afirmou que, até a próxima semana, um posicionamento oficial deve ser publicado no Diário Oficial.

PiniWeb - 19 de Abril de 2016

 
BIAU premia Eduardo Souto de Moura e mais quatro obras brasileiras

Foram reconhecidos os projetos Casa Vila Matilde, Galeria Maxita Yano - Claudia Andujar, Minimod Catuçaba e Vertical Itaim

A X Bienal Iberoamericana de Arquitetura e Urbanismo (BIAU) premiou nesta semana o arquiteto português Eduardo Souto de Moura, vencedor do Prêmio Pritzker de 2011, assim como mais 26 obras, seis livros, duas publicações periódicas e uma coleção de vídeos. O júri deste ano foi formado pelos arquitetos espanhóis Ángela García de Paredes e Ignacio G. Pedrosa, além do brasileiro Álvaro Puntoni. O tema da edição foi “Deslocamentos”.

O prêmio concedido a Souto de Moura reconhece uma obra “plena de emoção” e a “importante entrada de seu magistério em universidades de diversos países”, além de “enriquecedoras relações entre diferentes escalas, lugares e momentos”.

Os demais 26 projetos premiados estão espalhados por países como Argentina (2), México (2), Portugal (4), Equador (2), Paraguai (2), Brasil (4), Uruguai (1), Colômbia (1), Chile (1) e Espanha (7). No Brasil, venceram: Casa Vila Matilde, de Terra e Tuma Arquitetos Associados; Galeria Maxita Yano - Claudia Andujar, de Arquitetos Associados; Minimod Catuçaba, de Mapa Arquitetos; e Vertical Itaim, do studio mk27.

Os premiados na categoria de Publicações são provindos de países como Portugal, Espanha, Peru, Argentina e México. As publicações periódicas são duas revistas, uma brasileira (Revista Monolito) e uma espanhola (Sección de Arquitectura del suplemento semanal El Cultural). Na categoria Outros Suportes, uma coleção de professores da Fundação Arquia, por suas entrevistas a Rafael Moneo, Ricardo Bofill, Manuel Gallego, Oriol Bohigas e Antonio Fernández Alba.

Em relação aos trabalhos de doutorado, o vencedor foi o de Francisco Javier Castellano, pela obra “El patrimônio fértil. Transferencias entre el paisaje agrário y la arquitectura em los crecimientos urbanos” (em português: O patrimônio fértil. Transferências entre a paisagem agrária e a arquitetura nos crescimentos urbanos).

Confira a lista completa das obras vencedoras:

Centro Cultural Viejo Mercado. Carlos Airaudo, Gerardo Caballero, Ariel Giménez Rita, Fabián Llonch. Argentina
Capilla San Bernardo. Nicolás Campodonico. Argentina
Departamentos Antonio Sola. Jorge Ambrosi e Gabriela Etchegaray. México
Industria Palenque Milagrito. Jorge Ambrosi e Gabriela Etchegaray. México
Casa E/C. Inês Vieira da Silva e Miguel Vieira. SAMI-arquitectos Portugal
Sede Corporativa EDP. Manuel Aires Mateus e Francisco Aires Mateus. Portugal
Casa no Tempo. Manuel Aires Mateus e Francisco Aires Mateus. Portugal
Casa en construcción. Al Borde Arquitectos. Equador
Edificio San Francisco. José Cubilla. Paraguai
Casa Vila Matilde. Terra e Tuma Arquitetos Associados. Danilo Terra, Pedro Tuma e Fernanda Sakano. Brasil
Teatro Politeama. Estudio Lorieto. Pintos.Santellán arquitectos. Victor Lorieto, Conrado Pintos e Luis Santellán. Uruguai
Parque educativo Saberes Ancestrales. Farhid Maya Ramírez, Lucas Serna Rodas, Diana Herrera Duque, Mauricio Valencia Correa. Colômbia
Galeria Maxita Yano - Claudia Andujar. Alexandre Brasil Garcia, André Luiz Prado de Oliveira, Bruno Luiz Coutinho Santa Cecília, Carlos Alberto Batista Maciel, Ana Carolina Vaz dos Santos, Paula Zasnicoff Cardoso. Brasil
Arquipélago - Centro de Artes Contemporâneas. Francisco Vieira de Campos, Cristina Guedes, João Mendes Ribeiro. Portugal
Vertical Itaim. Marcio Kogan, Carolina Castroviejo. Brasil
Minimod Catuçaba. Mapa Arquitetos, Luciano Andrades, Matías Carballal, Rochelle Castro, Andrés Gobba, Mauricio López, Silvio Machado. Brasil
Quincho Tia Coral. Gabinete Arquitectura: Solano Benítez, Gloria Cabral, Solanito Benítez. Paraguai
Establo. 57STUDIO: Maurizio Angelini , Benjamín Oportot. Chile
Casa Convento. Enrique Mora Alvarado. Equador
Casa Andamio. Ramon Bosch Pagès e Elisabet Capdeferro Pla. Espanha
Consolidaciones instaladas. Antigo convento de Santa María de los Reyes de Sevilla. Consolidación estructural de inmuebles de interés arquitectónico y adecuación de espacios libres. José Morales, Sara de Giles. Espanha
Escuela Técnica Superior de Arquitectura en el Antiguo Hospital Militar de Granada. Víctor López Cotelo. Espanha
Recuperación del Caminito del Rey. Luis Machuca Santa-Cruz. Espanha
Casa1014. HARQUITECTES. Espanha
Industria de montajes eléctricos. José María Sánchez García. Espanha
Museo de las Colecciones Reales. Luis Moreno Mansilla y Emilio Tuñón Álvarez. Espanha


PiniWeb - 19 de Abril de 2016

 
Ministério Público de São Paulo reabre concurso público com 15 vagas para engenheiros civis e arquitetos

Profissionais vão trabalhar como Analista Técnico Científico, com remuneração de R$ 11.167,16. Inscrições vão até 19 de maio

O Ministério Público do Estado de São Paulo lançou novamente o concurso público com seis vagas para arquiteto e urbanista especialista em planejamento urbano e nove para engenheiro civil. Os profissionais vão trabalhar como Analista Técnico Científico, com remuneração de R$ 11.167,16, auxílio alimentação de R$ 29 por dia, auxílio transporte e auxílio creche.

Das oportunidades para arquitetos e urbanistas, cinco estão dispostas na macrorregião da capital e uma na macrorregião de Campinas. Já das vagas para engenheiro civil, três são para a macrorregião de Campinas, duas para a de Piracicaba, duas para Bauru e duas para Ribeirão Preto.

Os interessados devem ter curso superior na área em que atuam com diploma fornecido por instituição de ensino oficial ou reconhecida pelo MEC, registro profissional no órgão de classe competente e experiência profissional mínima de três anos.

A avaliação é composta por uma prova objetiva de conhecimentos gerais (Língua Portuguesa, Matemática, Atualidades e Noções de Informática) e específicos, e uma prova dissertativa, de estudo de caso. Sua realização acontecerá no dia 3 de julho.

As inscrições ocorrem do dia 18 de abril até o 19 de maio, pelo site da Fundação para o Vestibular da Universidade Estadual Paulista (Vunesp), responsável pela organização do concurso. A taxa é de R$ 160,00.

PiniWeb - 13 de Abril de 2016

 
Escavações são concluídas e Linha 4 do Metrô do Rio de Janeiro está 92,5% executada

Prometida para julho deste ano, antes da Olimpíada, construção ainda depende de instalação de trilhos e outros acabamentos

As escavações da Linha 4 do metrô do Rio de Janeiro foram concluídas no último domingo (10), segundo o Consórcio Construtor Rio Barra (CCRB). Neste trecho, entre a Barra da Tijuca e Ipanema, o túnel possui 3,6 km de extensão e é composto por 1.790 anéis de concreto, faltando a instalação de um km de trilhos.

O Tatuzão utilizado na obra será reiniciado apenas no segundo semestre deste ano, na região da Gávea. O equipamento é o maior em operação na América Latina, com 11,5 metros de altura e 27 mil toneladas.

Aa obras da Linha 4 encontram-se com 92,5% de conclusão e foram prometidas para julho de 2016, a tempo da Olimpíada. As estações Nossa Senhora da Paz, Jardim de Alah, Antero de Quental, São Conrado e Jardim Oceânico encontram-se em fase de acabamento. Em janeiro, sistemas operacionais como avaliações de sinalização nos túneis, equipamentos de controle e energização das vias começaram a ser verificados.

As obras relativas à ponte estaiada também se encontram finalizadas. A colocação de trilhos e a execução da última concretagem das vias foram realizadas em março. Resta, agora, a iluminação cenográfica a ser realizada pelo artista das luzes Peter Gasper.

A Linha 4 do Metrô do Rio deverá transportar cerca de 300 mil pessoas por dia, e é considerada o maior legado deixado ao Rio de Janeiro após a Olimpíada. Na semana passada foi aprovado um aditivo de quase R$ 1 bilhão para a conclusão da obra a tempo do evento internacional. Na ocasião, o modo como as obras foram executadas foi criticado pelo Deputado Marcelo Freixo, que afirmou que o seu custo já é 280% maior que o previsto. O valor que era de R$ 5 bilhões, hoje salta para os R$ 19 bilhões.

PiniWeb - 13 de Abril de 2016

 
Marinha do Brasil abre vagas para engenheiros civis e arquitetos

Interessados devem ter graduação completa e ser brasileiro nato com menos de 36 anos. Salário é de cerca de R$ 9 mil

A Marinha do Brasil lançou nesta terça-feira (12) concurso público para a contratação de cinco engenheiros civis e três arquitetos para o posto de primeiro-tenente. Para participar da seleção, o interessado deve ter graduação completa na área de interesse e ser brasileiro nato, com menos de 36 anos.

O processo de seleção é composto por uma Prova Escrita de Conhecimentos Profissionais, redação, tradução de texto em inglês, inspeção de saúde, teste de aptidão física e verificação de documentos. As provas serão realizadas em Vila Velha (ES), Rio de Janeiro (RJ), Salvador (BA), Porto Alegre (RS), Natal (RN), Olinda (PE), Fortaleza (CE), Belém (PA), São Luís (MA), Rio Grande (RS), Florianópolis (SC), Ladário (MS), Cuiabá (MT), Brasília (DF), São Paulo (SP) e Manaus (AM).

Em 2017, os aprovados passarão por um Curso de Formação de Oficiais (CFO), com duração de 39 semanas, no Centro de Instrução Almirante Wandenkolk (CIAW), localizado na cidade do Rio de Janeiro. Durante o curso, os alunos receberão vencimentos mensais, alimentação, alojamento, auxílio-fardamento e assistência médico-odontológica. Posteriormente, terão um salário de cerca de R$ 9 mil, além de benefícios como alimentação, alojamento, auxílio-fardamento e assistência médico-odontológica..

A inscrição é acompanhada de uma taxa de R$ 80,00 e acontece pelo site da Marinha do Brasil do dia 14 de abril a 18 de maio. O pagamento pode ser efetuado até o dia 23 de maio. Confira mais informações no edital.

PiniWeb - 13 de Abril de 2016

 
Após revisão, norma de inspeção de pontes, viadutos e passarelas é publicada

Texto padroniza fichas e relatórios das análises sob os aspectos de segurança estrutural, funcionalidade e durabilidade

A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) publicou na última sexta-feira (8) a NBR 9452 - Inspeção de Pontes, Viadutos e Passarelas de Concreto - Procedimento. A atualização do texto, que era de 2012, passou pelo processo de revisão no ano passado.

Segundo a Comissão de Estudo Especial de Inspeções de Estruturas de Concreto (CEE-169), a revisão foi necessária por conta do avanço da metodologia para a inspeção de obras de arte, com base na experiência adquirida por meio das concessões federais e estaduais.

As principais alterações são relacionadas à periodicidade das inspeções, aos requisitos para as inspeções subaquáticas e à classificação das anomalias, considerando aspectos de segurança e de qualidade. Também há a proposta de padronização de fichas e de relatórios de inspeção.

A norma procura, ainda, avaliar as condições das obras de arte especiais sob os aspectos de segurança estrutural, funcionalidade e durabilidade, fornecendo meios necessários para elaborar uma gestão de manutenção destes equipamentos.

PiniWeb - 06 de Abril de 2016

 
Caixa libera R$ 550 milhões para obras na rodovia BR-050, entre Goiás e Minas Gerais

Estrada tem circulação média de 55 mil veículos por dia e arrecadou R$ 12,8 milhões em um período aproximado de dois anos

A Caixa Econômica Federal liberou, em contrato de financiamento oficializado na última quinta-feira (31), R$ 550 milhões para as obras de duplicação e manutenção da BR-050 entre Cristalina, em Goiás, e a Delta, na divisa entre Minas Gerais e São Paulo. O trecho, sob concessão da MGO Rodovias, tem sob circulação uma média diária de 55 mil veículos.

A MGO Rodovias, ao assumir o trecho em dezembro de 2013, comprometeu-se a aplicar R$ 3 bilhões nela, ao longo de 30 anos. Um terço desse valor deve ser investido na duplicação de 218,5 km de pista.

Segundo a Caixa, o financiamento foi estruturado com R$ 200 milhões do Fundo de Desenvolvimento do Centro-Oeste (FDCO) e R$ 350 milhões, do Programa de Financiamento à Infraestrutura e ao Saneamento (FINISA).

A MGO Rodovias afirma que os nove municípios atendidos pelas estradas administradas por eles recolheram R$ 12,8 milhões em Imposto sobre Serviço (ISS), no período de janeiro de 2014 a dezembro de 2015. O valor do pedágio varia de R$ 2,05 a R$ 3,20, de acordo com a localização.

PiniWeb - 06 de Abril de 2016

 
CAU e IAB vão lançar concurso para projeto de sede conjunta em Brasília

Edital completo deve estar disponível dia 20 de maio e construção deve ser licitada ainda este ano

O Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil (CAU/BR) e o Instituto de Arquitetos do Brasil – Distrito Federal (IAB/DF) decidiram que vão lançar um concurso públicos de projeto para a construção simultânea de suas sedes em Brasília. A medida faz parte do Memorando de Entendimento das instituições, aprovado na Plenária Ordinária do CAU realizada nos dias 31 de março e 1º de abril.

O edital está previsto para o dia 20 de maio, e deverá ser lançado na 17ª Reunião Plenária Ampliada do CAU/BR. A data final para a entrega das propostas será 4 de julho e a divulgação dos resultados,12 de julho. O lançamento do edital para a construção da obra deverá ocorrer no dia 15 de dezembro e a inauguração, um ano depois.

A área a ser construída é o Lote 21 da Quadra 603 do SGAS (Setor de Grandes Áreas Sul), no centro da capital federal. Dependendo do valor total orçado para o empreendimento a edificação poderá ser construída em uma ou mais etapas, com área total estimada em 7.500 m²: 2.500 m² em subsolo para garagem e locais técnicos e 5.000 m² em três pavimentos, de até 40% da cobertura (quarto pavimento) para a área social útil.

O concurso e o projeto poderão ser custeados pela Lei de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet). O Termo de Referência deverá incluir a estimativa de preço para a construção total do empreendimento, o cronograma proposto em comum acordo e, especialmente, a orientação clara aos concorrentes quanto à necessária preservação de identidade, autonomia e independência de cada instituição refletidas no conjunto edificado.

A construção deverá ser licitada somente após a conclusão do projeto completo da fase a ser edificada, com exceção daqueles de programação visual, mobiliário e paisagismo, que poderão ser executados no decorrer da obra.

PiniWeb - 06 de Abril de 2016

 
Obras do Aquário Pantanal, no Mato Grosso do Sul, são retomadas sem custo previsto

Prazo de conclusão é de 14 meses segundo acordo firmado pelo governo estadual e a construtora Egelte

A obra do Aquário do Pantanal, paralisada desde julho de 2015 em Campo Grande, foi retomada nesta segunda-feira (4) pela construtora Egelte. O Governo do Mato Grosso do Sul afirma que a medida pertence ao programa “Obra Inacabada Zero”.

A retomada da construção, 95% executada, foi possível devido à homologação, no dia 17 de março, do acordo entre a Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos (Agesul) e a Egelte Engenharia (empresa vencedora da licitação e responsável pela execução da obra) para a conclusão do Aquário. Segundo o documento, o seu prazo de conclusão é de 14 meses.

Sobre o valor do término da construção, há um saldo contratual de R$ 11,8 milhões, que será pago de acordo com a execução dos serviços. Esse valor, porém, não corresponde ao custo total do aquário.

A obra foi licitada em 2011 com um custo previsto de R$ 84,7 milhões. Em janeiro de 2015, foi paralisada para auditoria, já que seu gasto havia ultrapassado os R$ 173 milhões e necessitava mais R$ 34 milhões para a conclusão. Mesmo assim, foi autorizada a continuidade da obra. A construção foi novamente paralisada em julho do ano passado.

O Aquário projetado pelo arquiteto Ruy Ohtake, que será o maior de água doce do mundo, com 4,2 milhões de litros de água, terá 18,6 mil m² de área construída e cobertura composta por uma estrutura metálica de 90 metros de cumprimento e 18 metros de altura em arco coberto por chapas côncavas de zinco. O complexo irá abrigar, além de 32 tanques, um centro de conferências, laboratórios e biblioteca.

PiniWeb - 30 de Março de 2016

 
Após três quedas consecutivas, confiança da construção tem pequena alta em março

Elevação no índice da FGV se deve à melhora da perspectiva das empresas no futuro

O Índice de Confiança da Construção (ICST) da Fundação Getúlio Vargas (FGV) registrou alta de 0,2 ponto em março, alcançando os 66,8 pontos. O resultado é precedido por três recuos seguidos, que haviam garantido ao mês de fevereiro o nível mínimo histórico. A pesquisa foi divulgada nesta segunda-feira (28).

Segundo a FGV, o ligeiro crescimento do ICST no mês de março foi motivado pela melhora da perspectiva das empresas no futuro: o Índice de Expectativas (IE-CST) avançou um ponto e alcançou os 71,1 pontos. Dentre os quesitos do índice-síntese, o que mais contribuiu para a alta do número foi a demanda prevista para os próximos três meses - ela subiu 2,1 pontos em relação a fevereiro.

No acumulado do ano, porém, o ICST apresenta redução de 2,6 pontos, o que sinaliza uma continuidade do encolhimento da atividade do setor em 2016. "A sondagem de março mostra que a atual situação do setor alcançou o pior patamar desde o início de sua série, em julho de 2010. [...] Os empresários devem continuar demitindo, reproduzindo a mesma dinâmica negativa do ano passado, que culminou com a queda acumulada de 10% do contingente de mão de obra", afirma Ana Maria Castelo, Coordenadora de Projetos da Construção da FGV/IBRE.

O Índice da Situação Atual (ISA-CST) diminuiu pelo terceiro mês consecutivo, em 0,6 ponto. Chegou, assim, aos 63 pontos. A sua maior contribuição negativa foi o indicador que capta a percepção em relação ao tamanho atual da carteira de contratos da empresa, que caiu 0,9 ponto.

A edição de março de 2016 da Sondagem da Construção coletou informações de 701 empresas entre os dias 01 e 21 do mês.

PiniWeb - 30 de Março de 2016

 
Confira os projetos que vão participar do Pavilhão Brasileiro da Bienal de Veneza 2016

Com Washington Fajardo como curador, a mostra "Juntos" contará histórias de pessoas que lutam e alcançam mudanças na passividade institucional das grandes cidades do país

A Fundação Bienal de São Paulo anunciou nesta segunda-feira (28) os projetos selecionados para o Pavilhão do Brasil na 15° Mostra Internacional de Arquitetura – Bienal de Veneza 2016. A mostra intitulada “Juntos” evidenciará histórias de pessoas que lutam e alcançam mudanças na passividade institucional das grandes cidades do país, apontando soluções ao esfacelamento político do planejamento do território.

Segundo o curador, Washington Fajardo, “a mostra é uma composição dessas trajetórias e parcerias, do processo do encontro do ativista, do lutador, com o arquiteto e com a arquitetura, tornando-se imanados pela elaboração do novo espaço”.

Luis Terepins, presidente da Fundação Bienal de São Paulo, ressalta o projeto. “Ao estabelecer o diálogo entre a arquitetura brasileira e as discussões contemporâneas de cunho internacional, a Bienal alinha-se com sua missão central de difusão da cultura do país em contexto global”, afirma.

Como relatos do pavilhão brasileiro, temas como cultura negra, população negra, centralidades históricas, acesso à cultura através da arquitetura, de conteúdos de design. Veja os trabalhos selecionados:

Vila Flores, Goma Oficina, Porto Alegre
Associação Cultural Vila Flores
Selo de Qualidade MCMV, Nanda Eskes (Atelier 77), Parauapebas, Pará (Projeto Piloto)
Letícia Monte, Instituto Casa (Convergência de Arte Sociedade e Arquitetura)

Parque + Instituto Sitiê, Pedro Henrique de Cristo e Caroline Shannon de Cristo (+D Studio), Rio de Janeiro
Mauro Quintanilha, Paulo César de Almeida e Comunidade do Vidigal

Parque de Madureira, Ruy Rezende, Rio de Janeiro
Mauro Bonelli e Tia Surica

Casa do Jongo, Pedro Évora e Pedro Rivera (Rua Arquitetos), Rio de Janeiro
Dyonne Boy e Tia Maria (Ong Jongo da Serrinha)

Circuito da Herança Africana, Sara Zewde, Instituto Rio Patrimônio da Humanidade, Rio de Janeiro
(Merced Guimarães, IPN, Damião Braga, Quilombo da Pedra do Sal, Pequena África, Tia Ciata, Giovanni Harvey, Grupo de Trabalho Curatorial do Projeto Urbanístico, Arquitetônico e Museológico do Circuito)

Circo Crescer e Viver, Rodrigo Azevedo (AAA_Azevedo Agência de Arquitetura) e Maxime Baron, Rio de Janeiro
Junior Perim e Vinicius Daumas

Escola Vidigal, Brenda Bello e Basil Walter (BWArchitects), Rio de Janeiro
Vik Muniz

Escola Novo Mangue, Bruno Lima, Francisco Rocha, Lula Marcondes, (O Norte -Oficina de Criação), Recife
Comunidade do Coque

Casa da Vila Matilde, Danilo Terra, Pedro Tuma, Fernanda Sakano (Terra e Tuma Arquitetos Associados), São Paulo
Dona Dalva Borges Ramos

Placas de Rua da Maré, Laura Taves, Azulejaria, Rio de Janeiro
ONG Redes de Desenvolvimento da Maré (parceria)

Ciclo Rotas do Centro, Clarisse Linke (Instituto de Políticas de Transporte e Desenvolvimento - ITDP Brasil), Zé Lobo (Transporte Ativo), Pedro Rivera (Studio-X), Rio de Janeiro
Usuário de bicicleta

Programa Vivenda, Fernando Amiky Assad, Igiano Lima de Souza, Marcelo Zarzuela Coelho, São Paulo
Comunidade Jardim Ibirapuera

Complexo Jardim Edite, Fernando de Mello Franco, Marta Moreira e Milton Braga (MMBB); Eduardo Ferroni e Pablo Hereñú (H+F), São Paulo
Miguel Luiz Bucalem (Secretário Municipal do Desenvolvimento Urbano), Elton Santa Fé Zacarias (Secretário de Habitação, 2009-2010), Ricardo Pereira Leite (Secretário de Habitação, 2010-2012), Elisabeth França (Superintendente e secretária adjunta), Luiz Fernando Fachini (Coordenador de projetos)

Piseagrama, Fernanda Regaldo, Renata Marquez, Roberto Andrés e Wellington Cançado (editores); Felipe Carnevalli e Vitor Lagoeiro (editores assistentes); Paula Lobato (estagiária), Belo Horizonte

Comunidade e Colaboradores
A Bienal de Veneza 2016 conta com o tema Reporting From the Front, e o seu diretor, o chileno Alejandro Aravena, prevê trabalhos que contribuam para o bem comum e a melhoria de vida das pessoas. O evento acontecerá entre maio e novembro deste ano.

PiniWeb - 30 de Março de 2016

 
Custo da construção segue em aceleração e varia 0,79% em março, segundo a FGV

Valor é superior ao registrado no mês anterior, de 0,52%, e 1,65% maior se comparado ao mesmo período de 2015

O Índice Nacional de Custo de Construção-M (INCC-M) registrou uma variação de 0,79% em março, valor acima do resultado do mês anterior, que foi de 0,52%. Em comparação ao mesmo mês de 2015, houve um crescimento de 1,65%, e, no acumulado de 12 meses, de 7,3%. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (28) pela Fundação Getúlio Vargas (FGV).

O valor referente à Mão de Obra passou de 0,51% em fevereiro para 1,16% neste mês. Em relação ao mesmo período do ano anterior o aumento foi de 1,83% e, em 12 meses acumulados, de 8,24%. Segundo a FGV, a variação foi puxada pelos reajustes salariais de Belo Horizonte e Recife e pela antecipação salarial em Porto Alegre.

Já no grupo de Materiais, Equipamentos e Serviços, o aumento em março ficou em 0,38%, enquanto em fevereiro havia sido de 0,53%. Na comparação ao ano anterior e ao acumulado de 12 meses o crescimento foi de 1,44% e de 6,27%, respectivamente.

A taxa correspondente a Materiais e Equipamentos variou em 0,38% em março em relação a fevereiro, 1,17% sobre o mesmo período do ano passado e 6,2 no acumulado de 12 meses. Dos quatro subgrupos existentes, somente Materiais para Instalação apresentou decréscimo (de 1,4% para 0,79%). As taxas dos outros subgrupos foram todas crescentes: Materiais para Estrutura (de -0,01% para 0,02%), Materiais para Acabamento (de 0,67% para 0,74%) e Equipamentos para Transporte de Pessoas (de 0,22% para 0,7%).

No grupo de Serviços, o indicador passou de 1,06% em fevereiro para 0,38% em março. A desaceleração do subgrupo Vale Transporte foi de 3,89% para 0,15%.

Capitais

Quanto ao índice INCC-M pesquisado em sete capitais brasileiras, aqueles a apresentar aceleração foram Brasília (de -0,01% para 0,3%) e Belo Horizonte (de 0,37% para 4,72%). Aquelas com desaceleração na taxa foram Salvador (de 0,72% para 0,32%), Recife (de 2,34% para 2,03%), Rio de Janeiro (de 0,41% para 0,29%), Porto Alegre (de 1,42% para 0,33%) e São Paulo (de 0,22% para 0,08%).

PiniWeb - 23 de Março de 2016

 
Apesar de afirmar "não ter responsabilidade dominante sobre os fatos apurados", Odebrecht decide colaborar com a Lava Jato

Empresa deve firmar acordo de leniência com a CGU e de delação premiada com seus executivos e acionistas

Em nota divulgada na última terça-feira (22) pela Odebrecht, a empreiteira declarou que vai colaborar definitivamente para as investigações da Lava Jato. A empreiteira pretende concluir tratativas de acordo de leniência com a Controladoria-Geral da União (CGU) e de delação premiada com seus executivos e acionistas, como o presidente afastado do grupo, Marcelo Odebrecht. Ao Ministério Público Federal (MPF) cabe, ainda, avaliar as vantagens de selar ou não tais acordos com a empresa e com executivos.

"Apesar de todas as dificuldades e da consciência de não termos responsabilidade dominante sobre os fatos apurados na Operação Lava Jato - que revela na verdade a existência de um sistema ilegal e ilegítimo de financiamento do sistema partidário-eleitoral do país - seguimos acreditando no Brasil", disse a Odebrecht em nota (leia na íntegra a seguir).

A decisão vem após o início da 26ª Operação da Lava Jato, denominada "Xepa", destinada a investigação de uma estrutura interna na empresa para o pagamento de propinas em contratos, incluindo a construção da Arena Corinthians para a Copa do Mundo de 2014 em São Paulo.

Vale lembrar que o presidente afastado Marcelo Odebrecht está preso desde junho de 2015 e já foi condenado a 19 anos e quatro meses de prisão pelos crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Recentemente, o MPF também uma ação de improbidade administrativa, que poderia impedir contratos futuros da construtora com o poder público, além de cobrar o ressarcimento de R$ 7,3 bilhões pela empresa, seus executivos e ex-funcionários da Petrobras.

Leia a nota completa divulgada pela Odebrecht:

"Compromisso com o Brasil

As avaliações e reflexões levadas a efeito por nossos acionistas e executivos levaram a Odebrecht a decidir por uma colaboração definitiva com as investigações da Operação Lava Jato. A empresa, que identificou a necessidade de implantar melhorias em suas práticas, vem mantendo contato com as autoridades com o objetivo de colaborar com as investigações, além da iniciativa de leniência já adotada em dezembro junto à Controladoria Geral da União.

Esperamos que os esclarecimentos da colaboração contribuam significativamente com a Justiça brasileira e com a construção de um Brasil melhor.

Na mesma direção, seguimos aperfeiçoando nosso sistema de conformidade e nosso modelo de governança; estamos em processo avançado de adesão ao Pacto Global, da ONU, que visa mobilizar a comunidade empresarial internacional para a adoção, em suas práticas de negócios, de valores reconhecidos nas áreas de direitos humanos, relações de trabalho, meio ambiente e combate à corrupção; estabelecemos metas de conformidade para que nossos negócios se enquadrem como Empresa Pró-Ética (da CGU), iniciativa que incentiva as empresas a implantarem medidas de prevenção e combate à corrupção e outros tipos de fraudes. Vamos, também, adotar novas práticas de relacionamento com a esfera pública.

Apesar de todas as dificuldades e da consciência de não termos responsabilidade dominante sobre os fatos apurados na Operação Lava Jato - que revela na verdade a existência de um sistema ilegal e ilegítimo de financiamento do sistema partidário-eleitoral do país - seguimos acreditando no Brasil.

Ao contribuir com o aprimoramento do contexto institucional, a Odebrecht olha para si e procura evoluir, mirando o futuro. Entendemos nossa responsabilidade social e econômica, e iremos cumprir nossos contratos e manter os nossos investimentos. Assim, poderemos preservar os empregos diretos e indiretos que geramos e prosseguir no papel de agente econômico relevante, de forma responsável e sustentável.

Em respeito aos nossos mais de 130 mil integrantes, alguns deles tantas vezes injustamente retratados, às suas famílias, aos nossos clientes, às comunidades em que atuamos, aos nossos parceiros e à sociedade em geral, manifestamos nosso compromisso com o país. São 72 anos de história e sabemos que temos que avançar por meio de ações práticas, do diálogo e da transparência.

Nosso compromisso é o de evoluir com o Brasil e para o Brasil."

PiniWeb - 23 de Março de 2016

 
Justiça permite que arquitetos assinem projetos de instalação de energia elétrica de baixa tensão

Mandado de segurança foi emitido em primeira instância e ainda cabe recurso

O juiz Clécio Brachi concedeu mandado de segurança coletivo ao Conselho de Arquitetura e Urbanismo de São Paulo (CAU/SP), de modo a assegurar o direito de arquitetos e urbanistas de assinarem projetos de instalação de energia elétrica de baixa tensão.

Braschi, que em janeiro já havia deferido o pedido de concessão de medida liminar do conselho, para que a Bandeirante Energia não recusasse os projetos assinados por arquitetos e urbanistas, registrou:

“Resolvo o mérito nos termos do artigo 269, inciso I, do Código de Processo Civil, por julgar procedente o pedido, ratificar integralmente a decisão em que deferida a liminar e conceder a segurança, a fim de determinar à autoridade impetrada que não recuse a elaboração e execução de projetos de instalações de baixa tensão, por arquitetos e urbanistas, enquanto não for editada a resolução conjunta de que trata o 4º do artigo 3º da Lei 12.378/2010”.

Ao mandado de segurança, confirmado pela Justiça de 1ª instância, ainda cabe recurso.

PiniWeb - 23 de Março de 2016

 
Estações da Linha 4 do metrô do Rio de Janeiro estão em fase de acabamento

Áreas das edificações de Antero de Quental e Jardim de Alah passam por testes e instalações finais

Estão em fase de acabamento as estações Jardim de Alah e Antero de Quental, da Linha 4 do Metrô do Rio de Janeiro. As obras foram visitadas na última segunda-feira (21) pelo Secretário de Transportes Rodrigo Vieira, pelo subsecretário executivo, Oswaldo Dreux, e pela presidenta da RioTrilhos, Tatiana Carius.

A estação Antero de Quental iniciou os testes dos sistemas operacionais, que ocorrem por etapas. Foram concluídas as duas subestações de energia, e, dessa forma, iniciou-se a verificação dos sistemas de ventilação, iluminação e acessibilidade, além da montagem dos elevadores. O nível de acesso aos passageiros está quase finalizado, e, em abril, o painel de azulejos começará a ser montado. As bilheterias estão prontas e o mezanino da estação está totalmente concretado, e recebe o piso de granito definitivo.

Na estação Jardim de Alah, estão sendo instalados os trilhos na via permanente, local onde os trens irão passar. Os mezaninos e as plataformas de embarque e desembarque seguem em construção; os dois acessos aos passageiros, nas avenidas Borges de Medeiros e Ataulfo de Paiva, já se encontram com estruturas metálicas instaladas o piso de granito definitivo já está em processo de assentamento. As salas técnicas e operacionais seguem o cronograma de evolução. A ventilação definitiva está implantada, e a sala de Comando Geral e as duas subestações de energia, idem.

A Linha 4 do Metrô do Rio deverá transportar cerca de 300 mil pessoas por dia, retirando da rua cerca de dois mil veículos por hora/pico. Ela contará com 15 novos trens e seis estações - Jardim Oceânico, São Conrado, Gávea, Antero de Quental, Jardim de Alah e Nossa Senhora da Paz - compreendendo 16 km de extensão.

PiniWeb - 16 de Março de 2016

 
Projetos de BIG, Foster + Partners e Grimshaw Architects são escolhidos para a Expo Dubai 2020

Arquitetos serão os responsáveis pelos pavilhões dos sub-temas oportunidade, mobilidade e sustentabilidade

Dubai será a próxima cidade a sediar o World Expo 2020, feira internacional relacionada a diversos temas, tais como economia, desenvolvimento sustentável e qualidade de vida. A próxima edição tem duração de seis meses e contará com o tema “conectando mentes, criando o futuro” (em inglês: ‘connecting minds, creating the future’).

Para criar os pavilhões pertencentes à feira, já foram confirmados os escritórios Bjarke Ingels Group (BIG), Foster + Partners e o Grimshaw Architects, que deverão celebrar os sub-temas oportunidade, mobilidade e sustentabilidade.

O BIG, que será responsável pelo pavilhão da Oportunidade, criou seu projeto com base na ideia de que a vida urbana contemporânea é resultado da confluência de trocas de culturas, das tendências da economia global e das tecnologias de comunicação.

O projeto da Foster + Partners, que ficou com o pavilhão de Mobilidade, baseou-se em quatro décadas de designs pioneiros, incluindo o edifício The Index, em Dubai, e o plano diretor da Cidade de Masdar. O Grimshaw Architects, vencedor da categoria de sustentabilidade, criou um projeto baseado em um grupo central, promovendo tecnologias inovadoras.

Os projetos foram escolhidos pelo Sheik Ahmed bin Saeed Al Maktoum, que aproveitou a oportunidade para comentar: “após muito estudo e consideração, três projetos destacaram-se, entre uma dura competição, como grandes futuras estruturas que marcará a nossa Expo como excepcional”.

Os três pavilhões devem formar a peça central do espaço de 438 hectares em Jabel Ali – uma cidade portuária localizada entre Abu Dhabi e Dubai.

O Dubai Expo acontecerá entre outubro de 2020 e abril de 2021.

PiniWeb - 16 de Março de 2016

 
Linha 4 do Metrô do Rio de Janeiro está com as obras 90% concluídas

Governo promete entrega da linha de 16 km de extensão para julho, antes da Olimpíada

Semana passada, após a finalização da colocação dos trilhos na via permanente, foi iniciada a instalação do sistema de sinalização na ponte estaiada. "Esta é uma importante etapa da obra, onde estão sendo lançados na ponte estaiada os cabos de sinalização, responsáveis por transmitir para o centro de controle operacional do metrô as informações sobre a circulação dos trens no trecho oeste", afirmou o secretário de Transportes, Rodrigo Vieira. O processo ocorre entre a Estação Jardim Oceânico e os túneis, passando por toda a extensão da ponte. No trecho, calcula-se aproximadamente 1,3 km de cabos, responsáveis pela transmissão de sinais elétricos para a movimentação dos trens.

A linha é um dos compromissos assumidos pelo Brasil com o Comitê Olímpico Internacional. No fim de fevereiro, o prefeito Eduardo Paes demonstrou preocupação com o atraso das obras e anunciou que estudava um plano de contingência para o período das competições em agosto. Sua solução seria o uso do BRT. No mesmo mês, o então secretário Carlos Roberto Osório declarou que os testes com trens seriam realizados a partir de março, entre as estações General Osório e Nossa Senhora da Paz, em Ipanema.

300 mil pessoas devem passar diariamente pelas cinco estações da linha de 16 km de extensão: Nossa Senhora da Paz, Jardim de Allah, Antero de Quental, São Conrado e Jardim Oceânico. O novo trajeto deve tirar das ruas cerca de dois mil veículos por hora/pico, segundo o governo.

Com a nova linha, o tempo estimado entra a Barra da Tijuca, na zona Oeste, e Ipanema, na zona Sul, é de 13 minutos, e da Barra ao Centro, de 34 minutos. Atualmente, uma viagem da Barra à Zona Sul leva, em média, no horário de pico, uma hora, e até o centro, duas horas.

PiniWeb - 08 de Março de 2016

 
Governo de Mato Grosso inicia em março série de rescisões de contrato das obras da Copa de 2014

Levantamento aponta que 95% dos contratos estão com cronograma em atraso

O secretário de Estados das Cidades (Secid) de Mato Grosso, Eduardo Chiletto anunciou na última segunda-feira (29) que o governo estadual iniciará a rescisão dos contratos com as empresas que não estiverem cumprindo os Termos de Ajustamento de Gestão (TAGs) relacionados às obras da Copa do Mundo. As ações já começaram no mês de março, a exemplo do Centro de Treinamento para a Copa (COT) Barra do Pari, em Várzea Grande, que teve seu contrato rompido na quarta-feira (2).

Durante o período de outubro e dezembro de 2015, o Estado firmou 22 TAGs com o Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE/MT), com o objetivo de dar andamento regular e adequado às obras previstas para o Mundial de 2014. Em reunião com José Carlos Novelli, corregedor-geral do TCE, Chilleto pronunciou-se sobre as rescisões:

"Durante a reunião, o conselheiro Novelli se comprometeu em designar uma equipe técnica para acompanhar o processo de fiscalização das obras. O trabalho se inicia, em conjunto com a Secid, a partir da próxima semana. Após esta etapa, serão definidos quais os contratos que deverão ser rescindidos. A intenção do Estado, e também do TCE/MT, é de que o cancelamento seja iniciado já nas primeiras semanas de março", afirmou.

O Secid também divulgou um relatório situacional das obras que contam com TAGs assinados. Dos 22 contratos, 15 já foram notificados, e, destes, oito já estão em estágio de aplicação de multa. Há, ainda, dois contratos em processo de judicialização junto à Procuradoria Geral do Estado (PGE), já que tais empresas se negaram a assinar os termos no ano passado.

"Grande parte das empresas não tem cumprido com o cronograma de obras. As notificações estão sendo realizadas, mas o Estado já chegou a um limite. O importante é entregar obra de qualidade. Esta é a diretriz do Governo e também do TCE, por meio dos TAGs. As empresas que tiverem os contratos rescindidos voltarão a ser penalizadas, como estavam sendo antes da formalização dos Termos. Além disso, a PGE também tomará providências jurídicas em relação a estas empresas ", afirmou Chiletto.

"As empresas que assinaram os TAGs assumiram o compromisso de dar andamento às obras. O Tribunal de Contas vai exigir cumprimento adequado do acordo. O secretário (Chiletto) está trabalhando com dedicação e compromisso para o bom andamento desta parceria. Dentre as penalidades previstas às empresas estão a decretação de inidoneidade e proibição de contratar com o poder público", disse Novelli.

PiniWeb - 08 de Março de 2016

 
Criado por Santiago Calatrava como uma pomba branca, novo centro de transportes do World Trade Center é aberto

Com 74,3 mil m², estação será a terceira maior da cidade, com ligação a 11 linhas de metrô. Obra custos quatro bilhões de dólares

Foi inaugurada na última quinta-feira (3) a estação de metrô World Trade Center Transportation Hub, projetada pelo arquiteto espanhol Santiago Calatrava. O local tem como função ligar os usuários ao Brookfield Place, torres 1,2,3 e 4 do empreedimento; ao Fulton Street Transit Center e às linhas 1, A, C e R do metrô de Nova York. O espaço deve atender cerca de 250 mil pessoas por dia.

Com 74,3 mil m², o World Trade Center Transportation Hub será o terceiro maior centro de transportes na cidade, rivalizando com a Grand Central Station em questão de tamanho. É localizado a leste no posto original das Torres Gêmeas do World Trade Center, e substitui o Port Authority Trans-Hudson (PATH), destruído em 11 de setembro de 2001.

Apesar de sugestivos motivos de diferentes tradições (a mandorla Bizantina, as asas do querubim sobre o Ark of the Convenant, ou as acolhedoras asas das urnas egípcias), para o arquiteto, as formas da estação podem ser resumidas na imagem de um pássaro libertado das mãos de uma criança.

O “Oculus”, que é o saguão principal da edificação, foi considerado o principal espaço do projeto. O local visa se tornar um espaço de pausa entre as torres comerciais densas, ligando a espaços verdes que se estendem pelo City Hall Park ao adro de St. Paul, pela praça do WTC Transportation Hub aos jardins do Memorial and Battery Park, pelo Hudson. Ele é composto por vigas de aço e vidro dispostas em uma forma larga e elíptica. Tais vigas estendem-se, de forma a criar duas coberturas sobre as porções norte e sul do espaço.

As vigas crescem de dois arcos de 106 metros de altura, que se encontram ao lado do eixo central do projeto. Entre eles, uma escotilha operável de 100 metros revela um pedaço do céu de Nova York, e é aberta em dias com temperatura agradável, assim como, anualmente, em 11 de setembro.

O óculo ainda permite que iluminação natural durante o dia transborde o local. Durante a noite, o prédio iluminado funcionará como uma lanterna para a vizinhança. Calatrava fala da luz como um elemento estrutural em seu projeto, dizendo que o prédio é amparado por “colunas de luz”.

O acesso à construção se dará pelas Church e Greenwich Streets, através dos lados leste e oeste do óculo.

Os patamares de escadas de entrada balançam pela praça principal, chamada Transit Hall. Escadas, elevadores e escadas rolantes garantem acesso aos andares mais altos e mais baixos. O pátio mais baixo está, aproximadamente, 10 metros abaixo do nível da rua, e 48 metros abaixo da escotilha. O espaço elíptico sem colunas tem, aproximadamente, 106 metros de comprimento por 35 de largura.

A obra é seccionada pela linha 1, que passa sob o Greenwich Street. O serviço oferecido aos frequentadores do local inclui passagens de metrô e controle de tarifa. O centro de transportes será responsável por conectar os visitantes a 11 linhas de metrô distintas, o que deve garantir o seu lugar como maior rede integrada de conexões subterrâneas para pedestres da cidade de Nova York.

A construção é orçada em quatro bilhões de dólares.

PiniWeb - 02 de Março de 2016

 
Prefeitura do Rio de Janeiro seleciona estudos para nova linha de VLT na zona Sul

Com 23 km de extensão, sistema irá de Botafogo até a Gávea, passando por Humaitá e Jardim Botânico

A Prefeitura do Rio de Janeiro lançou na última segunda-feira (29) o Procedimento de Manifestação de Interesse (PMI) relacionado à nova linha do Veículo Leve Sobre Trilhos (VLT) na zona Sul da cidade. O objetivo é selecionar propostas para desenvolvimento do estudo de viabilidade da ampliação do sistema de Botafogo até a Gávea, passando por Humaitá e Jardim Botânico. A extensão é de 23 km.

Segundo o documento, o governo municipal terá 30 dias para escolher a empresa ou consórcio vencedor. Os estudos devem ser apresentados em seis meses. Em relação à PMI, a seleção dos concorrentes levará em consideração os critérios experiência, proposta de trabalho, metodologia de execução das atividades, equipe técnica e preço de estudo. O valor máximo de ressarcimento é de R$ 4 milhões.

O documento ainda ressalta que a empresa escolhida não será impedida de participar de uma futura licitação, nem deve dispor de vantagem ou exclusividade na concorrência; e que a Prefeitura do Rio não fica obrigada a realizar a licitação.

A primeira fase do trabalho será composta por pesquisas e levantamentos sobre a viabilidade econômico-financeira e pela elaboração de projetos de engenharia. Os técnicos deverão realizar um diagnóstico do potencial atual de usuários do sistema e uma projeção da necessidade futura para atender a demanda.

As pesquisas levarão à tecnologia possível, aos estudos topográficos e aos projetos básicos. Também devem desenhar sistemas eletrônicos e especificações necessárias à implantação e operação. A proposta, nesta parte, abrange aprofundamento da modelagem econômico-financeira, com simulação e projeção de receitas, custos e viabilidade.

A segunda etapa é composta por um conjunto de estudos pela área técnica, para garantir a execução do projeto sob o ponto de vista jurídico. Ela inclui abordagem de questões ambientais, diretrizes para o Estudo de Impacto de Vizinhança e para o licenciamento.

A proposta deve, por fim, apresentar um plano de ação para a implantação de sistema e o texto base para o Termo de Referência que poderá servir a uma futura licitação. A Prefeitura do Rio poderá submeter os documentos a consulta pública em audiência com participação da sociedade.

A nova linha integrará o programa "Em Frente Rio", criado em outubro de 2015 e voltado a questões de infraestrutura, mobilidade, saneamento e logística da cidade. Segundo a Prefeitura, o trajeto deve beneficiar cerca de 200 mil pessoas e gerar, aproximadamente, 1.600 empregos diretos e 2 mil indiretos. O prefeito ainda prevê que, uma vez iniciadas, as obras devem ficar prontas em um prazo de dois anos.

PiniWeb - 02 de Março de 2016

 
EIT Engenharia é afastada da obra do BRT Transoeste, no Rio de Janeiro

Depois de paralização por dez dias, prefeitura deve repassar a construção de trecho entre a Linha 4 do Metrô e o Parque Olímpico a outra construtora

A Prefeitura do Rio de Janeiro afastou na última segunda-feira (29) a construtora EIT Engenharia da obra do trecho do Bus Rapid Transit (BRT) Transoeste que liga a Linha 4 do Metrô ao Parque Olímpico, na Barra da Tijuca. Isso aconteceu depois de a empresa paralisar a construção por dez dias, por problemas financeiros.

Esse trecho do sistema de transporte passará pela Av. Ayrton Senna, na Estação Jardim Botânico, chagando na proximidade do Barra Shopping, onde já há o BRT em funcionamento. A obra teve início em maio de 2014 e foi orçada em R$ 115 milhões.

A EIT já havia sido notificada pela Secretaria Municipal de Obras (SMO) pelo menos duas vezes em fevereiro, e a obra foi embargada em 2014, devido a irregularidades trabalhistas.

A SMO informou que a empresa a assumir as obras será a Globo Construções, e que “a mudança da empresa não acarretará mudança no cronograma da obra, que já está 90% executada e cujo prazo de conclusão será ainda neste semestre”.

A obra é a terceira relacionada à Olimpíada que teve o de mudar de executora. A primeira foi o Centro Olímpico de Tênis, em janeiro, e a segunda o Centro Olímpico de Hipismo, em fevereiro.

Procurada pela reportagem da PINIweb, a EIT Engenharia ainda não se posicionou sobre a decisão da prefeitura.

PiniWeb - 02 de Março de 2016

 
EIT Engenharia é afastada da obra do BRT Transoeste, no Rio de Janeiro

Depois de paralização por dez dias, prefeitura deve repassar a construção de trecho entre a Linha 4 do Metrô e o Parque Olímpico a outra construtora

A Prefeitura do Rio de Janeiro afastou na última segunda-feira (29) a construtora EIT Engenharia da obra do trecho do Bus Rapid Transit (BRT) Transoeste que liga a Linha 4 do Metrô ao Parque Olímpico, na Barra da Tijuca. Isso aconteceu depois de a empresa paralisar a construção por dez dias, por problemas financeiros.

Esse trecho do sistema de transporte passará pela Av. Ayrton Senna, na Estação Jardim Botânico, chagando na proximidade do Barra Shopping, onde já há o BRT em funcionamento. A obra teve início em maio de 2014 e foi orçada em R$ 115 milhões.

A EIT já havia sido notificada pela Secretaria Municipal de Obras (SMO) pelo menos duas vezes em fevereiro, e a obra foi embargada em 2014, devido a irregularidades trabalhistas.

A SMO informou que a empresa a assumir as obras será a Globo Construções, e que “a mudança da empresa não acarretará mudança no cronograma da obra, que já está 90% executada e cujo prazo de conclusão será ainda neste semestre”.

A obra é a terceira relacionada à Olimpíada que teve o de mudar de executora. A primeira foi o Centro Olímpico de Tênis, em janeiro, e a segunda o Centro Olímpico de Hipismo, em fevereiro.

Procurada pela reportagem da PINIweb, a EIT Engenharia ainda não se posicionou sobre a decisão da prefeitura.

PiniWeb - 02 de Março de 2016

 
Novo livro da PINI detalha o efeito do arco e da ação dos ventos no sistema de alvenaria estrutural

Confira entrevista com o autor, o engenheiro civil José Luiz Pereira

"O cientista jamais pensou que é preciso amar o fenômeno, tornar-se o fenômeno observado, vivê-lo; é indispensável transportar o próprio eu com sua sensibilidade, até o centro do fenômeno, não apenas com uma comunhão, mas com uma verdadeira transfusão de alma". Essa frase de Pietro Ubaldi inicia o livro Alvenaria Estrutural: Cálculo, Detalhamento e Comportamento, escrito pelo engenheiro civil José Luiz Pereira. Este é o novo lançamento da Editora PINI.

A publicação visa esclarecer dois importantes efeitos relacionados ao sistema que devem ser considerados nos cálculos das edificações: o "efeito de arco" e os esforços resultantes da "ação dos ventos". Assim, segundo o autor, o livro soma-se a outros textos já disponíveis sobre projeto de edifícios em alvenaria estrutural.

A obra é destinada tanto a engenheiros, arquitetos e projetistas de estruturas e de fundações como também aos estudantes que desejam familiarizar-se com esse sistema construtivo.

Confira entrevista com José Luiz Pereira:

Por que você resolveu dar ênfase no efeito de arco e nos esforços resultantes da ação dos ventos em seu novo livro?
Principalmente porque o efeito de arco é um tabu, mesmo nos livros americanos. Não se fala muito disso, e é uma coisa que eu sinto na carne. Por isso que aquela frase que está no início do meu livro é fundamental: eu sinto na minha alma como funcionam essas coisas. O que não acontece com todo o profissional; muitos profissionais encaram isso como um conhecimento útil, é algo a mais na vida deles; no meu caso, não. E com o cálculo de vento, a mesma coisa, porque eu acho que, como eu calculo, ninguém pensou ainda neste caminho, que, para mim, é o mais certo.

Qual a importância desses dois fenômenos para a alvenaria estrutural?
Você tem que explorar a vantagem que o uso desses fenômenos tem. É preciso usá-los para a construção de uma estrutura econômica. Recebo muitos projetos de terceiros que têm problemas - às vezes, até pequenos -, mas é possível observar que, quanto ao cálculo de vento, cada um o faz de sua maneira, quando o fazem. E isso é um grande perigo.

É preciso uma revisão das normas técnicas?
O primeiro problema quanto às normas é que elas começaram a serem feitas muito tardiamente; por isso, são muito insipientes. Além disso, as normas brasileiras que já haviam sido feitas eram todas baseadas na experiência americana, e então decidiram mudar completamente para a experiência europeia. Aí bagunçou tudo. Na minha opinião, entretanto, o principal problema é que os responsáveis pelas normas pensam como construção em concreto, e a mentalidade deve ser diferente. São coisas completamente separadas. Hoje, o estudante que quer estudar alvenaria tem de estudar uma norma estrangeira para conseguir compreender.

Quais as vantagens da alvenaria em relação às estruturas de concreto?
A alvenaria estrutural é um sistema de pré-fabricação, não é como uma parede qualquer que você põe de qualquer jeito. Se você pensa em racionalização, a alvenaria é perfeita, porque você tem um bloco do tamanho padrão, a parede fica perfeitamente no prumo, no esquadro e no nível, e, então, economiza-se revestimento. Sabendo usar a alvenaria, e me refiro ao sistema construtivo, na técnica de racionalização, e não só na estrutura, você aumenta a velocidade de produção brutalmente, já que a parede é racionalizada, especialmente quando se tem andares múltiplos em que se repete o andar tipo. O treinamento do pedreiro, nesse caso, dá-se no primeiro andar; o resto é repetição. Você entra numa economia de escala de mão de obra, que, quando se chega no terceiro andar, a escala quase que dobrou. Mas isso só acontece quando se tem andares repetidos, como é o caso de conjuntos habitacionais, como os do Minha Casa Minha Vida e outros conjuntos de prédios altos. Para o nosso país, que é carente de habitações, é importante a obtenção de um processo barato que não dependa de um guindaste, por exemplo.

Você acha que no Brasil, hoje, tem mão de obra qualificada para fazer alvenaria?
O problema da mão de obra qualificada tem de ser analisado de uma maneira geral para a obra toda. Na obra, de uma maneira geral, há o pedreiro, o carpinteiro, o eletricista e o encanador. O pedreiro é, de todos esses profissionais, o mais fácil de treinar. Qualquer um sabe assentar blocos, o que deve ser treinado é só saber seguir um projeto, o marcador da parede precisa saber ler a planta; os assentadores, nem isso.

Em uma estrutura convencional, você tem, de formas, vigas, pilares e lajes; na alvenaria, só há as lajes, que chamamos de assoalho. Dessa forma, você não precisa de um carpinteiro tão qualificado, porque a mão de obra reduz-se para menos de 20%, já que a laje é só um painel escorado. Não é como pilar e viga, que se deve travar com gravatas. Portanto, para a construção em uma estrutura de concreto, é preciso gente mais qualificada, o que temos pouco no Brasil. Também há essa diferença: o custo de madeira. Porque nos assoalhos se estraga muito menos dela.

Quanto à parte elétrica, o custo da mão de obra da eletricidade em uma obra de alvenaria é, aproximadamente, metade que em uma obra convencional. Isso porque, na alvenaria, o bloco é oco. Claro que referente à estrutura de alvenaria de blocos alveolares, porque existe alvenaria de bloco maciço, mas em geral, as mais usadas são as alveolares. Só pelo fato de você não ter de rasgar a parede, já se torna muito mais prático e barato. Mais uma vantagem: o encanador. Isso também é feito de uma maneira racional, porque também não é necessário rasgar parede. Porque toda vez que isso é feito, é demolida uma coisa que você levantou; isso gera entulho e desperdício de dinheiro.

Quais são as principais dificuldades da implementação desse sistema, hoje, no Brasil?
Em primeiro, o Brasil é um país subdesenvolvido. O governo não incentiva nada a nível de pesquisa. Tudo isso que eu desenvolvi foi por minha conta, eu não tive um emprego público em uma faculdade para poder pesquisar isso. Nos Estados Unidos, por exemplo, há conferências, congressos, incentivo à pesquisa. Contudo, aproveito pouco da teoria de lá, pois as realidades brasileira e estadounidense são muito diferentes: em uma obra, sempre há dois fatores de custo: a mão de obra e o material. Nos EUA, grosseiramente, a primeira representa dois terços do custo total, e o material, um terço. No Brasil, o contrário acontece. Como a mão de obra de lá é muito cara, ela deve ser eficiente; portanto, os operários têm de ser qualificados.

Outra dificuldade é a falta de incentivo à exploração da alvenaria racional no território; por exemplo: Se o empreiteiro pega uma concorrência pública, a sua execução, normalmente, não é perfeita, a pintura, inferior, que tem a vida útil mais curta, a fiscalização nem sempre entende bem o que tem que exigir. Conclusão: não fica bem resolvido. Daí, a ideia que passa o fator negativo.

Se fosse possível eliminar o revestimento, a quantidade de construções que se poderia fazer a baixo custo seria enorme. Até o Chile, que está localizado em uma zona sísmica, é mais avançado nesse quesito que o Brasil, tem suas normas há mais tempo que nós.

E, claro, também há o preconceito por parte do público, e, inclusive, de alguns engenheiros, que não aceitam o sistema porque não o conhecem, ignorando que a sua qualidade em relação à construção não funcionalizada é muito superior.

PiniWeb - 24 de Fevereiro de 2016

 
Usina de Belo Monte, no Pará, tem a sua primeira turbina acionada

Obra tem previsão de conclusão para 2019 e deve ter capacidade de geração de 11,2 mil MW

A primeira turbina da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, localizada no rio Xingu, no Pará, foi ligada na última semana com capacidade de geração de 611,1 megawatts (MW). Este foi o primeiro teste dinâmico para observar e ajustar o funcionamento da primeira das 18 turbinas da casa de força principal da hidrelétrica.

De acordo com a empresa responsável pela construção e operação da usina, a Norte Energia, a Belo Monte deverá gerar energia comercialmente nas duas casas de força em menos de um mês. A capacidade plena de geração da hidrelétrica – de 11,2 mil MW, deve ser atingida em 2019.

O enchimento dos reservatórios da usina foi concluído no dia 13 de fevereiro, quando atingiu a cota necessária para o início da operação. No dia seguinte, foram abertas as comportas do conduto que leva água para movimentar e distribuir a unidade, operação necessária para realizar o giro mecânico da primeira turbina. O trabalho foi finalizado 82 dias após a emissão da Licença de Operação pelo Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), no dia 24 de novembro.

As obras da Usina Belo Monte têm sido alvo de polêmicas ao longo de sua construção, por compor as empreiteiras investigadas na Operação Lava Jato, pelo desabamento de silo ocorrido em junho do ano passado, que deixou três mortos, e pela declaração da presidente da República Dilma Rousseff, que admitiu haver falhas na sua construção.

PiniWeb - 24 de Fevereiro de 2016

 
Escritório 23 Sul ganha concurso fechado para requalificação de área em São Miguel Paulista, em São Paulo

Outros sete grupos de arquitetos foram convidados para apresentar propostas para revitalização urbana e segurança viária da região

O escritório de arquitetura 23 Sul venceu uma concorrência fechada para o projeto de requalificação urbana e segurança viária de uma área de São Miguel Paulista, na zona Leste de São Paulo. As propostas foram analisadas por um grupo de técnicos da companhia de Tráfego (CET), São Paulo Urbanismo e Subprefeitura de São Miguel Paulista, junto com representantes da WRI Brasil Cidades Sustentáveis, ITDP Brasil e BIGRS.

Ficou em segundo lugar no concurso o projeto dos escritórios Figueiroa.arq, Boldarini Arquitetura e Urbanismo e Estúdio Módulo, seguidos por TC Urbes na terceira colocação e Shundi Iwamizu Arquitetos Associados (SIAA) e Helena Ayoub na quarta posição. Participaram ainda Biselli Katchborian Arquitetos, Brazhuman Corp Engenharia e Consultoria, ECR Engenharia, e Hereñú + Ferroni.

O projeto do 23 Sul ganhou por se destacar as estratégias de implantação, adequação aos conceitos de moderação de tráfego e às normas técnicas, atendimento às diretrizes de projeto, contextualização urbana e exequibilidade. Sobre o último ponto, as intervenções são em três etapas: fundamentais, complementares e futuras, e diferencia aquelas que se enquadram em “obra civil” e em “sinalização”, elucidando a viabilidade financeira.

O estudo ainda detalha alguns pontos estratégicos de intervenção, evidenciando a compreensão dos fluxos de área e o domínio das soluções que aumentam a segurança viária.

Como critérios de avaliação dos projetos apresentados, foram considerados: adequação aos conceitos de moderação de tráfego e priorização de modos não motorizados; adequação às normas técnicas de acessibilidade, calçadas e mobiliário urbano; clareza da estratégia de implantação; qualidade funcional e atendimento às diretrizes de projeto, preservando aspectos harmônicos da proposta; exequibilidade, economia, viabilidade técnico-construtiva e atendimento aos itens das Tabelas de Custos de EDIF e SIURB, presentes na Ata de Registro de Preços N° 30/SMSP/COGEL/2014 e na Ata de Registro de Preços Nº 01/CET/2015 e contextualização urbana.

PiniWeb - 24 de Fevereiro de 2016

 
Governo de São Paulo quer construir moradias populares sobre linhas de trem e metrô

Medidas incluem regras apresentadas em audiência pública para o novo lote 2 da PPP da Habitação

Criada para viabilizar a construção de 14.124 moradias populares no centro expandido de São Paulo, a Parceria Público-Privada (PPP) da Habitação permitirá o aproveitamento do espaço disponível acima de estações metroferroviárias para a incorporação de empreendimentos com Habitações de Interesse Social (HIS) e Habitações de Mercado Popular (HMP). A novidade, apresentada pelo secretário estadual de Habitação, Rodrigo Garcia, em audiência pública na manhã desta terça-feira (23), é uma das mudanças propostas para o lote 2 da PPP, que foi totalmente remodelado em relação ao definido no primeiro edital dessa iniciativa, lançado em 2014 com baixo apelo para os incorporadores.

De acordo com as regras anunciadas, 7.000 unidades devem ser erguidas em terrenos do Metrô e da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), em um perímetro entre o Parque Dom Pedro e a estação Belém, na zona Leste da cidade. Desse total, 4.900 imóveis serão HIS, subsidiados, e 2.100 serão HMP, com entrega programada durante seis anos após a contratação da concessionária. Segundo Garcia, a partir do diálogo com a sociedade um edital será publicado. "E a expectativa é ter, ainda este ano, a empresa contratada."

O primeiro edital da PPP da Habitação havia sido dividido em quatro lotes e reservava 3.393 imóveis para o antigo lote 2, que também tinha outro perímetro. Naquela concorrência, apenas o lote 1 recebeu proposta e foi arrematado pela empresa mineira Canopus, hoje responsável pela entrega e gerenciamento de 3.683 imóveis. A companhia atua em um canteiro na Rua São Caetano, na Luz, onde serão construídas 126 HIS, e iniciará obras em um terreno na Rua Helvétia em breve. A prefeitura de São Paulo, que forneceu terrenos no primeiro lote, não cedeu áreas desta vez, mas mantém convênio com o governo estadual para repassar R$ 20 mil por unidade beneficiada pela PPP, além de garantir um rito especial para a aprovação dos projetos.

A ideia de aproveitar áreas de estações férreas foi baseada em iniciativas já realizadas no exterior, segundo o secretário estadual de Habitação, que destacou o exemplo da Penn Station, em Nova York. Os edifícios em cima dos trilhos terão, além de HIS e HMP, lojas e equipamentos públicos. Além disso, eventuais rendas geradas para o Metrô e para a CPTM serão usadas na reforma de trens das companhias férreas, de acordo com o secretário estadual de Transportes Metropolitanos, Clodoaldo Pelissioni.

Repercussão

A definição prévia de terrenos que contarão com subsídio, uma das principais reivindicações dos empresários da construção desde a publicação do primeiro edital, é outra novidade do lote 2 e agradou representantes do setor imobiliário. O diretor executivo da Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc), Renato Ventura, que esteve presente na audiência pública, ressaltou a maior previsibilidade para a atuação dos empresários, por exemplo.

Já o vice-presidente de Habitação Popular do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-SP), Ronaldo Cury, considerou positivas as novidades, mas destacou que, até a publicação do edital, alguns temas terão de ser discutidos com poder público, como as garantias financeiras do negócio, as adaptações que serão necessárias nos projetos para que as unidades sobre as estações de trem respeitem a NBR 15.575: 2013 - Edificações Habitacionais - Desempenho e as condições jurídicas que permitirão a incorporação e o financiamento dos projetos. Nesse sentido, o secretário-executivo das PPPs da Habitação, João Octaviano Machado Neto, explicou que os incorporadores terão a direito de uso real perpétuo das áreas do Metrô e da CPTM, o que já será suficiente para a obtenção de crédito e desenvolvimento dos empreendimentos.

Público alvo

-População que trabalha na área central da cidade de São Paulo; -Prioridade para famílias com renda bruta mensal de até R$ 4.525,00; -Atendimento a famílias com renda de até R$ 9.050,00.

PiniWeb - 17 de Fevereiro de 2016

 
Parque Aquático Maria Lenk é apresentado após reforma para abrigar os esportes aquáticos da Olimpíada

Com investimento de R$ 21,4 milhões obra incluiu cinco modificações principais.

As obras de reforma do Parque Aquático Maria Lenk para a Olimpíada do Rio de Janeiro foram concluídas na última sexta-feira (12). Os serviços incluíram a construção de uma nova piscina de aquecimento, ginásio para treino a seco e aumento da quantidade de banheiros para pessoas com deficiência, além de mudanças na plataforma de saltos e no posto médico. O investimento foi de R$ 21,4 milhões.

Vale lembrar que a instalação tinha sido construída para os Jogos Pan-americanos de 2007, e, na ocasião, foram investidos R$ 60 milhões em recursos do Ministério do Esporte. O Parque Aquático Maria Lenk foi projetado de acordo com os requisitos da Federação Internacional de Natação (FINA) e possui capacidade para 6,5 mil espectadores.

O primeiro teste da instalação será realizado nesta semana em um evento que reunirá 272 atletas de 49 países para a Copa do Mundo de Saltos Ornamentais, de 19 a 24 de fevereiro.

PiniWeb - 17 de Fevereiro de 2016

 
Paulo Mendes da Rocha assina projeto de reforma do Parque do Ibirapuera, em São Paulo

Objetivo é aumentar a área permeável, melhorar o sistema de circulação e criar uma entrada qualificada ao parque

A Secretaria Municipal de Cultura da Prefeitura de São Paulo contratou o arquiteto ganhador do Prêmio Pritzker Paulo Mendes da Rocha para a elaboração de um plano de reestruturação do entorno da Oca e do Auditório Ibirapuera, projetados por Oscar Niemeyer, no Parque do Ibirapuera.

O projeto também visa à adequação da Oca às necessidades de segurança e evacuação. Ainda em estudo preliminar, a ideia é retirar a via asfaltada e pavimentada entre a Bienal e a Oca, o estacionamento e a áreas asfaltadas de todas as interferências que existem no trecho, como placas e tartarugas. No lugar, será criada uma esplanada de acesso com piso permeável aos edifícios culturais do parque, sem remoção de árvores.

A reestruturação prevê, ainda, a alteração do acesso ao parque nesse trecho, com a criação de pontos de ônibus, de táxi e embarque e desembarque de passageiros, além de vagas para deficientes.

Segundo a Secretaria de Cultura, “a proposta aumenta a área permeável do parque, melhora o sistema de circulação, e cria uma entrada qualificada ao parque, em especial aos edifícios voltados à Cultura”.

A proposta está sendo analisada pelos órgãos de preservação do patrimônio histórico e artístico da cidade.

PiniWeb - 17 de Fevereiro de 2016

 
Paulo Mendes da Rocha assina projeto de reforma do Parque do Ibirapuera, em São Paulo

Objetivo é aumentar a área permeável, melhorar o sistema de circulação e criar uma entrada qualificada ao parque

A Secretaria Municipal de Cultura da Prefeitura de São Paulo contratou o arquiteto ganhador do Prêmio Pritzker Paulo Mendes da Rocha para a elaboração de um plano de reestruturação do entorno da Oca e do Auditório Ibirapuera, projetados por Oscar Niemeyer, no Parque do Ibirapuera.

O projeto também visa à adequação da Oca às necessidades de segurança e evacuação. Ainda em estudo preliminar, a ideia é retirar a via asfaltada e pavimentada entre a Bienal e a Oca, o estacionamento e a áreas asfaltadas de todas as interferências que existem no trecho, como placas e tartarugas. No lugar, será criada uma esplanada de acesso com piso permeável aos edifícios culturais do parque, sem remoção de árvores.

A reestruturação prevê, ainda, a alteração do acesso ao parque nesse trecho, com a criação de pontos de ônibus, de táxi e embarque e desembarque de passageiros, além de vagas para deficientes.

Segundo a Secretaria de Cultura, “a proposta aumenta a área permeável do parque, melhora o sistema de circulação, e cria uma entrada qualificada ao parque, em especial aos edifícios voltados à Cultura”.

A proposta está sendo analisada pelos órgãos de preservação do patrimônio histórico e artístico da cidade.

PiniWeb - 17 de Fevereiro de 2016

 
Engenheiros civis terminam 2015 ganhando em média R$ 6.948 no Brasil

Pesquisa atualizada do Salariômetro, da Fipe, constatou 3.456 contratações entre julho e dezembro em todo o País. PINIweb reúne as informações das remunerações por estado, gênero e faixa etária

Um engenheiro civil terminou o ano de 2015 ganhando, em média, R$ 6.948 no Brasil. O dado é da última atualização do Salariômetro, ferramenta de pesquisa de remunerações médias da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) que apontou 3.456 contratações desses profissionais entre julho e dezembro do ano passado.

O estado brasileiro com maior média salarial para a profissão segue sendo o Rio de Janeiro, com R$ 8.468. Em seguida, o Espírito Santo, com R$ 8.402 e o Distrito Federal, com R$ 7.962. Aqueles com as menores médias salariais são Tocantins (R$ 4.159), Amapá (R$ 4.728) e Mato Grosso (R$ 4.989). Os estados com maior número de admissões no período foram São Paulo (996), Minas Gerais (485) e Rio de Janeiro (418).

Em média, os homens ganham R$ 7.070, enquanto as mulheres, R$ 6.453. Em questão de admissões, foram 2.776 engenheiros civis contratados e 680 engenheiras. A ferramenta da Fipe permite a pesquisa de salário conforme gênero, grau de escolaridade, estado e idade.

PiniWeb - 11 de Fevereiro de 2016

 
Sinapi varia 0,55% em janeiro e 5,86% nos últimos 12 meses

Mudança ficou 0,49 ponto percentual acima da taxa de dezembro, que foi de 0,06%

Segundo pesquisa divulgada nesta sexta-feira (5), o Índice Nacional da Construção Civil (Sinapi) apresentou variação de 0,55% em janeiro, o que o deixa 0,49 ponto percentual acima da taxa de dezembro de 2015 (0,06%). O Sinapi é calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em parceria com a Caixa Econômica Federal.

Nos últimos 12 meses, a alta é de 5,86%, inferior àquela relativo ao período anterior, que foi de 5,50%. O custo nacional da construção ficou em R$ 968,70 por metro quadrado em janeiro, sendo R$ 518,13 relativos à materiais de construção e R$ 450,57 à mão de obra.

A parcela referente a materiais variou em 0,40%, representando aumento de 0,29 pontos percentuais em relação a dezembro (0,11%). O valor da mão de obra ficou 0,72% mais elevado em janeiro, e havia se mostrado estável no mês anterior. Os acumulados em doze meses ficaram em 3,99% e 8,08%, respectivamente.

A região Nordeste foi a que apresentou a maior variação regional em janeiro, com 1,08%. Em seguida ficaram as regiões Centro-Oeste (0,59%), Norte (0,54%), Sudeste (0,28%) e Sul (0,19%). O estado brasileiro que apresentou maior variação mensal foi o Piauí, com 4,62%. Em 12 meses, as taxas ficaram em 7,73% (Norte), 5,54% (Nordeste), 5,03% (Sudeste), 7,79% (Sul) e 5,77% (Centro-Oeste).

Os custos regionais ficaram em R$ 1.000,59 (Norte); R$ 899,55 (Nordeste), R$ 1.004,39 (Sudeste); R$ 1.001,65 (Sul) e R$ 981,50 (Centro-Oeste). As variações mensais e custos médios ficaram, respectivamente, R$ 1.048,69 e 0,32% em São Paulo; R$ 1.083,26 e 0,15% no Rio de Janeiro; R$ 894,09 e 0,28% em Minas Gerais; R$ 999,97 e 0,37% no Paraná e R$ 1.015,07 e 0,92% no Distrito Federal.

PiniWeb - 11 de Fevereiro de 2016

 
Rodovia do Frango será desestatizada para concessão à iniciativa privada

Vencedor do processo será aquele que apresentar o menor valor da Tarifa Máxima de Pedágio

A BR-476/153/282/480/PR/SC, mais conhecida como Rodovia do Frango, que passa pelos estados do Paraná e de Santa Catarina, recebeu na última quinta-feira (4) a aprovação do modelo operacional de condições gerais para a sua desestatização. Tal autorização foi concedida pelo Conselho Nacional de Desestatização (CND) e divulgada pelo Diário Oficial da União (DOU).

A resolução atribui o ato por meio de outorga na modalidade operacional de concessão pelo prazo de trinta anos, podendo ser prorrogada por igual período. Após os devidos ajustes feitos pelo Governo Federal, o edital do leilão será publicado e, depois de noventa dias, a sua data será marcada.

O leilão deve ocorrer em sessão pública na Bolsa de Valores de São Paulo (BM&FBovespa) e poderão participar pessoas jurídicas brasileiras ou estrangeiras, entidades de previdência complementar e fundos de investimentos, isoladamente ou em consórcio, que satisfaçam plenamente todas as disposições da legislação em vigor.

O valor máximo da Tarifa Máxima de Pedágio (TBP) será definido no edital da licitação. Vencerá a concorrência quem propuser o menor valor de TBP.

PiniWeb - 11 de Fevereiro de 2016

 
Dilma anuncia corte de 1 milhão de contratações no MCMV 3

Meta de contratações até 2018 passará de 3 milhões para cerca de 2 milhões de unidades, segundo a presidente

A meta de contratações da terceira etapa do Minha Casa Minha Vida foi reduzida de 3 milhões para cerca de 2 milhões de unidades até 2018, segundo citou a presidente Dilma Rousseff em discurso realizado na quarta-feira (3/2), durante entrega de unidades do programa habitacional na cidade de Indaiatuba (SP). "Nós tivemos de rever os valores, nós também passamos por dificuldades, o Brasil passa por dificuldades. Nós estamos calculando que iremos fazer em torno de 2 milhões a mais de moradias até 2018. Então, quando fechar esse período, nós vamos ter chegado a quase 6 milhões de moradias (contratadas)", afirmou a presidente na ocasião.

Dilma sinalizou que a meta de contratações deve ser definida, de fato, no próximo mês. "Nós, no início de março, estamos fechando o Programa Minha Casa Minha Vida 3", disse.

Procurado pela revista Construção Mercado, o Ministério das Cidades não confirmou a meta anunciada antes, nem a revisão citada pela presidente. A pasta informou por e-mail que "a fase 3 do Programa Minha Casa Minha Vida está sendo discutida pelo Governo Federal e ainda não há qualquer definição quanto à quantidade de imóveis que serão contratadas nesta fase em todas as suas faixas." Até o fim de 2015, o programa Minha Casa Minha Vida contava com 4 milhões de unidades contratadas, sendo 2,5 milhões entregues e 1,5 milhão em obras.

A meta de contratação de 3 milhões de unidades foi amplamente divulgada pelo Governo Federal em 2014, durante o período de campanha eleitoral. Na prática, porém, o lançamento da terceira etapa do programa foi adiada sucessivas vezes devido aos cortes de gastos públicos, à demora para definição dos valores dos novos imóveis e aos atrasos nos pagamentos para as construtoras referentes às obras que já estavam em andamento.

PiniWeb - 02 de Fevereiro de 2016

 
Arquitetura do CEU Vila Prudente, em São Paulo, divide edificação em áreas de educação, cultura e esportes

Projeto também conta com área de 58.700 m² de paisagismo e praça aberta à população

Será construído o novo Centro Educacional Unificado (CEU) Vila Prudente, localizado onde hoje é o Conselho Estadual de Educação (CEE) Arthur Friedenreich. Segundo a Prefeitura de São Paulo, ele contará com um edifício vertical e blocos Educacional, Cultural, Esportivo e de Uso Múltiplo, que devem constituir cinco pavimentos.

A arquitetura é assinada pela equipe de arquitetos da prefeitura em parceria com os escritórios Helena Ayoub Silva & Arquitetos Associados (HASAA), no que se refere ao projeto básico e executivo da edificação, e Makhohl Arquitetura – Eireli, no projeto básico e executivo de implantação.

Em um terreno de 67.778 m² e uma área construída aproximada de 12 mil m², o CEU Vila Prudente conta com 58.700 m² de área de paisagismo, que possui um projeto específico e criação de caminhos de interligação entre equipamentos existentes, além da criação de uma praça de acesso aberta.

O Bloco Educacional deve contar com um Centro Municipal de Educação Infantil Integrada (CEMEI), com 508 alunos: 268 relativos ao Centro de Educação Infantil (CEI), que estudarão em tempo integral, e 240 relativos à Escola Municipal de Educação Infantil (EMEI) - 120 por turno.

O espaço contará, ainda, com salas para contra-turno escolar, uma unidade da Universidade Aberta do Brasil (UAB), do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec) e do Educação Jovens e Adultos (EJA), salas de vídeo conferência, laboratório de informática, química, biologia, matemática e física, brinquedoteca e refeitório.

O Bloco Cultural, por sua vez, deve conter biblioteca, cine teatro com capacidade para 260 lugares, estúdios de gravação individual e para banda, sala de cultura digital, sala de música, de artes, Programa de Iniciação Artística (PIA) e Vocacional.

O Bloco Esportivo será composto por piscina semiolímpica coberta e aquecida, quadra poliesportiva, vestiários e salas de atividades como dança, capoeira, artes marciais, boxe e ginástica.

Como estrutura aproveitada do clube já existente, haverá a reforma do balneário, dos vestiários e do ginásio e construção de quadras poliesportivas, além da manutenção de dois campos de futebol gramados.

O projeto conta, além disso, com salas de atendimento individual (4) e coletivo (1) do Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) e um espaço para palestras ou atendimento coletivo. Quanto ao Centro de Convivência e Cooperativa (CECCO), será feita somente a sua relocação.

Perguntada sobre o projeto de arquitetura proposto, a Prefeitura afirmou que os aqueles referentes aos novos CEUs seguem a lógica de composição de um sistema que pode formas diferentes tipologias edilícias e permitir composições variadas de acordo com as características de cada terreno.

Os estudos preliminares da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano (SMDU), em conjunto com outras secretarias municipais, seguiu três premissas básicas para o desenvolvimento do projeto: a construção das novas tipologias edilícias deveria ser feita com uma estrutura de concreto pré-fabricado hiperestática; elas seriam configuradas pelo arranjo e articulação dos diferentes agrupamentos funcionais, que correspondessem a diferentes programas de necessidades; e a sua composição diversificada deveria possibilitar implantações em diferentes condições topográficas e fundiárias. Os agrupamentos funcionais são: Educação, Cultura, Esportes e Uso Múltiplo.

O edifício, ainda, é composto estruturalmente por elementos pré-fabricados de concreto armado (pilares, vigas e lajes), e as passarelas e escadas, em perfis metálicos e chapas de aço. Para os fechamentos internos estão sendo utilizados caixilhos metálicos e alvenaria. Já para os externos (empenas) serão utilizados painéis pré-fabricados de concreto e/ou chapas metálicas perfuradas. O prédio possuirá sistemas parciais de reaproveitamento de água e aquecimento solar. O prazo previsto de obras é de 12 meses.

PiniWeb - 02 de Fevereiro de 2016

 
Pesquisa do IBGE aponta que salário na construção caiu 9,9% em 2015

Valor passou de R$ 2.136,87 em dezembro de 2014 para R$ 1.925,30 no mesmo mês do ano passado

A renda média dos trabalhadores do setor de construção foi a que mais caiu entre os setores da economia brasileira, passando de R$ 2.136,87 em dezembro de 2014 para R$ 1.925,30 no mesmo mês de 2015 (variação negativa de 9,9%). Os dados são da Pesquisa Mensal de Emprego (PME) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgada na última quinta-feira (28).

Atrás da construção, ficaram setores como indústria extrativa, de transformação e distribuição de eletricidade, gás e água (queda de 6,5%); serviços prestados à empresa, aluguéis, atividades imobiliárias e intermediação financeira (-6,4%); e comércio, reparação de veículos automotores e de objetos pessoais e domésticos e comércio a varejo de combustíveis (-5,6%). Na média de todos os setores pesquisados, o recuo foi de 5,8%, com rendimento médio de R$ 2.235,50.

Já a quantidade de trabalhadores da construção também teve queda no ano passado, com o corte de 20 mil pessoas, o representa uma variação negativa de 1,2% na comparação com 2014. No País, a taxa de desocupação ficou em 6,9% em dezembro de 2015, a maior já registrada para o mês desde 2007.

A pesquisa considera dados das regiões metropolitanas de Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre.

PiniWeb - 02 de Fevereiro de 2016

 
Ministério dos Transportes abrirá chamamento público para concessão de novo trecho da BR-163/PA

Com 331,6 km, via liga Campo Verde, no Mato Grosso, a Santarém, no estado paraense

O Ministério dos Transportes pretende abrir em fevereiro um Procedimento de Manifestação de Interesse (PMI) para a concessão do trecho rodoviário BR-163/PA, que percorre o caminho entre Campo Verde, em Mato Grosso, e Santarém, no Pará. A via tem uma extensão de 331,6 km e complementará a proposta de concessão da BR-163/MT/PA entre Sinop, no Mato Grosso, Itaituba, no Pará, além de ampliar o corredor logístico formado pelo trecho da BR-163/MT, já concedido à iniciativa privada.

A rodovia deve ampliar a capacidade de escoamento de grãos pelo Arco Norte e criar novas opções aos portos Sul e Sudeste. A inclusão do novo trecho também deverá reduzir os custos de exportação.

Com a PMI, está lançado o edital de chamamento público e as empresas privadas podem apresentar estudos técnicos e de viabilidade sobre a execução das obras e serem executadas.

Vale lembrar que em 2011 o Tribunal de Contas da União (TCU) recomendou a paralização da obra da BR-163/PA, já que apresentava indício de irregularidade grave.

PiniWeb - 27 de Janeiro de 2016

 
FGV: custo da construção começa o ano em crescimento

Pressionado tanto por materiais, equipamento e serviços, como pela mão de obra INCC-M teve variação de 0,32% em janeiro

Segundo pesquisa divulgada nesta terça-feira (26) pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), o Índice Nacional de Custo Construção - M (INCC-M) registrou variação de 0,32% em janeiro, valor acima do mês anterior, com taxa de 0,12%. A parcela relativa a Materiais, Equipamentos e Serviços sofreu aumento de 0,52% e a correspondente a Mão de Obra, de 0,15%. Ambas foram superiores aos valores de dezembro: 0,23% e 0,02%, respectivamente.

No grupo Materiais, Equipamentos e Serviços, o índice relativo a Materiais e Equipamentos registrou alta de 0,4% contra 0,22% do mês anterior. O destaque ficou no subgrupo Materiais para Acabamento, que passou de 0,45% para 0,91% em janeiro. Já o índice relativo a Serviços teve crescimento de 1% - em dezembro havia sido 0,28%. O subgrupo Taxas de Serviços e Licenciamentos teve a maior variação, indo de 0% em dezembro para 4,1% no primeiro mês de 2016.

Já a parcela mão de obra apresentou variação de 0,15%, influenciada principalmente pela captação do reajuste salarial em Recife e antecipações em Salvador. Seis capitais brasileiras apresentaram aceleração no aumento do INCC-M: Salvador (passando de 0% em dezembro para 0,61% em janeiro), Brasília (de 0,13% para 0,17%), Belo Horizonte (de 0,13% para 0,27%), Recife (de 0,02% para 1,13%), Porto Alegre (de 0,20% para 0,31%) e São Paulo (de 0,11% para 0,25%). Rio de Janeiro, porém, apresentou desaceleração (de 0,23% para 0,20%).

O INCC-M é baseado nos preços coletados entre os dias 21 do mês anterior e 20 do mês de referência.

PiniWeb - 27 de Janeiro de 2016

 
Crédito imobiliário deve ter retração de 20,6% em 2016, estima Abecip

Dados consideram apenas os empréstimos com recursos originados no saldo da caderneta de poupança

O volume de financiamentos para construção e comercialização de imóveis deve voltar a cair em 2016. Para este ano, os empréstimos devem totalizar R$ 60 bilhões, o equivalente a uma queda de 20,6% em relação ao ano passado, de acordo com projeção divulgada nesta terça-feira (26) pela Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip). Os dados consideram apenas os empréstimos com recursos originados no saldo da caderneta de poupança.

"O crédito imobiliário não vai ter todos os elementos necessários para crescer como foi visto nos anos anteriores", afirmou Gilberto Duarte de Abreu, presidente da associação, durante entrevista coletiva a jornalistas. Entre as razões para a queda, o executivo citou a crise econômica, a escassez de funding com taxas de juros baixas, e a falta de confiança de consumidores e de empresas de construção para fechar novos negócios.

A Abecip também informou que os financiamentos totalizaram R$ 75,6 bilhões em 2015, retração de 33,0% em relação a 2014. Essa foi a primeira queda no volume de financiamentos desde 2005, quando teve início a série histórica da Abecip. O volume de empréstimos em 2015 também ficou abaixo das expectativas iniciais da associação, que havia projetado estabilidade para o volume de financiamentos no ano.

Do total de empréstimos no ano passado, R$ 54,8 bilhões foram destinados para a aquisição de imóveis, montante 32,7% menor do que o desembolsado em 2014. Já o crédito para construção teve uma retração mais acentuada: a redução foi de 33,8%, totalizando R$ 20,8 bilhões.

Apesar da queda, Abreu avaliou que o mercado de crédito imobiliário ainda segue robusto, movimentando grande volumes de recursos. No ano passado, os empréstimos garantiram o giro de 342 mil unidades. "O mercado está passando por um ajuste, mas, ainda assim, é um mercado que continua ativo", ponderou.

A redução dos financiamentos imobiliários com recursos da poupança foi parcialmente compensada pelo avanço do crédito com origem no Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). Em 2015, os empréstimos nesta modalidade cresceram 20,5%, para R$ 52,7 bilhões.

Inadimplência

A inadimplência da carteira bancária de crédito imobiliário subiu de 1,4% em 2014 para 1,6% em 2015. Os dados consideram apenas os contratos redigidos sob as regras de alienação fiduciária com mais de três meses de pagamentos atrasados. "Nossa visão é de que esse patamar ainda não é um ponto de atenção, mas reflete o novo cenário econômico", afirmou o presidente da Abecip.

Ele explicou que o aumento do desemprego no País e o maior endividamento das famílias pressionaram a inadimplência dos consumidores, mas não provocaram uma disparada. Já no caso do crédito para construção, Abreu mencionou que as empresas têm renegociado os prazos de pagamento, e a situação, de acordo com suas palavras, "não chega a ser de inadimplência, mas sim um ajuste no fluxo de caixa".

PiniWeb - 27 de Janeiro de 2016

 
Sistema on-line de gestão de resíduos é adotado pela cidade de Sorocaba, em São Paulo

Ferramenta pretende agilizar acesso a informações de geradores, transportadores e áreas de destinação

Desde o último dia 7 de janeiro, com a publicação da Lei Nº 11.259, o município de Sorocaba faz parte do Sistema Estadual de Gerenciamento Online de Resíduos Sólidos (Sigor), que funcionará em parceria com a Secretaria Estadual do Meio Ambiente, em conjunto com a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) e o Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-SP).

O objetivo desse sistema é monitorar a gestão dos resíduos de construção civil desde sua geração até a sua destinação final, incluindo transporte. As cidades integrantes do sistema até o momento são Sorocaba, Assis, Catanduva, Santos e São José do Rio Preto, segundo a Cetesb.

O Sigor é instituído pelo Decreto Estadual nº 60.520, de 5 de junho de 2014. Ele será organizado por módulos de acordo com as categorias dos resíduos sólidos, implantadas progressivamente. A da construção civil compreende os resíduos desse tipo de atividade, de acordo com a Resolução Conama nº 307/2002, e outros resíduos geralmente originados nos canteiros de obras.

Através desse sistema, deve ser possível rastrear todo o processo, pois ele funcionará como um grande banco de dados. Os entulhos passam a ser de responsabilidade de quem os gerou. Além disso, eles devem ser transportados por empresas cadastradas e destinados a locais licenciados, o que deve garantir-lhes um destino adequado. Dessa forma, o novo sistema também servirá como monitoramento em relação ao mosquito transmissor da dengue.

PiniWeb - 20 de Janeiro de 2016

 
Projeto para Unidade Básica de Saúde é objeto de terceiro concurso lançado pela Codhab-DF neste ano

Primeiro colocado deve receber premiação de R$ 40 mil, além de contratação no valor de R$ 370,74 mil para elaboração do projeto completo

A Companhia de Desenvolvimento Habitacional do Distrito Federal (Codhab-DF) abriu o terceiro concurso nacional de projetos deste ano, agora para uma nova Unidade Básica de Saúde (UBS). O equipamento ficará no Parque do Riacho, em Riacho Fundo II, que contém área total de 9.779,85 m² e área de construção de 1.350,00 m².

O objetivo é selecionar a melhor proposta urbanística e arquitetônica, que atenda às exigências do edital nº 003/2016 e que apresente viabilidade técnica para a sua construção. Os critérios de avaliação para o projeto são a valorização da acessibilidade e dos espaços públicos, soluções de conforto térmico e eficiência energética, economia e eficiência na manutenção, viabilidade técnico-construtiva e aspectos plásticos e estéticos.

Ao primeiro colocado será paga uma premiação de R$ 40 mil e realizado um contrato no valor estimado de R$ 370.740,02 para a elaboração do projeto completo. Já o segundo e terceiro colocados receberão R$ 15 mil e R$ 7 mil, respectivamente. Para participar do concurso, o candidato deverá ser profissional de arquitetura e urbanismo habilitado e registrado no Conselho de Arquitetura e Urbanismo (CAU/BR), residente e domiciliado no Brasil.

As inscrições podem ser feitas até dia 4 de março, no site do concurso. A taxa é de R$ 300. O resultado será divulgado no dia 24 de março.

PiniWeb - 20 de Janeiro de 2016

 
Concurso público da Prefeitura de Santos tem oito vagas para arquitetos e engenheiros

Interessados deverão se inscrever até o dia 15 de fevereiro. Salário é de R$ 5.882,91, mais auxílio alimentação

A Prefeitura de Santos lançou um concurso público com uma vaga para arquiteto, quatro para engenheiro civil e três para fiscal de obras, que pode ter graduação em arquitetura ou engenharia civil. A remuneração para os três cargos é de R$ 5.882,91, com o acréscimo do auxílio alimentação de R$ 359,26. A jornada de trabalho equivale a 40 horas semanais.

Os requisitos para a ocupação da vaga são certificado na área em que atua e registro profissional. As avaliações serão compostas, em uma primeira fase, por uma prova escrita de conhecimentos básicos de língua portuguesa, informática e de conhecimentos específicos, e, na segunda fase, por uma prova de títulos.

O contratado em arquitetura deverá elaborar projetos arquitetônicos, paisagísticos e planos urbanísticos básicos, bem como acompanhar e orientar sua execução; subsidiar a elaboração de laudos de avaliação e descrições de imóveis, segundo o edital do concurso. Já os engenheiros vão estudar, avaliar e elaborar projetos de engenharia, bem como coordenar e fiscalizar sua execução. Os fiscais de obras, por fim, vistoriarão obras e instalações prediais e industriais executadas no município, verificando se estão de acordo com as normas pertinentes desde a aprovação do projeto até a concessão do "Habite-se".

As inscrições podem ser feitas até dia 15 de fevereiro pelo site do Instituto Brasileiro de Administração Municipal (IBAM), responsável pela organização do certame. A taxa é de R$ 88.

PiniWeb - 20 de Janeiro de 2016

 
Metrô rescinde contrato com os consórcios responsáveis pelas obras do monotrilho da Linha 17-Ouro

Justificativa é o não cumprimento dos prazos estabelecidos para as construções. Consórcios rebatem

A Companhia do Metropolitano de São Paulo (Metrô) rescindiu na última segunda-feira (18) o contrato com os consórcios Monotrilho Pátio e Monotrilho Estações, formados pelas empresas Andrade Gutierrez e CR Almeida. Eles eram responsáveis pela construção do pátio e de estações do monotrilho da Linha 17-Ouro.

A justificativa do rompimento do contrato, segundo nota emitida pelo Metrô, é de que "desde o final do ano passado, os consórcios desaceleraram o ritmo das obras e não vinham cumprindo os prazos estabelecidos. O Metrô realizou vistorias que indicaram o abandono das obras do monotrilho da Linha 17-Ouro. As empresas foram notificadas várias vezes para retomarem os trabalhos, o que não foi cumprido". O Metrô não estabeleceu um valor exato para as multas, entretanto afirma que seus valores podem ultrapassar os R$ 100 milhões.

Em relação à continuação das obras da Linha 17-Ouro, o segundo colocado das licitações deve ser procurado para verificar o seu interesse.

O consórcio, formado pela Andrade Gutierrez e pela CR Almeida, informou que "não foi notificado em nenhum momento da decisão de rescisão dos contratos, tão somente tendo sido informado do assunto pelos jornais", e que "se surpreende com a notícia que, se levada a efeito, demonstrará mais uma vez o descaso do Metrô de São Paulo para com suas contratadas da Linha 17 bem como com a verdade".

As empresas defenderam-se, argumentando, inclusive, que ajuizaram ação no dia 10 de dezembro de 2015 com o objetivo de rescindir o escopo das obras civis do contrato, "diante dos sucessivos atrasos por parte do Metrô e da sua falta de planejamento para as obras". A ação teria acontecido muito antes das matérias jornalísticas sobre o assunto.

Há duas semanas, o Metrô tinha anunciado a suspensão de dois trechos das obras da Linha 17 - Ouro e, em outubro, o TCE tinha informado que as licitações estavam irregulares.

PiniWeb - 13 de Janeiro de 2016

 
Balanço parcial da CBIC mostra forte retração da construção civil em 2015

Fato, segundo a entidade, mobiliza o setor na busca por alternativas que fomentem sua recuperação em 2016

A construção civil em 2015 teve forte retração, o que mobiliza o setor a buscar por alternativas que fomentem a sua recuperação no ano de 2016. O que se procura são opções que possibilitem a retomada do investimento, com produtividade e competitividade. Os dados são da pesquisa divulgada na última semana pela Câmara Brasileira de Indústria e Construção (CBIC), que considera dados até então divulgados pelo setor.

O processo, de acordo com o levantamento, deve ter como base a qualificação do gasto público, a combinação de redução da burocracia com a melhoria dos marcos regulatórios e a ampliação do mercado para que mais empresas, e de diversos portes, possam atuar.

Um vetor visto de forma positiva pelos empresários do setor é o programa de concessões e parcerias público-privadas, cuja modelagem está em discussão. "Nossas empresas estão se preparando para o momento seguinte, pós-crise, mas é preciso atacar os problemas do Brasil de frente e de forma eficaz para que esse período seja superado", afirmou o presidente da CBIC, José Carlos Martins.

A estimativa é de 450 mil postos de trabalho formais tenham sido fechados em 2015, o que gera um impacto significativo na empregabilidade do setor. Até outubro, 253.226 vagas formais já tinham sido extintas, segundo o Caged/MTE. Esse número agravou-se em Estados com maior dependência de recursos públicos para a execução de obras, em especial nas Regiões Norte e Nordeste.

O PIB da construção deve registrar queda de 8% em 2015, segundo estimativas da CBIC. O IBGE apontou que o PIB da construção civil teve queda de 0,5% no terceiro trimestre de 2015, em relação ao segundo trimestre do mesmo ano, valor que corresponde a uma queda de 6,3% em relação ao mesmo período de 2014.

O setor imobiliário também apresentou queda em seus índices, sendo que o valor destinado à aquisição e à construção de imóveis foi de R$ 66,7 bilhões de janeiro a outubro de 2015, valor 28,4% inferior ao apurado no mesmo período do ano anterior; no mesmo período, foram financiados 301,5 mil imóveis, número que também conta com uma queda de 32,6% em relação ao mesmo período de 2014.

Ainda segundo o CBIC, "sendo a construção civil responsável por mais de 50% do fluxo de investimentos do país, resgatar a capacidade de executar projetos é essencial para recuperar um setor que caminha pari passu com a economia".

PiniWeb - 13 de Janeiro de 2016

 
Governo do Rio de Janeiro conclui primeira fase de nova via expressa na Barra da Tijuca

Chamadas de Novo Viário, pistas elevadas na Avenida Armando Lombardi estão orçadas em R$ 9,77 bilhões

Foi aberta no último sábado (9) a nova pista expressa elevada ao lado da Estação Jardim Oceânico da Linha 4 do Metrô do Rio de Janeiro. A via, que vai sentido Barra - Zona Sul, estava com a sua inauguração prevista para sexta-feira (8), mas a Secretaria Estadual de Transportes, em parceria com CET-Rio, decidiu adiar o evento para o dia seguinte, "em razão do menor fluxo de veículos na região nos fins de semana".

A via garante acesso à Avenida Armando Lombardi, na Barra da Tijuca, e faz parte do Novo Viário, projeto que conta com duas vias elevadas para veículos, com cerca de 350 metros de extensão e 9,5 metros de largura cada, dois retornos subterrâneos - um sentido Zona Sul e outro sentido Recreio - e uma travessia de pedestres.

A segunda via, que vai sentido Recreio, deve ser concluída até o fim do primeiro semestre, segundo a Secretaria de Transportes. Também já está em fase de acabamentos a travessia de pedestres, com o recebimento de piso, guarda-corpo de proteção e ciclovia, além da instalação de sinal de trânsito e faixa de pedestres.

A obras executadas pelo Consórcio Construtor Rio Barra (CCRB) estão orçadas em R$ 9,77 bilhões - envolvendo não só a nova via expressa, como também a construção da Linha 4 do Metrô. Com o Novo Viário, a Avenida Armando Lombardi passará a ter cinco faixas em cada sentido.

PiniWeb - 13 de Janeiro de 2016

 
Caixa estima alta de 30% nos financiamentos de imóveis até R$ 225 mil em 2016

Para diretor-executivo de Habitação do banco, moradias serão estimuladas com a terceira fase do Minha Casa Minha Vida

O diretor-executivo de Habitação da Caixa Econômica Federal, Teotonio Rezende, estimou crescimento de 30% nos financiamentos de imóveis até R$ 225 mil em 2016 em relação ao ano passado. As moradias mencionadas encontram-se nas faixas 2 e 3 do Minha Casa Minha Vida, cujas contratações começaram na última segunda-feira (4). O volume de financiamento de 2015 foi 31% superior ao do ano anterior, segundo Rezende, já que na habitação social não houve restrição de oferta de recursos.

Os empréstimos com recursos do FGTS somaram R$ 37,9 bilhões até setembro do ano passado. Durante todo o ano de 2014, o valor chegou a R$ 40,9 bilhões.

A estimativa feita pelo diretor-executivo da Caixa já considera a demanda da terceira fase do programa Minha Casa Minha Vida, que, dentre as suas inovações, contará com a faixa 1,5 para atender um maior número de pessoas de baixa renda que até então não eram contempladas.

O diretor ainda explica que, devido às condições da venda dos imóveis populares, nas quais o comprador está trocando o antigo aluguel pela prestação da casa própria, e, por isso, não muda de decisão na hora de comprar a casa, as grandes construtoras não têm problemas relacionados a estoque e a velocidade de venda.

Além disso, o limite de renda mensal dos beneficiários do Minha Casa Minha Vida subiu de R$ 5 mil para R$ 6,5 mil na terceira etapa do programa. Isso, somado ao fato de que os valores máximos dos imóveis das faixas 2 e 3 sofreram reajustes, agora variando entre R$ 90 mil e R$ 225 mil, deve ajudar a impulsionar as vendas no segmento.

60% das 6,5 milhões de simulações de crédito imobiliário realizadas mensalmente no site da Caixa são para imóveis de até R$ 200 mil, acrescenta o banco. Elas servem de termômetro do mercado imobiliário relacionado ao Minha Casa Minha Vida desse ano. Segundo Rezende, "a tendência é que a demanda continue em alta com os ajustes do programa e a criação da faixa 1,5".

PiniWeb - 06 de Janeiro de 2016

 
CUB tem aumento de 4,79% no estado de São Paulo em 2015

Valor é bem abaixo da inflação, esperada para mais de 10% no período

Segundo pesquisa divulgada nesta terça-feira (5) pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-SP), o CUB (Custo Unitário Básico) da construção civil paulista registrou aumento de 4,79% em 2015, valor abaixo da inflação, esperada em mais de 10% no período. Para o vice-presidente de economia da entidade, Eduardo Zaidan, isso é um "reflexo do baixo nível de atividade no setor".

Na variação mensal, o valor aumentou em 0,18% em dezembro, ficando em R$ 1.140,15 e apresentando estabilidade em relação ao mês de novembro. Os custos médios com materiais de construção também aumentaram em 0,45% no mês, enquanto os com mão de obra e administrativo permaneceram estáveis.

Custos dos insumos

Seis dos 27 insumos pesquisados pelo SindusCon-SP apresentaram elevação superior ao IGP-M, que ficou em 0,45% no período. Entre eles estão: o disjuntor tripolar 70A (1,77%), a emulsão asfáltica com elasômetro para impermeabilização (1,64%), a telha ondulada fibrocimento (1,54%), a bancada de pia de mármore (1,26%), o aço CA-50 (1,14%), e a porta lisa para pintura (1,05%).

Sem desoneração

Para as obras não incluídas na desoneração da folha de pagamento, o CUB registrou aumento de 0,17% em dezembro, chegando a R$ 1.227,17 por metro quadrado. Os materiais de construção apresentaram alta de 0,45% na mesma base de comparação, e os custos com mão de obra e administrativos mantiveram-se estáveis. O indicador em relação ao ano de 2015 apresentou alta de 4,75%.

PiniWeb - 06 de Janeiro de 2016

 
BNDES aprova crédito de R$ 2,319 bilhões para duplicação da rodovia BR-163, no Mato Grosso do Sul

Via que faz parte do Programa de Investimentos em Logística, do Governo Federal, passa por 21 municípios até a divisa do Paraná

O BNDES aprovou no final de dezembro um financiamento de longo prazo de R$ 2,319 bilhões à Concessionária de Rodovia Sul-Matogrossense para a duplicação e outras melhorias da rodovia BR-163/MS, que percorre a extensão de Mato Grosso do Sul até a divisa com Paraná, passando por 21 municípios. Dos 845,4 km, 798,3 km serão duplicados.

A ação faz parte do Programa de Investimentos em Logística (PIL), do Governo Federal, que promete investir até R$ 4,587 bilhões na infraestrutura de transportes do país.

O investimento é realizado sob o modelo "project finance", que visa não só a construção, mas também a recuperação, modernização, conservação, monitoração, ampliação de capacidade, manutenção do nível de serviços previstos nos contratos de concessão e investimentos sociais associados. Durante a execução do projeto, estima-se a geração de 5 mil empregos diretos.

As condições do financiamento consistem na carta divulgada pelo BNDES no período anterior ao Leilão, que garante taxa de juros de 2% somada à TJLP, carência até o final do período de investimentos - previsto em cinco anos - e prazo de amortização de 20 anos.

Do valor financiado pelo BNDES, R$ 210 milhões serão repassados pela Caixa como agente financeira (operação indireta). Outros 62% dos investimentos financiáveis do projeto virão diretamente da Caixa, além de a MSVIA, controlada pela CCR, poder emitir debêntures de infraestrutura.

Segundo o Governo Federal, a nova fase do PIL, anunciada em junho de 2015, incluiu 16 novos trechos rodoviários, com investimento de aproximadamente R$ 50 bilhões e 7 mil km de rodovias.

PiniWeb - 06 de Janeiro de 2016

 
Começam os reparos no hotel projetado pelo Atkins em Dubai, que sofreu um incêndio na virada do ano

Edifício The Address Downtown fica próximo ao Burj Khalifa, o prédio mais alto do mundo

Foram iniciados os reparos no hotel The Address Downtown, localizado em Dubai, nos Emirados Árabes, e que chamou a atenção mundial depois de ter sofrido um incêndio na virada de ano. O hotel fica próximo ao Burj Khalifa, o prédio mais alto do mundo.

O projeto do prédio foi realizado pelo escritório de arquitetura Atkins em 2008, e, com 306 metros de altura, é o 19º mais alto nos Emirados Árabes. O design do prédio foi elaborado de forma a "impor-se no pano de fundo do maior prédio do mundo", segundo a Atkins.

O projeto conta, além do hotel, com um restaurante e um pódio, e garante a vista para o lago e o Burj Khalifa.

Não houve mortes decorrentes do incidente, mas 14 pessoas ficaram levemente feridas, uma com ferimentos graves e uma vítima sofreu um ataque cardíaco e inalou a fumaça do incêndio. As causas do ocorrido ainda não foram definidas.

PiniWeb - 16 de Dezembro de 2015

 
Nissan apresenta conceito de veículo 100% elétrico desenhado por Foster + Partners

Projeto final do carro será apresentado em março de 2016

A Nissan apresentou nesta semana as primeiras imagens de seu novo veículo elétrico, desenhado pelo escritório Foster + Partners, do arquiteto Norman Foster. O carro, que tem como principal característica a não emissão de poluentes, será 100% elétrico e abastecido por meio de uma nova bateria desenvolvida pelo grupo japonês.

De acordo com o chefe de design do escritório, David Nelson, "é trabalho dos arquitetos inspirar e apoiar a mudança que vemos quando olhamos para a frente, para os próximos dez anos, que inclui carros autônomos, inteligentes artificialmente e com maior conectividade".

As imagens mostram uma pré-visualização do projeto para o veículo, cujo conceito final será apresentado em março de 2016.

PiniWeb - 16 de Dezembro de 2015

 
Para comemorar dia da profissão, CAU/BR lança manual dos arquitetos e urbanistas

Publicação gratuita para download reúne informações sobre leis, normas e conceitos relativos ao exercício da arquitetura e urbanismo no País

O Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil (CAU/BR) lança nesta terça-feira (15), em meio às comemorações do Dia do Arquiteto e Urbanista, o manual dos profissionais de arquitetura e urbanismo, que reúne informações sobre normas e leis que orientam o exercício da profissão.

A publicação apresenta, em 112 páginas e com ilustrações do cartunista e arquiteto Paulo Caruso, os principais conceitos que dizem respeito à prática legal da arquitetura e do urbanismo no País, desde o ensino, passando pela legislação trabalhista, até as normas que regem o bom exercício profissional, como o Registro de Responsabilidade Técnica (RRT), o Código de Ética e Disciplina dos Arquitetos e Urbanistas e as Tabelas de Honorários de Serviços de Arquitetura e Urbanismo.

O documento reúne ainda informações sobre Salário Mínimo Profissional, normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) e legislações urbanas e ambientais.

O conteúdo é uma revisão e ampliação do Almanarq, publicação produzida pela Federação Nacional dos Arquitetos (FNA) pela última vez em 1998. A produção desta nova edição foi sugerida pela FNA e aprovada por unanimidade pelo Colegiado Permanente das Entidades Nacionais dos Arquitetos e Urbanistas (CEAU), composto pelo Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB), a Federação Nacional dos Arquitetos e Urbanistas (FNA), a Associação Brasileira de Escritórios de Arquitetura (AsBEA), a Associação Brasileira de Ensino de Arquitetura e Urbanismo (ABEA) e a Associação Brasileira de Arquitetos Paisagistas (ABAP), com a colaboração da Federação Nacional de Estudantes de Arquitetura e Urbanismo do Brasil (FeNEA).

A primeira tiragem é de dois mil exemplares, que serão distribuídos gratuitamente pelos CAU/UF a partir de 2016. O Manual também será disponibilizado em versão eletrônica para download gratuito no site do CAU.

PiniWeb - 16 de Dezembro de 2015

 
Projetado por Gustavo Penna, novo Museu de Congonhas é inaugurado em Minas Gerais

Equipamento receberá exposições temporárias e permanentes e programas educacionais voltados principalmente ao Santuário do Bom Jesus de Matosinho

A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) no Brasil, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e a Prefeitura de Congonhas, em Minas Gerais, inauguram oficialmente nesta terça-feira (15) o novo Museu de Congonhas, projetado pelo escritório Gustavo Penna Arquitetos e Associados. Por ter como principal temática o Santuário do Bom Jesus de Matosinhos, sítio histórico que tem o título de Patrimônio Cultural Mundial desde 1985, o local atuará como “museu de sítio”, servindo como um equipamento de mediação entre o Santuário e o público. O objetivo da nova instituição será a de qualificar a experiência de estar no lugar, intensificando os sentidos e a percepção dos visitantes.

O museu, instalado em um edifício de 3.452,30 m² ao lado do Santuário, abriga em três pavimentos sala de exposições, reserva técnica, biblioteca, auditório, ateliê, espaço educativo, cafeteria, anfiteatro ao ar livre e áreas administrativas. O projeto foi concebido, de acordo com o escritório, buscando soluções para três questões fundamentais: implantação neutra, sem competição volumétrica com o conjunto principal; criação de espaços externos e percursos internos claros, amplos e reverentes; e dinâmica dos espaços de forma que façam ecoar a dimensão simbólica dos valores que acolhe e apresenta aos visitantes.

A fachada do edifício caracteriza-se pelo sentido de contemporaneidade, que afirma no seu tempo uma atitude atemporal de respeito, equilíbrio e harmonia. Já a área de distribuição das funções, emerge do grande terraço de acesso em dois tempos: o da chegada, mineral, simples, direto e eficiente; lugar de muita gente e movimento. E o outro separado por jardins, para contemplação, com o seu espelho d´água a refletir o céu e o horizonte.

O empreendimento foi financiado com recursos captados pela Lei Rouanet, recursos próprios da Prefeitura de Congonhas e patrocínio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), Santander, Vale e Gerdau. O Santuário do Bom Jesus de Matosinhos, para onde o Museu dedica sua principal atenção, está localizado no Morro Maranhão, na zona urbana de Congonhas. Sua construção teve início em 1757 e se estendeu até o começo do século 19. Trata-se de um conjunto arquitetônico e paisagístico formado pela Basílica, escadaria em terraços decorada por esculturas dos 12 profetas em pedra-sabão e seis capelas com cenas da Via Sacra, contendo 64 esculturas em cedro em tamanho natural. No conjunto trabalharam os artistas de maior destaque do período, como o escultor Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho (1738-1814), e o pintor Manoel da Costa Athaíde (1760-1830).

Exposição A exposição permanente que inaugura o Museu de Congonhas, cuja curadoria é assinada pelos museólogos Letícia Julião e Rene Lommez, trata das manifestações da fé no passado e no presente, em particular, o sentido de exteriorização da devoção projetado na monumentalidade teatral do espaço do Santuário, nas práticas da romaria e nos ex-votos. A mostra também retrata o Santuário como expressão de trânsito cultural resultante da expansão portuguesa; da relação do espaço religioso com a vida urbana de Congonhas; do Santuário como obra de arte; do trabalho do Aleijadinho, mas, sobretudo da produção artística como resultado de processo coletivo de distintos artífices; e do deslocamento da arte como transcendência da fé para o objeto de devoção.

O projeto expográfico, assinado pelo designer espanhol Luis Sardá, preza pelo cuidado com o público diverso que visita a cidade, oferecendo inúmeras possibilidades de apreensão do rico conteúdo do museu. O novo museu fica na Alameda Cidade de Matosinhos de Portugal e fica aberto de terça-feira a domingo, das 9h00 às 17h00; e quartas-feiras, das 13h00 às 21h00.

PiniWeb - 09 de Dezembro de 2015

 
Anexo BNDES, projetado por Daniel Gusmão, se destaca no II Prêmio Asbea/RJ

Confira os demais premiados em edifícios, residências, urbanismo, restauro, projetos especiais, interiores e paisagismo

A Associação Brasileira dos Escritórios de Arquitetura no Rio de Janeiro (Asbea/RJ) divulgou na última semana os projetos vencedores do II Prêmio Asbea/RJ, que reconhece obras de destaque em dez categorias. O grande ganhador da edição de 2015 foi o Anexo BNDES, projetado por Daniel Gusmão, selecionado pelo júri entre todos os vencedores para receber o Prêmio Sérgio Bernardes.

O escritório de arquitetura Cité venceu com o projeto da Torre Híbrida na categoria Edifícios ou Conjuntos Residenciais Multifamiliares, que concedeu menção honrosa ao Américas 2001, de Sérgio Conde Caldas. Em Residências Unifamiliares, venceu a Casa Terra, do Bernardes Arquitetura; e recebeu menção honrosa a Casa Indah, do Azul. Em Urbanismo, venceu o escritório Índio da Costa AUDT com o projeto de Revitalização de Búzios.

Os outros ganhadores foram: Resort Ilha do Capítulo, do Mareines + Patalano (Edifícios para Hotelaria); Hospital Parelheiros, do RAF (Edifícios Institucionais); Anexo BNDES, de Daniel Gusmão (Edifícios de Serviços); Pavilhão Bettings – JCB, de Francisco Hue (Restauro); e Picadeiro SHB, de Sérgio Conde Caldas e Miguel Pinto Guimarães (Projetos Especiais).

Na categoria Interiores, foram concedidas menções honrosas para Escola Alemã Corcovado, de Ernani Freire; Lab LZ by GT, de Gisele Taranto; Sala de Estar Bela Arte, de Ricardo Melo; e Cobertura Barra da Tijuca, de Paula Neder. Já em paisagismo foram entregues menções honrosas para Lajedo, do Landscape; e Novo INCA, do Mais Dois.

Receberam ainda menções honrosas os projetos ISR PUC-Rio, do Cité; Hoteem Macaé, de Edison Musa; Body Tech Recife, do Farias & Denton; Sinagoga Edmond Safra, do RAF; Torre Z, do Pontual; Moinho Fluminense, do RAF; Villa Aymoré, do RAF; e Office Riachuelo, do Feu.

PiniWeb - 09 de Dezembro de 2015

 
Desoneração facultativa da folha de pagamento para empresas de construção entra em vigor

Instrução Normativa da Receita Federal esclarece como pagamento relativo a 2015 deverá ser feito

Entrou em vigor no dia 1º de dezembro a Lei 13.161, que permite que as empresas como as de construção civil possam optar entre a Contribuição Previdenciária sobre a Receita Bruta (CPRB), que passou de 2% para 4,5%, a chamada desoneração, ou recolher a Contribuição Previdenciária de 20% sobre a folha de pagamentos. A medida é válida para as empresas de construção civil enquadradas nos grupos da Classificação Nacional de Atividade Econômica (CNAE) 412, 432, 433 e 439, bem como as empresas de infraestrutura enquadradas nos grupos 421, 422, 429 e 431 da CNAE 2.0.

De acordo com a Instrução Normativa 1.597, publicada em 1º de dezembro, a opção será feita anualmente pelo recolhimento da CPRB relativo ao mês de janeiro de cada ano, ou com o pagamento dessa contribuição relativo ao primeiro mês do ano em que a empresa houver auferido receita bruta. Para 2015, a opção será feita sobre a receita de dezembro, com o pagamento em janeiro de 2016.

Já as empresas de construção civil enquadradas na desoneração pelos grupos 412, 432, 433 e 439 (da CNAE 2.0), e que são responsáveis pela abertura da matrícula CEI (Cadastro Específico no INSS), poderão optar pela CPRB por obra. A opção é irretratável até o encerramento da obra.

As obras em andamento, já enquadradas na desoneração com CEIs abertas de 1/4/13 a 31/5/13; de 1/6/13 a 31/10/13, caso tenham optado pela desoneração; e CEIs abertas a partir de 1/11/13 até 30/11/15, continuarão a recolher a CPRB com alíquota de 2%, até o encerramento da obra. Assim, as empresas de infraestrutura e os subcontratados que não abriram a matrícula CEI da obra poderão optar pela desoneração, tomando por base a receita bruta da empresa e não a opção feita para obra na qual prestam serviços.

Retenção das contribuições previdenciárias

As empresas que não optarem pelo recolhimento da CPRB deverão recolher a contribuição previdenciária de 20% sobre a folha de pagamento e voltarão a sofrer a retenção das contribuições previdenciárias no percentual de 11%.

A retenção das contribuições previdenciárias sobre a folha de pagamento permanecerá em 3,5%, se optarem pela desoneração. As empresas deverão comprovar a opção pela desoneração junto aos seus tomadores de serviços, mediante a apresentação de declaração de recolhimento da CPRB, na forma prescrita no Anexo III da IN. Clique aqui para ler a Instrução Normativa da Receita Federal na íntegra.

PiniWeb - 09 de Dezembro de 2015

 
SindusCon-SP espera redução de 5% no PIB da construção em 2016

Sindicato espera retração de 8% no PIB de 2015 e corte de 557 mil vagas no acumulado deste ano

O Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-SP) estima que o Produto Interno Bruto (PIB) nacional da construção civil terá queda de 5% em 2016, como reflexo de fatores como o aumento do desemprego, queda da renda, retração nos investimentos e queda nos níveis de confiança de consumidores e empresários.

Para 2015, a projeção é de queda de 8%. O resultado para o acumulado deste ano representa uma piora em relação à projeção anterior, realizada em agosto pelo sindicato, que apontava recuo de 7%.

As informações foram divulgadas nesta terça-feira (8), em reunião com jornalistas na sede do SindusCon-SP.

Em 2014 e 2015, houve uma redução de mais de 780 mil postos de trabalho no setor. O sindicato espera corte de 557 mil vagas no acumulado de 2015. Na comparação de outubro deste ano com o mesmo mês do ano anterior, houve uma redução de 508,2 mil postos de trabalho, o equivalente a uma queda de 14,4% no número de trabalhadores no ramo. A retração é a mais elevada da série história do SindusCon-SP, que teve início em 2003.

O sindicato observou que houve deterioração da conjuntura nacional ao longo deste ano, com piora da situação política, retração do poder de compra das famílias e aumentos dos saques da caderneta de poupança, tornando a disponibilidade de financiamentos reduzida. Isso levou ao enfraquecimento das vendas de imóveis e ao grande volume de distratos no mercado imobiliário.

Do lado dos investimentos públicos, o sindicato relembrou os atrasos no pagamentos de obras do Minha Casa Minha Vida e do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e adiamento de concessões de projetos de infraestrutura.

PiniWeb - 02 de Dezembro de 2015

 
Obra do ano em pré-fabricados de concreto fica em Santo André.

Premiação da ABCIC elegeu empreendimento assinado pelo escritório Aluizio A. M. dAvila & Associados na UFABC

A Associação Brasileira da Construção Industrializada de Concreto (Abcic) entregou na última semana ao projeto dos blocos A e B da Universidade Federal do ABC (UFABC) em Santo André, em São Paulo, do escritório Aluizio A. M. d'Avila & Associados, o Prêmio Obra do Ano em Pré-Fabricados de Concreto 2015.

A obra foi executada pela Construtora Augusto Velloso e contou com o projeto arquitetônico de Cláudio Libeskind e projeto estrutural do engenheiro José Luis Varela, do projetista Paulo Cezar Cavalcanti, além do envolvimento e apoio do engenheiro Aluizio d'Avila. O bloco A possui uma área de 54 mil m² e é constituído de quatro pavimentos comuns e três torres: A1, A2 e A3, com respectivamente sete, cinco e seis pavimentos, acima dos pavimentos comuns. Já o bloco B é formado por uma torre única, com área de 13.400 m² divida em 13 pavimentos.

Para a execução dos volumes, foram empregados 16.800 m³ de concreto pré-fabricado, distribuídos em vigas e lajes armadas e protendidas compondo a arquitetura, peitoris, rampas, lajes e escadas pré-fabricas, pilares moldados in-loco, e painéis de fechamento pré-fabricados já com acabamento. A CPI Engenharia foi a empresa responsável pelo fornecimento das estruturas pré-fabricadas da obra, enquanto os painéis de fechamento foram fornecidos pela Stamp.

A comissão julgadora entregou o Prêmio Destaque do Júri para a obra da Torre Eólica de Tubarão, em Santa Catarina, na categoria Sustentabilidade, construída pela WEG Energia e com fornecimento das estruturas pré-fabricadas de concreto pela Cassol Pré-Fabricados; e para os Espessadores de Rejeitos em Itabira, em Minas Gerais, na categoria Inovação, construídos pela Barbosa de Mello e estrutura de pré-fabricados fornecida pela Precon Engenharia.

Também foram conferidas menções honrosas a outros dois empreendimentos que se destacaram no uso de estruturas pré-fabricadas de concreto: Fábrica de Escolas do Amanhã - Lote 1, no Rio de Janeiro, com projeto arquitetônico de João Pedro Backheuser, projeto estrutural de autoria de João Luis Casagrande e estruturas pré-fabricadas fornecidas pela INCOPRE e CPI Engenharia; e o Super Muffato, de São José do Rio Preto, em São Paulo, com projeto estrutural de Ériton Nunes da Costa, projeto arquitetônico de Ricardo e Leonardo Bragaglia e estrutura de pré-fabricado de concreto fornecida pela Marna Pré-Fabricados.

PiniWeb - 02 de Dezembro de 2015

 
TCE de Roraima abre licitação para construção da sua nova sede, assinada por Oscar Niemeyer

Edifício a ser construído na capital Boa Vista será o primeiro do arquiteto na região Norte

O Tribunal de Contas do Estado de Roraima (TCE) lançou na última semana o edital de licitação para contratação de empresa, em modalidade de Parceria Público-Privada (PPP), para executar as obras de construção de sua nova sede, projetada por Oscar Niemeyer na capital Boa Vista. Orçadas em R$ 64,7 milhões, as obras deverão ser iniciadas em 2016 e concluídas em 2018, com prazo de quitação de 20 anos. Pela parceria, o TCE só começará a pagar o empreendimento após a conclusão dos serviços.

O edifício, que será o primeiro de Niemeyer construído na região Norte, terá seis pavimentos e 16.750 m² de área construída. Localizado na Avenida Capitão Ene Garcez, o prédio irá substituir a antiga sede da Telemar e já obteve pré-aprovação do Corpo de Bombeiros.

A construção terá, além de dispositivos de acessibilidade previstos pelas normas brasileiras, sistemas de tecnologia sustentável, como esgoto a vácuo e reaproveitamento de água. O projeto também prevê a futura instalação de sistema de captação de energia solar, com a implantação de placas fotovoltaicas na fachada frontal, que será coberta por uma parede de vidro.

O volume principal do prédio terá formato semicircular, envolvendo uma marquise sinuosa sob a qual serão construídos o auditório de 1.450 m², com capacidade para 388 lugares, e o plenário para sessões do Pleno, com 150 lugares. Sobre o teto único do bloco, será construído um auditório com 70 lugares para a realização das sessões das Câmaras.

No primeiro nível, haverá uma área para exposições e um espelho d'água. Já o estacionamento com 102 vagas ficará no subsolo.

PiniWeb - 02 de Dezembro de 2015

 
Justiça determina que grupo de construtoras devolva terreno do Cais José Estelita, em Recife

Decisão cabível de recurso inviabiliza a execução do projeto Novo Recife, que previa a construção de 13 torres multiuso

A Justiça Federal de Pernambuco anulou na última semana a compra do terreno do Cais José Estelita, em Recife, feita pelo Consórcio Novo Recife em leilão de 2008. O grupo pretendia executar um empreendimento homônimo com 13 torres multiuso no local. A decisão, do juiz federal Roberto Wanderley Nogueira, é cabível de recurso.

A sentença, que atende ao pedido da ação civil pública movida pelo Ministério Público Federal (MPF) e pelo Movimento Ocupe Estelita, que desde a apresentação do projeto vinha se manifestando contrário à execução, condena o consórcio a devolver o patrimônio público em até 30 dias conforme o estado anterior em que o local estava.

A Justiça também determinou que a Prefeitura do Recife, a União Federal e o Instituto Nacional do Patrimônio Histórico e Artístico (Iphan) "se abstenham a autorizar todo e qualquer projeto que controverta ao ambiente histórico, paisagístico, arquitetônico e cultural das áreas do entorno do Forte das Cinco Pontas, incluindo o Cais José Estelita, sob as penas da lei".

Ainda de acordo com o texto da sentença, o Iphan não se pronunciou sobre o interesse histórico da área antes da sua venda e não houve estudo prévio de impacto, especialmente de vizinhança (EIV), ou pareceres do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte (DNIT) e da Agência Nacional de Transporte Terrestre (ANTT). Foi registrada ainda a falta de Estudo de Impacto Ambiental e relatório (EIA/Rima), exigido pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama). Em nota, o Consórcio Novo Recife informou que ainda não foi noticiado da decisão.

PiniWeb - 25 de Novembro de 2015

 
Obras do VLT de Cuiabá, no Mato Grosso, foram iniciadas sem projetos aprovados

Empreendimento paralisado pela justiça devia ser entregue em junho de 2014 ao custo de R$ 1,4 bilhão, mas tem apenas 54% de execução

A Secretaria de Estado das Cidades do Governo de Mato Grosso (Secid) divulgou na última semana relatório sobre as irregularidades nas obras de construção do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) de Cuiabá, no Mato Grosso, paralisadas por decisão judicial. Contratado por meio do Regime Diferenciado de Contratações (RDC), o empreendimento orçado inicialmente em R$ 1,4 bilhão com previsão de entrega para junho de 2014 tem apenas 54% das obras executadas e já demandou R$ 1 bilhão.

O relatório aponta como principal causa dos problemas encontrados na obra a falta de projetos detalhados, a ausência de detalhamento dos projetos executivos e a falta de atendimento às normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). Para o secretário das Cidades, Eduardo Chiletto, "o que aconteceu com o VLT de Cuiabá o melhor exemplo do que não deve ser feito com dinheiro público". "É a combinação de um modelo ruim, o RDC, com má gestão pública", disse.

O documento revela ainda que a execução dos serviços foi iniciada sem a aprovação dos projetos e que foram identificados erros graves de execução, como a construção de um viaduto com 80 metros a menos que o previsto. Dos projetos executivos entregues, mais de 65% apresentaram algum problema, sendo que 48% foram aprovados com restrições e 17% não foram aprovados.

De acordo com a Secid, a principal medida a ser adotada é a "regularização da entrega e revisão dos projetos".

Para o presidente do Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil (CAU/BR), Haroldo Pinheiro, "trata-se de um caso gravíssimo, que reforça o posicionamento das entidades de Arquitetura e Urbanismo e de Engenharia a favor do projeto completo". "Não se trata de uma questão corporativa, pois o projeto vai ser feito de qualquer jeito. O que se discute é o momento da entrega, a sequência lógica do planejamento", disse.

PiniWeb - 25 de Novembro de 2015

 
Aberta a licitação para conclusão das obras da Linha 4-Amarela do Metrô de São Paulo

Interessados deverão entregar no dia 13 de janeiro propostas para as estações Higienópolis-Mackenzie, Oscar Freire, São Paulo-Morumbi e Vila Sônia

A Companhia do Metropolitano de São Paulo (Metrô) abriu nesta terça-feira (24) o edital de licitação internacional para a execução das obras civis da fase 2 da Linha 4-Amarela. Orçado em R$ 1,3 bilhão com financiamento do Banco Mundial, o empreendimento contempla a construção das estações Higienópolis-Mackenzie, Oscar Freire, São Paulo-Morumbi e Vila Sônia, incluindo o terminal de ônibus e o pátio Vila Sônia de estacionamento e manutenção de trens.

O certame estará disponível na próxima quinta-feira (26) para as empresas ou consórcios interessados. A entrega das propostas técnicas e comerciais está marcada, inicialmente, para o dia 13 de janeiro. Após a assinatura do contrato, a expectativa é de que as obras sejam iniciadas a partir de abril de 2016.

A estação Higienópolis-Mackenzie deve ser concluída em 12 meses após a ordem de serviço; a Oscar Freire em 15 meses; a São Paulo-Morumbi em 18 meses; e a Vila Sônia em 36 meses.

Até o final do ano, o Metrô lançará outro edital para contratação do complemento da via permanente dos túneis e no pátio Vila Sônia, orçado em R$ 60 milhões. Esta é a segunda licitação para a fase 2 das obras da Linha, que teve o primeiro contrato com o consórcio Corsan-Corviam rescindido pelo não cumprimento do cronograma.

Atualmente, a Linha 4-Amarela do Metrô liga o Butantã, na zona Oeste da cidade, à Luz, na região Central, com as estações Butantã, Pinheiros, Faria Lima e Paulista, República e Luz. Quando estiver pronta, a Linha terá 12,8 km de extensão e 11 estações.

PiniWeb - 25 de Novembro de 2015

 
Com forma futurística, nova estação ferroviária projetada pelo UNStudio é concluída na Holanda

Terminal de 21,7 mil m² construído ao custo de 37 milhões de euros servirá como porta de entrada para a cidade

Foi concluída recentemente a construção do novo Terminal de Transferência da Estação Central de Arnhem, na Holanda, projetado pelo escritório UNStudio. O empreendimento, executado ao custo de 37,5 milhões de euros, recebeu consultoria da empresa Arup e integra o plano de modernização do sistema ferroviário das cidades de Amsterdam, Delft, Haia, Breda e Utrecht.

O terminal de 21,7 mil m², concebido para integrar a paisagem urbana com o mínimo de impacto visual, tem fachada composta por paredes de vidro e treliças metálicas. A cobertura, que combina formas geométricas com uma estrutura “torcida”, foi construída com uso de aço leve para sustentação, que substituiu as colunas de concreto e deu fluidez ao edifício.

O interior do prédio, que tem uso de iluminação natural otimizada pela presença de paredes envidraçadas, possui vãos de até 60 metros de extensão, o que dá ao terminal aspecto mais aberto e com espaços conectados. As colunas internas existentes têm forma sinuosa e também retorcida, adicionando modernidade e movimento à construção. O edifício tem quatro andares acima do solo e dois subsolos.

O novo terminal da estação multimodal será a porta de entrada de Arnhem para passageiros regionais, nacionais e estrangeiros, vindos principalmente de países como Alemanha e Bélgica. O projeto substitui uma estação ferroviária existente desde 1950.

A previsão é de que a estação receba cerca de 100 mil passageiros por dia a partir de 2020.

PiniWeb - 18 de Novembro de 2015

 
Primeira floresta vertical do mundo, na Itália, vence prêmio de melhor arranha-céu de 2015

Empreendimento residencial do arquiteto Stefano Boeri concorreu com edifícios assinados por SOM e Foster + Partners

O Council of Tall Buildings and Urban Habitat (CTBUH) concedeu ao Bosco Verticale, projetado pelo arquiteto Stefano Boeri em Milão, na Itália, o título de melhor arranha-céu do ano de 2015. O projeto disputou com finalistas como o One World Trade Center, do SOM, e o Burj Mohammed Bin Rashid Tower, do Foster + Partners. A competição recebeu no total 123 inscrições de 33 países.

O empreendimento residencial, considerado a primeira floresta vertical do mundo, teve as obras concluídas em dezembro do ano passado e é composto por duas torres, de 112 e 80 metros de altura, que abrigam jardins nas varandas com 900 árvores de médio porte, cinco mil arbustos e 11 mil mudas. O empreendimento de 40 mil m² de área construída e 10 mil m² de área verde custou 65 milhões de euros.

Além do título concedido pelo CTBUH, o Bosco Verticale foi eleito vencedor do International Highrise Award, considerado um dos mais importantes prêmios da arquitetura. Concorrendo com outros 800 arranha-céus de 17 países, o projeto foi reconhecido na premiação como o prédio do ano de 2014 pelo Museu de Arquitetura de Frankfurt, na Alemanha.

Em novembro, o escritório de Boeri apresentou o projeto de construção de uma segunda floresta vertical em Lausanne, na Suíça. O edifício de 36 andares e 117 metros de altura abrigará apartamentos de diversas metragens com varandas privativas abertas para o cultivo de mais de 100 espécies de plantas.

PiniWeb - 18 de Novembro de 2015

 
Ainda sem projeto, novo Estádio Olímpico de Tóquio terá obras iniciadas em 2017

Empreendimento inicialmente projetado por Zaha Hadid foi orçado em R$ 4,6 bilhões e deve ser concluído em 2020

As obras de construção do novo Estádio Olímpico de Tóquio, no Japão, deverão ser iniciadas em 2017, de acordo com anúncio feito na última segunda-feira (16) pelo Instituto Japonês do Esporte. O empreendimento teve o primeiro projeto, assinado pela arquiteta iraquiana Zaha Hadid, cancelado em julho deste ano.

O novo estádio, que terá 68 mil lugares foi orçado em 155 bilhões de ienes, o equivalente a R$ 4,6 bilhões, que serão desembolsados pelo governo nacional e pela cidade de Tóquio. A arena será construída em uma área de 113 mil m², no terreno onde ficava o estádio olímpico de 1964, demolido no mês passado.

A segunda fase do novo processo licitatório para escolha do projeto arquitetônico terminou nesta semana com a entrega das propostas e dos custos estimados. Na primeira fase, concluída em setembro, os escritórios Zaha Hadid Architects e Sekkei Nikken foram considerados inaptos a continuar na competição.

A previsão é de que o estádio seja entregue no início de 2020, antes dos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020.

PiniWeb - 18 de Novembro de 2015

 
Preço de apartamentos residenciais novos em Curitiba acumula alta de 3,6% em 2015

Segundo levantamento da Ademi/PR, média ficou em R$ 6.415,31 em setembro

O preço médio do metro quadrado privativo em Curitiba, no Paraná, teve variação mensal de 0,8% em setembro, chegando a R$ 6.415,31. O resultado ficou acima da inflação no período, de 0,5%, tomando como base o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (IPCA). Os dados foram divulgados na última segunda-feira (16) pela Associação dos Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário do Paraná (Ademi/PR) em parceria com a BRAIN Bureau de Inteligência Corporativa.

De acordo com o levantamento, a alta foi puxada pelos apartamentos de quatro dormitórios que, na variação mensal, tiveram correção de 3,5%, com preço médio do metro quadrado privativo a R$ 9.380,00. Os apartamentos de três dormitórios tiveram reajuste de 0,6%, com metro quadrado privativo a R$ 6.288,00. Já os studios, lofts e apartamentos de dois dormitórios, assim como imóveis com um dormitório, tiveram variação de 0,4% cada, com metro quadrado privativo a R$ 6.904,00 e R$ 5.816,00, respectivamente.

No acumulado do ano, os imóveis residenciais novos tiveram variação de 3,6%, sendo que os apartamentos de quatro dormitórios acumulam reajuste acima da média do mercado e do IPCA, em 9,4%, contra 7,6% do índice de inflação no período.

Na análise dos últimos 12 meses, a variação da tipologia de imóveis com quatro dormitórios está acima da inflação, com valorização de 10,4% contra 9,4% do IPCA. Os apartamentos de três dormitórios também apresentam correção acima da média do mercado, de 6%, nesta base de comparação.

O estoque de apartamentos residenciais novos em Curitiba recuou em setembro pelo terceiro mês consecutivo, totalizando 10.362 unidades.

PiniWeb - 11 de Novembro de 2015

 
São Paulo recebe mostra sobre o Pavilhão do Café, projetado por estudantes da USP para a Expo Milão 2015

Exposição com curadoria do professor Francisco Spadoni reúne fotos, desenhos e textos descritivos dos projetos elaborados para o cluster

A Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAUUSP) recebe na Cidade Universitária, na zona Oeste, uma exposição sobre o Pavilhão do Café, um dos nove pavilhões compartilhados por países emergentes na Expo Milão 2015, realizada na Itália.

A mostra terá painéis fotográficos, desenhos e textos descritivos dos três projetos desenvolvidos para o pavilhão pelas equipes da USP e do Politécnico di Milano (PoliMi), com destaque para o projeto selecionado para execução, elaborado pela equipe da FAU coordenada pelo professor Francisco Spadoni e composta pelos arquitetos e estudantes de pós-graduação Alexandre Hepner (sócio do escritório Arkiz), Cesar Shundi Iwamisu (titular do escritório SIAA) e Ricardo Gonçalves (sócio do escritório Hiperstudio).

A exposição tem curadoria de Spadoni e coordenação de Rômulo Beraldi, além da colaboração dos arquitetos participantes e dos estudantes da FAU. O projeto do pavilhão, segundo Alexandre Hepner, promoveu conscientização aos visitantes da feira sobre os modos sustentáveis de plantio de café praticados em Burundi, El Salvador, Etiópia, Guatemala, Iêmen, Quênia, República Dominicana, Ruanda, Timor-Leste e Uganda, que se especializam no cultivo de espécies que crescem na sombra.

Para unificar os pequenos pavilhões dos países expositores, o projeto prevê um sistema de pérgolas e brises modulares de madeira. A ideia é filtrar a luz de maneira variada, simulando o efeito de estar sob as copas das árvores. A sensação é fortalecida pelo tratamento dado à fachada, composta de elementos modulares pré-fabricados de madeira que simulam muxarabis horizontais. Com isso, os limites do espaço não são percebidos claramente. O cluster oferece espaços de estar e descanso para os visitantes e conta com uma exposição de fotos de Sebastião Salgado sobre o plantio de café pelo mundo.

A exposição será realizada até o dia 30 deste mês no Salão Caramelo, no campus da USP.

PiniWeb - 11 de Novembro de 2015

 
Vídeo em time-lapse mostra todas as etapas das obras do Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro

Equipamento projetado por Santiago Calatrava recebe últimos reparos e deve ser entregue ainda este ano

A Prefeitura do Rio de Janeiro divulgou na última segunda-feira (9) um vídeo em time-lapse que mostra todas as etapas das obras de construção do Museu do Amanhã, projetado pelo arquiteto espanhol Santiago Calatrava na Praça Mauá, na Região Portuária da cidade. As imagens também mostram o museu já com seu sistema de iluminação noturna em funcionamento.

A estrutura, que recebe atualmente os últimos reparos na cobertura e nas instalações internas, deve ser entregue ainda este ano.

O empreendimento orçado em R$ 215 milhões é executado em uma área de 30 mil m² pela Companhia de Desenvolvimento Urbano da Região do Porto do Rio de Janeiro (Cdurp) e a Concessionária Porto Novo. Além de jardins arborizados no entorno do edifício de 15 mil m², foram construídas áreas de lazer e ciclovias.

O espaço abrigará uma loja, auditório, salas de exposições temporárias, restaurante, escritórios administrativos e espaço para pesquisas e atividades educacionais. O piso superior, ligado ao piso térreo por meio de rampas, receberá espaços para exposições de longo prazo, um café e um mirante panorâmico. O projeto de Calatrava é caracterizado principalmente por sua cobertura, que é composta por 48 peças de aço e que se assemelham a asas. A estrutura se movimentará ao longo do dia, conforme a posição do sol, e abrigará placas fotovoltaicas para captar a luz solar e transformá-la em energia elétrica.

Outra característica sustentável do projeto, que objetiva a obtenção da certificação Leadership in Energy and Environmental Design (Leed), concedida pelo Green Building Council (USGBC), é a instalação de tanques no subsolo, que farão parte dos sistemas de reaproveitamento das águas da Baía de Guanabara, além de dois para armazenamento de água potável.

PiniWeb - 11 de Novembro de 2015

 
Vendas de imóveis novos em São Paulo caem pela metade em setembro

Pesquisa do Secovi-SP também aponta recuo de 74,3% nos lançamentos em setembro em relação ao mesmo período do ano passado

A cidade de São Paulo teve 1.391 imóveis residenciais novos comercializados em setembro, o que representa uma queda de 50,1% na comparação com o mesmo período do ano passado, quando foram vendidos 2.787 imóveis. Em relação ao mês anterior, que registrou 1.606 vendas, houve recuo de 13,3%. Os dados são da Pesquisa da Habitação divulgada nesta terça-feira (10) pelo Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi-SP).

Em 2014, setembro foi o terceiro melhor mês do ano em termos de vendas e lançamentos de imóveis, o que aumenta a oscilação em relação ao resultado deste ano. No acumulado de janeiro a setembro de 2015, foram comercializadas 13.698 unidades, com variação negativa de 4,7% na comparação com o mesmo período do ano passado, que totalizou a venda de 14.374 unidades no período.

Já no período de 12 meses entre outubro de 2014 e setembro de 2015, foram vendidas 20.900 unidades, uma queda de 5,4% em relação ao mesmo intervalo do ano anterior, quando foram vendidas 22.102 unidades.

Os imóveis de dois dormitórios continuam liderando as vendas em setembro, com 612 unidades e 44% do total comercializado. Em seguida aparecem os de um dormitório, com 343 unidades e 24,6% de participação; de três dormitórios, com 333 unidades (23,9%); e de quatro ou mais dormitórios, com 104 unidades comercializadas (7,5%).

O mês de setembro registrou a maior quantidade de vendas de imóveis de quatro ou mais dormitórios no ano, influenciando o aumento de 9,6% do Valor Global de Vendas (VGV) e, consequentemente, o tíquete médio das unidades, que passou de R$ 479 mil em agosto para R$ 605 mil em setembro. De acordo com o levantamento, a capital paulista encerrou o nono mês do ano com 26.195 unidades disponíveis para venda, o menor volume de 2015.

Lançamentos

Dados da Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio (Embraesp) mostram que foram lançadas 1.057 unidades residenciais na cidade de São Paulo em setembro, volume 74,3% inferior ao registrado no mesmo período do ano passado (quando foram lançados 4.106 imóveis) e 39,9% menor que o avaliado em agosto, quando 1.760 imóveis foram lançados.

Os imóveis de um dormitório participaram com 417 unidades lançadas e 39,5% do total, seguidos pelas 379 unidades de dois dormitórios (35,9%), as 194 unidades de três dormitórios (18,4%) e as 67 unidades de quatro ou mais dormitórios (6,3%).

PiniWeb - 04 de Novembro de 2015

 
Após prova de carga realizada pelo IPT, Ponte Pênsil é liberada para tráfego no litoral de São Paulo

Estrutura construída em 1914 teve pela primeira vez todos os cabos de sustentação trocados

Foi liberado na última semana pelo Governo de São Paulo o tráfego de veículos na Ponte Pênsil, em São Vicente, que recebe obras de reforma desde 2013. Apesar da liberação, ainda falta a execução de serviços de acessibilidade. As obras, supervisionadas pelo Departamento de Estradas de Rodagem (DER) e executadas pela empresa Concrejato com projeto da Engeti, custaram R$ 33,1 milhões do orçamento estadual.

A reforma da estrutura construída em 1914 incluiu, além de melhorias no pavimento, a substituição dos 16 cabos de sustentação, que totalizam 256 metros de extensão. Para a realização das obras, foi necessária a construção de estrutura auxiliar constituída por torres metálicas, cabos de aço de suspensão e blocos de ancoragem com a finalidade de sustentação de todo o peso do tabuleiro metálico. Posteriormente, foram feitos o corte e a remoção dos cabos de suspensão originais e a instalação de novos cabos de suspensão.

A Seção de Engenharia de Estruturas do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), que participa da conservação da ponte desde 1936 e já havia recomendado em 2011 a troca dos cabos, realizou em outubro a prova de carga da estrutura, que tem 180 metros de comprimento.

Considerado um dos testes mais eficientes para verificar a segurança de uma estrutura concluída, a prova de carga avaliou a ponte por meio de uma simulação das cargas a que a estrutura seria solicitada durante a sua vida útil com as passagens de veículos e pedestres. "Nosso trabalho teve como objetivo testar a nova construção e assegurar a segurança da estrutura e dos seus usuários. Esta foi uma obra inédita no Brasil, pois nunca havia sido feita uma troca de cabos de aço em qualquer tipo de ponte", explica o pesquisador Diego Lapolli Bressan.

Foram disponibilizados para o teste sete veículos, dos quais três foram caminhões cedidos pelo Corpo de Bombeiros e quatro caminhões basculantes carregados, com um peso total de cerca de 210 toneladas. "Primeiramente, cada um dos três carros do Corpo de Bombeiros acessou a ponte a fim de verificar o comportamento da obra; em seguida, cada um dos quatro caminhões basculantes ocupou a estrutura, sempre monitorando deformações dos elementos metálicos e das flechas no meio do vão da ponte, assim como inclinações das torres de concreto", completa Bressan.

Além do apoio tecnológico na troca dos cabos de aço de suspensão, o IPT auxiliou, por meio de ensaios em seus laboratórios, na troca da antiga pista de rolamento de madeira por material reciclável, além da definição da pintura a ser utilizada nos elementos metálicos da ponte. A Ponte Pênsil faz a ligação entre São Vicente e Praia Grande, diminuindo o tempo de percurso dos habitantes da região. Antes, o acesso entre os municípios era realizado pela Ponte do Mar Pequeno.

PiniWeb - 04 de Novembro de 2015

 
Revisão da norma de inspeção de pontes e viadutos de concreto está em consulta pública

Texto padroniza fichas e relatórios das análises sob os aspectos de segurança estrutural, funcionalidade e durabilidade

A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) disponibilizou para consulta pública o projeto de revisão da NBR 9452 - Inspeção de Pontes, Viadutos e Passarelas de Concreto ― Procedimento. As sugestões podem ser enviadas até 15 de dezembro.

A revisão do texto, elaborada pela Comissão de Estudo Especial de Inspeções de Estruturas de Concreto (CEE-169), tem por objetivo a atualização da metodologia para inspeção de pontes, viadutos e passarelas de concreto, com base na experiência adquirida por meio das concessões federais e estaduais.

De acordo com o coordenador da comissão, Júlio Timerman, a normativa procura avaliar as condições das obras de arte especiais sob os aspectos de segurança estrutural, funcionalidade e durabilidade, fornecendo meios necessários para elaborar uma gestão da manutenção destes equipamentos.

As principais alterações propostas pela revisão dizem respeito à periodicidade das inspeções, aos requisitos para as inspeções subaquáticas e à classificação das anomalias considerando aspectos de segurança e de qualidade. O texto também propõe a padronização de fichas e de relatórios de inspeção.

PiniWeb - 04 de Novembro de 2015

 
CUB paulista tem pequena queda em outubro, diz SindusCon-SP

Valor do metro quadrado para obras incluídas na desoneração da folha de pagamento fechou o mês em R$ 1.137,83, com leve recuo de 0,02%

O Custo Unitário Básico (CUB) da construção civil do Estado de São Paulo que considera as obras incluídas na desoneração da folha de pagamento apresentou leve queda de 0,02% em outubro na comparação com o mês anterior. As informações foram divulgadas nesta terça-feira (3) pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-SP).

Os custos médios com materiais de construção recuaram 0,05% em outubro em relação a setembro, enquanto os de mão de obra indicaram estabilidade. Já as despesas administrativas aumentaram 0,03%, na mesma base de comparação.

No acumulado do ano, o indicador registra alta de 4,58% e, em 12 meses, a elevação chega a 4,63%, sendo que os aumentos nos custos com a mão de obra somam 6,48%, nos materiais de construção chegam a 1,99% e nos gastos administrativos acumulam alta de 6,33%.

Com os resultados, o CUB representativo da construção paulista (RN-8) ficou em R$ 1.137,83 por metro quadrado. Em setembro, a média era de R$ 1.138,05 por metro quadrado.

Obras não desoneradas

Nas obras não incluídas na desoneração da folha de pagamentos, o CUB paulista também apresentou estabilidade em outubro, com leve queda de 0,02%. O valor médio do metro quadrado fechou o décimo mês do ano em R$ 1.224,85 contra R$ 1.225,07 em setembro.

Na mesma base de comparação, foi registrado declínio de 0,05% nos custos com materiais de construção, estabilidade nos custos com mão de obra e administrativos, que apresentou leve alta de 0,03%. No ano, o indicador apresentou alta de 4,72% e, em 12 meses, o custo subiu 4,78%, sendo mão de obra (6,51%), materiais (1,99%) e administrativos (6,33%).

PiniWeb - 21 de Outubro de 2015

 
Ibama emite licença de instalação da linha de transmissão de R$ 5 bilhões entre a UHE Belo Monte e Minas Gerais

Sistema terá mais de dois mil km de extensão e tecnologia de ultra-alta tensão, com corrente contínua de 800 kV

Apesar da pedra fundamental ter sido lançada em maio pela presidente Dilma Rousseff e o primeiro-ministro da China Li Keqiang, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) só emitiu na última semana a licença de instalação da linha de transmissão que vai escoar energia produzida na Usina Hidrelétrica de Belo Monte. O projeto, executado pelo consórcio IE Belo Monte, das empresas Furnas e Eletronorte e da chinesa State Grid, tem 2,1 mil km de extensão e foi orçado em R$ 5 bilhões.

A linha de transmissão partirá da subestação Xingu, localizada em Anapu, no Pará, e chegará à subestação Estreito, localizada no Triângulo Mineiro, na cidade de Ibiraci. Por conta da longa distância será utilizada a tecnologia de ultra alta tensão, com corrente contínua de 800 quilovolts (kV). A maior parte das linhas de transmissão do País é de 600 kV.

Além da linha de transmissão Xingu-Estreito, serão construídas duas estações: a Estação Retificadora Xingu e a Estação Inversora Estreito.

Com investimentos totais estimados em mais de R$ 28 bilhões, a usina de Belo Monte é um dos maiores empreendimentos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), do Governo Federal. Quando concluída, será a terceira maior usina hidrelétrica do mundo, com 11,2 mil megawatts (MW), atrás da chinesa Três Gargantas, com 22,5 mil MW, e da binacional Itaipu, com 14 mil MW.

PiniWeb - 21 de Outubro de 2015

 
Metroplan, em Porto Alegre, abre concurso público para contratação temporária de arquitetos e engenheiros civis

Com remuneração de R$ 3.867,16, profissionais serão admitidos por um ano, período que pode ser prorrogado por mais 12 meses

A Fundação Estadual de Planejamento Metropolitano e Regional (Metroplan), em Porto Alegre, recebe até 28 de outubro as inscrições para o concurso público que vai selecionar quatro arquitetos e três engenheiros civis para contratação temporária, além de efetuar cadastro reserva. A remuneração é de R$ 3.867,16. Para se candidatar é preciso ter curso superior completo na área requerida, registro no órgão de fiscalização competente e Carteira Nacional de Habilitação, categoria B.

Entre as funções dos arquitetos e urbanistas, está supervisionar, planejar, projetar, orientar tecnicamente, dirigir, conduzir, executar e fiscalizar obras, trabalhos técnicos e serviços de arquitetura, urbanismo, sinalização, paisagismo e decoração, assumindo função técnica. Já a principal atividade dos engenheiros civis é realizar estudo, projeto, direção, fiscalização e construção de edifícios, com todas as suas obras complementares.

O processo seletivo será realizado por meio de análise de experiência e formação profissional. Os candidatos escolhidos serão contratados por 12 meses, período que pode ser renovado por mais um ano. A carga horária de trabalho é de 40 horas semanais.

As inscrições deverão ser realizadas diretamente na sede da Metroplan, na Rua Vinte e Quatro de Outubro, 388 - Bairro Moinhos de Vento, Porto Alegre, das 9h30min às 11h30min e das 14h às 17h.

PiniWeb - 21 de Outubro de 2015

 
Em agosto, estoque de imóveis novos em Curitiba atinge o menor patamar desde dezembro de 2013

Imóveis de padrão econômico (até R$ 250 mil) e standard (até 400 mil) lideram as vendas nos últimos 12 meses

Segundo dados da pesquisa realizada pela Associação dos Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário do Paraná (Ademi/PR) em parceria com a BRAIN Bureau de Inteligência Corporativa, o estoque de imóveis novos em Curitiba atingiu o menor patamar desde dezembro de 2013 ao ficar em 10.635 unidades em agosto de 2015. Nos últimos 12 meses, a redução já chega a 9%.

Os imóveis de padrão econômico, com preço de R$ 170.001,00 a R$ 250 mil, lideram as vendas na capital paranaense: entre agosto de 2014 e de 2015 a redução no estoque de unidades novas foi de 30,1%. Em seguida, estão os de padrão standard, com preço de R$ 250.001,00 a R$ 400 mil, passando de 3.606 unidades em agosto de 2014 para 2.856 unidades em agosto de 2015, recuo de 20,7%.

"Essa queda no estoque de imóveis novos nas duas faixas de valor em Curitiba se deve em muito às campanhas de incentivo realizadas pelas construtoras e incorporadoras, especialmente nos empreendimentos de grande porte, os condomínios clube, que são a primeira aquisição. Isso combinado à diminuição na oferta total de unidades nesses padrões contribuiu para um resultado positivo, mais ajustado à demanda", disse Jefferson Gomes da Cunha, presidente em exercício da Ademi/PR.

Já o estoque de apartamentos de padrão médio, com preço de R$ 400.001,00 a R$ 700 mil, teve queda de 7% entre agosto de 2014 e 2015, enquanto os de alto padrão (com preço de R$ 700.001,00 a R$ 1 milhão), de 5,7%.

Com relação aos preços do metro quadrado privativo, porém, a pesquisa mostra que nos últimos 12 meses, tendo agosto como mês de referência, a valorização é de quase 5%, com metro quadrado privativo médio a R$ 6.363.92. No período, o destaque é para os apartamentos de quatro dormitórios, com reajuste de 6,8% e metro quadrado privativo médio de R$ 9.057,00.

No acumulado do ano, a valorização média é de 2,7%. Já a variação mensal do preço médio do metro quadrado privativo dos imóveis novos em Curitiba foi de 0,1%. Quanto aos bairros, tomando como base o valor dos imóveis novos disponíveis para a venda em Curitiba, em agosto, o Batel continua a deter o maior valor do metro quadrado privativo para studios, lofts e apartamentos de um dormitório, na média de R$ 10.399,00. O bairro também tem o maior valor do metro quadrado privativo para os apartamentos residenciais novos de dois e três dormitórios, com média de R$ 11.987,00 e de R$ 10.212,00. Em relação aos apartamentos de quatro dormitórios, o Campina do Siqueira continua na liderança, com preço médio do metro quadrado privativo a R$ 11.462,00, em média.

PiniWeb - 13 de Outubro de 2015

 
Câmara também aprova ampliação do RDC para obras na área de segurança pública

Texto, que ainda terá os destaques votados, viabiliza a terceirização de atividades em presídios e a alteração do prazo para o fim dos lixões

Após ser publicada pelo Governo Federal, a Câmara dos Deputados aprovou, por 185 votos favoráveis e 167 contrários, artigos da Medida Provisória (MP) 678/15 que propõem o uso do Regime Diferenciado de Contratações (RDC) para obras, serviços e aquisição de equipamentos no âmbito de segurança pública. Os destaques do texto deverão votados na próxima terça-feira (13).

Criado em 2011 inicialmente para otimizar o tempo de licitação das obras para a Copa do Mundo de 2014, o RDC permite a contratação por inteiro de uma construção sem necessidade de contratar em separado o projeto básico, o projeto-executivo e a execução. Hoje é aplicável às concorrências necessárias à realização dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos, obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), Sistema Único de Saúde (SUS) e infraestrutura aeroportuária e penitenciárias.

Com a aprovação no âmbito da segurança pública, seria possível construir, por exemplo, postos policiais, delegacias e Unidades de Polícias Pacificadoras (UPPs), além de adquirir armas e munições para policiais.

Para o Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil (CAU/BR), que é contrário ao uso do RDC, "a falta de um projeto completo na contratação da obra é um fator determinante para a baixa qualidade e aumento de custos e de prazos".

Outros serviços

O texto ainda viabiliza a terceirização de determinadas atividades em estabelecimentos prisionais; as mudanças em normas cartoriais, obrigando que as notificações sejam feitas de acordo com a territorialidade e o cidadão seja notificado em domicílio; a renegociação de dívidas contratadas por produtores rurais e cooperativas no âmbito do Proálcool; a permissão para utilização de créditos tributários; e a ampliação do prazo para os municípios acabarem com os lixões e substituí-los por aterros sanitários, conforme prevê a Política Nacional de Resíduos Sólidos.

Durante a votação, foram rejeitados os artigos da MP que determinavam benefícios tributários para empresas de turismo; a renovação por 20 anos das permissões de lotéricos que tiveram os contratos considerados ilegais por decisão do Tribunal de Contas da União (TCU); e o cancelamento da licitação da Caixa Econômica Federal para a administração das casas lotéricas.

PiniWeb - 13 de Outubro de 2015

 
Prefeitura de São Paulo divulga estratégia urbana para o Vale do Anhangabaú

Informações usadas para planejar a revitalização da área serão apresentadas em audiência pública

Sem previsão para a apresentação pública do projeto, a Prefeitura de São Paulo divulgou recentemente as estratégias de intervenções urbanas usadas para planejar a revitalização do Vale do Anhangabaú, na região Central. O projeto, que tem por objetivo melhorar os acessos e o fluxo de pedestres, viabilizar novos usos dos espaços públicos e criar programas variados para a ocupação da área, foi desenvolvido pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano (SMDU) e pela sociedade civil de forma colaborativa.

A proposta, que integra as medidas do plano "Centro, diálogo aberto", começou a ser elaborada em 2013 com a participação da SP Urbanismo, do arquiteto David Sim, do escritório dinamarquês Gehl Architects, e do Banco Itaú.

Para a área de arborização, o projeto prevê a criação de marquises verdes ao longo das ruas Anhangabaú e Formosa e da Avenida São João; formação de ambientes sombreados, garantindo um bom microclima; escolha de espécies com copas altas, permitindo visão desobstruída do Vale; e afastamento da região dos túneis. A estimativa é de que 355 árvores sejam preservadas, 125 sejam plantadas e 60 sejam transplantadas.

Para possibilitar a permanência de visitantes na região, foram planejadas estruturas de apoio que incluem três sanitários; posto de informações; ludoteca; bancas de jornal; bilheteria do terminal Pedro Lessa; ponto de referência SMADS e cafés e lanchonetes. Os módulos para abrigas as instalações têm entre 12,5 m² e 25 m². Com foco no conforto dos usuários, estão previstos 600 m² de arquibancada-mirante; 800 m² de área de parque infantil; 800 m² de área para esportes de rua; e 460 cadeiras para empréstimo. A previsão é de que o Vale tenha capacidade para abrigar até 2.670 pessoas sentadas simultaneamente.

Quanto à circulação e aceso, o plano prevê melhorias dos acessos com 55,6 mil m² de piso; 1% de inclinação longitudinal; 2% de inclinação transversal nas áreas de circulação e estar; e 116 paraciclos.

Para tornar a água elemento fundamental no microclima da região, foi desenvolvido sistema com 850 jatos que umidificam o ambiente a partir de um reservatório com 1,5 mil metros cúbicos de água de capacidade. Será feita a captação da água da chuva e, após tratamento adequado, 90% da água usada será reaproveitada e 10% proveniente de poço artesiano.

Também foram divulgadas as estratégias para o novo sistema de iluminação, que terá 28 pontos de iluminação na esplanada; 105 pontos sob as árvores; 900 metros lineares sob os bancos; e 217 pontos na escala dos pedestres.

O subsolo do Vale do Anhangabaú, que também foi contemplado pelo projeto, deverá ganhar mil metros lineares de galerias técnicas caminháveis; 360 metros lineares de calhas técnicas e bancos de dutos; e 20 redes existentes reorganizadas.

PiniWeb - 13 de Outubro de 2015

 
Está em vigor nova norma para aplicação de pisos elevados de placas de concreto

Texto revisado da NBR 15805 estabelece requisitos de acordo com a Norma de Desempenho de Edificações

A PINI realizou recentemente uma nova atualização nas páginas de sete normativas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) no Construnormas. Uma delas é a NBR 15805 - Pisos elevados de placas de concreto - Requisitos e Procedimentos que foi revisada pelo Comitê Brasileiro de Cimento, Concreto e Agregados (CB-18), e entrou em vigor no dia 4 de outubro.

O novo texto traz regras exclusivas para os pisos elevados, excluindo os assentados, uma vez que as placas de concreto têm requisitos de desempenho diferentes para cada aplicação. Além disso, a normativa apresenta diretrizes de acordo com a NBR 15575 - Norma de Desempenho para Edificações Habitacionais. "Entende-se que o alinhamento com a Norma de Desempenho e o tratamento do piso elevado como sistema construtivo trará avanços para aplicações em projetos habitacionais e de outras naturezas, bem como contribuirá com o desenvolvimento das empresas produtoras do sistema", disse Marco Carnio, do CB-18, na época da revisão. Para adquirir a nova NBR 15805, clique aqui.

No Construnormas, sofreram atualizações ainda as tabelas que dizem respeito às instalações hidrossanitárias, incluindo tubos e conexões, metais sanitários como torneiras e torneiras de pressão e tubos de aço para sistemas de proteção contra incêndio. No último mês, já haviam sido atualizadas as páginas relativas aos pisos e revestimentos verticais.

Também foram alteradas as páginas que dispõem sobre instalações elétricas de baixa tensão, abrangendo redes de distribuição e componentes como condulete; subestação e dispositivos fusíveis de alta tensão e limitadores de correntes; e aterramento para proteção contra descargas atmosféricas.

O objetivo da atualização das páginas é acompanhar as mudanças dos requisitos e dos princípios gerais imputadas às normas técnicas, mantendo as tabelas atualizadas.

PiniWeb - 01 de Outubro de 2015

 
Pela primeira vez, Governo Federal admite falhas na construção da Hidrelétrica de Belo Monte

Usina, que deverá comprovar obras de contrapartida para obter licença ambiental, é investigada pelo TCU

A presidente Dilma Rousseff admitiu pela primeira vez no último domingo (27), durante a Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) em Nova York, que houve falhas nas obras de construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, no Rio Xingu, no Pará.

"Tem falha? Ah, não tenha dúvida que tem. Mas fato de ter falhas não significa que a gente vá destruir esse processo. Pelo contrário, temos de reconhecê-las e melhorar", disse a presidente em entrevista coletiva.

Na última quinta-feira (24), o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) condicionou a concessão da licença de operação de Belo Monte ao cumprimento, por parte da concessionária Norte Energia, de 12 requisitos. As contrapartidas incluem obras de saneamento e a conclusão do remanejamento de pessoas desalojadas pelo lago da usina.

Em nota, a Norte Energia informou que comprovaria a realização das ações nos próximos dias. Sem a licença de operação, a usina fica impedida de encher seu reservatório e gerar energia.

Em junho, o Tribunal de Contas da União (TCU) deu início, a pedido do Ministério Público Federal (MPF), à ação para investigar o uso de recursos públicos nas obras da usina. Estão sob investigação as empresas Camargo Corrêa (que detém 16% de participação acionária), Odebrecht (também 16%), Andrade Gutierrez (18%), OAS (11,50%), Queiroz Galvão (11,50%) e Galvão Engenharia (10%), que foram contratadas pela Norte Energia, formada por fundos de pensão (Petros e Funcef) e estatais do setor elétrico (Eletrobras, Chesf, Eletronorte, Cemig e Light) para a execução das obras civis.

O TCU destacou que os custos da usina de Belo Monte aumentaram de R$ 19 bilhões para R$ 33 bilhões, com predomínio de capital público e 70% dos financiamentos com origem no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Para o órgão, esse aumento dos custos pode estar relacionado à "falta de controle das estatais quanto ao processo decisório e às condições favoráveis de financiamento oferecidas pelo BNDES".

A usina de Belo Monte terá potência de 11.233 MW e deve ser concluída no início de 2019.

PiniWeb - 01 de Outubro de 2015

 
Prefeitura de Belo Horizonte envia à Câmara projeto do novo Plano Diretor da cidade

Documento estabelece regras para direcionar o crescimento da capital mineira e fortalecer novos centros comerciais

A Prefeitura de Belo Horizonte, em Minas Gerais, enviou na última semana para apreciação e votação na Câmara Municipal o Projeto de Lei para o novo Plano Diretor da cidade, que disciplina o ordenamento territorial e estabelece regras de construção que vão desde a regulamentação do que acontece dentro de uma propriedade privada ao desenho urbano do que vai ser feito no espaço público.

O objetivo do plano é direcionar o crescimento da capital mineira, fortalecer novos centros de comércio, criar novas unidades em áreas periféricas, para que possam receber mais moradias, associar a política de mobilidade urbana à política de uso e de solo e ocupação do solo e trazer mais pessoas para morar perto dos corredores de trânsito e que acessem com mais facilidade os eixos de transporte coletivo, como Bus Rapid Transit (BRT) e metrô.

De acordo com o secretário municipal Vitor Valverde, "o Projeto de Lei foi elaborado dentro das premissas de preservação do patrimônio histórico, questões ambientais, desenvolvimento sustentável, mobilidade urbana e habitação popular". A Secretaria Municipal de Planejamento informou que devem ser identificadas áreas que passaram por processo de saturação e adotadas estratégias de desenvolvimento urbano que privilegiem a proximidade como critério de mobilidade, não apenas o transporte, e reduzir a necessidade do uso de automóveis particulares.

O Plano Diretor deverá passar por amplo processo de discussão com a sociedade, inclusive com a realização de audiências públicas.

PiniWeb - 01 de Outubro de 2015

 
Instituto de Engenharia divulga novo método de arbitragem para construção civil

Chamada de adjudicação, ferramenta promete baratear os custos e reduzir o tempo de arbitragem em caso de litígio

A Câmara de Mediação e Arbitragem do Instituto de Engenharia (IE) lançou na última segunda-feira (28) em São Paulo um novo método de resolução de conflitos para o mercado da construção civil. Chamada de adjudicação, a ferramenta importada da Inglaterra é uma alternativa que promete ser mais barata do que o chamado "dispute board", método de arbitragem já usado pelo setor.

Com a adoção da nova ferramenta, que deve estar expressa em contrato, as partes deverão escolher um único adjudicador, uma espécie de árbitro, para resolver o problema em caso de litígio. Com o dispute board, utiliza-se três técnicos no acompanhamento da obra.

De acordo com o árbitro do IE e um dos especialistas engajados na divulgação do método, Marcelo Mesquita, "os custos irão variar entre R$ 6 mil e R$ 30 mil por disputa, o que a tornaria cinco vezes mais barata que a arbitragem por dispute board". O cálculo leva em consideração a estimativa de 20 a 100 horas trabalhadas. Outra vantagem do novo método, segundo o IE, é o prazo para a resolução do conflito, que passa a ser de no máximo 45 dias. No método de arbitragem já utilizado, a resolução de um conflito leva, em média, dois anos, sendo que na Justiça pode levar ainda mais tempo.

O adjudicador será um técnico, geralmente da área de engenharia, que terá passado por treinamento específico para a função. Ele ouvirá as partes, tentará primeiro que cheguem a um consenso e, se não conseguir, decidirá sobre o que deve ser feito. Se uma das partes não aceitar a solução, poderá recorrer à arbitragem ou ao Judiciário. Porém, até uma nova decisão, deverá ser mantido o entendimento do adjudicador, o que impedirá a paralisação das obras.

Poderão ser submetidos à adjudicação conflitos técnicos e comerciais que tenham sido originados na obra e não se encaixam na modalidade, por exemplo, questões tributárias, previdenciárias ou as que envolvam trabalhadores e consumidores.

O treinamento dos adjudicadores brasileiros está previsto para ocorrer no início do ano que vem, e a estimativa é de que a partir de abril de 2016 já conte na Câmara de Mediação uma lista de profissionais que poderão ser escolhidos pelas partes interessadas na nova ferramenta.

PiniWeb - 29 de Setembro de 2015

 
Alta do custo da construção volta a desacelerar em setembro, diz FGV

INCC-M teve variação de 0,22% no período, contra 0,80% registrado no mês anterior

O Índice Nacional de Custo da Construção - M (INCC-M) registrou variação de 0,22% em setembro, ficando abaixo do resultado do mês anterior, de 0,80%, de acordo com dados divulgados nesta sexta-feira (25) pela Fundação Getúlio Vargas (FGV).

O indicador relativo a Materiais, Equipamentos e Serviços registrou variação de 0,46% em setembro contra 0,27% em agosto. A parcela que se refere aos Materiais e Equipamentos variou 0,34% na comparação com o mês anterior, quando a taxa foi de 0,19%. Já a parcela referente aos Serviços passou de 0,58% em agosto para 0,29% em setembro.

O índice referente à Mão de Obra, por sua vez, não registrou variação em setembro. No mês anterior, a taxa havia sido de 1,27%. Apresentaram desaceleração as cidades de Brasília (de 3,04% para 0%); Recife (de 0,02% para -0,18%); Rio de Janeiro (de 0,23% para -0,02%); e Porto Alegre (de 3,43% para 0,21%). Em contrapartida, Salvador (de -0,08% para 0,18%); Belo Horizonte (de 0,24% para 0,30%); e São Paulo (de 0,14% para 0,36%) registraram aceleração.

No acumulado do ano, o INCC-M apresenta alta de 6,38%, sendo que em Materiais, Equipamentos e Serviços a variação foi de 4,91% e em Mão de Obra de 7,7%. Já nos últimos 12 meses o crescimento é de 7,19%, com taxas de 6,06% em Materiais, Equipamentos e Serviços e 8,2% em Mão de Obra.

PiniWeb - 29 de Setembro de 2015

 
Segunda licitação para restauro de igreja projetada por Niemeyer na Pampulha é lançada

Edifício receberá reforma orçada em R$ 1,4 milhão para recuperação da estrutura, pastilhas externas e substituição de painéis de madeira, entre outras intervenções

A Prefeitura de Belo Horizonte, em Minas Gerais, lançou nesta semana o segundo edital de licitação para as obras de restauração da Igreja São Francisco de Assis, na Pampulha, projetada pelo arquiteto Oscar Niemeyer. O primeiro certame foi suspenso em julho deste ano pela Secretaria Municipal de Obras e Infraestrutura (SMOBI) para a realização de ajustes.

O novo processo licitatório de modalidade de menor preço prevê a contratação de empresa para serviços de recuperação das juntas de dilatação; recuperação das pastilhas externas; impermeabilização; substituição dos painéis de madeira; pintura; polimento do piso de mármore; e limpeza das fachadas.

As obras deverão ser executadas em até um ano após a emissão da ordem de serviço e o valor máximo para contratação é de R$ 1,417 milhão. As propostas serão conhecidas no dia 8 de outubro.

A Igrejinha da Pampulha é um dos cartões postais da cidade e suas formas curvas são cobertas por painéis do pintor Cândido Portinari. Emoldurada pela Lagoa da Pampulha, a igreja é tombada como patrimônio histórico e artístico nacional.

PiniWeb - 29 de Setembro de 2015

 
Preço dos imóveis em São Paulo deve continuar caindo em 2016

Com estoques altos e necessidade de caixa, a oferta de descontos tende a permanecer

O preço dos imóveis residenciais em bairros próximos à região central da cidade de São Paulo deve aprofundar a trajetória de desvalorização, de acordo com estimativa do economista Eduardo Zylberstajn, coordenador do Índice FipeZap. Segundo sua avaliação, o preço das moradias deve ter alta nominal de apenas 1,0% no acumulado de 2015 e queda nominal de 5,0% no acumulado do primeiro semestre de 2016.

"A queda de preços dos imóveis parece inevitável para os próximos meses e para o ano que vem", afirmou Zylberstajn em debate na última quinta-feira (24) na 15ª conferência da Sociedade Latinoamericana de Mercado Imobiliário (Lares, na sigla em inglês).

A queda prevista, porém, terá diferentes magnitudes, dependendo dos segmentos do mercado. Em alguns bairros de São Paulo, por exemplo, os preços já estão caindo, como nas adjacências do Ibirapuera (zona sul) até o Jaguaré (zona oeste), segundo Zylberstajn.

O diretor presidente da Brookfield São Paulo, Alessandro Vedrossi, afirma que há empresas no mercado hoje vendendo acima do chamado fair value (preço justo). Dessa maneira, a redução de preços, na prática, é menor do que o divulgado na publicidade. "Os descontos reais hoje ficam em torno de 10% e 15%". De acordo com Vedrossi, esse valor se justifica pela ansiedade das empresas, gerada pela gama de estoques e pressão de liquidez. "Se houver capacidade financeira para aguentar, é bom esperar porque o preço irá retomar".

Além da oferta de descontos, outra estratégia dos incorporadores é migrar para regiões onde os estoques estão menores e os custos de produção (essencialmente dos terrenos) são mais baixos. Em São Paulo, isso representa a concentração de lançamentos na direção da região metropolitana.

Segundo estudos do coordenador do Núcleo de Real Estate da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP), João da Rocha Lima Jr., o desvio entre os preços ofertados e a capacidade de compra reflete no comportamento dos focos de adensamento na cidade e desenvolvimento urbano. Hoje, os principais eixos de crescimento são o nordeste, na direção de Guarulhos; sudeste, na direção do ABCD; e sentido oeste, na direção de Osasco.

PiniWeb - 24 de Setembro de 2015

 
Pela terceira vez no ano, Caixa eleva taxas de juros para financiamento de imóveis

Alterações serão válidas a partir de 1º de outubro e não afetarão imóveis contratados pelo MCMV e pelo FGTS

A Caixa Econômica Federal anunciou nesta terça-feira (22) a terceira elevação no ano das taxas de juros das operações para financiamento de imóveis residenciais, comerciais e mistos contratadas com recursos do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE). As mudanças, que não afetarão os financiamentos habitacionais feitos com recursos do Programa Minha Casa Minha Vida (MCMV) e do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), entrarão em vigor no dia 1º de outubro.

De acordo com a Caixa, as alterações serão válidas para o Sistema Financeiro da Habitação (SFH) e para o Sistema de Financiamento Imobiliário (SFI). As alterações compreendem as seguintes altas para financiamento residencial por SFH: Taxa de Balcão, de 9,45% para 9,90%; Relacionamento, de 9,30% para 9,80%; Relacionamento (mais salário), de 9% para 9,50%; Servidor (com relacionamento), de 9% para 9,50%; e Servidor (com relacionamento e salário), de 8,80% para 9,30%. Já para o financiamento residencial por SFI as alterações compreendem as altas: Taxa de Balcão, de 11% para 11,50%; Relacionamento, de 10,7% para 11,20%; Relacionamento (mais salário), de 10,50% para 11%; Servidor (com relacionamento), de 10,50% para 11%; e Servidor (com relacionamento e salário), de 10,20% para 10,50%.

PiniWeb - 24 de Setembro de 2015

 
Em São Paulo, vendas de imóveis usados acumulam queda de 0,47% em 2015

Pesquisa do Crecisp mostra que as locações, por outro lado, aumentaram 55,66% nos sete primeiros meses do ano

As vendas de imóveis residenciais usados no Estado de São Paulo cresceram 10,25% em julho em relação ao mês anterior, de acordo com levantamento divulgado na última semana pelo Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Estado de São Paulo (CRECISP). Entre janeiro e julho, no entanto, houve queda de 0,47%. O índice que mede o comportamento geral dos preços dos imóveis usados residenciais, considerando venda e locação, também apresentou recuo de 2,58%.

As casas e apartamentos usados com preço final de até R$ 300 mil foram os mais vendidos, representando 58,58% do total das vendas feitas pelas 1.1 mil imobiliárias consultadas.

Dos imóveis vendidos em julho, 48,77% tiveram financiamento bancário; 43,6% foram vendidos à vista; 5,99% tiveram pagamento parcelado pelos proprietários; e 1,63% trocaram de dono por meio de consórcios. O desconto sobre os preços originais de venda aumentou em média 32,9% no caso dos imóveis situados em bairros de regiões centrais das 37 cidades pesquisadas, passando de 6,96% em junho para 9,25% em julho. Nos imóveis de bairros de periferia, o desconto cresceu 26,7%, passando de 6,93% em junho para 8,78% em julho; e nos imóveis de bairros nobres o desconto encolheu 23,05%, passando de 10,37% em junho para 7,98% no sétimo mês do ano. Locações

O número de locações aumentou 10,64% em julho na comparação com o mês anterior. No acumulado do ano, o crescimento é de 55,66%. Os imóveis mais alugados em julho no Estado de São Paulo, com 56,14% do total de novos contratos assinados no mês, foram os de aluguel mensal de até R$ 1 mil. A maioria desses contratos foi formalizada com garantia de pagamento em caso de inadimplência do inquilino pelos tradicionais fiadores, com participação de 59,04%.

As outras formas de fiança adotadas foram o seguro de fiança (presente em 15,94% dos contratos), o depósito de três meses do aluguel (16,4%), a caução de imóveis (6,59%), a locação sem garantia (1,04%) e a cessão fiduciária (0,96%).

As imobiliárias consultadas alugaram 53,84% do total de novos contratos em casas e 46,16% em apartamentos. A taxa de devolução de imóveis alcançou 90,53% com 2.169 imóveis de inquilinos que desistiram da locação.

PiniWeb - 24 de Setembro de 2015

 
Revisada, norma técnica de acessibilidade em edificações pode ser baixada gratuitamente

Normativa da ABNT também estabelece requisitos para mobiliário, espaços e equipamentos urbanos

A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) publicou recentemente a revisão da NBR 9050:2015 - Norma Técnica de Acessibilidade a Edificações, Mobiliário, Espaços e Equipamentos Urbanos, que entrará em vigor no dia 11 de outubro. Por decisão da Secretaria dos Direitos Humanos do Ministério da Justiça, por Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) celebrado com o Ministério Público Federal (MPF), todas as normas técnicas de acessibilidade poderão ser baixadas gratuitamente.

O texto revisado estabelece requisitos e parâmetros técnicos a serem observados para a elaboração de projeto, construção, instalação e adaptação do meio urbano e de edificações em conformidade com as condições de acessibilidade. Todo projeto universal é contemplado pela norma, que visa facilitar a superação dos obstáculos pelas pessoas com deficiência.

De acordo com a arquiteta coordenadora da Comissão de Acessibilidade a Edificações e ao Meio (CE 01) do Comitê Brasileiro de Acessibilidade (CB 40), Adriana Romero de Almeida Prado, o que motivou a atualização foi a colocação de barra de apoio em bacia com caixa acoplada. "Com essa mudança, haverá uma barra acima da caixa e uma barra articulada ao lado", explicou, destacando que, a partir deste tema, começaram a surgir outras demandas para o texto.

PiniWeb - 22 de Setembro de 2015

 
Avançam as obras da segunda ponte sobre o Rio São Francisco entre Sergipe e Alagoas

Estrutura de 860 metros de extensão orçada em R$ 123,25 milhões deve ser entregue no início de 2016

As obras de construção da segunda ponte sobre o Rio São Francisco entre os municípios de Propriá, em Sergipe, e Porto Real do Colégio, em Alagoas, seguem em ritmo acelerado, de acordo com o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT). O empreendimento, orçado em R$ 123,25 milhões, integra o projeto de duplicação da BR-101 Nordeste e deve ser concluído no início de 2016.

Atualmente, os serviços estão concentrados na execução do vão metálico, instalação das barreiras de segurança, das juntas de dilatação e pintura. A nova ponte terá 860 metros de extensão e 26 metros de largura e deverá receber cerca de cinco mil veículos por dia quando inaugurada, beneficiando mais de 190 mil habitantes dos municípios como Feira Grande, São Sebastião, Igreja Nova, São Brás, Olho d'Água Grande e Campo Grande, Neópolis, Japoatã, Cedro de São João e Telha.

O projeto prevê ainda o plantio de 2.412 mudas de espécies nativas da região às margens do Rio São Francisco para recomposição vegetal no entorno do canteiro de obras.

PiniWeb - 22 de Setembro de 2015

 
Preço dos imóveis em São Paulo bateu recorde de alta na década e agora recua

Dados fazem parte de pesquisa que apurou valores de venda em 40 anos

O aumento dos preços de imóveis residenciais entre 2005 e 2015 foi o maior em 40 anos na cidade de São Paulo. Na última década, a alta atingiu 192%, ou 11% ao ano. Em quatro décadas, o crescimento total chegou a 103%, ou 1,8% ao ano. Os valores correspondem a altas reais, isto é, já consideram a inflação nos respectivos períodos.

Os dados fazem parte do Índice FipeZAP Histórico, pesquisa realizada pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) em parceria com o grupo ZAP. O estudo levantou os classificados de imóveis no jornal O Estado de S. Paulo desde junho de 1975 até hoje na capital paulista. Em seguida, os anúncios - com valores em diversas moedas - foram tratados e deflacionados pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

Bolha?

O coordenador do estudo, Eduardo Zylberstajn, afirma que a aceleração dos preços entre 2005 e 2015 em São Paulo é forte em comparação com o observado em pesquisas realizadas em outros países. Embora relevante, porém, essa alta acompanha o movimento da economia brasileira, avalia Zylberstajn, que afasta a hipótese de uma bolha.

Nesse período, houve queda no desemprego e aumento dos salários, além de maior oferta de financiamento imobiliário, com pagamento em longo prazo e redução dos juros. Em paralelo, as construtoras enfrentaram aumento nos custos de produção, com encarecimento dos terrenos, mão de obra, materiais e serviços. "Numa bolha, os preços se descolam dos fundamentos. E, aqui, isso não aconteceu", afirma o coordenador do estudo. "Os fundamentos é que tiveram um movimento exacerbado", ressalta.

O estudo também mostra que, ao deflacionar os números pelo Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), os valores de venda de imóveis em São Paulo ficam próximos do patamar médio desde 1975. O mesmo ocorre ao se ajustar os valores dos imóveis pela cotação do dólar. Isso sinaliza que, embora tenham ocorrido grandes oscilações no período, os valores atuais não estão tão distantes do comportamento médio das últimas quatro décadas.

Para os próximos meses, Zylberstajn espera que os preços sigam a trajetória de queda que já vinha sendo diagnosticada desde o ano passado. A estimativa se baseia no movimento de retração da economia brasileira, com aumento dos juros, recuo na oferta de crédito e alta do desemprego. "Vamos ver os preços caírem, porque os fundamentos estão indo para o patamar negativo", afirma.

PiniWeb - 22 de Setembro de 2015

 
Empresa americana vai comercializar robô que constrói paredes de alvenaria

Equipamento com braços mecânicos conta com sistema que garante estabilidade e precisão mesmo sob a ação do vento

A empresa norte-americana Construction Robotics está preparando, para este final de ano, o lançamento no mercado de um robô capaz de construir paredes de alvenaria. Chamada de SAM, sigla em inglês que significa pedreiro semiautomático, a máquina possui braços mecânicos que dispõem os tijolos nos locais designados, em um processo semelhante ao de linhas de montagem em fábricas de automóveis. O preço estimado do robô é de cerca de US$ 500 mil.

As ações do robô SAM são realizadas por meio de um sistema de algoritmos e vários sensores que medem valores de ângulos, velocidade e orientação. O robô ainda dispõe de um laser que se move verticalmente ao longo da parede e serve como guia na colocação dos tijolos. A máquina ainda conta com um sistema que permite um trabalho preciso mesmo sob a ação do vento, em um andaime a vários metros do solo, por exemplo. A tecnologia vem sendo desenvolvida desde 2007 e foi apresentada pela primeira vez em 2013.

A empresa estima que o robô SAM tenha um ritmo três vezes mais rápido que um trabalhador humano e é ideal para realizar movimentos repetitivos. O projeto da Construction Robotics não pretende tornar o pedreiro convencional obsoleto, uma vez que detalhes estéticos, como remoção de excesso de argamassa, e áreas de difícil acesso, como quinas, ainda precisam do cuidado humano. Segundo Scott Peters, cofundador da Construction Robotics, a missão desse projeto é tornar o trabalho mais leve para trabalhadores de carne e osso.

PiniWeb - 17 de Setembro de 2015

 
Vendas de imóveis novos residenciais na cidade de São Paulo em 2015 seguem acima do nível do ano passado

Segundo pesquisa do Secovi-SP, foram comercializadas 10.700 unidades entre janeiro e julho deste ano, contra 9.790 em 2014. Lançamentos, no entanto, caíram

Em julho, 1.042 unidades de imóveis residenciais novos foram comercializadas na cidade de São Paulo, o que representa uma queda de 59,7% na comparação com o mês anterior, quando foram vendidos 2.588 imóveis. Já em relação ao mesmo período de 2014, quando as vendas somaram 736 unidades, houve um crescimento de 41,6%. Os dados são da Pesquisa do Mercado Imobiliário divulgada na última semana pelo Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi-SP).

Os imóveis de dois dormitórios representam 49,3% do total de vendas em julho, com 514 unidades e valores médios de aproximadamente R$ 358 mil. O segmento de um quarto respondeu por 31,9% das comercializações, com 332 unidades, seguido por imóveis de três dormitórios, com 16,2% e169 unidades, e os de quatro ou mais dormitórios, com 2,6% e 27 unidades vendidas.

No acumulado do ano, foram vendidos 10.700 imóveis. Entre janeiro e julho do ano passado, o número de vendas somou 9.790 unidades.

Ao final do sétimo mês do ano, a cidade de São Paulo tinha 26.980 unidades disponíveis para venda, o que representa ligeira redução de 1,7% na oferta de imóveis comparado ao total acumulado até junho, de 27.448.

Em relação aos lançamentos imobiliários, a pesquisa da Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio (Embraesp) mostra que, em julho, foram lançadas 825 unidades residenciais na capital paulista, com variação de -59,5% em relação ao mês de junho, quando 2.036 imóveis foram lançados; e de -26,9% na comparação com julho de 2014, quando os lançamentos somaram 1.129 unidades.

Com 351 unidades, os imóveis de dois dormitórios responderam por 42,5% do total lançado no mês. Em seguida aparecem os de três dormitórios, com 261 unidades lançadas e 31,6% e participação; de um dormitório, com 199 unidades e participação de 24,1%; e de quatro ou mais dormitórios, com 14 unidades lançadas e 1,7% do total.

No acumulado entre janeiro e julho, foram lançadas no mercado 10.478 unidades residenciais. No mesmo período do ano passado os lançamentos somaram 12.901 unidades.

PiniWeb - 17 de Setembro de 2015

 
Após revitalização, conjunto habitacional Pedregulho, de 1947, é entregue no Rio de Janeiro

Edifício residencial icônico projetado por Affonso Eduardo Reidy teve estrutura e fachada recuperadas

A Secretaria de Habitação do Estado do Rio de Janeiro, por meio da Companhia Estadual de Habitação (Cehab), entregou na última semana as obras de restauração do Conjunto Habitacional Prefeito Mendes de Moraes, o Pedregulho, inaugurado em 1947 em São Cristóvão.

Ao custo de R$ 46 milhões, o condomínio projetado pelo arquiteto Affonso Eduardo Reidy passou por obras de reestruturação dos pilares de concreto, vigas e telhado e de modernização dos sistemas elétrico e hidrossanitário subterrâneo.

O canteiro de obras contou com uma oficina de restauro de brises-soleils (quebra-sol) de madeira das fachadas e incluiu a fabricação dos cobogós – esquadrias vazadas que permitem maior ventilação e luminosidade nas partes comuns do prédio. Os serviços executados contemplaram ainda a implantação de nova rede de gás canalizado, que irá aumentar a segurança para os moradores do condomínio, e a substituição das janelas de madeira por alumínio.

Com 252 metros de extensão e 328 apartamentos divididos em três blocos, o condomínio é protegido pelo Instituto Estadual do Patrimônio Cultural (Inepac), tombado pelo Instituto Rio Patrimônio da Humanidade e está em processo de tombamento pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

A intervenção no Pedregulho faz parte do programa De Cara Nova, que já reformou 129 conjuntos habitacionais no Rio de Janeiro, beneficiando cerca de 400 mil pessoas.

Considerado um ícone da arquitetura moderna brasileira, o conjunto sinuoso foi construído com planejamento paisagístico de Roberto Burle Marx e painéis de Cândido Portinari.

PiniWeb - 17 de Setembro de 2015

 
Concurso de ideias para estudantes propõe a criação de presídio inclusivo em Alagoas

Competição do Projetar.org premiará projetos de penitenciária com espaços que favoreçam a resocialização e a minimização de tempo ocioso no dia-a-dia dos prisioneiros

O Portal Projetar.org recebe até 5 de outubro inscrições para o concurso de ideias para o projeto de um presídio inclusivo, com espaços que favoreçam a resocialização do ser humano e que colabore com a redução dos índices de reincidência criminosa no Brasil. Podem se inscrever até o dia 5 de outubro equipes de estudantes de todo o País compostas por até cinco integrantes.

A pproposta, que deverá focar na maximização da socialização entre prisioneiros e na minimização de tempo ocioso no dia-a-dia carcerário, consiste na revitalização de uma área de aproximadamente 180 mil m² adjacente aos presídios de Cyridião Durbal de Oliveira e Silva e Baldomero Cavalcante na cidade de Maceió, em Alagoas.

O presídio inclusivo deverá ter 30 blocos com dez celas de seis m², cozinha, refeitório, ginásio, sanitários, oficinas de carpintaria, seis salas de aula, biblioteca, salas de leitura, sala de cinema, capela ecumênica, recepção e salas de administração e de direção. O projeto deve contemplar ainda a construção de área social com lojas de conveniência, café e praças abertas com vegetação.

O primeiro colocado receberá prêmio no valor de R$ 2,3 mil, o segundo R$ 1,7 mil e o terceiro R$ 1 mil. Todos os trabalhos vencedores serão publicados em revistas, redes sociais, sites e blogs, e darão direito ao certificado. A comissão julgadora, formada pelos arquitetos Caio Smolarek Dias, Eduardo Chagas e Paul Gerhard Beyer Ehrat, também poderá escolher até duas menções honrosas.

Os trabalhos poderão ser enviados até o dia 12 de outubro e o resultado será divulgado no Portal Projetar.org em 2 de novembro.

PiniWeb - 15 de Setembro de 2015

 
Escolha e especificação de sistemas construtivos para edificações são temas de seminário on-line da PINI

Palestras ministradas por engenheiros do IPT principais critérios para avaliação do sistema construtivo com base em desempenho, construtibilidade, prazos e mão de obra

O Instituto PINI realizará no dia 22 de setembro o seminário on-line "Avaliação e especificação de sistemas construtivos para edificações verticais e horizontais", que discutirá os principais critérios para escolha do sistema construtivo com base em desempenho, construtibilidade, prazos e mão de obra.

O webinar é voltado diretores e coordenadores técnicos, engenheiros de obras, projetistas de estruturas, arquitetos e todos os profissionais envolvidos nas áreas de projeto e execução de obras de edificações.

A primeira palestra, do engenheiro Ercio Thomaz, abordará as principais características de cada sistema construtivo a base de concreto utilizado na construção de edificações verticais e horizontais e na moldagem de paredes de in loco. O palestrante também mostrará as condições para especificação conforme a tipologia construtiva, considerando número de pavimentos, infraestrutura de canteiro, informações sobre produtividade e equipamentos necessários.

Já a segunda palestra será ministrada pelo engenheiro Cláudio Mitidieri e abordará as principais alternativas para construções leves e industrializadas, tais como sistemas de steel frame, wood frame, paredes de chapas a base de cimento, drywall e estruturas metálicas simples.

Ambos os palestrantes colaboraram na elaboração das principais normas vigentes em habitação, como a NBR 15.575 da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), e são responsáveis, no Departamento de Construção Civil do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), pela aplicação das diretrizes do Sistema Nacional de Avaliações Técnicas (Sinat) e nos ensaios e avaliações visando à certificação de sistemas construtivos.

PiniWeb - 15 de Setembro de 2015

 
Prédio residencial na zona Sul de São Paulo terá fachada composta por caixas empilhadas

Projeto do escritório Aflalo Gasperini Arquitetos também abrigará escultura dos Irmãos Campana

Está em construção no Brooklyn, na zona Sul de São Paulo, o novo Condomínio Residencial Habitarte, projetado pelo escritório Aflalo Gasperini Arquitetos. A primeira fase do empreendimento das incorporadoras Stan e Yuni consiste na construção de duas torres conectadas ao nível do térreo e pela cobertura, que abrigará as áreas de lazer comuns aos edifícios.

As fachadas das torres serão compostas por linhas metálicas verticais e “caixas” que enquadram os apartamentos em alturas diferentes. As varandas privativas serão envoltas por guarda-corpos de vidro. Entre as duas torres, será implantada uma escultura de 50 metros de altura dos Irmãos Campana.

Na segunda fase, em lançamento, o projeto prevê a implantação de quatro edifícios no entorno de uma praça privada de mil m², que garante que os edifícios não obstruam a vista um do outro. As plantas de 31 pavimentos foram projetadas em forma de “catavento”, com um núcleo de serviço central envolto pelos apartamentos, que vão girando e encaixando entre si, permitindo que todos tenham a vista livre.

De uso misto, o Habitarte terá ainda com um supermercado da rede St. Marche, integrado ao hall dos edifícios e a uma praça semipública.

PiniWeb - 15 de Setembro de 2015

 
Minha Casa, Minha Vida e PAC sofrem cortes de R$ 8,6 bilhões no Orçamento de 2016 do Governo Federal

Medida é criticada pelo SindusCon-SP, que defende que a construção é fundamental para a retomada do crescimento econômico

O Governo Federal anunciou na última segunda-feira (14) o corte de R$ 26 bilhões no Orçamento de 2016, visando viabilizar o superávit primário de 0,7% do Produto Interno Bruto (PIB) no ano que vem. Entre as reduções, estão R$ 4,8 bilhões do programa Minha Casa, Minha Vida e R$ 3,8 bilhões do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

Segundo os ministros do Planejamento, Nelson Barbosa, e da Fazenda, Joaquim Levy, esses valores do MCMV, apesar de retirados do Orçamento, seriam custeados parcialmente pelo Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). O FGTS, inclusive, passaria a participar também da primeira faixa do programa, que atende famílias com renda de até R$ 1,8 mil.

Já em relação o PAC, o Governo Federal pretende direcionar emendas parlamentares obrigatórias para o programa a fim de amenizar os cortes.

Em nota, o Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-SP) lamentou as reduções no MCMV e PAC. "Responsável por 60% dos investimentos produtivos, a construção será fundamental para a retomada do crescimento econômico. Quanto mais ela for afetada pelas novas medidas anunciadas pelo governo, mais tardará a recuperação do país", advertiu José Romeu Ferraz Neto, presidente da entidade.

Além disso, para o SindusCon-SP no que diz respeito ao PAC "não há garantia de que será cumprido o desejo, anunciado pelo governo, de que esse valor será coberto por emendas parlamentares destinadas às obras desse programa".

Vale lembrar que em maio o Governo Federal já havia reduzido em R$ 31,3 bilhões as verbas do PAC e MCMV.

Os cortes no Orçamento de 2016 do Governo Federal ainda incluem: a redução de custeio com gastos administrativos, a eliminação do abono de permanência para servidores que já têm condições de se aposentar, mas continuam trabalhando, o adiamento do reajuste a servidores e a suspensão de concursos públicos.

Para aumentar a arrecadação, o governo irá reduzir gastos tributários, por meio da diminuição de benefícios tributários concedidos a empresas nos últimos anos; realocar fontes de receita, utilizando parte das alíquotas da folha do Sistema S para equilibrar as contas da Previdência Social; voltar com a CPMF, provisória por até quatro anos, com alíquota de 0,2%, também a ser utilizada para cobrir os gastos da Previdência; e estabelecer imposto de renda sobre venda de bens acima de R$ 1 milhão. Algumas das medidas precisam ser aprovadas pelo Congresso Nacional.

PiniWeb - 11 de Setembro de 2015

 
Revitalizada, Praça Mauá é reaberta ao público no Rio de Janeiro

Espaço entre o Museu de Arte do Rio e o Museu do Amanhã foi ampliado de 3 mil m² para 25 mil m²

Quatro anos depois de fechada para obras de construção do Túnel Rio450, a Praça Mauá, no Centro do Rio de Janeiro, foi reaberta no último domingo (6). Integrante do projeto Porto Maravilha, executado pela Concessionária Porto Novo, o local foi transformado em esplanada e ampliado até as margens da Baía de Guanabara, se tornando a primeira praça da Orla da Guanabara Prefeito Luiz Paulo Conde.

Com as intervenções, que incluem a implantação de 560 metros de trilhos do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) entre o prédio da Polícia Federal e o começo da Avenida Rio Branco, a praça foi ampliada de 4 mil m² para 25 mil m². A praça, que tem 31 árvores preservadas e 27 novas, também ganhou cinco canteiros de flores, 80 bancos, 50 postes com luminárias de LED e um novo sistema de drenagem com canaletas embutidas.

O local também abriga uma estação do programa Bike Rio e uma escultura de 25 metros de altura com a inscrição "#cidadeolímpica", além de ciclovias e espaços para descanso e convivência.

A Praça Mauá conecta o Museu de Arte do Rio (MAR) e o Museu do Amanhã, e passará a receber atividades culturais abertas ao público.

A operação urbana Porto Maravilha abrange obras e serviços no valor total de R$ 7,6 bilhões em um período de 15 anos na área da Região Portuária legalmente definida pela Lei Complementar 101/2009. As principais obras de infraestrutura e mobilidade urbana serão concluídas em 2016, mas os serviços públicos municipais executados pela Parceria Público Privada (PPP) com a Concessionária Porto Novo serão mantidos até 2026.

PiniWeb - 11 de Setembro de 2015

 
Centro de São Paulo começa a receber novos pisos de concreto autolimpantes

Projeto piloto em execução no calçadão da Rua Sete de Abril foi desenvolvido em parceria com a ABCP

A Prefeitura de São Paulo deu início nesta semana às obras de reforma do calçadão da Rua Sete de Abril, na República, que ganhará 3.120 m² de novo piso em blocos de concreto com superfície autolimpante. Os serviços orçados em R$ 2,1 milhões integram o plano de revitalização da região Central da cidade, que prevê a substituição de 60 mil m² de calçadas.

O novo material foi desenvolvido em parceria com a Associação Brasileira de Cimento Portland (ABCP). A tecnologia possui propriedades que são ativadas por meio da luz solar, retirando manchas e odores e permitindo a conservação dos blocos. Qualquer matéria orgânica que cai ou que penetre no bloco ao longo de um ou dois meses é vaporizada. Segundo a ABCP, a reação com matéria orgânica é obtida por um tratamento à base de dióxido de titânio na última camada do piso.

Os novos pisos também são mais resistentes, suportando grande quantidade de peso sem a formação de cicatrizes. A estimativa da entidade é de que o material não demande manutenção por pelo menos 30 anos e, em caso de perfuração, será possível retirar os blocos sem quebrá-los e depois implantá-los novamente.

O projeto também prevê a substituição das tampas do sistema de esgoto, que têm formato redondo, por tampas de concreto com requadro de ferro fundido e travas anti-vandalismo.

A previsão é de que as obras na rua escolhida para o projeto piloto sejam concluídas em abril de 2016.

PiniWeb - 11 de Setembro de 2015

 
Governo Federal apresenta terceira fase do Minha Casa, Minha Vida. Veja mudanças

Além da criação da faixa 1,5 para famílias com renda de até R$ 2.350, programa terá novas taxas de juros de financiamento e especificações diferentes para imóveis

O Governo Federal apresentou nesta quinta-feira (10) a terceira fase do programa Minha Casa, Minha Vida. A principal mudança é a criação da faixa 1,5 para famílias com renda de até R$ 2.350, que terão subsídios de até R$ 45 mil de acordo com a localidade e a renda.

Nesse grupo, o financiamento terá juros de 5% e poderá ser feito pelas modalidades SAC (Sistema de Amortização Crescente) ou Tabela Price, num prazo de até 360 meses, assim como nas faixas 2 e 3. Veja outras alterações no MCMV:

Faixa 1

O Governo Federal propôs aumentar a renda da Faixa 1 do programa, dos atuais R$ 1.600 para R$ 1.800 por família. As prestações continuarão a ser pagas em 10 anos, sendo que, para as famílias que recebem até R$ 800, a parcela será de R$ 80; entre R$ 800 e R$ 1.200, o valor corresponderá a 10% da renda; de R$ 1.200 a R$ 1.600 pagará 15%; e de R$ 1.600 a R$ 1.800, 20%. Já os imóveis terão novas especificações, adequadas à Norma de Desempenho da ABNT, gerando maior conforto térmico e acústico, com uso de esquadrias com sombreamento, maior espessura das paredes, lajes e acréscimo de 2m² na planta das unidades habitacionais. Novos itens de sustentabilidade serão incorporados, como aerador de torneira, válvula de descarga com duplo acionamento, sensor de presença nas áreas comuns, bomba de água com selo Procel e sistemas alternativos ao de aquecimento solar - não obrigatório para as regiões Norte e Nordeste - com o objetivo de redução do consumo de energia.

Faixa 2 e 3

As taxas de juros dentro da Faixa 2 serão atualizadas. Famílias com renda de até R$ 2.700 terão juros de 6% ao ano. As com renda de até R$ 3.600, 7%. Na Faixa 3, até R$ 6.500, os juros anuais serão de 8%. Os valores dos imóveis em todas as faixas serão atualizados, mas o Ministério das Cidades não informou os detalhes.

Áreas rurais

Também na modalidade do programa para áreas rurais, as faixas de renda e valores das unidades habitacionais serão atualizadas. Do Grupo 1 a renda anual passará de R$ 15.000 para R$ 17.000.

Balanço

Segundo o Ministério das Cidades, as duas primeiras fases do Minha Casa Minha Vida contrataram mais de quatro milhões de unidades habitacionais em 5.329 cidades (95% dos municípios brasileiros). Nesse período foram mais de 2,3 milhões de unidades entregues. O investimento total no programa ultrapassa R$ 270 bilhões.

PiniWeb - 09 de Setembro de 2015

 
Prefeitura de Cuiabá cria PPP para modernização do sistema de iluminação pública

Orçado em R$ 712 milhões, edital de concessão prevê substituição de 67 mil lâmpadas na capital mato-grossense

A Prefeitura de Cuiabá, no Mato Grosso, realizou na última semana a primeira audiência pública para discussão e elaboração do edital da Parceria Público-Privada (PPP) para os serviços de modernização do sistema de iluminação pública. O edital provisório será liberado nos próximos dias para consulta pública durante um mês e, somente depois desta fase haverá a elaboração do edital definitivo para a licitação.

Durante a audiência, a Secretaria Municipal de Serviços Urbanos apresentou o projeto, que propõe a substituição de mais de 67 mil lâmpadas incandescentes por lâmpadas de LED na capital, no período de três anos. A empresa vencedora do certame também terá que instalar três mil novos pontos de luz nos três primeiros anos de contrato.

Está prevista concessão de 30 anos com custo total de R$ 712 milhões, sendo R$ 270 milhões em investimentos e R$ 112 milhões em custos de operação e manutenção. As contraprestações da administração municipal serão de R$ 12,5 milhões no primeiro ano e de R$ 25 milhões nos anos seguintes.

A empresa será ressarcida de acordo com o desempenho obtido, podendo ter impacto de até 10% no valor da contraprestação. O certame será realizado na modalidade de concorrência pública, em que a empresa escolhida será a que apresentar melhor técnica com menor preço.

PiniWeb - 09 de Setembro de 2015

 
Emenda que reduz imposto para escritórios de arquitetura é criticada no Planalto

Deputados alegaram impacto financeiro e orçamentário para rejeitar emenda aprovada pela Câmara

O líder do governo na Câmara, deputado José Guimarães, disse na última quinta-feira (3) que o Planalto não tem compromisso com qualquer mudança feita pelo Plenário em relação ao Projeto de Lei Complementar (PLC) 25/07, que amplia o alcance do Simples Nacional (Supersimples). Entre as mudanças votadas e aprovadas no dia anterior, está a redução da carga tributária dos arquitetos e urbanistas, conforme pleiteava o Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil (CAU/BR).

“Esses destaques que estão sendo feitos contrariam o acordo. O governo não vai assumir mais compromisso com o projeto, lamentavelmente”, afirmou Guimarães. As mudanças aprovadas têm impacto financeiro e orçamentário, disse o deputado, ressaltando que o Senado poderá mudar a proposta ou, se isso não ocorrer, poderá haver vetos.

O relator, deputado João Arruda, também criticou a medida aprovada. Ele disse que há distorções em outros setores e isso deveria ser tratado em outro momento. “Votarmos aqui o benefício para os arquitetos e não votarmos aos outros profissionais que, talvez, também não se sintam atendidos pelo Simples, é prejudicar o projeto”, analisou.

A Câmara aprovou na última quarta-feira (2) a emenda de número 10 para reduzir significativamente o imposto dos profissionais e escritórios de arquitetura e urbanismo que faturam até R$ 225 mil por ano.

PiniWeb - 09 de Setembro de 2015

 
GCP Arquitetos divulga imagens do projeto de modernização do Serra Dourada, em Goiás

Estádio projetado por Paulo Mendes da Rocha ganhará novas arquibancadas e terá fachada revitalizada

O escritório GCP Arquitetos divulgou na última semana as imagens do projeto de modernização do Estádio Serra Dourada na cidade de Goiânia, em Goiás. O grupo venceu uma licitação pública feita pelo Governo do Estado de Goiás e foi contratada no início deste ano pela Agência Goiana de Transportes e Obras (AGETOP) para projetar a reforma, que deverá ser concluída em 2016.

Inaugurado em 1975, o Serra Dourada foi originalmente projetado pelo arquiteto Paulo Mendes da Rocha, ganhador do Pritzker em 2006. Segundo Sergio Coelho, sócio-fundador do GCP, a intervenção visa “adequar o estádio às necessidades atuais e manter e reforçar as virtudes do partido original, garantindo o uso futuro da obra de extrema qualidade arquitetônica e urbanística”.

O projeto de modernização, que objetiva privilegiar o bem-estar do público, funcionários, imprensa e atletas, inclui a criação de dez camarotes na porção central da arquibancada do lado leste; reforma e nova divisão das cabines de rádio e TV; substituição dos placares atuais por telão; criação de auditório e zona mista para jornalistas; reforma dos vestiários; criação de novo acesso dos atletas a partir de parada interna dos ônibus; modernização e criação de recepção para imprensa, público da tribuna, autoridades e novos camarotes; e extensão da arquibancada inferior com cadeiras até o nível do gramado.

As arquibancadas já existentes serão reformadas e, assim como as novas, receberão nova pintura em dois tons de azul. A fachada do estádio também será reformada, ganhando nova pintura e revestimento com brises metálicos.

PiniWeb - 03 de Setembro de 2015

 
CUB paulista registra primeira queda do ano em agosto, diz SindusCon-SP

Valor do metro quadrado para obras incluídas na desoneração da folha de pagamento fechou o mês em R$ 1.135,77

O Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-SP) e a Fundação Getulio Vargas (FGV) informaram nesta terça-feira (1º) que o Custo Unitário Básico (CUB) da construção civil do estado de São Paulo para obras incluídas na desoneração da folha de pagamento caiu 0,04% em agosto na comparação com o mês anterior.

Com o resultado, a despesa por metro quadrado ficou em R$ 1.135,77. Em julho, o CUB tinha fechado em R$ 1.136,24 por metro quadrado.

Os custos com materiais de construção caíram 0,17% em agosto, enquanto os de mão de obra se mantiveram estáveis. Já os custos administrativos aumentaram 0,79% na mesma base de comparação. No acumulado do ano, a alta ficou em 4,39%.

Em 12 meses, o indicador registra aceleração de 4,59%, com aumentos de 6,64% nos custos com a mão de obra, de 1,51% nos materiais e de 8,47% nos gastos administrativos.

Obras não desoneradas

Nas obras não incluídas na desoneração da folha de pagamento, o CUB recuou 0,04% em agosto, ficando em R$ 1.222,79 por metro quadrado.

As despesas relativas aos materiais de construção caíram 0,17%, os custos com mão de obra apresentaram estabilidade e os gastos administrativos tiveram alta de 0,79%.

No ano, o indicador apresentou alta de 4,55% e, em 12 meses, o custo subiu em 4,74%, sendo 6,65% de mão de obra, 1,51% de materiais e 8,47% de administrativos.

PiniWeb - 03 de Setembro de 2015

 
PPP da habitação tem obras iniciadas em São Paulo

Cerimônia marca construção de 126 unidades de interesse social na região de Luz

A primeira PPP da Habitação do País começa a sair do papel na cidade de São Paulo. O início das obras das primeiras habitações populares viabilizadas pela iniciativa foi marcado por uma cerimônia reunindo autoridades municipais, estaduais, empresários e representantes da construção na manhã desta terça-feira (1º).

Serão erguidas 126 unidades em um terreno de 2.036 m² na Rua São Caetano, na região da Luz.

Esses primeiros imóveis - habitações de interesse social (HIS) com plantas de um e de dois dormitórios - têm previsão de entrega para outubro do ano que vem. Eles correspondem ao lote 1 da PPP, arrematado em concorrência pela empresa mineira Canopus Holding, que ficará responsável pela construção, operação e manutenção de 3.683 imóveis no centro expandido: 2.260 HIS, que contarão com subsídio do poder público, e 1.423 habitações de mercado popular (HMP). Os investimentos previstos no lote 1 são da ordem de R$ 1 bilhão, segundo o governo estadual.

Presente na cerimônia, o secretário de Habitação do Estado, Rodrigo Garcia, destacou que a PPP representa um novo caminho para o financiamento de habitações populares no País. "O modelo atual está se esgotando. Temos de inovar." Segundo ele, além do terreno na Luz, outras cinco áreas em bairros como República, Barra Funda e Canindé, já foram entregues à Canopus. Um novo projeto com 56 apartamentos na região da República é o mais avançado, atualmente em fase de aprovação.

A parceria entre as diferentes esferas de governo também foi elogiada por autoridades como o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad. Ele ressaltou que a administração municipal realizará aporte de R$ 20 mil, em espécie ou em valor de terreno, por unidade construída por meio da PPP, que é operada pelo programa estadual Casa Paulista. Este, por outro lado, complementa os pagamentos referentes a imóveis do programa Minha Casa Minha Vida na cidade - uma medida para facilitar o desenvolvimento de empreendimentos na capital.

A expectativa é de que 14 mil unidades sejam construídas na região central por meio da PPP, incluindo outros três lotes previstos. Oito em cada dez novas moradias serão destinadas a pessoas que trabalham e não residem no centro da cidade - entre as HIS, haverá também cota de moradias para integrantes de movimentos sociais, segundo Garcia. O projeto prevê ainda fachadas ativas em alguns dos novos empreendimentos, embora esse conceito não esteja previsto no projeto apresentado na Rua São Caetano, já com vocação comercial.

Nova PPP

O governador Geraldo Alckmin aproveitou a cerimônia para divulgar outra PPP em andamento, dessa vez na região metropolitana. De acordo com ele, a nova iniciativa tem o objetivo de incentivar o desenvolvimento residencial, comercial e industrial em um terreno de 2,7 milhões de m² no limite dos municípios de Itaquaquecetuba, Arujá e Guarulhos. A área é conhecida como Fazenda Albor e deve receber 10 mil moradias, entre HIS (70%) e HMP (30%).

PiniWeb - 03 de Setembro de 2015

 
Medida Provisória sobre o MCMV 3 será enviada ao Congresso em outubro, diz Kassab

Lançamento da nova fase do programa foi confirmado para 10 de setembro pelo ministro das Cidades, que não descarta contratações na faixa 1 ainda em 2015

O ministro das Cidades, Gilberto Kassab, confirmou o lançamento da terceira etapa do Minha Casa Minha Vida (MCMV) no dia 10 deste mês e informou que a Medida Provisória (MP) com o detalhamento das operações do programa será enviada pelo Governo Federal ao Congresso cerca de quatro semanas mais tarde, em outubro, após a apresentação do projeto em reuniões com movimentos sociais, empresários do setor da construção e comissões na Câmara e no Senado.

"Eu acredito que, em quatro semanas, após essas apresentações do programa, vamos assinar a medida provisória", disse Kassab nesta terça-feira à tarde (1º), em conversa com jornalistas, após participar de convenção no Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi-SP).

O ministro acrescentou que os pagamentos atrasados das obras na faixa 1 do MCMV (destinado a famílias com renda mensal de até R$ 1,6 mil) estarão quitadas até o assinatura da medida. "A ideia é, até a assinatura da medida provisória, isso estar totalmente corrigido", afirmou. Procurado pela reportagem, o Ministério das Cidades anunciou ter repassado nesta terça-feira cerca de R$ 780 milhões a construtoras que estavam com seus pagamentos atrasados. Outros R$ 70 milhões teriam sido destinados a entidades. Desde dezembro, o volume de pagamentos em atraso somava R$ 1,6 bilhão, segundo cálculo de associações setoriais. Desse total, R$ 800 milhões foram liberados em julho e, mediante acordo do Governo Federal com entidades do setor, o restante deveria ser liberado até o dia 31 de agosto. Kassab não antecipou detalhes sobre os parâmetros de preços, subsídios e faixas de renda da terceira etapa do MCMV. Já em relação às perspectivas de contratação, disse ser possível a assinatura de novos contratos da faixa 1 ainda neste ano. "Eu acredito que sim, porque não tem nenhuma vinculação entre os recursos que serão contratados neste ano e os desembolsos do ano que vem", explicou.

FGTS

Durante a convenção, o ministro criticou o projeto de lei aprovado na Câmara que eleva a remuneração dos cotistas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) gradualmente nos próximos quatro anos, encarecendo a fonte de financiamento do MCMV. "Esse projeto é um equívoco, eu trabalhei contra. Minha esperança é que seja revisto no Senado, que é uma casa mais madura".

Kassab acrescentou, na entrevista à imprensa, que o Orçamento Geral da União poderia fazer aportes adicionais no MCMV para compensar o encarecimento dos financiamentos no médio e no longo prazo. "Não posso falar nem pelo governo nem pela equipe econômica, mas eu acredito que essa é uma tendência", afirmou.

Ele ressaltou ainda que os recursos destinados à construção das obras já contratadas estão assegurados. "O programa tem 4 milhões de unidades contratadas, sendo 2,5 milhões já entregues e 1,5 milhão em obras. O orçamento está garantido para se construir as unidades". Já a meta da terceira etapa, de contratação de três milhões de unidades, terão obras realizadas ao longo de até seis anos, estimou.

PiniWeb - 01 de Setembro de 2015

 
Governo de São Paulo "congela" obras de 17 estações das linhas 15-Prata e 17-Ouro do monotrilho

Projetos foram retirados da pasta de prioridades da atual gestão, que decidiu concluir as construções já iniciadas antes de abrir novas frentes de trabalho

O Governo de São Paulo decidiu nesta semana "congelar" os projetos de construção de 17 das 36 estações dos monotrilhos da Linha 15-Prata, entre Vila Prudente e Hospital Cidade Tiradentes, e 17-Ouro, entre São Paulo-Morumbi e Jabaquara. A decisão tomada por meio da Secretaria de Transportes Metropolitanos deixa em aberto, sem datas de conclusão, as obras de 21,9 km de trilhos dos 44,4 km previstos.

Na Linha 15-Prata, sete estações ficaram sem perspectiva de conclusão. São elas: Ipiranga, Jequiriçá, Jacu-Pêssego, Érico Semer, Márcio Beck, Cidade Tiradentes e Hospital Cidade Tiradentes. Inicialmente prevista para 2012, a linha teve 2,9 km entre as estações de Vila Prudente e Oratório entregues este ano.

Já na Linha 17-Ouro, que estava prevista para 2013, ficam sem previsão de conclusão das obras as estações Jabaquara, Hospital Sabóia, Cidade Leonor, Vila Babilônia e Vila Paulista, Panamby, Paraisópolis, Américo Maurano, Morumbi e São Paulo-Morumbi.

Segundo a administração estadual, os projetos não serão cancelados, apenas não integram a pasta de prioridades da atual gestão, que pretende concluir os trechos já em obras antes de iniciar novas frentes de trabalho.

Os trechos prioritários envolvem a ligação do aeroporto de Congonhas à estação Morumbi da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) e da Vila Prudente até Iguatemi, que sofreram atrasos e são prometidos agora até 2018.

PiniWeb - 01 de Setembro de 2015

 
Primeiro projeto de Philippe Starck no Brasil será residencial de luxo em São Paulo

Empreendimento será executado pela Cyrela na Avenida Faria Lima

O primeiro projeto do escritório inglês YOO, dos arquitetos Philippe Starck e John Hitchcox, no Brasil será construído na Avenida Faria Lima, em São Paulo, por meio de uma parceria com a Cyrela. A empresa firmou a parceria no ano passado, mas só divulgou algumas imagens do empreendimento nesta semana.

O edifício será um residencial de luxo cujo diferencial está na frente do terreno, que terá 160 metros de extensão. Pelas imagens divulgadas, nota-se o uso de madeira e vidro na fachada, além de sacadas em níveis irregulares.

Na próxima semana, a construtora irá instalar um tapume interativo em volta do terreno para apresentar ilustrações que fazem alusão ao tamanho do empreendimento. De acordo com a Cyrela, Starck poderá vir para o Brasil ainda este ano para divulgar mais informações sobre o projeto. A empresa também pretende desenvolver outros trabalhos de Starck no País.

PiniWeb - 01 de Setembro de 2015

 
Número de trabalhadores da construção civil caiu 1,23% em julho, diz SindusCon-SP

No ano, 184,6 mil vagas foram fechadas em todo o País, principalmente nas áreas de infraestrutura e mercado imobiliário

O nível de emprego na construção civil brasileira diminuiu 1,29% em julho na comparação com o mês anterior, representando a 17ª queda consecutiva do indicador.

Se considerada a sazonalidade, o recuo é de 0,87%. Os dados são da pesquisa divulgada nesta sexta-feira (28) pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-SP) em parceria com a Fundação Getulio Vargas (FGV), com base em informações do Ministério do Trabalho e do Emprego (MTE).

No mês, a região que mais demitiu foi a Nordeste com recuo de 1,09% em relação a junho e 7.206 vagas fechadas. Em seguida vem a Sul, com queda de 0,95% e 4.512 demissões, Sudeste, com -0,94% e 14.919 vagas encerradas, Centro-Oeste, com -0,92% e 2.227 cortes e Norte -0,75% e 1.443 dispensas.

De janeiro a julho de 2015, foram cortados 184,6 mil empregos na construção brasileira em relação a dezembro do ano passado. Em 12 meses, a queda é de 11,67%, com o fechamento de 414,1 mil vagas na comparação com os 12 meses anteriores. Assim, ao final de julho, havia 3,134 milhões de trabalhadores com carteira assinada no setor.

De acordo com o levantamento, os segmentos imobiliário, com queda de 14,06%, e infraestrutura, com retração de 15,24%, foram os que mais demitiram nos últimos 12 meses. O indicador de preparação de terreno surge na sequência, com declínio de 10,62%.

Para o presidente do SindusCon-SP, José Romeu Ferraz Neto, "os dados são extremamente preocupantes, ainda mais no momento em que o governo sinaliza que elevará impostos. Isso será prejudicial à economia e à construção, alimentando o desemprego e a queda da renda. Ao contrário, o governo deveria adotar uma postura favorável à reativação econômica, colocando em dia os atrasos de pagamentos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e do programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV), agilizando concessões e estimulando o crédito".

Estado de São Paulo

O emprego com carteira assinada no estado de São Paulo caiu 8,2% em julho em relação ao mês anterior, com o total de 73 mil demissões. Já no acumulado do ano, o recuo é de 6,72%. O estoque no estado ao final de julho ficou em 813,8 mil trabalhadores.

PiniWeb - 27 de Agosto de 2015

 
Comissão do Senado aprova projeto de lei que responsabiliza engenheiros e arquitetos por falhas em obras públicas

Texto que segue para análise de outra comissão também estabelece regras para empresas contratadas e agentes da administração pública

A Comissão de Serviços de Infraestrutura (CI) do Senado Federal aprovou nesta quarta-feira (26) o Projeto de Lei (PLS) 56/2012, que estabelece novas normas relacionadas à responsabilização de profissionais na contratação de obras públicas.

De acordo com o texto aprovado, que agora será analisado pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), engenheiros e arquitetos devem ser responsabilizados por problemas em obras licitadas pelo poder público.

O PLS também determina que os responsáveis pelos projetos técnicos de engenharia e arquitetura possam ser proibidos de prestar serviços, direta ou indiretamente, à Administração Pública por até dois anos em caso de erros e omissões.

A proposta sujeita à mesma sanção os executores e fiscais das obras no caso de descumprimento das especificações estabelecidas, inclusive nos casos de equívoco de dimensão ou de padrão de qualidade para materiais e serviços e medições que excedam o que foi executado.

O dever de revisar os projetos licitados é atribuído pelo PLS à empresa contratada para a execução das obras, sob pena de responder solidariamente pelos danos advindos de falhas cometidas por projetistas. O texto não afasta, no entanto, a responsabilidade solidária dos agentes públicos por vícios e defeitos que poderiam ter sido evitados no exercício de suas atribuições legais.

A empresa contratada pela Administração Pública será obrigada a corrigir ou reconstruir, com seus próprios recursos, a obra ou serviço que sofrerem vícios e problemas resultantes de erros de execução ou de materiais empregados.

PiniWeb - 27 de Agosto de 2015

 
Taxa de desemprego na construção civil aumentou 6,7% no segundo trimestre, diz IBGE

Setor registrou o fechamento de 509 mil vagas na comparação com o trimestre anterior

A taxa de desemprego na construção civil aumentou 6,7% no segundo trimestre deste ano em relação ao trimestre anterior, com o fechamento de 509 mil vagas, e 8,6% na comparação com o mesmo período de 2014, com corte de 673 mil vagas. Os dados são da pesquisa divulgada nesta semana pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Para o Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-SP), o aumento da taxa de desemprego confirma a piora do cenário para a indústria da construção e a sua disseminação entre os diversos segmentos da cadeia. "Estes dados demonstram a urgência de o governo redirecionar os escassos recursos de que dispõe para os setores que, como a construção civil, dispõem de forte potencial de geração de emprego. Isto significa priorizar os pagamentos que continuam em atraso do PAC e do Programa Minha Casa, Minha Vida, bem como agilizar as concessões de serviços de infraestrutura que resultarão em novas rodovias, aeroportos, portos e ferrovias", comenta o presidente da entidade, José Romeu Ferraz Neto.

Como as demissões no mercado formal têm crescido progressivamente desde outubro do ano passado, o SindusCon-SP estima um corte de 475 mil empregos na construção brasileira em 2015.

Brasil

O desemprego no Brasil registrou taxa de 8,3% no segundo trimestre de 2015 contra 7,9% registrados no primeiro trimestre. O resultado é o pior desde o início da série histórica, em 2012. Na comparação com o mesmo período do ano passado, a taxa que engloba todos os setores foi de 6,8%.

Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), a população desocupada, de 8,4 milhões de pessoas, subiu 5,3% em relação ao primeiro trimestre e 23,5% ante o 2º trimestre de 2014.

Já a população ocupada foi estimada em 92,2 milhões, resultado estável frente ao primeiro trimestre e ao mesmo período de 2014. Segundo o IBGE, 78,1% dos empregados no setor privado tinham carteira de trabalho assinada, também representando estabilidade em relação ao trimestre anterior e ao mesmo período de 2014.

PiniWeb - 27 de Agosto de 2015

 
Segunda edição do livro Concreto Autodensável é lançada pela PINI

Publicação reúne casos reais e propriedades sobre a técnica de aplicação do material

A Editora Pini lançou a 2ª edição, revista e atualizada, do livro Concreto Autoadensável, que descreve as vantagens, limitações e dificuldades encontradas na aplicação do material, fornecendo explicações científicas para a escolha dos produtos constituintes, propriedades no estado fresco e endurecido, resistência e durabilidade. A publicação é dos engenheiros civis Bernardo Fonseca Tutikian e Denise Carpena Dal Molin.

Além de reunir todas as propriedades tecnológicas para a técnica de concreto autoadensável, a obra apresenta métodos de dosagem desenvolvidos pelos próprios autores e um capítulo especial que abrange a viabilidade econômica do uso da técnica.

O livro é composto por sete capítulos e utiliza de linguagem simplificada, fotos, tabelas e gráficos para exemplificar os casos.

Veja entrevista com os autores:

Qual a principal dificuldade da disseminação do concreto autoadensável no Brasil?

Por ainda ser uma tecnologia com pouco uso, carece de mais casos, mais profissionais envolvidos, mais empresas consumidoras e fornecedoras. Porém, vem crescendo e esta barreira vem caindo.

Como superar esses desafios?

Através de mais cases, pesquisas e profissionais capacitados. Certamente este livro pode ajudar um pouco nisso. O material pode ser bem mais usado, principalmente em indústrias de pré-fabricados e construções mais industrializadas, como as com paredes de concreto. E até em obras convencionais, desde que tomados alguns cuidados em projeto, especificação e uso. Enfim, é uma tecnologia que permite diversas aplicações, com vantagens frente ao concreto convencional.

Vocês apresentam dois métodos de dosagem para o concreto autoadensável. Quais são as duas características e diferenciais e suas aplicações?

O primeiro método é bastante prático, que pode usar materiais locais e não exige grandes conhecimentos específicos do concreto autoadensável para o responsável. Já o segundo é mais científico, trabalha com conceitos mais avançados da tecnologia do concreto, como o empacotamento entre os agregados. Ambos utilizam curvas de dosagem e desempenho, permitindo uma grande flexibilidade de especificação das propriedades das misturas. A maior vantagem de ambos, em nossa opinião, é serem métodos experimentais, que o profissional desenvolve na betoneira (ou central), podendo 'sentir' o concreto e definir suas propriedades.

PiniWeb - 25 de Agosto de 2015

 
Camargo Corrêa vai ressarcir R$ 700 milhões às empresas públicas prejudicadas por corrupção

Acordo firmado com o MPF garante que a empresa fique livre de acusações de improbidade administrativa

A Camargo Corrêa, investigada pela Polícia Federal (PF) no âmbito da Operação Lava Jato, firmou acordo de leniência com o Ministério Público Federal (MPF) para devolver R$ 700 milhões às empresas de capital público lesadas pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro.

O acordo complementar ao já firmado com o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) garante que a empresa fique livre de acusações de improbidade administrativa em relação aos crimes admitidos.

De acordo com o MPF, o acordo não interfere nas delações premiadas firmadas individualmente por executivos da empresa, e inclui o não oferecimento de acusação criminal contra os funcionários envolvidos nos crimes.

Para concluir o acordo, a empreiteira deverá entregar novas informações e produzir provas sobre os crimes admitidos, que devem ser utilizadas também para demonstrar ilícitos cometidos por outras empresas, agentes públicos e operadores ilegais do mercado financeiro.

Além disso, a empresa se comprometeu a implantar mecanismos de compliance com regras de combate à corrupção.

Em nota, a Camargo Corrêa informou que "os documentos que estão sendo apresentados à autoridade são resultado de investigações internas que vêm sendo conduzidas pela companhia, com auxílio de especialistas externos e auditoria forense independente. A construtora reafirma sua disposição de colaborar para o esclarecimento dos fatos, assumir responsabilidades com a adoção das medidas necessárias para corrigir desvios e garantir um ambiente de negócios éticos, justos e sustentáveis".

PiniWeb - 25 de Agosto de 2015

 
Novo Mirante 9 de Julho, criado pelo MM18 Arquitetura, é aberto em São Paulo

Espaço que abriga restaurante, bar e café deverá receber atividades culturais, sociais e educacionais abertas ao público

A Prefeitura de São Paulo inaugurou no último domingo (23) o novo Mirante 9 de Julho, construído, após décadas de abandono nos baixos do Viaduto Bernardino Tranchesi, na Bela Vista. O projeto foi executado por meio de Parceria Público-Privada (PPP) firmada com o consórcio composto pelas empresas MM18 Arquitetura e Grupo Vegas.

O espaço abriga, além de instalações públicas para contemplação, restaurante, bar e café, administrados respectivamente pelo Mercado Efêmero, Grupo Vegas e FAF Studio.

O consórcio responsável pelas obras poderá ocupar o espaço por três anos, devendo promover a manutenção urbanística, ambiental e paisagística do local. A PPP inclui, como contrapartida das empresas, a realização de atividades culturais, sociais e educacionais abertas à população.

De acordo com o MM18 Arquitetura, o projeto teve como premissas o respeito ao valor histórico da área e o resgate da memória urbanística da região.

Entre as intervenções executadas estão o restauro de materiais originais; poda de árvores e retirada de arbustos; instalação de um novo sistema de iluminação; criação de equipamentos para atender ao novo uso, como cozinhas e sanitários; e reabertura do vão da torre que dá acesso à escada.

O projeto arquitetônico do Mirante também se caracteriza pela conexão dos espaços, que tiveram os pilares de concreto existentes destacados pela iluminação cênica e a implantação de espelhos laterais.

A criação do Mirante 9 de julho integra o plano de revitalização urbanística, ambiental, paisagística e de desenvolvimento sociocultural para o complexo formado pelo túnel 9 de Julho e seu entorno, situado atrás do Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand (Masp). Nesta primeira etapa da revitalização, a PPP investiu R$ 840 mil.

PiniWeb - 25 de Agosto de 2015

 
Dia Nacional da Construção Social reúne mais de 80 mil pessoas em 34 cidades brasileiras

Evento promovido pelo Seconci em parceria com a CBIC e o Sesi prestou cerca de 240 mil atendimentos

A 9ª edição do Dia Nacional da Construção Social, realizada no último sábado (22) pelo Serviço Social da Construção Civil (Seconci Brasil), pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) e pelo Serviço Social da Indústria (Sesi), reuniu 80.475 mil pessoas em 34 cidades brasileiras.

A estimativa é de que tenham sido realizados 241.275 mil atendimentos relacionados às áreas de saúde, lazer, educação, esporte, alimentação e cidadania, além de atividades e brincadeiras para as crianças.

Para o presidente da CBIC, José Carlos Martins, que abriu o evento na unidade do Sesi em Brusque, em Santa Catarina, "é bonito ver a integração dos empresários e trabalhadores e é isso que realmente importa para continuarmos lutando e acreditando no nosso Brasil".

Segundo Martins, o tema "Quer Mudar o Mundo: Mãos à Obra", voltado para os jovens, foi "muito bem pensado, pois eles são a nossa esperança. Tenho certeza que por meio da construção, podemos mudar o futuro da nação". O Dia Nacional da Construção Social é realizado anualmente desde 2007.

PiniWeb - 20 de Agosto de 2015

 
CAU de São Paulo recebeu 272 denúncias no primeiro semestre do ano

Entidade divulgou balanço de todas as irregularidades averiguadas entre janeiro e julho

O Conselho de Arquitetura e Urbanismo de São Paulo (CAU/SP) divulgou nesta quarta-feira (19) um balanço que mostra o número de denúncias recebidas pela entidade no primeiro semestre do ano. Entre janeiro e julho, foram contabilizadas 272 denúncias, sendo que as relativas aos empreendimentos ou serviços sem responsável técnico e à atividade profissional ou à falta de conduta ética estão entre as principais reclamações, correspondendo a 55,1% do total.

Completam a lista as denúncias: leigos que atuam no lugar de arquiteto ou que se passam por arquiteto (11,4%); profissional que não cumpre contrato firmado (10,7%); empresas que desrespeitam a legislação (sem registro no CAU, sem profissional responsável ou que não pagam o salário mínimo profissional) (8,8%); problemas em empreendimentos realizados por arquiteto e urbanista (7,4%); sites que desrespeitam a legislação (concorrência desleal, venda de projeto etc.) (4,8%); e reclamação quanto a direito autoral ou execução em desconformidade com o projeto (1,8%).

De acordo com o presidente do CAU/SP, Gilberto Belleza, a fiscalização é uma responsabilidade do conselho. “Contando com o apoio e a colaboração dos próprios arquitetos e urbanistas, nosso objetivo é proteger o exercício legal da profissão, os profissionais éticos e também a sociedade. Porém, mais do que punir, o que queremos é orientar, é atuar de forma educativa”, disse.

As denúncias podem ser feitas à entidade pessoalmente na sede da capital ou em uma de suas dez sedes regionais distribuídas por algumas cidades de São Paulo. Também podem ser feitas por meio do Sistema de Informação e Comunicação do CAU (SICCAU) mediante as informações básicas sobre a localização da possível irregularidade e do fornecimento de alguns detalhes sobre o fato denunciado.

Os fatos relatados são analisados por um agente fiscalizador do conselho. Caso a irregularidade não se confirme, a denúncia é arquivada. Se confirmada, o denunciado recebe uma notificação preventiva e tem um prazo de até 10 dias para apresentar sua defesa ou regularizar a situação. Segundo o levantamento, nos seis primeiros meses deste ano, 90% dos processos abertos já foram concluídos; 4% estão em aberto, tramitando por uma de suas etapas de fiscalização; e 6% ainda serão atendidos.

PiniWeb - 20 de Agosto de 2015

 
Quase metade das obras do PAC ainda não recebeu pagamentos em 2015

Dos 629 empreendimentos com orçamento autorizado para este ano, 310 continuam sem liberação de recursos

Um levantamento da ONG Contas Abertas mostra que das 629 obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do Governo Federal com orçamento autorizado para este ano, seja de restos a pagar ou de novos recursos, 310 ainda não tiveram pagamentos efetuados. Com orçamento total de R$ 65 bilhões para 2015, o programa desembolsou como empenho, que garante que a obra será paga, apenas R$ 18 bilhões durante o ano.

Em 2014, quando o orçamento para o PAC era de R$ 68 bilhões, o programa já havia empenhado R$ 36 bilhões para a primeira fase da execução orçamentária dos empreendimentos, considerando o mesmo período.

Ainda segundo o levantamento, os desembolsos do PAC Orçamentário para investimentos caíram 40% em 2015.

Os reflexos da lentidão de liberação de recursos do problema aparecem em diversos setores. No segmento rodoviário, por exemplo, o Departamento Nacional de Infraestrutura Rodoviária (Dnit), que tem 134 obras do PAC, ainda não recebeu nenhum pagamento este ano. A Associação Nacional das Empresas de Obras Rodoviárias (Aneor) alega dívida de R$ 1,8 bilhão do Dnit com empresas contratadas para as obras.

PiniWeb - 20 de Agosto de 2015

 
Aprovado na Câmara, projeto de lei que aumenta remuneração do FGTS prejudica MCMV, dizem entidades do setor

Texto, que segue para votação no Senado, eleva taxa de juros cobrada e poderá trazer insegurança jurídica para os contratos atuais e futuros

A Câmara dos Deputados aprovou em votação simbólica na terça-feira (18) o Projeto de Lei (PL) 1.358 de 2015, que determina a correção dos depósitos no Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) pelos mesmos parâmetros utilizados para atualizar os saldos dos depósitos da Poupança. Agora, a matéria segue para votação no Senado.

Pelo texto aprovado, no primeiro ano, o FGTS será corrigido em 4% mais Taxa Referencial (TR); no segundo ano, 4,75% mais TR; no terceiro ano, 5,5% mais TR; e no quarto ano, terá as mesmas regras da poupança. Nesse modelo, seria utilizada a TR mais 6,17% ao ano quando a Selic fosse superior a 8,5% ao ano e TR mais 70% da Selic quando a taxa básica estivesse abaixo dos 8,5%.

Atualmente, o saldo do FGTS é ajustado por TR mais 3% ao ano. Se aprovado, o projeto prevê alterações nos depósitos feitos a partir de janeiro de 2016. O PL define ainda que, nos próximos quatro anos, até 60% do lucro efetivo do FGTS do exercício anterior sejam destinados às faixas 2 e 3 do Minha Casa, Minha Vida (MCMV). Esses recursos só poderão ser concedidos se o patrimônio líquido do fundo se mantiver igual ou superior ao patrimônio líquido do final de 2015. Vale lembrar que no ano passado o governo utilizou apenas 40% do lucro.

Apesar desta regra, o Executivo é contrário à proposta, argumentando que o aumento do rendimento nas contas do fundo acarretará na elevação dos juros nas parcelas pagas pelos beneficiados.

Para o diretor-executivo da Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc), Renato Ventura, a aprovação do projeto é ruim para o setor da construção devido ao encarecimento do custo do financiamento do programa Minha Casa Minha Vida e de todo o segmento de imóveis econômicos, que contam com crédito originado no FGTS. Além disso, ele acredita que as remunerações diferentes para os cotistas do fundo podem gerar questionamentos no âmbito legal.

"Nós vemos que o texto aprovado é bastante negativo. Como está hoje, ele impacta o Minha Casa Minha Vida. Por isso, defendemos o aprofundamento das discussões", afirmou Ventura. "Além disso, o projeto mexe com apenas uma parcela dos contribuintes. Ele cria uma diferença entre a remuneração dos contribuintes novos e dos antigos. Vemos aí insegurança jurídica", observou.

Na opinião de Sérgio Cançado, superintendente da Caixa Econômica Federal para o atendimento a grandes empresas de construção, o projeto também impacta a disponibilidade do FGTS, que tem em sua carteira empréstimos de longo prazo cujas taxas de juros foram definidas com base em um funding mais barato do que estabelece o projeto de lei. "É um projeto que preocupa. No médio prazo, isso afetará a disponibilidade de recursos do fundo", afirmou.

Já para a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), a proposta não garante o retorno esperado para o trabalhador e ainda compromete projetos importantes nos segmentos habitacional e de saneamento básico. "A melhor maneira de atender o interesse legítimo do trabalhador é a divisão dos resultados financeiros do FGTS e não o aumento da taxa de juros", afirma o presidente da entidade José Carlos Martins. Para ele, a combinação do aumento das taxas de juros com uma regra de transição curta criará insegurança para os contratos em execução e os futuros.

O Sindicato da Indústria da Construção do Estado de São Paulo (SindusCon-SP), por fim, afirmou ainda é cedo para falar sobre a aprovação do texto. Apesar disso, ele vinha se manifestando contra a aprovação do PL e chegou a encaminhar uma carta com alternativas para o projeto aos deputados federais e senadores.

PiniWeb - 18 de Agosto de 2015

 
MPT resgata 11 operários em situação análoga à escravidão nas obras da Vila dos Atletas, no Rio de Janeiro

Empreendimento na Barra da Tijuca, executado pela Odebrecht e Carvalho Hosken, não tinha alojamentos para trabalhadores vindos de outros estados

Uma fiscalização do Ministério Público do Trabalho (MPT) e do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) identificou 11 operários trabalhando em condições análogas à escravidão nas obras do Projeto Ilha Pura, executadas pelas empresas Odebrecht e Carvalho Hosken na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. O local abrigará a Vila dos Atletas, que terá 3,6 mil apartamentos para a Olimpíada de 2016.

Os trabalhadores, de acordo com o MPT, foram encontrados em situação degradante, vivendo em uma casa e duas quitinetes na Beira Rio, no Recreio dos Bandeirantes, sem estrutura e condições mínimas de higiene. Os funcionários resgatados saíram de estados como Maranhão, Paraíba, Bahia e Espírito Santo e receberam a promessa de alojamento, refeições e reembolso de passagem da prestadora de serviços Brasil Global, que contratou cerca de 300 operários para o empreendimento.

Os contratos dos funcionários foram rescindidos e a empreiteira pagou cerca de R$ 70 mil por direitos salariais. O acordo feito com os órgãos fiscalizadores também incluiu o reembolso pelos gastos com a passagem aérea para o Rio de Janeiro e de retorno para os estados de origem e hospedagens em hotel.

Agora, os procuradores do MPT ingressarão com ação indenizatória por danos coletivos e individuais, além de dar início a uma investigação de responsabilidade solidária das construtoras que atuam nas obras na Vila Olímpica. O MPT deve apurar ainda outras irregularidades trabalhistas como atraso no pagamento de salários, ausência de intervalo para descanso e não pagamento de verbas rescisórias.

Em nota, a Ilha Pura ressalta que mantém procedimentos rigorosos em quaisquer de suas relações trabalhistas, "assegurando o atendimento às leis vigentes inclusive no que se refere às condições de trabalho de profissionais contratados por prestadoras de serviço que atuam no empreendimento".

"No caso da Brasil Global Serviços, que presta serviços de forro de gesso e revestimento de paredes para o empreendimento, a empresa declarou que não possui alojamento e todos os funcionários contratados por ela apresentaram comprovantes de residência na cidade do Rio de Janeiro. Sobre as acusações que envolvem a Brasil Global, a Ilha Pura permanece apurando as informações e à disposição para colaborar com as autoridades", diz a nota.

PiniWeb - 18 de Agosto de 2015

 
Abece e Gerdau prorrogam prazo de inscrições do Prêmio Talento Engenharia Estrutural

Serão reconhecidas obras de destaque que utilizem concreto armado, concreto protendido, estruturas metálicas, madeira, alvenarias ou mistas

Ponte estaiada sobre a Baía de Guanabara (Rio de Janeiro), de Catão Francisco Ribeiro (Enescil Engenharia de Projetos), vencedora da categoria Infraestrutura da edição de 2014

Foram prorrogadas até o dia 31 de agosto as inscrições para a 13ª edição do Prêmio Talento Engenharia Estrutural, promovido pela Associação Brasileira de Engenharia e Consultoria Estrutural (Abece) e pela Gerdau. A premiação irá homenagear profissionais que contribuíram para a valorização do setor com trabalhos nas categorias Edificações, Infraestrutura, Obras de Pequeno Porte, Obras Especiais e Construção Industrializada.

Podem participar projetos desenvolvidos a partir de concreto armado, concreto protendido, estruturas metálicas, madeira, alvenarias ou mistas. Os trabalhos serão analisados por uma comissão formada por membros da Abece e da Gerdau, além de uma votação on-line que escolherá um trabalho por categoria.

Serão premiados dois trabalhos em cada categoria. Os primeiros colocados ganharão uma viagem à Las Vegas, nos Estados Unidos, e os segundos colocados receberão menções honrosas. A comissão julgadora também selecionará uma obra merecedora do prêmio Destaque do Júri, que ganhará a viagem à Las Vegas, e uma obra que se destaque em Sustentabilidade, que receberá menção honrosa.

Entre os critérios de avaliação está o uso adequado de materiais, a economia de produtos durante a construção, a concepção estrutural, sua implantação harmônica com o ambiente, originalidade e criatividade.

O anúncio dos vencedores será realizado no dia 9 de outubro, durante a abertura do 18º Encontro Nacional de Engenharia e Consultoria Estrutural (Enece), em São Paulo.

PiniWeb - 18 de Agosto de 2015

 
Cinco empresas desistem das obras na usina nuclear Angra 3, no Rio de Janeiro

Companhias integrantes do consórcio Angramon alegam atraso de pagamento por parte da Eletronuclear

As construtoras Odebrecht, Queiroz Galvão, Camargo Corrêa, Andrade Gutierrez e Techint decidiram na última semana sair do Consórcio Angramon, também composto pela UTC e pela Empresa Brasileira de Engenharia (EBE), que executa obras eletromecânicas da usina nuclear de Angra 3, no Rio de Janeiro. As companhias alegam atraso superior a 90 dias no pagamento por parte da contratante Eletronuclear.

Agora, a subsidiária da Eletrobras deverá analisar com especialistas em direito administrativo o pedido das empresas para conceder ou não o aval de desistência. Caso o empreendimento, que tem em andamento as obras civis executadas pela Andrade Gutierrez, não entre em operação em 2018, a estatal estima prejuízo de R$ 6 milhões por dia.

As cinco das sete integrantes do Angramon estão sob investigação da Polícia Federal (PF) no âmbito da Operação Lava Jato por suspeita de pagamento de propinas ao ex-presidente da Eletronuclear Othon Pinheiro da Silva. Antes do anúncio de desistência das empreiteiras, a diretoria da estatal já havia decidido suspender o contrato com o consórcio por 60 dias por causa da investigação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) da prática de cartel.

A usina nuclear Angra 3 teve as obras de construção paralisadas na década de 80 e, desde a retomada do projeto em 2007, tem sofrido com atrasos. O consórcio Angramon confirmou a formalização do pedido de rescisão do contrato por parte das cinco empresas, mas informou que não abandonará o projeto.

PiniWeb - 13 de Agosto de 2015

 
Primeira estação de Metrô com energia solar da América Latina será construída no Distrito Federal

Projeto na estação Guariroba será testado e, se aprovado, poderá ser ampliado para outras 23 paradas metroviárias

A primeira estação metroviária com energia solar da América Latina será construída em Ceilândia, no Distrito Federal, em uma parceria da Companhia do Metropolitano (Metrô-DF) com uma empresa chinesa. Trata-se da estação Guariroba, que terá placas fotovoltaicas para converter a luz solar em energia elétrica para consumo no local.

O projeto integra o Programa Metrô Sustentável, elaborado de acordo com diretrizes dos governos federal e estadual para a execução de ações e projetos com viés sustentável. Segundo o presidente do Metrô-DF, Marcelo Dourado, a estatal planeja ampliar o projeto para as outras 23 estações metroviárias da capital federal.

Pela proposta, a energia captada servirá para abastecer a plataforma da estação Guariroba e bilheterias e o que sobrar será vendido à Companhia Energética de Brasília (CEB).

Ainda como medida de sustentabilidade, o Metrô estuda a utilização da água da chuva para a lavagem dos trens. A empresa dará início a um projeto para recolher a água do telhado do pátio de manutenção dos trens e disponibilizá-la para o reuso.

PiniWeb - 13 de Agosto de 2015

 
Em agosto o TCPO ganha composições de novos fornecedores: Soletrol e Maccaferri

O TCPO - Base de dados para orçamentos para obras de edificações e infraestrutura conta agora com dois novos fornecedores: a Soletrol -importante fabricante nacional de Aquecedores Solares e a Maccaferri - Multinacional Italiana especializada em engenharia de contenção e arrimos.

Com a inclusão das composições desses fornecedores o TCPO passa a reunir mais de cinco mil composições de custos, com atualizações mensais dos preços dos insumos e serviços.

Soletrol e Maccaferri se unem a Gypsum Drywall, Atex Formas e MKP Ecosolutions, outras empresas que já publicaram composições no TCPO e disponibilizam pela ferramenta suas informações técnicas para os engenheiros e arquitetos.

"A decisão de incluir as composições de fabricantes no TCPO se mostrou bastante acertada, pois o feedback positivo dos usuários foi quase imediata", comenta Bernardo Correa Diretor de Engenharia da PINI. "O usuário do TCPO percebeu grande valor na informação técnica disponibilizada pelo fabricante, pois tem a certeza de encontrar na vida real exatamente aquilo que especificou no orçamento", continua.

"Para a Soletrol, estar próxima aos profissionais atuantes no setor da construção, oferecendo informações que facilitem o acesso à tecnologia e a decisão por um produto sustentável como o aquecedor solar Soletrol, é muito importante. E a plataforma TCPO PINI coloca os nossos produtos no radar dos profissionais do mercado no momento exato em que ele está decidindo", disse Wellington Vizoni, Gerente de Marketing da Soletrol.

PiniWeb - 13 de Agosto de 2015

 
Nova norma da ABNT sobre pisos permeáveis de concreto entra em vigor em setembro

NBR 16416 determina requisitos mínimos exigíveis ao projeto, especificação, execução e manutenção do sistema

Foi publicada na última semana a NBR 16416:2015 - Pavimentos Permeáveis de Concreto - Requisitos e Procedimentos, que estabelece requisitos mínimos exigíveis ao projeto, especificação, execução e manutenção de pavimentos permeáveis de concreto, moldados no local ou construídos com revestimentos de peças de concreto intertravadas e placas de concreto.

A normativa é resultado do projeto 18:600.10-001, elaborado pelo Comitê Brasileiro de Cimento, Concreto e Agregados (CB-18) da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) para a criação do novo texto. A proposta esteve em consulta nacional em abril e entrará em vigor no dia 6 de setembro.

A NBR 16416:2015 apresenta, entre outros temas, as definições de pavimento, considerando aspectos exigidos para a estrutura de acordo com o uso (tráfego leve e de pedestres) e permeabilidade para determinar as diretrizes para os projetos de pavimentos permeáveis de concreto.

O texto define como requisitos, portanto, a consideração do tipo de uso e o local de implantação, sendo que a definição dos materiais e espessuras das camadas a serem executadas deve atender concomitantemente aos dimensionamentos mecânico e hidráulico; a percolação de 100% de água precipitada incidente sobre a área permeável, bem como 100% da precipitação incidente sobre as áreas de contribuição consideradas no projeto; e o uso de métodos reconhecidos e apropriados a cada tipo de revestimento para o dimensionamento mecânico do pavimento, considerando-se a condição de saturação do solo, no caso de escolha dos sistemas de infiltração total ou parcial.

PiniWeb - 11 de Agosto de 2015

 
Prolongamento do Anel Viário de Campinas, em São Paulo, tem 84% das obras concluídas

Construção orçada em R$ 91 milhões se concentra atualmente na ponte sobre o Rio Capivari

A primeira fase das obras de prolongamento do Anel Viário Magalhães Teixeira em Campinas, no interior de São Paulo, está com 84% de conclusão, de acordo com o governo estadual. Orçado em R$ 91 milhões, o empreendimento é executado pela Concessionária Rota das Bandeiras, empresa da Odebrecht TransPort, e viabilizará a ligação, com 5,8 km de novas vias, entre as rodovias Anhanguera (SP-330) e Bandeirantes (SP-348).

Atualmente, os serviços se concentram na ponte sobre o Rio Capivari e no entroncamento do trecho com a Rodovia dos Bandeirantes. Também está em execução a pavimentação de trechos mais próximos à rodovia Anhanguera e a implantação dos sistemas de drenagem e de revestimento vegetal. As desapropriações dos terrenos para as obras custaram R$ 92 milhões.

Com o prolongamento, que contempla a criação de duas faixas por sentido, sete viadutos, duas passagens inferiores e uma ponte, o Anel Viário irá melhorar os deslocamentos de moradores de Valinhos e de Campinas e facilitará o acesso ao Aeroporto de Viracopos.

Parte do Programa de Concessões Rodoviárias do Governo de São Paulo, o empreendimento tem outras duas etapas de obras. A segunda, orçada em R$ 57,7 milhões, contempla um trecho de 4 km entre as rodovias dos Bandeirantes e a Miguel Melhado Campos (SP-324); enquanto a terceira, que tem projeto executivo em elaboração, contempla 6 km entre as rodovias Miguel Melhado Campos e Santos Dumont (SP-75).

A previsão é de que a primeira etapa seja concluída em novembro deste ano.

PiniWeb - 11 de Agosto de 2015

 
Projeto de lei que adia o fim dos lixões é analisado pelo Congresso Nacional

Medida pretende estender até 2021 o prazo para que cidades adaptem a destinação do lixo às novas regras

O Congresso Nacional analisa um requerimento para que o Projeto de Lei (PL) do Senado 2.289/2015 passe pela Câmara dos Deputados em regime de urgência. O objetivo do Congresso é aprovar rapidamente a medida, que altera o Plano Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), aprovado em agosto de 2014, e amplia até 2021 o limite para que os municípios brasileiros acabem com os lixões.

Pelo novo projeto, capitais e municípios em regiões metropolitanas poderão regularizar a situação até 31 de julho de 2018; cidades de até 100 mil habitantes e próximas de fronteiras com países vizinhos terão até 2019; municípios com população entre 50 mil e 100 mil habitantes terão até 2020; e aqueles com população inferior a 50 mil terão prazo terminado em 2021.

O Palácio do Planalto havia vetado, no ano passado, uma proposta de adiamento das normas para adequação da destinação de rejeitos. Em fevereiro, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, retirou de uma medida provisória os artigos que propunham o novo prazo para o fim dos lixões por considerar a matéria estranha ao tema da Medida Provisória (MP) original.

Pelo Plano Nacional, todos os municípios brasileiros deveriam estar em ordem quanto à destinação de resíduos sólidos desde 2 de agosto de 2014. No entanto, desde que foi sancionada a medida, em 2010, a quantidade de resíduos com destino correto aumentou somente 0,8%, passando de 57,6% para 58,4%.

PiniWeb - 11 de Agosto de 2015

 
Sistema eletrônico para controle de resíduos da construção civil inicia operação em setembro em São Paulo

Ferramenta on-line permitirá o rastreamento dos caminhões e caçambas cadastrados desde a obra até o ponto de destinação

Entrará em vigor no dia 8 de setembro em São Paulo o sistema de Controle de Transporte de Resíduos (CTR) Eletrônico, que terá que ser portado pelo transportador de resíduos da construção civil (RCCs) para agilizar a troca de informações e coibir os descartes irregulares de restos da construção nos pontos viciados. Por meio do documento, o caminhão ou caçamba poderá ser rastreado pelo município desde o ponto gerador até a sua unidade de destinação, como aterros, áreas de transbordo e triagem (ATTs) ou de reciclagem.

O serviço eletrônico da Prefeitura, que também permitirá que o munícipe ou o contratante do serviço entre na página da Autoridade Municipal de Limpeza Urbana (Amlurb) com o CPF, CNPJ ou com o número do CTR informado pelo transportador e verifique a destinação correta do resíduo. A medida pretende facilitar a fiscalização, que é realizada Amlurb, subprefeituras e Guarda Civil Metropolitana (GCM).

Com o novo sistema, que começou a ser implantado em junho, basta apenas que o transportador acesse o sistema on-line com o registro de seu cadastro em Amlurb e preencha o CTR eletrônico com todas as informações referentes ao ponto gerador e à unidade de destinação antes da colocação da caçamba ou transporte do resíduo.

Os CTRs eletrônicos serão baixados imediatamente, via internet, pelas áreas de destinação no ato da descarga. Os CTRs não baixados serão bloqueados e o transportador estará sujeito às sanções previstas nas leis 13.478/2002 e 14.803/2008.

PiniWeb - 06 de Agosto de 2015

 
Aumento do CUB paulista desacelera pela segunda vez em julho, mostra SindusCon-SP

Com avanço de 0,26% em relação a junho, valor do metro quadrado para obras incluídas na desoneração da folha de pagamento fechou o mês em R$ 1.136,24

A alta do Custo Unitário Básico (CUB) da construção civil do estado de São Paulo para obras incluídas na desoneração da folha de pagamento desacelerou em julho, com variação de 0,26% em relação a junho. No período anterior, o aumento foi de 1,13%. Os dados foram divulgados na terça-feira (4) pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-SP) e pela Fundação Getulio Vargas (FGV).

Com o resultado, o custo da construção por metro quadrado ficou em R$ 1.136,24. No acumulado do ano, a alta do indicador é de 4,43%.

As despesas com materiais de construção se mantiveram estáveis em julho na comparação com o mês anterior, quando a alta foi de 0,08%; enquanto os custos administrativos aumentaram 0,50% e os de mão de obra subiram 0,43% na mesma base de comparação.

A elevação do CUB chega a 5,13% nos últimos 12 meses, sendo que os custos com materiais aumentaram 1,92%, com mão de obra 7,34% e com salários de engenheiros 8,08% no período.

Obras não desoneradas

Nas obras não incluídas na desoneração da folha de pagamento, o CUB apresentou alta de 0,28% em julho na comparação com junho, totalizando custo de R$ 1.223,26 por metro quadrado. Na mesma base de comparação, houve aumento com os custos com mão de obra (0,43%) e administrativos (0,50%). Já os gastos com materiais de construção se mantiveram inalterados. No ano, o indicador apresenta alta de 4,59%. Em 12 meses esse custo elevou-se em 5,27%, sendo mão de obra (7,32%), materiais (1,92%) e administrativos (8,08%).

PiniWeb - 06 de Agosto de 2015

 
Preço do metro quadrado de imóveis cai pela nona vez seguida em 20 cidades brasileiras, diz FipeZap

Alta registrada em julho foi de 0,13%, abaixo da inflação de 0,58% para o período, o que representa recuo real de preços

O Índice FipeZap, que acompanha o preço do metro quadrado anunciado em 20 cidades brasileiras, registrou aumento de 0,13% em julho na comparação com o mês anterior, ficando abaixo do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 0,58% esperado pelo Banco Central no período, o que representa queda real de preços pela nona vez consecutiva. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (4) pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) e pelo portal ZAP Imóveis.

Nos últimos 12 meses terminados em julho, a variação do indicador foi de 4,03% na comparação com os 12 meses anteriores, representando a sétima vez que a variação foi menor do que a inflação nesta base de comparação.

No acumulado do ano, o índice registra aumento de 1,51%. Considerando o avanço de 6,79% esperado para o IPCA entre os meses de janeiro e julho deste ano, o preço médio de venda do metro quadrado nas cidades pesquisadas registrou queda real de 4,94% em 2015. O valor médio do metro quadrado anunciado nas 20 cidades em julho ficou, portanto, em R$ 7.614.

A cidade do Rio de Janeiro continua com o metro quadrado mais caro do País, de R$ 10.631. Os valores das demais cidades são: São Paulo (R$ 8.602); Brasília (R$ 7.987); Niterói (R$ 7.674); Recife (R$ 6.023); Belo Horizonte (R$ 5.906); São Caetano do Sul (R$ 5.717); Fortaleza (R$ 5.691); Florianópolis (R$ 6.327); Curitiba (R$ 5.154); Porto Alegre (R$ 5.426); Santo André (R$ 4.026); Vitória (R$ 5.270); São Bernardo do Campo (R$ 4.713); Salvador (R$ 4.655); Vila Velha (R$ 4.233); Goiânia (R$ 4.183) e Contagem (R$ 3.568).

PiniWeb - 06 de Agosto de 2015

 
Feira Internacional da Construção, a Construsul, abre em Novo Hamburgo-RS com boa expectativa, apesar do cenário econômico

Ciclo de palestras vai abordar a inovação, desempenho, construção industrializada e segurança ao fogo

Começou hoje a 18ª Construsul - Feira Internacional da Construção. A feira acontece no Pavilhão de Exposições Fenac, em Novo Hamburgo-RS, até sábado (8) e espera receber 70 mil visitantes. Junto com a Construsul acontece também a 10ª ExpoMáquinas- Feira de Máquinas e Equipamentos para Construção. Ao todo, são mais de 550 expositores, nacionais e internacionais. A Editora PINI possui um estande no local, situado na rua C, número 209.

A programação deste primeiro dia abre espaço para o 3º Seminário de Inovação e Tecnologia. No formato de painéis sucedidos por debates, estão previstos temas como BIM, Norma de Desempenho, Construção Industrializada em Steel Frame e Proteção ao Fogo, com destaque para projetos de compartimentação. Para o painel de construção industrializada, foi convidado o professor doutor Bernardo Tutikian, coautor do livro "Concreto Autoadensável", junto com a pesquisadora Denise Carpena Dalmolin (PINI).

PiniWeb - 04 de Agosto de 2015

 
Universidade Federal Fluminense, no Rio de Janeiro, contrata professor de engenharia civil

Candidato atuará por 20 horas semanais na área de Análise e Dimensionamento de Estruturas, com salário de até R$ 5.143,41

A Universidade Federal Fluminense (UFF), no Rio de Janeiro, está com inscrições abertas para o processo seletivo que oferece uma vaga para engenheiro civil no cargo de professor substituto na classe de auxiliar. O candidato selecionado atuará por 20 horas semanais na área de Análise e Dimensionamento de Estruturas, do Departamento de Engenharia Civil (TEC), com salário de até R$ 5.143,41.

A titulação mínima exigida na seleção é a graduação em Engenharia Civil e o concurso, que tem validade de dois anos, será composto por prova didática e de conteúdo e avaliação de currículo.

As inscrições poderão ser feitas até o dia 13 de agosto através do site sistemas.uff.br da universidade.

PiniWeb - 04 de Agosto de 2015

 
Vendas de materiais de construção crescem em julho, mas acumulam queda de 9,1% em 2015

Segundo dados da Abramat, a indústria cresceu 5,8% na comparação com o mês anterior

As vendas de materiais de construção aumentaram 5,8% em julho na comparação com o mês anterior, de acordo com dados divulgados nesta segunda-feira (3) pela Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (Abramat). No acumulado do ano, no entanto, o balanço aponta queda de 9,1% em relação ao mesmo período do ano anterior.

A queda registrada no sétimo mês do ano é de 9,4% na comparação com julho de 2014 e, no acumulado dos últimos 12 meses, o recuo é de 7,9%. Para o presidente da entidade, Walter Cover, “a queda nas vendas reflete a redução na renda das famílias e no emprego, bem como as incertezas sobre a economia.

As vendas de materiais de acabamento apresentam redução maior de que o de materiais de base, indicando o final de um ciclo da construção imobiliária iniciado em 2012/2013.”

Ainda segundo a Abramat, o segundo semestre deverá ser melhor que o primeiro, mas insuficiente para manter o quadro nas vendas, que deverão encerrar o ano com queda de 7% na comparação com 2014.

PiniWeb - 04 de Agosto de 2015

 
Prefeitura de São Paulo adia apresentação do projeto de revitalização do Vale do Anhangabaú

Audiência pública prevista para a última semana terá nova data e local divulgados

A Prefeitura de São Paulo divulgará nos próximos dias a nova data para apresentação pública do projeto de reurbanização do Vale do Anhangabaú, na região Central, que tem por objetivo melhorar os acessos e o fluxo de pedestres, viabilizar novos usos dos espaços públicos e criar programas variados para a ocupação da área.

De acordo com a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano (SMDU) e a SP Urbanismo, a apresentação prevista para a última sexta-feira (31) não pôde ser realizada por causa do grande número de confirmações de presença, que extrapolaria a capacidade de lotação da Praça das Artes, local escolhido para a audiência.

O evento teve 2,8 mil confirmações de presença de pessoas interessadas em conhecer e contribuir com a proposta. A SMDU também divulgará o novo local para a apresentação, já que a Praça das Artes tem capacidade pra 200 pessoas.

A proposta, que integra as medidas do plano "Centro, diálogo aberto", começou a ser elaborada em 2013 com a colaboração do arquiteto David Sim, do escritório dinamarquês Gehl Architects, e do Banco Itaú.

PiniWeb - 30 de Julho de 2015

 
Plano Aeroviário da Bahia prevê investimentos de R$ 800 mi em 20 aeroportos regionais

Projeto do governo estadual também contempla a construção de quatro terminais aéreos

O Governo da Bahia, por meio da Secretaria de Infraestrutura (Seinfra) apresentou na terça-feira (28) em Salvador o Plano Aeroviário do Estado da Bahia (PAEBahia), que reúne metas para 20 aeroportos regionais baianos geridos pelo governo até 2033 e destina R$ 800 milhões em investimentos para o setor.

De acordo com o plano, serão construídos quatro novos aeroportos nos municípios de Senhor do Bonfim, Bom Jesus da Lapa, Porto Seguro e Maraú. Os terminais aéreos de Lençóis, Chapada Diamantina, Guanambi e Barreiras serão ampliados, enquanto os de Ilhéus e de Feira de Santana receberão reforma nos terminais de cargas.

O projeto prevê ainda a destinação de recursos para melhorias nos sistemas de iluminação, sinalização e segurança dos aeródromos contemplados, além da ampliação de pistas de pouso e decolagem e intervenções nas vias de acesso.

A Bahia tem atualmente nove aeroportos com rotas comerciais no interior, que ficam nas cidades de Ilhéus, Porto Seguro, Feira de Santana, Teixeira de Freitas, Valença, Lençóis, Barreiras, Paulo Afonso e Vitória da Conquista.

PiniWeb - 30 de Julho de 2015

 
Construção civil demitiu 383,8 mil trabalhadores nos últimos 12 meses, diz SindusCon-SP

Em junho, quando foram fechadas mais de 30 mil vagas, setor empregava 3,161 milhões de pessoas

O nível de emprego na construção civil brasileira registrou queda de 8,8% no primeiro semestre deste ano em relação ao mesmo período de 2014. Em junho, o recuo foi de 1,04% na comparação com o mês anterior e de 10,82% quando comparado ao mesmo mês do ano passado. Os dados são da pesquisa elaborada pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-SP) em parceria com a Fundação Getulio Vargas (FGV), com informações do Ministério do Trabalho e do Emprego (MTE).

No acumulado dos últimos 12 meses encerrados em junho, a construção civil perdeu 383,8 mil postos de trabalho, representando dois terços do total de 601 mil vagas fechadas no País. Em junho de 2014, eram empregadas 3.545.215 pessoas com carteira assinada contra 3.161.455 empregados em junho deste ano.

Para o presidente do SindusCon-SP, José Romeu Ferraz Neto, "o aprofundamento do saldo negativo entre contratações e demissões precisa urgentemente ser revertido. Com a revisão da meta do superávit primário pelo governo, esperamos que agora sejam agilizadas as medidas de reativação dos investimentos, tais como o lançamento da fase 3 do Programa Minha Casa, Minha Vida, o Programa de Infraestrutura Logística e as Parcerias Público-Privadas, além de concessões de serviços estaduais e municipais".

Estado de São Paulo

A construção civil paulista perdeu 66,7 mil vagas no primeiro semestre em relação ao mesmo período do ano passado. Em junho, o nível de emprego com carteira assinada caiu 7,5% em relação a maio e, no acumulado do ano, a queda foi de 6,48%. O setor emprega atualmente no Estado 819,8 mil trabalhadores.

PiniWeb - 30 de Julho de 2015

 
Universidade norte-americana desenvolve concreto que evita formação de poça dágua

Material que não acumula líquido tem durabilidade de 120 anos e poderia ser usado na pavimentação de vias e estacionamentos

A Universidade de Wisconsin-Milwaukee, nos Estados Unidos, desenvolveu recentemente um tipo de concreto que pode durar até 120 anos e que, ao ser usado na pavimentação, impede o acúmulo de poças d'água. O material foi produzido com a utilização do Compósito Cimentício Super-hidrofóbico (SECC, na sigla em inglês), que contém fibras cobertas por uma emulsão que repele líquido.

As pesquisas, iniciadas há duas décadas, resultaram na produção de uma fibra de álcool polivinílico que permite que o concreto seja flexionado sem se partir. A estrutura, que poderia ser utilizada na pavimentação de estacionamentos e vias, possui bolsões de ar internos menores e mais espaçados entre si, o que viabiliza que a água seja repelida do material.

Em formato piloto, o novo produto foi aplicado no estacionamento da universidade e submetido a testes de resistência com nano tubos de carbono e 100 eletrodos introduzidos na estrutura.

Por causa de críticas relacionadas aos riscos de se pavimentar vias com concreto repelente e acumular água nos bueiros e esgotos, os pesquisadores da universidade apostam no uso do material em obras de pontes.

PiniWeb - 28 de Julho de 2015

 
Primeiro porto do Grande Canal da Nicarágua terá obras iniciadas ainda este ano

Localizado na Praia de Brito, terminal integra o projeto considerado a maior obra de engenharia do mundo

O Governo de Nicarágua, na América Central, iniciará ainda este ano, depois de elaborar o Estudo de Impacto Ambiental e Social, as obras de construção do porto na Praia de Brito, considerado fundamental para o Canal da Nicarágua, em construção desde dezembro do ano passado.

As primeiras intervenções contemplaram a abertura de estradas em direção à comunidade Rio Grande e a instalação de frentes de trabalho que facilitem a execução dos novos serviços.

O projeto do canal, que ligará os oceanos Atlântico e Pacífico em um percurso de 278 km de extensão, 230 a 520 metros de largura e 30 metros de profundidade, prevê a construção de um segundo porto, um aeroporto, um parque industrial e um centro turístico. O transoceânico de Nicarágua terá 200 km a mais que o do Panamá, que tem 33 metros de largura e 26 de profundidade.

O empreendimento, orçado em 50 bilhões de dólares, o equivalente a R$ 133 bilhões, será três vezes maior que o Canal do Panamá e é considerada a maior obra de engenharia do mundo. Com prazo de execução das obras estimado em dez anos, o projeto é executado pelo Hong Kong Nicaragua Canal Development (HKND), consórcio internacional que tem à frente a chinesa Beijing Xinwei Telecom Technology Co, que também irá operar o canal por 50 anos.

PiniWeb - 28 de Julho de 2015

 
Brasil alcança novo recorde de produção de energia eólica

Geração de 2.989 MW de energia superou os 2.960 MW registrados no mês passado

O Brasil alcançou um novo recorde de produção de energia eólica no último dia 20, com 2.989 MegaWatts (MW) médios produzidos, superando o recorde anterior de 2.960 MW registrado em 25 de junho. As informações são do Informativo Preliminar Diário, emitido pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS).

Segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), o Brasil tem atualmente 264 usinas eólicas em operação com 6.428 MW, o que representa 4,4% da capacidade instalada de energia elétrica do país.

Entre 2011 e 2014, o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do Governo Federal concluiu 117 usinas para produção de energia eólica com potência instalada de 3.086 MW. Neste ano, já foram entregues 42 usinas com potência total de 1.090 MW.

PiniWeb - 28 de Julho de 2015

 
Guindaste cai no canteiro de obras da nova ponte do Guaíba, em Porto Alegre

Acidente não deixou feridos e não deve interferir no prazo de entrega da estrutura

Um guindaste utilizado nas obras de construção da segunda ponte sobre o Rio Guaíba em Porto Alegre, RS, desabou na última sexta-feira (24) sobre a Rua Voluntários da Pátria. Apesar de ter trânsito intenso no local, ninguém se feriu.

De acordo com o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), contratante da obra, o Consórcio Ponte do Guaíba, formado pelas empresas Queiroz Galvão e EGT Engenharia, apresentou laudo preliminar que indica instabilidade do solo provocada pelas chuvas. As construtoras continuarão investigando as causas do acidente.

As obras na ponte foram iniciadas em outubro do ano passado com orçamento de R$ 649,62 milhões. A estrutura terá 2,9 km de extensão, sendo 7,3 km com acessos e elevados, e 28 metros de largura. Com 28 metros de largura nos vãos principais, a pista contará com duas faixas de rolamento com acostamento e refúgio central.

A previsão é de que as obras, cujo prazo não será afetado pelo acidente, sejam concluídas em 2018.

PiniWeb - 23 de Julho de 2015

 
Prefeitura planeja construção de marina na Avenida Beira-Mar Norte, em Florianópolis

Projeto preliminar, que prevê gestão pela iniciativa privada, será encaminhado aos órgãos ambientais para obtenção de licença

A Prefeitura de Florianópolis quer viabilizar a construção de uma marina na Avenida Beira-Mar Norte, na capital catarinense, de acordo com anúncio feito na segunda-feira (20) pelo prefeito Cesar Souza Junior ao Grupo RBS. A administração municipal deve encaminhar nos próximos 20 dias à Secretaria de Patrimônio da União (SPU) e à Fundação Estadual do Meio Ambiente (Fatma) os pedidos de licença ambiental.

Após a obtenção das licenças, a Prefeitura lançará um edital para conceder a execução e gestão da marina à iniciativa privada.

O projeto preliminar, que estima o custo da obra em R$ 60 milhões, prevê a criação de 600 vagas molhadas para embarcações de pequeno, médio e grande porte e estacionamento com 300 vagas para veículos, além de um parque público com espaços de lazer e convivência. O objetivo do empreendimento é, além de fomentar o mercado náutico, estimular o turismo na cidade.

PiniWeb - 23 de Julho de 2015

 
Novo Complexo Eólico do Piauí deve ser entregue ainda este mês

Primeira etapa de obras contempla o Parque Picos, com 205 MW de potência instalada

O Complexo Eólico Chapada do Piauí I, localizado na Chapada do Araripe entre os estados do Piauí e Pernambuco, terá a primeira fase de obras entregue ainda este mês, de acordo com o Governo do Estado. O empreendimento é composto pelo Parque Picos, que custou R$ 830 milhões em investimentos e tem 205,1 MegaWatts (MW) de potência instalada para gerar energia para o município de Picos por meio de uma parceria entre a Chesf e a norte-americana ContourGlobal.

A segunda etapa das obras, que irá acrescentar 180 MW de potência instalada ao parque, deve ser entregue em janeiro de 2016. No ano seguinte, já com o total de 385 MW instalados, a energia eólica produzida no parque poderá ser comercializada para outros estados, tais como Minas Gerais e Paraná, que já compraram parte da produção prevista.

O projeto conta ainda com a construção de uma subestação e linhas de transmissão para a distribuição de energia. O Complexo Eólico contempla também a Subestação Curral Novo do Piauí II, que será responsável pela captação e elevação da potência da energia eólica, já transformada em energia elétrica, e por enviar a energia à rede de transmissão.

Localizada nos municípios de Bethânia e Curral Novo, no Piauí, e de Santa Filomena, em Pernambuco, a subestação tem capacidade de receber 1200 MW e de absorver dos parques 230 QuiloWatts (QW). O sistema será capaz de elevar a produção para 500 QW, tornando a subestação na maior para energia eólica do Brasil.

PiniWeb - 23 de Julho de 2015

 
Linha 5-Lilás do Metrô de São Paulo será operada pela iniciativa privada

Governo do Estado trabalha em estudos de modelagem para a concessão, que também contempla a extensão em obras da linha

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), anunciou na terça-feira (21) que vai abrir edital de concessão da Linha 5-Lilás do Metrô. Serão entregues à iniciativa privada tanto os trechos já em operação, entre as estações Capão Redondo e Adolfo Pinheiro, quanto os que estão em construção, entre o Largo Treze e a Chácara Klabin. A administração estadual trabalha nos estudos de modelagem financeira e jurídica da concessão, e ainda não divulgou a data prevista para a abertura da concorrência.

De acordo com o governador, a medida irá gerar mais empregos. A licitação deve contemplar apenas a operação e manutenção das dependências da linha, mantendo a Companhia do Metropolitano de São Paulo como responsável pela execução das obras.

A Linha 5-Lilás opera atualmente com sete estações (Capão Redondo, Campo Limpo, Vila das Belezas, Giovanni Gronchi, Santo Amaro, Largo Treze e Adolfo Pinheiro) em 9,6 km de trilhos.

A ampliação, prevista inicialmente para ser concluída neste ano, deverá ser entregue somente em 2018, adicionando 11, 5 km de extensão à linha. Serão construídas as estações Alto da Boa Vista, Borba Gato, Brooklin - Campo Belo, Água Espraiada, Ibirapuera, Moema, Servidor, Vila Clementino, Santa Cruz e Chácara Klabin.

A única linha do Metrô paulista operada atualmente pela iniciativa privada é a 4-Amarela, que liga a Estação da Luz ao Butantã e tem quatro estações em construção. De acordo com o governo estadual, também há a possibilidade de concessão das linhas de monotrilho 17-Ouro (Jabaquara-Morumbi) e 15-Prata (Cidade Tiradentes-Ipiranga).

PiniWeb - 21 de Julho de 2015

 
Governo Federal estima recuo de 1,5% para o PIB em 2015

Instituições financeiras também atualizaram suas projeções e ficaram mais pessimistas para o biênio 2015-2016

O Governo Federal mudou a projeção oficial de retração do Produto Interno Bruto (PIB) de 2015 de -1,2% para -1,5%. Na última quarta (15), a Receita Federal também anunciou queda real de 2,87% na receita da União no primeiro semestre do ano, quando a arrecadação atingiu R$ 607,208 bilhões.

Também alteraram as projeções de recessão os bancos Itaú, Bradesco e Santander, que esperam piora no desempenho da economia para o biênio 2015-2016. Para o Itaú, a recessão em 2015 será de 2,2%, e não mais de 1,7%. Já para o próximo ano, a instituição projeta contração de 0,2%, ante previsão anterior de crescimento de 0,3%. Em relatório oficial divulgado no dia 15 de julho, o banco informou que "uma recuperação moderada ao longo do próximo ano não deve ser suficiente para compensar a queda já ocorrida na atividade de crescimento médio em 2016".

O Bradesco, por sua vez, estima recuo de 1,8% em 2015 e estagnação da economia em 2016. Segundo o economista-chefe da instituição, Octavio de Barros, "o próximo ano herdará um carrego estatístico muito negativo que virá de 2015".

A projeção do Santander também deve ficar mais pessimista. Nas contas do banco, o PIB deve ter contração de 1,5% este ano, enquanto a expansão prevista de 0,5% para 2016 deve ser alterada para perto de zero.

Segundo assessores do governo, a desaceleração da economia está mais profunda do que o previsto inicialmente. A equipe econômica teme a paralisia de votações importantes para o governo no Congresso Nacional, o que teria impacto negativo nas expectativas dos agentes econômicos e retardaria ainda mais a recuperação da economia.

PiniWeb - 21 de Julho de 2015

 
Governo de Minas Gerais autoriza a retomada das obras do Hospital Regional de Juiz de Fora

Rodovia que liga BR-040 ao aeroporto do município também voltará a ser construída

O Governo de Minas Gerais autorizou nesta sexta-feira (17) a retomada das obras do Hospital Regional de Juiz de Fora e da rodovia que ligará o Aeroporto Presidente Itamar Franco à BR-040 entre os municípios de Goianá, Coronel Pacheco e Juiz de Fora. O anúncio foi feito durante a instalação do Fórum Regional de Governo em Juiz de Fora, Território da Mata.

As obras do hospital, previstas inicialmente para maio de 2012, devem ser concluídas no final de 2016. A unidade, que até o ano passado já havia recebido cerca de R$ 90 milhões em recursos para as obras, terá 226 leitos para atender 1,6 milhão de pessoas de 38 municípios.

A construção da rodovia de acesso ao aeroporto, que foi iniciada em março de 2013 com previsão de duração de um ano e meio, ainda não tem nova data estimada para a conclusão . Segundo o governador Fernando Pimentel (PT), o trecho de 13,9 km de extensão custará R$ 14 milhões.

Durante o evento, Pimentel também assinou um despacho governamental que autoriza o Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG) a incluir o município de Juiz de Fora no programa BDMG Urbaniza, que tem linhas de crédito para obras e instalações relacionadas à iluminação pública, mobilidade e drenagem urbana.

PiniWeb - 21 de Julho de 2015

 
Justiça Federal condena à prisão executivos da Camargo Corrêa, investigada pela Lava Jato

Executivos da Odebrecht e Andrade Gutierrez, também suspeitos de envolvimento, foram indiciados

O juiz federal Sergio Moro condenou nesta segunda (20), no âmbito da Operação Lava Jato, ex-executivos da construtora Camargo Corrêa por crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e atuação em organização criminosa investigada por superfaturamento e pagamento de propinas em contratos de obras da Petrobras. Os empresários Dalton Avancini, Eduardo Leite e João Auler, todos afastados dos cargos, são os primeiros executivos de empreiteiras investigadas a serem condenados à prisão.

De acordo com a sentença, que determina penas mais brandas a Avancini e Leite por participação em acordo de delação premiada, a Camargo Corrêa pagou R$ 50 milhões (equivalente a 1% das obras) de propina à Diretoria de Abastecimento da Petrobras nos contratos das refinarias de Getúlio Vargas, no Paraná, e de Abreu e Lima, em Pernambuco.

Além das prisões, a Justiça determina que os condenados façam o ressarcimento do valor total das propinas à estatal, além do pagamento de multas criminais e civis.

Também foram condenados, com penas de até oito anos de prisão, o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa, o doleiro Alberto Youssef e o policial federal Jayme de Oliveira Filho.

Indiciamentos

Ainda no âmbito da Operação Lava Jato, foram iniciados entre 19 e 20 de julho por lavagem de dinheiro, fraude a licitações e crime contra a ordem econômica o presidente da Odebrecht, Marcelo Bahia Odebrecht, e os executivos Rogério Santos de Araújo, Alexandrino de Salles de Alencar, Márcio Faria da Silva e Cesar Ramos Rocha.

O relatório de 64 páginas da Polícia Federal também indicia o agente público da Petrobras, Celso Araripe de Oliveira, e os executivos Eduardo de Oliveira Freitas Filho e João Antonio Bernardi Filho.

O presidente da Andrade Gutierrez, Otávio Marques de Azevedo, também foi mencionado no inquérito da Polícia Federal. No relatório de indiciamento, a investigação conclui que há indícios suficientes de cometimento de crime.

Os documentos serão submetidos ao Ministério Público Federal (MPF) para possível denúncia contra os envolvidos.

PiniWeb - 16 de Julho de 2015

 
Prefeitura de Campinas lança segunda licitação para obra do Teatro Ópera, assinado por Carlos Bratke

Novo certame prevê construção de edifício de 12 mil m² por R$ 9,5 milhões a mais que o edital anterior, suspenso em março

A Prefeitura de Campinas, em São Paulo, lançou a segunda licitação para a construção do Teatro Ópera, projetado pelo arquiteto Carlos Bratke no Parque Ecológico Monsenhor Emílio Salim. O primeiro edital foi suspenso em março por questionamentos de empresas sobre a viabilidade técnica da obra.

O novo certame foi orçado em R$ 83.012 milhões, um aumento de R$ 9,5 milhões em relação à concorrência anterior, e prevê a execução das obras no prazo de 25 meses a contar da assinatura da ordem se serviço, que deve ocorrer em 60 dias após a abertura dos envelopes. As propostas serão conhecidas no dia 18 de agosto.

O edifício com lados curvos terá 12 mil m² e seis pavimentos. A fachada será composta por placas opacas pré-moldadas e uma estrutura horizontal triangular de bronze.

O complexo abrigará uma sala de espetáculos formada pela plateia principal com mil assentos, balcão com 200 lugares e salas de projeção, controle e tradução simultânea. Atrás do palco, ficarão dispostas as instalações técnicas, que incluem os camarins, a sala de ar condicionado e um espaço para a manutenção de instrumentos acústicos e elétricos.

O projeto de Bratke foi doado ao município pelo valor simbólico de R$ 400 mil, em maio de 2011, pelos empreendedores de um complexo de condomínios da cidade como contrapartida pelas execuções de projetos imobiliários às margens da Rodovia Anhanguera.

PiniWeb - 16 de Julho de 2015

 
Primeira ponte estaiada em curva do País é inaugurada em Laguna, Santa Catarina, com cerca de três km de extensão

Construída desde 2012 pelo consórcio liderado pela Camargo Corrêa, obra contou com equipamento inédito no Brasil para a execução do tabuleiro

Após ser adiada por falta de pagamentos, a Ponte Anita Garibaldi, na cidade de Laguna, em Santa Catarina será inaugurada nesta quarta-feira (15). A estrutura sobre o Canal de Laranjeiras é a primeira estaiada em curva do Brasil e foi construída desde 2012 pelo consórcio formado pelas construtoras Camargo Corrêa, Aterpa M. Martins e Construbase para o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT).

Ao todo são 2,8 km de extensão entre os bairros Cabeçuda, em Laguna, e Estaiada, em Pescaria Brava, incluindo três vãos sustentados por cabos, sendo o principal com 200 metros e mais dois secundários com 100 metros cada. Já a largura é de aproximadamente 25 metros, permitindo a implantação de pistas Norte e Sul com duas faixas de rolamento de 3,6 metros cada, além de acostamento e uma faixa central de segurança.

A obra consumiu cerca de 20 mil toneladas de aço e 100 mil m³ de concreto. A principal inovação foi o uso de uma treliça lançadeira (BERD), trazida de Portugal, que permitiu a execução de cada aduela da ponte, prevista inicialmente para uma semana, em apenas quatro dias. Segundo o consórcio construtor, a treliça lançadeira é capaz de erguer um vão com 48 metros de comprimento, pesando 1.211 toneladas. No sistema convencional seriam necessários 10 equipamentos para executar no tempo igual à BERD.

O consórcio construtor dividiu a execução da ponte em quatro etapas. A primeira foi a fundação, com escavações de 2,5 metros de diâmetro sob uma lâmina d'água de até 3,5 metros. A estaca mais profunda chegou a 65 metros de profundidade, com armação em vergalhões e preenchimento em concreto. Na segunda fase foram construídos os pilares para sustentar as mais de 500 unidades de aduelas e na terceira os mastros de 50 metros de altura em relação ao pavimento da ponte. Cada um deles suspende 30 estais de aço. Por fim, na quarta e última etapa de construção, foram instaladas as proteções laterais e centrais da estrutura, além de outros serviços de acabamento.

Cerca de 1.800 profissionais trabalharam na construção da estrutura. A área total do canteiro foi de aproximadamente 96 mil m², incluindo uma área de reserva de 11.793 m² e mais três auxiliares. Foi montada uma estrutura com central de concreto, funcionando 24 horas por dia, pátio de fabricação de pré-moldados, porto náutico, alojamentos, áreas de apoio e convivência, estação de tratamento de água, estação de tratamento de efluentes, refeitório e outros serviços de apoio. O planejamento previu a dragagem ao longo do canal, uma vez que a lagoa não possuía profundidade que permitisse navegação. O investimento calculado na construção da estrutura é de aproximadamente R$ 600 milhões. A Ponte Anita Garibaldi agora é considerada a maior travessia elevada da duplicação da rodovia BR-101 Sul em Santa Catarina, amenizando o intenso tráfego da região, facilitando o escoamento de mercadorias entre os estados do Sul e do Centro do Brasil e proporcionando melhor integração comercial com os países do Mercosul.

PiniWeb - 16 de Julho de 2015

 
Hidrelétrica de Santo Antônio, em Rondônia, recebe último trecho das linhas de transmissão

Conexão da última Casa de Força ao SIN viabiliza a geração de mais 864 MW de potência instalada

A Odebrecht Infraestrutura finalizou recentemente a montagem do último trecho das linhas de transmissão de energia da Usina Hidrelétrica (UHE) Santo Antônio, em Rondônia, que conecta a Casa de Força 4 ao Sistema Interligado Nacional (SIN). A empresa agora se concentra na realização de testes de comissionamento para a energização das linhas.

O Sistema de Transmissão de Interesse Restrito (STIR) de 525 kV da UHE Santo Antônio possui cinco linhas de transmissão com mais de 40 km de extensão, dez pórticos e 106 torres, conectando as quatro casas de força da usina até a Subestação Coletora.

Com a conclusão das linhas de transmissão, a usina, que atualmente tem potência instalada de geração de 2.290 MegaWatts (MW) com 32 turbinas em operação comercial, poderá gerar mais 864 MW de forma gradual a partir de novembro. A previsão é de que as obras na hidrelétrica sejam concluídas em novembro de 2016, quando o complexo passará a operar com 50 turbinas e potência total de 3.568 MW.

As obras são executadas pelo Consórcio Santo Antônio Energia sob a coordenação da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). O investimento total é de R$ 19,5 bilhões.

PiniWeb - 14 de Julho de 2015

 
Governo busca interessados em estudos de concessões de portos em São Paulo, Pernambuco, Rio de Janeiro e Santa Catarina

Seis editais visam analisar a viabilidade técnica, econômica e ambiental de projetos estimados em R$ 1,3 bilhão

Após bater recorde ao receber 406 propostas para estudos de concessões de rodovias e aeroportos, o Governo Federal, por meio da Secretaria de Portos, publicou nesta segunda-feira (13) seis editais de chamamento público para Procedimento de Manifestação de Interesse (PMI) de duas áreas no Porto de Santos, em São Paulo, duas áreas no Porto de Suape, no Pernambuco, uma área no Porto do Rio de Janeiro e uma área no Porto de São Francisco do Sul, em Santa Catarina.

O objetivo é obter estudos de viabilidade técnica, econômica e ambiental para arrendamentos dessas instalações portuárias, que contemplam a movimentação de diversos tipos de carga, como veículos, granéis sólidos vegetais, granéis líquidos e carga geral. Com os projetos estimados em R$ 1,3 bilhão, a capacidade desses terminais deve aumentar em 19 milhões de toneladas/ano.

Os editais fazem parte da segunda etapa do Programa de Investimento em Logística (PIL), lançada em junho também para as áreas de aeroportos, rodovias e ferrovias. No setor de portos, o Governo Federal pretende fazer 50 novos arrendamentos, com recursos estimados em R$ 11,9 bilhões, além de 63 novas autorizações para Terminais de Uso Privado (TUPs), estimadas em R$ 14,7 bilhões, e renovações antecipadas de arrendamentos cujo valor deve somar R$ 10,8 bilhões.

Os interessados em participar desses seis PMIs terão até 12 de agosto para protocolar requerimento de autorização para participação no processo. Após a autorização, serão concedidos 60 dias para apresentação dos estudos. Ao final do prazo, será selecionado um estudo para cada área, que será utilizado para subsidiar os futuros arrendamentos.

PiniWeb - 14 de Julho de 2015

 
Governo bate recorde ao receber 406 propostas para estudos de concessões de rodovias e aeroportos

Dentro da segunda etapa do Programa de Investimento em Logística, 11 trechos de rodovias receberão R$ 31,2 bilhões em recursos e quatro aeroportos, R$ 8,5 bilhões

Após bater recorde de escavação, o Tunnel Boring Machine (TBM), conhecido como Tatuzão, chegou na última sexta-feira (10) à Estação Jardim de Alah da Linha 4 do Metrô, localizada no Leblon, Rio de Janeiro. A operação do Consórcio Rio Sul utilizou, no entanto, uma técnica inédita no Brasil: o breakthrough submerso, na qual um quarto da estação foi preenchido com água para receber a tuneladora, que vinha escavando por baixo do canal do Jardim de Alah.

Assim, foi equilibrada a pressão do terreno e permitiu-se que o equipamento continuasse operando em ambiente similar ao que estava sob o canal. A técnica já foi utilizada, segundo o grupo construtor, em obras de metrô da Alemanha, China, Itália, Argentina e Estados Unidos.

O Tatuzão trabalha agora na finalização da escavação e vedação do túnel nesse trecho. Posteriormente, o terreno começará a ser esvaziado para que o equipamento possa ser arrastado pelo corpo da estação, permitindo a execução de uma manutenção programada durante cerca de 40 dias. A máquina ainda será usada até outubro para escavar o trecho entre o leito da Avenida Ataulfo de Paiva, no Leblon, até a Estação Antero de Quental, e em dezembro trabalhará até a região do Alto Leblon, onde irá se conectar ao túnel escavado da Barra da Tijuca em direção à Zona Sul.

A tuneladora tem 2,7 mil toneladas e 120 metros de comprimento por 11,5 metros de diâmetro. Ao mesmo tempo em que escava, a máquina instala as aduelas, anéis de concreto que formam os túneis. Todas as 2.754 aduelas necessárias para a construção do túnel entre Ipanema e Gávea já foram produzidas e estão estocadas na Leopoldina.

A Estação Jardim de Alah vai beneficiar cerca de 20 mil passageiros por dia a partir de 2016, quando deve ser entregue a Linha 4. As obras no sistema metroviário de 16 km de extensão incluem ainda as estações Antero de Quental, São Conrado, Jardim Oceânico e Gávea. Segundo o consórcio, 12 km de túneis e quatro das seis estações estão 100% escavados e em fase de acabamentos. Entre a Barra da Tijuca e Ipanema, já há, inclusive, mais de 14,5 km metros de trilhos instalados.

O projeto do Governo do Estado está orçado em R$ 8,7 bilhões.

PiniWeb - 14 de Julho de 2015

 
Técnica inédita no Brasil: Tatuzão trabalha submerso em estação da Linha 4 do Metrô do Rio de Janeiro

Solução foi utilizada para permitir que o equipamento trabalhasse no ambiente similar ao que vinha escavando por baixo do canal do Jardim de Alah

Após bater recorde de escavação, o Tunnel Boring Machine (TBM), conhecido como Tatuzão, chegou na última sexta-feira (10) à Estação Jardim de Alah da Linha 4 do Metrô, localizada no Leblon, Rio de Janeiro. A operação do Consórcio Rio Sul utilizou, no entanto, uma técnica inédita no Brasil: o breakthrough submerso, na qual um quarto da estação foi preenchido com água para receber a tuneladora, que vinha escavando por baixo do canal do Jardim de Alah.

Assim, foi equilibrada a pressão do terreno e permitiu-se que o equipamento continuasse operando em ambiente similar ao que estava sob o canal. A técnica já foi utilizada, segundo o grupo construtor, em obras de metrô da Alemanha, China, Itália, Argentina e Estados Unidos.

O Tatuzão trabalha agora na finalização da escavação e vedação do túnel nesse trecho. Posteriormente, o terreno começará a ser esvaziado para que o equipamento possa ser arrastado pelo corpo da estação, permitindo a execução de uma manutenção programada durante cerca de 40 dias. A máquina ainda será usada até outubro para escavar o trecho entre o leito da Avenida Ataulfo de Paiva, no Leblon, até a Estação Antero de Quental, e em dezembro trabalhará até a região do Alto Leblon, onde irá se conectar ao túnel escavado da Barra da Tijuca em direção à Zona Sul.

A tuneladora tem 2,7 mil toneladas e 120 metros de comprimento por 11,5 metros de diâmetro. Ao mesmo tempo em que escava, a máquina instala as aduelas, anéis de concreto que formam os túneis. Todas as 2.754 aduelas necessárias para a construção do túnel entre Ipanema e Gávea já foram produzidas e estão estocadas na Leopoldina.

A Estação Jardim de Alah vai beneficiar cerca de 20 mil passageiros por dia a partir de 2016, quando deve ser entregue a Linha 4. As obras no sistema metroviário de 16 km de extensão incluem ainda as estações Antero de Quental, São Conrado, Jardim Oceânico e Gávea. Segundo o consórcio, 12 km de túneis e quatro das seis estações estão 100% escavados e em fase de acabamentos. Entre a Barra da Tijuca e Ipanema, já há, inclusive, mais de 14,5 km metros de trilhos instalados.

O projeto do Governo do Estado está orçado em R$ 8,7 bilhões.

PiniWeb - 09 de Julho de 2015

 
Concreto e fachada curva marcam projeto do BIG para edifício comercial na Filadélfia, nos Estados Unidos

Prédio 1200 Intrepid faz parte do bairro planejado chamado de Navy Yard, que transformará 485 hectares de uma área industrial em uso misto

Foi iniciada a construção do edifício comercial 1200 Intrepid, projetado pelo escritório dinamarquês Bjarke Ingels Group (BIG) na Filadélfia, Pensilvânia, nos Estados Unidos. O prédio faz parte de um bairro planejado chamado de Navy Yard, que transformará 485 hectares de uma área industrial em uso misto.

Com 8,5 mil m², a edificação de quatro andares terá uma fachada branca côncava que parece seguir a curvatura do recém-inaugurado Green Central Park, parque de dois hectares que foi desenvolvido pelo escritório James Corner Field Operations, o mesmo responsável pelo projeto do High Line, em Nova York. A área verde fica em frente ao 1200 Intrepid.

Estima-se que o prédio criado pelo BIG para as empresas Liberty Property Trust e Synterra Partners seja orçado em 35 milhões dólares. O empreendimento deverá ter certificação LEED ouro e estará pronto para ocupação em 2016.

PiniWeb - 09 de Julho de 2015

 
Subestação de energia do Parque Olímpico da Barra, no Rio de Janeiro, está pronta

Unidade terá potência total de 120 mega voltamperes para atender oito arenas e outros edifícios do complexo nos Jogos de 2016. Posteriormente, integrará o sistema de abastecimento da zona Oeste

Com investimento de R$ 152 milhões do Ministério de Minas e Energia, está pronta a obra da subestação de energia do Parque Olímpico da Barra da Tijuca, que receberá os Jogos de 2016 no Rio de Janeiro. A construção durou 12 meses e incluiu a instalação de linhas subterrâneas de alta tensão e a compra de equipamentos.

A subestação olímpica, como está sendo chamada, é alimentada pela energia de duas outras subestações: Gardênia e Barra 2. A potência total é de 120 mega voltamperes, atendendo as oito arenas e outras instalações do complexo, como o Centro Internacional de Transmissão (IBC, na sigla em inglês). Após as competições olímpicas e paralímpicas, o local vai integrar o sistema de abastecimento da zona Oeste do Rio de Janeiro, com capacidade para abastecer um bairro com 43 mil pessoas.

A execução da obra foi feita em parceria pela Furnas e a concessionária Light.

PiniWeb - 09 de Julho de 2015

 
Concluída primeira etapa de duplicação da rodovia BR-040, entre Minas Gerais e Goiás

Obra foi executada pela concessionária Via 040 em um trecho de 58,6 km de extensão

A primeira etapa de duplicação da rodovia BR-040 foi concluída nesta segunda-feira (6) pela concessionária Via 040. O trecho de 58,6 km liga as cidades de João Pinheiro, em Minas Gerais, e Luziânia e Cristalina, em Goiás.

As pistas duplicadas têm duas faixas de rolamento em cada sentido, cada uma com 3,6 metros de largura, além de acostamento com 2,5 metros de campo. Os sentidos de tráfego são separados por um canteiro central integrado a um sistema de drenagem. As obras ainda incluíram a implantação de nova sinalização vertical e horizontal, faixas refletivas pintadas no pavimento, olhos de gato e painéis de mensagens variáveis.

A expectativa da concessionária é de que 100% da BR-040 sejam duplicados nos próximos quatro anos. Com 936,8 km de extensão, a rodovia entre Brasília, no Distrito Federal, e Juiz de Fora, em Minas Gerais, foi concedida para iniciativa privada em abril do ano passado, pelo período de 30 anos. A licitação fez parte da terceira etapa do programa de concessões rodoviárias.

O investimento nas obras não foi divulgado.

PiniWeb - 07 de Julho de 2015

 
Debate sobre recuperação da Baía de Guanabara acontece na próxima semana no Rio de Janeiro

Promovido pelo IAB-RJ, evento faz parte de uma série de seminário que visa refletir sobre as perspectivas de atuação na área

O Departamento Rio de Janeiro do Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB-RJ) realiza entre os dias 7 e 9 de julho o primeiro evento do ciclo de seminários “Proposições para a recuperação da Baía de Guanabara”, aberto ao público no Rio de Janeiro. O objetivo é refletir sobre as perspectivas de atuação na Baía de Guanabara, tendo como referência estudos e projetos desenvolvidos nas áreas de arquitetura, urbanismo e paisagismo, geografia, história, ecologia e antropologia.

Neste primeiro dia, as discussões serão concentradas em três temas: história urbana e cartografia; patrimônio e desenvolvimento; e diagnósticos e projetos.

Participarão do evento os pesquisadores Hilton Berredo, doutor em arquitetura (Universidade Santa Úrsula - USU); Guilherme Figueiredo, doutor em arquitetura (Universidade Federal Fluminense - UFF), Marlice Soares de Azevedo, doutora em planejamento urbano (UFF); Rafael Winter Ribeiro, doutor em geografia (Universidade Federal do Rio de Janeiro - UFRJ); Vera Tangari, doutora em urbanismo (UFRJ); Dinah Papi, doutora em antropologia (UFF); Bruno Meurer, doutor em Biologia (USU); Mariana Guimaraens, doutora em biologia marinha (UPE); e Pedro da Luz Moreira, doutro em urbanismo e presidente do IAB-RJ.

O seminário ocorrerá das 17h30 às 19h00, no Salão Azul da USU (Rua Fernando Ferrari, 198 - Laranjeiras). As inscrições podem ser feitas até o dia 6 de julho por meio do envio de um e-mail para coloquiobaiaguanabara@gmail.com, informando seu nome completo. Para mais informações, ligue (21) 2557-4480.

PiniWeb - 07 de Julho de 2015

 
Atrasos na faixa 1 do MCMV serão quitados até 15 de agosto, confirma o governo

Secretária Nacional da Habitação, Inês Magalhães, disse que pagamentos mensais, partindo de 1º de julho, também atenderão a novo cronograma

A secretária Nacional da Habitação, Inês Magalhães, confirmou que os pagamentos atrasados das obras da faixa 1 do programa Minha Casa Minha Vida (MCMV) serão quitados até o dia 15 de agosto, assim como a CBIC já havia informado. A declaração foi dada nesta quinta-feira (2) em exclusividade para Construção Mercado pela secretária, antes de participar do 62º Fórum Nacional de Habitação de Interesse Social, em Campinas (SP).

O volume de pagamentos em atraso, desde dezembro, é de R$ 1,6 bilhão, segundo cálculo de empresários do setor. Desse total, R$ 800 milhões serão liberados pelo governo neste mês, e o restante ficará para o mês seguinte. "Em agosto, esperamos já ter tudo isso resolvido", disse. Inês Magalhães acrescentou que os pagamentos mensais, partindo de 1º de julho, atenderão a um novo cronograma. Nestes casos, o pagamento irá ocorrer em 30 dias após a medição das obras para construtoras de pequeno porte, 45 dias para as médias e 60 dias as grandes.

A classificação do porte se dará pelo volume de faturamento, conforme padrão da Receita Federal. "A questão é que nós precisamos adequar o ritmo das obras ao que se tem de dinheiro disponível", justificou.

Em maio do ano passado, o governo tomou medida semelhante para colocar fim ao problema dos atrasos, iniciado em setembro de 2013. Em negociação com o setor na época, o Executivo alterou o fluxo de pagamentos da faixa 1 para que as empresas de pequeno porte recebessem 15 após a medição das obras, e as demais depois de 21 dias. Esse modelo funcionou até outubro, quando os atrasos voltaram ocorrer, segundo representantes do setor.

Em relação à terceira fase do MCMV, a secretária mencionou que a presidente Dilma Rousseff planeja o lançamento para agosto, embora ainda tenha havido uma confirmação de datas. Inês também acrescentou ser pouco provável que ocorram novas contratações dentro da faixa 1 do programa neste ano. Em 2014, o Governo Federal havia anunciado que a meta de contratação era de 350 mil unidades para 2015.

Repercussão

O vice-presidente de Habitação Popular do SindusCon-SP, Ronaldo Cury, considerou positiva a confirmação do governo de que há um compromisso para acabar com os atrasos na faixa 1. “Trabalhar sem data (para receber) é muito difícil. Agora é hora de agradecer”, diz. A entidade paulista vai acompanhar atentamente o cumprimento das medidas anunciadas, segundo ele.

Cury acredita que o fim dos atrasos abra caminho para o lançamento em agosto da terceira fase do programa habitacional. Ele também diz que o grupo de trabalho criado pelo Executivo para discutir as novas regras do MCMV passou novamente a atuar com força e voltará a se reunir a partir da semana que vem. "São indícios."

Na terça-feira (30), quando divulgou a notícia de reglarização dos pagamentos, a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) demonstrou otimismo moderado. "O governo nos dá um sinal de que deseja solucionar os problemas e vamos aguardar", afirmou o presidente da entidade, José Carlos Martins. Uma nova reunião da CBIC com o governo está marcada para o fim de julho.

PiniWeb - 07 de Julho de 2015

 
Mercado imobiliário é seguro e não vive "grande crise", avalia vice-presidente de habitação da Caixa

Teotônio Rezende acredita que possa haver queda de 10% a 18% nos preços de algumas praças brasileiras, mas considera ajuste normal

Para o vice-presidente de Habitação da Caixa Econômica Federal, Teotônio Rezende, o mercado imobiliário brasileiro passa por um período de acomodação que não deve ser confundido com uma crise sistêmica. Ao participar de debate durante o 62º Fórum Nacional da Habitação de Interesse Social, na quinta-feira (2), em Campinas (SP), Rezende argumentou que a demanda por imóveis é consistente, sem características especulativas, enquanto os financiamentos habitacionais são seguros, afastando riscos de inadimplência e queda generalizada dos preços, como se viu em outros países.

"Tivemos um ciclo altamente virtuoso, que começou em 2004, com auge em 2011. De lá para cá, passamos por uma fase de transição. Não diria que o setor está em crise, mas sim saindo da euforia e voltando para a realidade", afirmou o executivo. Embora o mercado registre volumes altos de distratos e de estoques, além de baixa velocidade de vendas, Rezende ressaltou que o contexto brasileiro difere do contexto de uma bolha como a vivida pelos Estados Unidos há alguns anos. Ele citou que o porcentual dos financiamentos em relação ao valor do imóvel (Loan to Value, LTV, em inglês) atingiu 64,9% no Brasil em março, ante 65,4% em dezembro, um patamar que tem se mantido estável apesar do aumento no volume de financiamentos. Já nos Estados Unidos, o LTV chegou a superar 100%. Com isso, seria necessário ocorrer uma desvalorização de, ao menos, 40% nos preços por aqui para que a dívida dos mutuários se tornasse maior que o valor do bem financiado neste momento.

"Em alguns mercados, acreditamos que pode ter uma queda de 10% a até 18% nos preços. Mas é normal após uma onda de euforia. No geral, as perspectivas são boas no longo prazo", disse. "Temos um crédito com bastante qualidade, que nos afasta de uma situação de default (calote) ou de bolha", completou.

Rezende também mencionou que, no Brasil, o déficit habitacional é de cerca de seis milhões de unidades, e que a grande maioria das compras de imóveis é feita por usuários finais. Nos Estados Unidos, os negócios que inflaram a bolha foram feitos por especuladores que adquiriam a segunda ou terceira moradia em meio ao ambiente de taxas de juros reduzidas. "São fatores que tornam diferente a realidade brasileira em relação a de outros países. E não se pode dizer que o País vive uma grande crise", afirmou.

Demanda e crédito

De acordo com dados apresentados pelo vice-presidente de habitação, o site da Caixa registrou em março 6,16 milhões de acessos em seu simulador online de financiamentos habitacionais, mais do que os 5,34 milhões de dezembro. "A procura neste ano continua bastante grande, até maior do que ao longo do ano passado", comentou Rezende, ressaltando que a procura está concentrada no segmento de imóveis econômicos. Do total de acessos, 40,29% buscaram unidades de R$ 100 mil a R$ 150 mil, 20,19% foram para unidades de R$ 150 mil a R$ 200 mil, 19,00% para até R$ 100 mil, 10,69% para R$ 200 mil a R$ 300 mil, 6,76% para R$ 300 mil a R$ 500 mil e 3,07% acima de R$ 500 mil.

Em relação à oferta de crédito, Rezende admitiu que todos os bancos têm sido afetados pela captação líquida negativa das cadernetas de poupança. Isso, porém, afetou mais a Caixa, que detém 68% do mercado de crédito imobiliário e 34% do estoque de poupança. "A queda na poupança é uma das maiores da história", observou, defendendo a necessidade de diversificar os instrumentos de funding.

O executivo reiterou que a instituição financeira irá priorizar a concessão de financiamentos para a moradia popular, quem tem como o funding o FGTS. Neste setor, o montante de empréstimos em 2015 pelo banco pode até superar o de 2014. "O mercado imobiliário está em transição, mas não está tão ruim quanto se imagina. Na habitação social, não há nenhum indício de queda".

PiniWeb - 02 de Julho de 2015

 
Após seis anos paralisadas, obras de expansão do aeroporto de Vitória são autorizadas

Investimento de R$ 523,5 milhões vai permitir que a área e a capacidade operacional do terminal sejam triplicadas

A Secretaria de Aviação Civil (SAC) e a Infraero autorizaram na última semana a retomada das obras que triplicarão a área e a capacidade operacional do aeroporto de Vitória, no Espírito Santo. O investimento é estimado em R$ 523,5 milhões, com recursos vindos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

Sob suspeita de sobrepeço, os trabalhos foram paralisados em 2009 pelo Tribunal de Contas da União (TCU), após quatro anos de obras e 40% do projeto executado. O valor do primeiro contrato era de R$ 337,4 milhões. O processo se arrastou até dezembro de 2014, quando o consórcio Jota Ele/Damiani/Empo venceu uma nova licitação, por meio do Regime Diferenciado de Contratações (RDC).

A expansão prevê um novo terminal de passageiros, com dois andares e , além de 31 balcões de check-in, 75 pontos comerciais, cinco posições de embarque/desembarque em pontes ("fingers") e três posições remotas (sem o auxílio das pontes); um pátio para trânsito e estacionamento de aeronaves com 45,3 mil m²; uma nova pista de pousos e decolagens, com 2.058 metros de comprimento e 45 metros de largura, capaz de receber aeronaves do tipo 767-300 e dez novas pistas de taxiamento, interligando a nova pista ao pátio de aeronaves. Compõe o empreendimento, também, a construção de uma nova central de utilidades (CUT), que reúne os sistemas de apoio para operação do terminal de passageiros e das pistas e pátios do aeroporto.

A conclusão dos trabalhos está prevista para setembro de 2017. Posteriormente, está prevista uma segunda etapa de obras para uma nova expansão do aeroporto, ainda sem data de início. "Alguns itens da segunda etapa precisam ser executados agora. É o caso de alguns dos blocos de fundação da futura expansão do terminal. Como ficarão muito próximos, eles têm que ser feitos agora. Caso contrário, sua execução apenas na etapa seguinte seria tecnicamente inviável", explica Adílson Teixeira Lima, o diretor de Engenharia e Meio Ambiente da Infraero.

Vale lembrar que a Infraero realizou outras duas obras no aeroporto de Vitória: a construção da nova torre de controle, orçada em R$ 16 milhões, e da nova Seção de Combate a Incêndio (SCI), agora quatro vezes maior, com 2,6 mil m² e investimento de R$ 9,9 milhões.

PiniWeb - 02 de Julho de 2015

 
Aumento do CUB volta a desacelerar em junho no estado de São Paulo, mostra SindusCon-SP

Valor do metro quadrado para obras incluídas na desoneração da folha de pagamento fechou o mês em R$ 1.133,24, com avanço de 1,13% em relação a maio

A alta do Custo Unitário Básico (CUB) da construção civil do estado de São Paulo para obras incluídas na desoneração da folha de pagamento desacelerou em junho, com variação de 1,13% em relação a maio (no período anterior o aumento foi de 2,09%). Assim, a despesa por metro quadrado ficou em R$ 1.133,24. Os dados, divulgados nesta quarta-feira (1º), são do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-SP) e da Fundação Getulio Vargas (FGV).

O crescimento do índice foi influenciado principalmente pelos reajustes salariais negociados em maio e junho - a parcela relativa à mão de obra variou 1,91% no sexto mês do ano na comparação com o período anterior. Já os custos com materiais de construção subiram 0,08% e os administrativos 0,85% na mesma base de comparação.

Em 12 meses, a elevação do CUB em São Paulo para obras incluídas na desoneração chega a 5,46%, com aumentos de 7,54% nos custos com a mão de obra, de 2,50% nos materiais e de 7,53% nos gastos administrativos.

Sem desoneração

Nas construções não incluídas na desoneração da folha de pagamento o CUB apresentou alta de 1,21% em junho, totalizando R$ 1.219,90 por metro quadrado. Na mesma base de comparação, houve aumento com os custos com mão de obra (1,95%), administrativos (0,85%) e com materiais de construção (0,08%). No ano, o indicador apresentou alta de 4,30%.

Em 12 meses esse custo elevou-se em 5,60%, sendo mão de obra (7,52%), materiais (2,50%) e administrativos (7,53%).

PiniWeb - 02 de Julho de 2015

 
Dubai receberá o primeiro edifício de escritórios do mundo impresso em 3D

Projeto em parceria com a WinSun Global terá sua estrutura, mobília, detalhes e componentes do interior construídos com a tecnologia

A Comissão de Inovação Nacional dos Emirados Árabes Unidos (EAU) e a joint venture WinSun Global lançaram na última terça-feira (30) o projeto do primeiro edifício de escritórios do mundo construído totalmente com impressão 3D em Dubai. Localizado no mesmo terreno, o empreendimento abrigará funcionários do Museu do Futuro, que deverá ser concluído somente em 2017.

A impressão do edifício comercial de cerca de 185 m² de área vai ser feita camada por camada, utilizando um equipamento de seis metros de altura, montado no local. Toda a mobília, detalhes e componentes estruturais do interior serão também construídos com impressão 3D.

"O edifício será um testemunho da eficácia e da criatividade da tecnologia de impressão 3D, que acreditamos desempenhará um papel fundamental na remodelação dos setores da construção e design", disse Mohammed Al Gergawi, ministro de Assuntos do Gabinete dos EAU e presidente da Comissão de Inovação Nacional dos EAU.

A arquitetura do edifício apostará nos conceitos de aberto e flexível, permitindo uma variedade de usos e tamanho de equipes. Contará também com uma pequena instalação para fabricação digital e um espaço para exposição de impressão 3D.

A estimativa é de que a tecnologia de impressão em 3D reduza o tempo de construção entre 50 a 70%, os custos de mão de obra entre 50 a 80% e o desperdício na construções entre 30 e 60%.

A parceria entre Dubai e a WinSun Global (joint venture entre a chinesa WinSun e investidores internacionais) ainda contará com a participação das empresas Gensler, Thornton Thomasetti e Syska Hennessy.

PiniWeb - 30 de Junho de 2015

 
Vendas de materiais de construção em junho e julho devem ser regulares, mostra levantamento da Abramat

Apesar disso, 64% das empresas estão pessimistas quanto às ações do governo para o setor da construção civil nos próximos 12 meses

O termômetro referente às perspectivas da indústria de materiais de construção para as vendas em junho foi divulgado na última quinta-feira (25) pela Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (Abramat). A pesquisa revela que enquanto 42,9% dos entrevistados esperam encerrar o mês com faturamento regular, a mesma fatia, 42,9%, preveem um cenário ruim. Apenas 10,7% acreditam em boas vendas.

Para o próximo mês de julho, o levantamento mostra que 42,9% estimam vendas regulares, 35,7% ruins, 17,9% boas e 3,6% muito ruins. "A indústria prevê vendas ligeiramente melhores em junho e julho, mas ainda não serão suficientes para reverter a queda até o momento. O varejo começou a apresentar declínio de vendas desde abril e as construtoras continuam com um nível de atividade bem menor que em 2014", analisa Walter Cover, presidente da Abramat.

A sondagem ainda indica que 64% das empresas estão pessimistas quanto às ações do governo para o setor da construção civil nos próximos 12 meses. Além disso, 50% das indústrias informaram que pretendem investir nos próximos 12 meses. "Muitas empresas continuam a adiar seus planos de investimento, mas houve uma melhora nesse índice em junho, lembrando que esse é um indicador importante nas expectativas de longo prazo", opina Cover.

A Abramat espera que algumas medidas positivas sejam anunciadas em breve pelo Governo Federal, como a regularização dos pagamentos do Minha Casa Minha Vida e o lançamento da terceira fase do programa habitacional, além da estabilização no emprego e na renda das famílias.

PiniWeb - 30 de Junho de 2015

 
Demissões na construção civil brasileira chegam a 126,9 mil trabalhadores nos cinco primeiros meses do ano, mostra SindusCon-SP e FGV

Analisando somente o mês de maio, maior número de fechamento de vagas está no Sudeste, Nordeste e Sul do País

A construção brasileira demitiu 36,7 mil trabalhadores com carteira assinada em maio, o que representa uma queda de 1,14% na comparação com o mês anterior, mostra pesquisa divulgada nesta quinta-feira (25) pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-SP) em parceria com a Fundação Getulio Vargas (FGV). Essa é a oitava retração mensal consecutiva.

No mês, em relação às regiões do País, foram 19.385 demissões no Sudeste (-1,19%), 9.762 no Nordeste (-1,43%), 3.411 no Sul (-0,70%), 3.008 no Centro-Oeste (-1,23%) e 1.204 no Norte (-0,62%).

Já nos primeiros cinco meses do ano, o saldo negativo chega a 126,9 mil vagas, um recuo de 3,83% contra dezembro. Em relação a maio de 2014 foram fechados 366 mil postos de trabalho (-10,29%). Na comparação do acumulado no ano contra o mesmo período do ano anterior, por sua vez, a queda foi de 8,37%, com o corte de 297 mil empregos.

A pesquisa ainda mostra a redução do número de vagas por setores em 12 meses: queda de 15,31% em infraestrutura, 9,01% na área de preparação de terrenos e 10,48% em engenharia e arquitetura.

"A demissão desse impressionante volume de trabalhadores nos aproxima da projeção de que chegaremos a perder 750 mil empregos no biênio 2014-2015. A indústria da construção necessita urgentemente de estímulos para reverter esse cenário", disse o presidente do SindusCon-SP, José Romeu Ferraz Neto.

A entidade critica a não inclusão do setor da construção na desoneração da folha de pagamento, chamando de "contrassenso total", e pede que o governo coloque em dia os atrasos de pagamento do PAC e do Minha Casa, Minha Vida, que "também estão contribuindo para suspensões de obras e demissões".

Estado de São Paulo

Em maio o nível de emprego no estado de São Paulo registrou queda de 1,23% em relação a abril, com o saldo entre contratações e demissões negativo em 10.284 trabalhadores. Nos primeiros cinco meses do ano, o indicador apresenta saldo negativo de 12.024 vagas, com retração de 1,43% em relação a dezembro. Com isso, ao final de maio o número de trabalhadores do setor empregados no estado totalizava 826,8 milhões.

No acumulado do ano em relação ao mesmo período do ano anterior, o indicador registrou retração de 6,27%, com o fechamento de 55.965 vagas. Em relação a maio de 2014, a queda foi de 7,27% (-64.828 vagas).

PiniWeb - 30 de Junho de 2015

 
FGV: mão de obra influencia aumento de 1,87% do custo da construção em junho

Reajustes salariais no Rio de Janeiro e São Paulo puxam aceleração do INCC-M neste mês. Veja variação em sete capitais

Puxado pela parcela relativa à mão de obra, o Índice Nacional de Custo da Construção - M (INCC-M) teve aceleração em junho, ao registrar variação de 1,87%, acima do resultado do mês anterior, de 0,45%. A pesquisa foi divulgada na última sexta-feira (26) pela Fundação Getúlio Vargas (FGV).

O indicador relativo a Materiais, Equipamentos e Serviços subiu 0,47% neste mês contra 0,67% em maio. No grupo, a parcela correspondente a Materiais e Equipamentos desacelerou de 0,79% para 0,53%. Por outro lado, o item Serviços teve aumento, indo de 0,22%, em maio, para 0,27%, em junho.

Já o índice referente à Mão de Obra registrou variação de 3,16% neste mês. Em maio, a taxa foi de 0,24%. A aceleração, segundo a FGV, foi influenciada pelos reajustes salariais no Rio de Janeiro e São Paulo.

No ano, o INCC-M acumula alta de 4,61%, sendo 3,97% em Materiais, Equipamentos e Serviços e 5,20% em Mão de Obra. Nos últimos 12 meses, por sua vez, a variação é de 6,62%, com variações de 6,10% em Materiais, Equipamentos e Serviços e 7,09% em Mão de Obra.

O INCC-M é calculado com base nos preços coletados entre os dias 21 do mês anterior e 20 do mês de referência.

PiniWeb - 25 de Junho de 2015

 
Lei de inspeção predial em Fortaleza é regulamentada e multas poderão ser aplicadas daqui a seis meses

Laudo de vistoria técnica deverá ser contratado periodicamente para atestar as condições de conservação, estabilidade e segurança da edificação

O prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio, assinou na última terça-feira (23) o decreto que regulamenta a Lei de Inspeção Predial, nº 9.913 de 16 de julho de 2012. A vistoria técnica periódica, que atesta as condições de conservação, estabilidade e segurança da edificação, deverá ser efetuada por engenheiro, arquiteto ou empresa legalmente habilitada no Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (Crea-CE) ou no Conselho de Arquitetura e Urbanismo (CAU-CE)

Estão obrigadas a realizar a inspeção os edifícios residenciais com três ou mais pavimentos; de uso comercial, industrial, institucional, educacional, recreativo, religioso e de uso misto; de uso coletivo, públicos ou privados; e as edificações de qualquer uso, desde que representem perigo à coletividade.

Realizada de acordo com a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), a vistoria técnica classifica o grau de risco do prédio com relação à segurança dos sistemas construtivos, tais como: estrutura, alvenarias, revestimentos, cobertura, instalações, equipamentos, entre outros. Após sua realização, o profissional responsável enviará o laudo e solicitará à Secretaria Municipal de Urbanismo e Meio Ambiente (Seuma) a expedição de Certificado de Inspeção Predial (CIP), mediante preenchimento de formulário disponível no site do órgão. Esse documento deverá ser afixado em local visível no empreendimento.

Nos próximos seis meses, 70 fiscais da Agência de Fiscalização de Fortaleza (Agefis) vão realizar fiscalizações em caráter educativo. Após o período, a prefeitura exigirá que as edificações com mais de 50 anos de existência deverão ter um lado anualmente. Os prédios de 31 a 50 anos precisam de vistoria a cada dois anos. Os que têm entre 20 a 30 anos devem ser fiscalizados a cada três anos. Já naqueles com menos de 20 anos, o laudo será feito a cada cinco anos.

Para quem não cumprir a legislação, estão previstas multas que variam de R$ 1 mil a R$ 5 mil.

A regulamentação da Lei de Inspeção Predial veio mais de três anos depois da apresentação da minuta do projeto de lei na Câmara Municipal, feita em abril de 2012 pelo Crea-CE em parceria com o Sindicato dos Engenheiros do Ceará (Senge-CE).

A elaboração do laudo traz responsabilidade civil e criminal ao profissional, exigindo conhecimento técnico. "Vamos tentar fazer uma capacitação específica com os profissionais para a inspeção predial, porque ela vai requerer uma equipe multidisciplinar, que vai desde a estrutura, instalações, elevadores. Nossa ideia é começar a cadastrar aqueles engenheiros que queiram trabalhar com inspeção predial", disse Teresa Neumann, presidente do Senge-CE.

PiniWeb - 25 de Junho de 2015

 
Níveis de atividade e emprego na indústria da construção apresentam leve melhora em maio, diz CNI

Indicadores tem pequeno aumento, mas permanecem abaixo dos 50 pontos, o que mostra queda no nível de produção e contratações

De acordo com a Sondagem Indústria da Construção, divulgada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) nesta quarta-feira (24), o pessimismo dos empresários do setor da construção teve uma leve melhora em maio. Isso porque o índice de evolução do nível de atividade passou de 36,5 em abril para 37,7 pontos no último mês e o indicador de evolução do número de empregados oscilou de 36,3 para 36,6 pontos.

Apesar das melhoras, lembra a CNI, os índices se mantém abaixo da linha divisória de 50 pontos, o que indica queda da atividade e redução do número de empregados, respectivamente, ainda que em ritmo menor do que abril.

O uso da capacidade de operação ficou em 61% e o índice de nível de atividade efetivo em relação ao usual foi de 30,7 pontos, o que representa um aumento de 1,3 ponto na comparação com o mês anterior. Esse índice varia de 0 a 100 pontos e quanto mais distante de 50 pontos maior a distância entre o nível de atividade observada e a usual para o mês.

"Houve uma leve redução do pessimismo dos empresários. Contudo, nada que melhore substancialmente as expectativas sobre o nível de atividade, novos empreendimentos e serviços, compras de insumos e matérias-primas ou número de empregados", afirma a pesquisa.

O índice de intenção de investimentos, porém, caiu para 28,9 pontos, o nível mais baixo da série histórica que começou em novembro de 2013. As empresas de grande porte são as que estão menos propensas a investir, mostra a CNI. Nas grandes indústrias, o indicador de intenção de investimento ficou em 27,8 pontos, nas médias, em 29,6 pontos, e, nas pequenas, em 31 pontos.

Essa edição da Sondagem Indústria da Construção foi feita entre 1º e 12 de junho com 598 empresas, das quais 197 de pequeno porte, 272 médias e 129 grandes.

PiniWeb - 25 de Junho de 2015

 
Câmara aprova texto-base do projeto de lei que reduz desonerações e mantém construção fora do benefício

Caso não haja novas mudanças na análise dos substitutivos apresentados ao texto original e na sanção da presidente Dilma Rousseff, alíquota paga pelo setor passará de 2% para 4,5%

A Câmara dos Deputados aprovou, na madrugada desta quinta-feira (25), por 253 votos a favor, 144 contra e uma abstenção, o texto-base do Projeto de Lei 863/15, que reduz as desonerações das folhas de pagamento de 56 segmentos da economia, aplicadas desde 2011. Ainda falta analisar os destaques apresentados ao substitutivo do deputado Leonardo Picciani (PMDB-RJ), mas, caso não haja novas mudanças, o setor da construção civil estará fora do benefício.

Peça-chave do ajuste fiscal do governo, o projeto de lei estabelece que empresas que pagam alíquota de 1% de contribuição previdenciária sobre a receita bruta ao Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) passarão a contribuir com 2,5%. Já os setores que hoje pagam alíquota de 2% passarão a contribuir com 4,5%. Segundo o governo, o reajuste é necessário para reequilibrar as contas devido à grande renúncia, que atingiu R$ 21,5 bilhões em 2014, valor 62,8% superior aos R$ 13,2 bilhões não arrecadados em 2013.

O substitutivo de Picciani traz, no entanto, algumas mudanças no texto original do projeto de lei. São elas: o aumento da taxa de 2% para 3% no caso dos setores de call center e de transportes rodoviários, ferroviários e metroviários de passageiros; de 1% para 1,5%, nas empresas jornalísticas, de rádio e TV, no setor de transporte de cargas, no transporte aéreo e marítimo de passageiros, nos operadores de portos, no setor calçadista, e na produção de ônibus; e, por fim, a continuação do tributo de 1% da receita bruta no setor de carnes, peixes, aves e derivados.

Assim, ficou de fora da desoneração o setor da construção civil. Caso não haja uma nova alteração no texto-base do projeto de lei e na sanção da presidente Dilma Rousseff, o segmento que hoje paga alíquota de 2% passará a contribuir com 4,5%. O texto, no entanto, determina que as obras iniciadas em abril de 2013 e até o dia anterior à futura lei continuarão pagando 2% até seu encerramento para evitar problemas relacionados à regularização tributária que poderiam ser ocasionados por tarifas diferentes.

Vale lembrar que na semana passada o Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-SP) enviou comunicado alertando que sem a desoneração a estimativa é de que a indústria da construção encerre 2015 com 2,83 milhões de empregados com carteira assinada, o que representa uma queda de 480 mil postos em relação a dezembro de 2014, e 180 mil a mais do que o esperado anteriormente (300 mil). Além disso, a entidade também avalia que a conjuntura econômica ainda poderá piorar nos próximos meses.

PiniWeb - 23 de Junho de 2015

 
Código paulista que confere poder de polícia aos bombeiros entrará em vigor no dia 6 de julho

Obras que desrespeitarem as normas de prevenção contra incêndios ou que possuam problemas estruturais podem ser advertidas por escrito ou multadas

Em São Paulo, o Código Estadual de Proteção Contra Incêndios e Emergências vai vigorar a partir do dia 6 de julho. Criado pela Lei Complementar Nº 1.257, ele permite que o Corpo de Bombeiros da Polícia Militar do Estado de São Paulo (CBPMESP) realize vistorias sem a solicitação do proprietário e penalize estabelecimentos irregulares. As obras que desrespeitarem as normas de prevenção contra incêndios ou que possuam problemas estruturais, comprometendo a segurança dos usuários, podem ser advertidas por escrito ou multadas.

Os procedimentos realizados por construtoras e projetistas, como solicitação da visita e concessão da licença, continuam os mesmos, afirmou o Tenente Rafael Marques do Corpo de Bombeiros (CB). Além disso, segundo o artigo 27§ 5º do novo código, "o pagamento da multa não exime o infrator do cumprimento das exigências". As penalidades, consequentes das infrações, seguirão o Decreto Regulamentador, que segue em tramitação no Legislativo.

Atendendo à solicitação do CBPMESP, o Instituto Brasileiro de Avaliações e Perícias de Engenharia de São Paulo (Ibape/SP) está atualizando sua cartilha "Inspeção Predial - Prevenção E Combate A Incêndio". Para o Engenheiro Paulo Grandiski, consultor das câmaras técnicas do instituto, "é de se prever que essas penalidades induzirão os estabelecimentos fiscalizados a atenderem às exigências dos CB, com a elaboração de projetos de combate a incêndios atualizados e atendimento de eventuais inadequações".

PiniWeb - 23 de Junho de 2015

 
Obras do Rodoanel de Teresina, com 28 km de extensão, são retomadas

Embargada há mais de um ano, construção está 70% concluída e deve ser entregue em 10 meses

As obras do Rodoanel de Teresina, no Piauí, foram retomadas na última terça-feira (16) pelo governo estadual, por meio da Secretaria Estadual dos Transportes (Setrans). O anel viário possui 28 km de extensão e está 70% concluído. A previsão é de que a obra completa seja entregue em 10 meses.

A construção do rodoanel começou em maio de 2012, com orçamento no valor de R$ 300 milhões, mas foi embargada em abril de 2014 por uma decisão judicial. O motivo foi o questionamento de um assentamento do Incra sobre o valor das indenizações.

A obra possui três viadutos, um sobre a linha férrea, um na BR 316, outro na BR 343 e uma ponte sobre o rio Poti. As estruturas nas BRs 316 e 343 estão com os pilares prontos, faltando a superestrutura, ou seja, a concretagem do tabuleiro e dos guarda-corpos.

Com a conclusão do Rodoanel de Teresina, vai ser reduzido em 15 km a distância entre as saídas Norte e Sul de Teresina, diminuindo a quantidade de veículos pesados na zona urbana e desafogando o trânsito da capital.

“Essa obra é essencial para a mobilidade urbana de Teresina, pois vamos conseguir retirar do meio urbano os caminhões de grande porte e fazer com que haja uma maior fluidez dentro da cidade”, disse Guilhermano Pires, secretário dos Transportes.

PiniWeb - 23 de Junho de 2015

 
Pilones da primeira ponte estaiada do Metrô do Rio de Janeiro alcançam 36 metros de altura

Consórcio Construtor Rio Barra deve começar em julho a instalação dos 52 conjuntos de cabo de aço da estrutura sobre o canal da Barra da Tijuca

O Consórcio Construtor Rio Barra (CCRB) informou na última semana que a construção dos dois pilones da primeira ponte estaiada para metrô do Rio de Janeiro, entre os túneis do Morro do Focinho do Cavalo e a Estação Jardim Oceânico, da Linha 4 (Barra da Tijuca-Ipanema), chegaram a 36 metros de altura, a metade do tamanho que terão. Essa estrutura vai sustentar os 52 conjuntos de estais, que devem começar a ser instalados em julho.

O projeto prevê a fixação de 5.500 metros de estais em dois pilones de 72 metros de altura. Esta é a primeira vez que uma obra na América Latina executa a instalação de pilares inclinados com o sistema autotrepante, que consiste em pistões hidráulicos que eleva a estrutura de apoio da ponte. As vantagens da metodologia, segundo o CCRB, são o ganho de tempo na conclusão do trabalho, a segurança para a equipe de serviços em altura e a possibilidade de manter o trânsito de veículos e pedestres sob a construção.

Os estais da ponte têm entre 19 e 37 conjuntos de fios de aço, e cada um tem mais de 287 km de fios de aço instalados. Por se tratar de uma estrutura para metrô em curva e com forte incidência de ventos,